O impacto do Big Data no universo da comunicação

Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Aos que não compareceram às conversas sobre a importância do Big Data no universo da comunicação — excerto do que será oferecido no curso de extensão de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) —, segue a apresentação ministrada e acompanhada por jornalistas, publicitários, médicos, arquitetos, coordenadores de telecomunicações e profissionais de educação física.

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O Facebook é a internet?

Em 1964, o engenheiro Paul Baran (1926-2011) recebeu uma tarefa considerada preciosa. À época, o polonês foi desafiado a desenvolver um sistema que pudesse manter a comunicação entre pontos finais mesmo durante possíveis estragos provocados por um ataque nuclear. Foram desenhados três diagramas (imagem a seguir) que explicam a razão e existência da internet: vivemos em um universo digital distribuído, no qual as mensagens são ‘fatiadas’ em blocos ao ser enviadas, chegando ao destinatário com segurança e rapidez.

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O furor pelo ‘Discover’, do Snapchat

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Na última semana, o Snapchat, aplicativo conhecido por apresentar mensagens (fotos, textos e vídeos) que se autodestroem em segundos depois de enviados, anunciou novos recursos a seus usuários. Um deles chamou a atenção: o Discover, funcionalidade que exibe reportagens de onze empresas de comunicação, entre elas CNN, ESPN e People. A divulgação do item incorporado ao app veio acompanhada por um ingrediente nada desprezível: o furor entre jornalistas, um universo no qual carece cada vez mais de inovação. Há motivos? Talvez. A execução do Discover é agradável, o experimento é valioso. Mas a seção (ainda) não tem a essência do app, um passo importante para torná-lo popular entre os jovens que consomem vorazmente conteúdos na rede.

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The New Republic estampa (parte do) problema do Jornalismo: os jornalistas

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A revista americana The New Republic é uma referência de bom jornalismo. Por um século, foi responsável por exibir entrevistas saborosas, como a de Josef Stálin ao até então repórter HG Wells. Fez também, por meio de George Orwell, um guia de seis regras para escrever bem — ingredientes presentes em todos os Manuais de Redação do mundo. Nos últimos dias, a publicação recebeu atenção depois de uma saída em massa de seus jornalistas em protesto contra as mudanças de perspectiva da companhia: transformar The New Republic em uma empresa com DNA digital. Por consequência, a edição de dezembro, prevista para sair no dia 15, foi cancelada. O episódio convida à reflexão o primeiro (de muitos) conflitos de culturas completamente diferentes. De um lado, profissionais de redação ancorados em um modelo conservador e, do outro, pessoas que respiram princípios do Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia mundial, com estratégias agressivas e obsessão por inovação. A batalha mostra as razões pelas quais o Jornalismo permaneça em crise: o problema não está na profissão — e, sim, talvez, em alguns profissionais.

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Um Native Ad por excelência

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O Native Ad, publicidade nativa ou natural em português, é um termo no qual sempre reservaram no universo do jornalismo adjetivos pouco lisonjeiros. Até meados de 2013, havia muita resistência ao formato exibido como um conteúdo editorial, mas com um asterisco nada desprezível de pago — há o nobre objetivo de não confundir o leitor sobre a origem do conteúdo. A crise instalada na profissão, no entanto, fez empresas de comunicação mudarem seus julgamentos. Huffington Post, The New York Times e BuzzFeed foram os motores para que o modelo começasse a ganhar corpo. Hoje, Native Ad é um ingrediente onipresente em redações digitais. Ganhou atenção com equipes dedicadas exclusivamente às tarefas de criar conteúdos patrocinados; consequentemente, os modelos ganharam novas roupas e interesse dos leitores. O The New York Times, mais uma vez, é o pioneiro no quesito inovação.

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O Jornalismo precisa de um iTunes?

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Em abril de 2003, o americano Steve Jobs surpreendeu o mundo ao apresentar a iTunes Store, complemento para os dispositivos da linha iPod  que mudou radicalmente a indústria musical. A ideia de oferecer uma alternativa legal de compartilhamento de canções reuniu 200.000 fonogramas em sua estreia — vendidos a 0,99 dólar. Rapidamente, recebeu a adesão dos maiores interessados: artistas e consumidores finais. O modelo contribuiu para a inovação no setor e foi replicado para diversos setores, inclusive no jornalismo. A startup holandesa Blendle é um bom exemplo. Concebida em março, a companhia oferece ao leitor reportagens de uma publicação de modo separado. Nesta segunda, a pequena empresa europeia de sete meses de vida ganhou um apoio que joga luz sobre seu desempenho: o jornal americano The New York Times, em parceria com a alemã Axel Springer, anunciou um investimento de 3,8 milhões de dólares na startup.

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Ello, mais uma rede social ‘anti-Facebook’

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Nas últimas semanas, o gigante invulnerável Facebook conheceu mais um contendor em potencial: Ello. Concebido em 2013 como uma alternativa à maior rede social do mundo (e, pretensamente, uma antítese a ela), o novo rival ganhou destaque após forte adesão da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), grupo descontente com a rede de Zuckerberg por bloquear contas com pseudônimos, em sua maioria de drag queens — o serviço exige nomes reais. A gritaria foi grande e contribuiu para levantar, mais uma vez, a seguinte questão: há, enfim, um concorrente à altura do Facebook? É cedo para dizer. O desejo de ser uma rede ‘anti-Facebook’ é nobre, mas não é nupérrimo. Sonhar em ser a antípoda da plataforma que reúne metade da população mundial conectada não é uma tarefa nada fácil de ser executada.

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Por que o BuzzFeed quer ser (ainda) mais distribuído

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Nesta segunda-feira, o BuzzFeed recebeu um aporte de 50 milhões de dólares da empresa de capitais de investimento Andreessen Horowitz — reconhecida por fazer grandes apostas em startups que se tornam gigantes do setor, casos de Facebook, Twitter e Foursquare. O mais novo investimento faz com que o BuzzFeed dê um grande salto em sua curta história de oito anos de vida: hoje o produto concebido por Jonah Peretti, cofundador do Huffington Post, vale 850 milhões de dólares. A informação ganhou o mundo — e veio acompanhada por um ingrediente que deve ser analisado com uma lupa: a criação de um novo time, o “BuzzFeed Distributed”.

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A Copa dos dados e das previsões — erradas

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O futebol não é uma ciência exata. Mas a segunda edição brasileira da Copa do Mundo já está marcada pelo desfile de dados, estatísticas e projeções — erradas — no universo digital das empresas de Jornalismo. A estatística caiu, literalmente. Mas quem a derrubou? Um futebol vistoso, um entrechoque de estilos opostos que garantem: o que se viu até agora justifica o entusiasmo dos torcedores, mas muito em função do equilíbrio da maioria das seleções. No fim da primeira fase, concluída nesta quinta-feira, já é possível concluir: não há um favorito absoluto para a competição. Muito menos seguir à risca o que os números buscam revelar dentro de campo.

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Por um Jornalismo Digital com a essência das startups
As Olimpíadas dos dados

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Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Estão abertas as inscrições para o curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), projeto do qual serei coordenador, ao lado de Alec Duarte. O programa, com duração de três meses, faz parte do projeto de evolução do curso de Comunicação em Dados (Jornalismo de Dados), ofertado na instituição no fim do ano passado.

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