Startup explica ambição do Facebook pelo Instant Articles

 

instant-article

Na última semana, o Facebook deu início a mais um ambicioso projeto, o Instant Articles, pelo qual nove empresas jornalísticas (The New York Times, BuzzFeed, National Geographic, The Atlantic, BBC, The Guardian, Der Spiegel, Bild e NBC News) publicam reportagens diretamente na rede social, sem a necessidade de o leitor visitar um site externo ao ambiente criado por Mark Zuckerberg. O programa, disponível por ora apenas aos aparelhos com sistema operacional iOS (Apple), oferece benefícios às publicações, que podem ganhar percentuais de receita nada desprezíveis (70 ou 100%). A reação ao formato, no entanto, opôs dois grupos — os otimistas e os niilistas —, e é acompanhada por um importante ingrediente: uma silenciosa compra realizada nesta quarta-feira. A rede abocanhou a Tugboat Yards, startup californiana que fornece ofertas personalizadas para aproximar consumidores de pequenas e médias publicações ou produtores. A negociação sem alarde ilustra (ainda mais) as ambições da empresa com as questões relativas ao conteúdo.

Continuar lendo

Por que devemos ficar atentos ao The State of The News Media 2015

3167575006_b2a00d64d4_b

Nesta quarta-feira, o Pew Internet Research divulgou a mais nova edição do The State of The News Media, relatório anual sobre as perspectivas do mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor — e discutida aqui, no blog, desde 2008. O levantamento, relativo ao ano de 2014 e ao primeiro mês de 2015, escancara mais uma vez os problemas do setor, carente de inovações, e lança luz onde as sombras teimam em avultar: as empresas de tecnologia e DNA digital ganham, paulatinamente, valores percentuais preciosos de publicidade digital, deixando uma pequena porção a ser dividida a tapas (digitais) entre companhias de mídia que deveriam ter status… de tecnologia.

Continuar lendo

Pound, a nova arma do BuzzFeed

Os segredos do BuzzFeed não podem ser resumidos a seus conteúdos descompromissados, objetos onipresentes nas redes sociais, por onde passam pedras preciosas e, também, esgoto. Seus espetaculares resultados de audiência — sete a cada dez leitores chegam a seu site por meio de Twitter, Facebook, Pinterest, entre outros — também são referência para a concorrência e fazem da viralidade uma ciência, agora, a ser estudada por uma lente biconvexa ainda mais poderosa.

Continuar lendo

Como funciona o News Feed, do Facebook

news-feed-facebook

O dia 5 de setembro de 2006 pode ser considerado um marco para a história do Facebook. É a data que representa o início da trajetória de sucesso de um dos pilares da rede social, o News Feed (ou Feed de Notícias, em português). O recurso, que recebeu quatro anos depois uma vitamina nada desprezível — o controverso algortimo Edgerank —, é uma moeda preciosa da companhia: seu funcionamento se resume a poucas informações, algumas delas obviedades. Na última semana, no entanto, detalhes de sua fórmula foram reveladas. Com algumas surpresas.

Continuar lendo

O impacto do Big Data no universo da comunicação

Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Aos que não compareceram às conversas sobre a importância do Big Data no universo da comunicação — excerto do que será oferecido no curso de extensão de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) —, segue a apresentação ministrada e acompanhada por jornalistas, publicitários, médicos, arquitetos, coordenadores de telecomunicações e profissionais de educação física.

Inscreva-se!

Continuar lendo

O Facebook é a internet?

