nov 08 2009

A valorização do cruzamento de dados no Intercon 2009

Tag: #camp,culturaweb,midia,tendenciasRafael Sbarai @

intercon-09

Quem me acompanha no blog já percebeu o lado cético e de reflexão que tenho desempenhado para unir aqui características da cultura digital, comportamento do ser humano, tecnologia e jornalismo. Há algumas semanas, fiz isso no “resumo” no Nokia Camp, falando sobre a necessidade de ubiquidade social móvel da empresa.

Neste final de semana, não foi diferente. Retiro apenas um excerto do que considerei como positivo no Intercon 2009, realizado neste sábado, no Hotel Renaissance.

Pela primeira vez, fui ao evento como convidado e tive a possibilidade de sortear um convite no blog – que acabou garantindo a presença de Carlos Eduardo Jorge por lá. Minha intenção no Intercon, a priori, era tentar extrair conhecimento de alguns personagens que já conheço, mas sai de lá surpreso.

Encontrei  no ambiente Negócios Digitais e Novas Mìdias, organizado por Manoel Lemos, um espírito de valorização do cruzamento de dados com a explanação de Tiago Peixoto sobre o fornecimento de dados públicos em formatos reutilizáveis. No caso, eu acredito e muito em um modelo jornalístico que possa ter o caráter de prestação de contas.

Há uma necessidade intensa, hoje, de agregar num único ambiente virtual uma espécie de apresentação de valores locais, federais ou globais que não são compreendidos por todos e deixá-los em um formato visual atraente e que provoque importância em cada cidadão.

Trata-se de extrair informações que estão nos porões do governo aos holofotes midiáticos.

E isso pode ser realizado a partir da mineração de dados ou coleta de conteúdos: Data Mining. Tiago citou inúmeros casos de como é possível realizar o que define-se por Economia dos Dados Abertos: transparência e dar qualidade a um valor até então considerado inutilizável.

Foi o que o New York Times fez, por exemplo, no Homicides Map: registrar homicídios hiperlocais e recorrer a dados oficiais do departamento da polícia da cidade para executar um belo trabalho jornalístico visual, enaltecendo o uso do geotaggeamento e a produção de mashups com mapas.

recovery.gov

Tiago destacou projetos bem bacanas e que já havia discutido pessoalmente com interessados na área, como o Recovery, do governo de Obama. Falou-se novamente no Fixmystreet, serviço que já destaquei no blog lá em 2007 e que foi “ressucitado” no Efeito Obama.

Mas o que mais me chamou atenção foi conhecer mais sobre o DataMasher, serviço que ganhou recentemente o Apps for America. DataMasher foi criado por Joe Pringle e permite que retire dados do Data.gov e crie relações entre eles. Dá para produzir, por exemplo, uma ligação entre o indíce de pessoas com diabetes e os estados que consomem mais fastfood.

data-masher

É uma das primeiras ferramentas que encerram o complicado princípio de raspagem de informações para ter a possibilidade de cruzar dados e apresentá-los da melhor maneira possível ao cidadão. Resumindo, é produzir e tomar do Estado a obrigação que nunca foi apresentada.

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out 25 2009

Minhas impressões sobre o Nokia Camp 2009

Tag: #camp,culturaweb,mobilidadeRafael Sbarai @

nokia-camp-09

Quem me conhece ou acompanha o blog há algum tempo percebe que dificilmente falo aqui sobre um gadget, aparato tecnológico – seja celular ou computador – com um critério mais específico ou um tom de review crítico. Não tenho essa arte. Minha intenção sempre foi retirar destes suportes mecanismos para promover ou tentar entender o modo de comportamento do ser humano, que se modela a partir do desenvolvimento vertiginoso da tecnologia.

E foi com essa premissa que participei da segunda edição do Nokia Camp, realizado neste sábado, em São Paulo. O evento, que contou com  apresentações das 10h às 18h no Espaço Wynn, na Berrini, reuniu formadores de opinião, blogueiros, jornalistas e muitos entusiastas por gadgets. Na parte da manhã, houve uma desconferência com um público restrito de pessoas, sendo que às 14h o evento foi aberto para jornalistas e afins.