Em 1964, o engenheiro Paul Baran (1926-2011) recebeu uma tarefa considerada preciosa. À época, o polonês foi desafiado a desenvolver um sistema que pudesse manter a comunicação entre pontos finais mesmo durante possíveis estragos provocados por um ataque nuclear. Foram desenhados três diagramas (imagem a seguir) que explicam a razão e existência da internet: vivemos em um universo digital distribuído, no qual as mensagens são ‘fatiadas’ em blocos ao ser enviadas, chegando ao destinatário com segurança e rapidez.

diagrama-paul-baran

Continuar lendo

O furor pelo ‘Discover’, do Snapchat

discover-snapchat

Na última semana, o Snapchat, aplicativo conhecido por apresentar mensagens (fotos, textos e vídeos) que se autodestroem em segundos depois de enviados, anunciou novos recursos a seus usuários. Um deles chamou a atenção: o Discover, funcionalidade que exibe reportagens de onze empresas de comunicação, entre elas CNN, ESPN e People. A divulgação do item incorporado ao app veio acompanhada por um ingrediente nada desprezível: o furor entre jornalistas, um universo no qual carece cada vez mais de inovação. Há motivos? Talvez. A execução do Discover é agradável, o experimento é valioso. Mas a seção (ainda) não tem a essência do app, um passo importante para torná-lo popular entre os jovens que consomem vorazmente conteúdos na rede.

Continuar lendo

The New Republic estampa (parte do) problema do Jornalismo: os jornalistas

The-New-Republic-Chris-Hughes

A revista americana The New Republic é uma referência de bom jornalismo. Por um século, foi responsável por exibir entrevistas saborosas, como a de Josef Stálin ao até então repórter HG Wells. Fez também, por meio de George Orwell, um guia de seis regras para escrever bem — ingredientes presentes em todos os Manuais de Redação do mundo. Nos últimos dias, a publicação recebeu atenção depois de uma saída em massa de seus jornalistas em protesto contra as mudanças de perspectiva da companhia: transformar The New Republic em uma empresa com DNA digital. Por consequência, a edição de dezembro, prevista para sair no dia 15, foi cancelada. O episódio convida à reflexão o primeiro (de muitos) conflitos de culturas completamente diferentes. De um lado, profissionais de redação ancorados em um modelo conservador e, do outro, pessoas que respiram princípios do Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia mundial, com estratégias agressivas e obsessão por inovação. A batalha mostra as razões pelas quais o Jornalismo permaneça em crise: o problema não está na profissão — e, sim, talvez, em alguns profissionais.

Continuar lendo

Um Native Ad por excelência

new-york-times-shell

O Native Ad, publicidade nativa ou natural em português, é um termo no qual sempre reservaram no universo do jornalismo adjetivos pouco lisonjeiros. Até meados de 2013, havia muita resistência ao formato exibido como um conteúdo editorial, mas com um asterisco nada desprezível de pago — há o nobre objetivo de não confundir o leitor sobre a origem do conteúdo. A crise instalada na profissão, no entanto, fez empresas de comunicação mudarem seus julgamentos. Huffington Post, The New York Times e BuzzFeed foram os motores para que o modelo começasse a ganhar corpo. Hoje, Native Ad é um ingrediente onipresente em redações digitais. Ganhou atenção com equipes dedicadas exclusivamente às tarefas de criar conteúdos patrocinados; consequentemente, os modelos ganharam novas roupas e interesse dos leitores. O The New York Times, mais uma vez, é o pioneiro no quesito inovação.

Continuar lendo

O Jornalismo precisa de um iTunes?

blendle-recebe-investimento-new-york-times

Em abril de 2003, o americano Steve Jobs surpreendeu o mundo ao apresentar a iTunes Store, complemento para os dispositivos da linha iPod  que mudou radicalmente a indústria musical. A ideia de oferecer uma alternativa legal de compartilhamento de canções reuniu 200.000 fonogramas em sua estreia — vendidos a 0,99 dólar. Rapidamente, recebeu a adesão dos maiores interessados: artistas e consumidores finais. O modelo contribuiu para a inovação no setor e foi replicado para diversos setores, inclusive no jornalismo. A startup holandesa Blendle é um bom exemplo. Concebida em março, a companhia oferece ao leitor reportagens de uma publicação de modo separado. Nesta segunda, a pequena empresa europeia de sete meses de vida ganhou um apoio que joga luz sobre seu desempenho: o jornal americano The New York Times, em parceria com a alemã Axel Springer, anunciou um investimento de 3,8 milhões de dólares na startup.

Continuar lendo