A maioria dos blogs presentes, provavelmente, vai enaltecer sobre o N900, aparelho que foi apresentado Pekka Somerto, vice-presidente global de Marketing digital da empresa. No meu caso, propago as conversas que tive com Somerto e Edmar Bulla, gerente de Marketing Digital da Nokia no Brasil.

Sempre questionei – de forma veemente – o número de aquisições “sociais” que a Nokia proporcionou nos últimos meses. Em setembro, por exemplo, foi a vez da Dopplr, rede social voltada a viajantes. Desde 2006, a empresa finlandesa busca comprar plataformas de nicho para fortalecer sua estratégia de convergência do móvel com o que é social. Praticamente um Murdoch dos celulares.

E foi neste tom meu primeiro bate-papo com Somerto, VP global da marca. O finlandês, com uma frase de efeito, me rebateu rapidamente: bateu na tecla de ubiquidade, princípio que a Nokia já tenta introduzir ao mercado e, pelo jeito, está à frente de todos os seus concorrentes.

A Nokia busca permitir que as pessoas sejam o que são em qualquer lugar e da forma que buscam ser.

A ubiquidade, porém, necessita de flexibildade, dois dos princípios que mais valorizo ao Facebook, por exemplo. E no quesito elástico, sinceramente acredito que a Nokia esteja devendo, mesmo que tenha um cárater interessante de social localtion e não de social networking. Com a palavra, Edmar Bulla.

A Nokia desenvolve produções de interesses pessoais. A partir de uma estratégia OVI (centralizada), vamos buscar sim situações de social location. Este é o norte da empresa.

No N97, aparelho carro-chefe da marca até o momento, você acaba sendo um refém de aplicativos pré-instalados, por exemplo. A Nokia, ao invés de pensar de forma distribuída, prefere a centralização e define o que é pertinente ou não ao usuário.

Todo e qualquer aplicativo desenvolvido por terceiros passa por um processo de homologação da Nokia. A empresa que define a pertinência do serviço e não o usuário. A decisão, infelizmente, vem de cima pra baixo. Mesmo assim, possuem no Brasil um evento com mais cara de Hack Day. Chama-se Concurso Nacional de Desenvolvimento de aplicativos para aparelhos Nokia.

Sobre a aquisição de diversas redes sociais específicas de nicho, Bulla explicou que todas essas plataformas já estão em uso no exterior, mas no Brasil nenhum dos produtos ainda está em funcionamento.

Outra grande supresa pessoal ao mexer no N97 foi a visualização de widgets da AP e Bloomberg, duas das empresas jornalísticas mais sisudas no momento. Há alguns meses, ambas produziram cartilhas totalitárias de restrições às redes sociais por seus jornalistas. Ou seja, começam a andar na contramão.

No mais, foi bom reencontrar pessoas que respeito bastante, como Wagner Fontoura, Rafa Rigues, Henrique Martin e Pedro Burgos. O Henrique, por sinal, até me ensinou o conceito de mídia anti-social. De quebra, lembrei que ele começa a viver o Culto da velocidade, tema do livro de Carl Honoré que foi lançado há pouco tempo.

Caso queira acompanhar mais sobre o evento, busque a hashtag #nokicamp09.

Foto: Meu celular (1ª) e Silvio Tanaka (2ª e 3ª).

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out 22 2009

Minha presença no Nokia Camp 2009

Tag: #camp,culturaweb,curiosidade,mobilidadeRafael Sbarai @

No próximo sábado, a partir das 10 horas, no Espaço Wynn, em São Paulo, acontece a segunda edição do Nokia Camp, evento que reunirá formadores de opinião, blogueiros, jornalistas, e moderadores de comunidades de fóruns da Nokia de todo o Brasil.

A idéia, pelo que foi descrito no e-mail recebido ontem, tem os mesmos moldes de uma desconferência: centralizar em um único ambiente físico pessoas para promover discussões e troca de experiências durante um dia. Infelizmente, o evento não é aberto ao público.

Não estive presente na primeira edição deste formato #camp, mas estou interessado em saber a movimentação da própria Nokia com a aquisição de redes sociais de nicho. Dentre todas as marcas de aparelhos de celular, por enquanto, é a única que aposta nesta convergência.

Segundo a organização, os principais acontecimentos serão transmitidos via streaming a partir do site oficial do Nokia Camp. No Twitter, é só acompanhar a partir da hashtag #nokiacamp09.

Foto: Kmmaran.