nov 19 2008

Cinema 2.0!?

Tag: Cinema, Cultura Web, ReflexõesNikolas Maciel @ 3:29 pm

Post de duas tags!

Como algumas pessoas já sabem, sou estudante de cinema na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Durante os 4 anos da graduação fomos bombardeados com os mais seletos e exclusivos materiais cinematográficos: Godard, Gláuber, Pasolini, Fellini, Mussolini, Fettuccini… enfim (alguém com certeza já fez essa piada…)! Nos ensinaram que o cinema legal de ser feito é o revolucionário, alternativo, politizado.

Talvez tenha sido… na década de 60.


Diretores italianos e seus nomes gastronômicos

O que os professores não ensinaram pra gente foi que esses caras buscavam, acima de revolucionar a arte que faziam, um meio de chamar a atenção, de aparecer. Antes de virarem velhos chatos e intelectuais falidos (os que continuam vivos até hoje) eles foram jovens ousados, ávidos por uma janela para mostrarem suas idéias ao mundo. E sem dúvida conquistaram seu espaço!

Neste último semestre refleti muito em como conseguir meu próprio espaço. Repetindo uma fórmula enferrujada e guardada em algum tomo de papiro dos longínquos dias dos anos 60 certamente não foi o caminho que eu escolhi.

A internet é a ferramenta mais revolucionária de nossos tempos. Nela passei a buscar meu pote de ouro. Nessas últimas semanas fiquei surpreso que talvez estivesse de fato acertando em alguma veia de um futuro promissor quando ao inscrever meus trabalhos (realizados durante/para a faculdade) num site brasileiro de vídeos na internet, o FizTV, fui agraciado com um prêmio num concurso deles (com o vídeo “Vending Machine”). Agora, o vídeo foi selecionado pra etapa final do concurso.

E continua minha eterna batalha para colocar um vídeo embed que funcione

Em paralelo a isso, eu e meu colega Felipe Jannuzzi (também membro da equipe do derepente), resolvemos participar de um outro concurso para um portal americano, o Filmaka. O curta, “50 Bucks” foi um sucesso instantâneo entre os colegas e amigos que puderam vê-lo. Pra se ter uma idéia, já tem mais views, antes mesmo da competição começar, do que um dos vencedores do mês passado (sim as competições acontecem periodicamente).

O cara de vermelho, é meio que … eu! É só clicar, e conferir!

O que me deixou surpreso é que talvez seja aí, nesses ambientes super interativos, que colocam o usuário em primeiro plano decidindo o que ou não merece ser premiado (os júris ainda existem, mas aos poucos eles vão perdendo sua força) que esteja o futuro da produção não só cinematográficas, mas audiovisual em geral. Os festivais, o glamour, o tapete vermelho, apesar de serem o maior sonho de qualquer pessoa com uma câmera na mão, aos poucos vai perdendo seu valor e dando espaço a uma nova realidade: tudo é válido (ou quase tudo….) e não importa da onde você é! Seja brasileiro, indiano ou americano, todos competem de igual pra igual!

É isso aí: “Uma câmera na mão e um computador para fazer o upload”!

Fotos do Flickr e de divulgação do próprio curta.


out 17 2008

Mostra Internacional de SP

Tag: CinemaNikolas Maciel @ 7:25 pm

Ontem foi a abertura da 32a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Caí de pára-quedas na cerimônia de abertura a convite de uma amiga (cujo filme, “Apenas o fim” - uma sensacional comédia-romântica com uma pegada inusitadamente nerd - estréia hoje em São Paulo).

A balada foi bem legal!
Enfim, a cerimônia em si não teve nada de muito especial: Serginho Groisman apresentando, vários patrocinadores falando, cortesias e agradecimento pra lá e pra cá… um evento basicamente padrão. No entanto, o filme escolhido para abrir a mostra me chamou bastante a atenção: “Terra Vermelha” é um filme bastante peculiar e que causou comentários fervorosos e dividiu opiniões nas rodas de conversa da balada de abertura da mostra, realizada no “The Week”.

Não vou discorrer sobre o filme, mas acho que vale a pena de ser assistido, apesar de ser um pouco amarrado e lento nas suas duas horas de duração.

O filme é forte assim como o orgulho do povo que retrata
No entanto, o destaque da abertura, na minha opinião, ficou para a esposa do falecido diretor japonês, Kihachi Okamoto, uma senhora (leia-se velhinha japonesa muito bonitinha e fofa) extremamente simpática e carismática que apesar de ter falado em japonês e niguém ter entendido nada, emcionou a todos com seu cumprimento tradicional japonês (aquele de se curvar, que você aprende quando faz judô aos 6 anos de idade).

Por fim, as expectativas para a mostra são as melhores possíveis. Espero que o filme da minha amiga colecione mais alguns prêmios por aqui (ganhou dois no Festival do Rio de Janeiro - Menção Honrrosa e Melhor Filme segundo Júri Popular).

Muita sorte para eles e excelente pipoca para todos que forem conferir.

Fotos de divulgação do festival.


set 25 2008

Curta!

Tag: CinemaNikolas Maciel @ 9:05 am

Meio distante da minha veia jornalística ultimamente eu tenho pesquisado e visto muita coisa relacionada a cinema e ao audiovisual em geral. Tenho visto muitos curta-metragens interessantes produzidos aqui e em vários cantos do mundo.

Não sei por que não me veio a idéia à cabeça antes, mas eu vou juntar o útil ao agradável com este post e compartilhar com todos vocês parte da minha “pesquisa” (meu pai costuma dizer que ficar horas assistindo o youtube não é trabalho de verdade… mas aguente lá meu velho! um dia eu vou ganhar dinheiro com isso… isso ou abrirei uma barraquinha de pastel na liberdade pra competir com a japonesada, me envolver numa trama da máfia e sair lutando kung-fu com todo mundo! - putz já to pensando em um filme de novo…).

Pretendo postar um curta legal que eu tenha visto durante esses últimos tempos e que me tenha feito refletir. Espero que todos possam compartilhar um pouco dessa experiência e pelo menos se divirtam! Por isso, clique no vídeo, assista até o final e curta!

Screwback

Este é um curta-metragem feito no Reino Unido (eu não sei se é escocês ou irlandês) que aparantemente se limita a uma boa história de ação e vingança. Mas se for levado a um outro nível de interpretação traz questões bem ácidas e interessantes sobre imigração e as “invasões bárbaras” das quais os povos anglófonos falam tanto nessa última década.

Enfim, divirtam-se. E se sobrar um tempinho, pensem nessas questões.

Vídeo postado no AtomFilms.

P.S.: desculpem-me pela ausencia de um vídeo embed mas estou com dificuldades técnicas.


ago 29 2008

Risadas

Tag: Cinema, ReflexõesNikolas Maciel @ 7:11 pm

Post reflexivo.

Muito tardiamente assisti ao novo Batman há uns dois dias. Filme fantástico, sensacional… de fato tudo o que têm dito por aí e um pouco mais! Me fez pensar a fio pelos últimos dias: o filme bateu diversos recordes de bilheteria e eu só consegui pegar uma sessão que não fosse abarrotada por que fui na terça feira a tarde (ainda sim tinha gente no cinema, acreditam?). Tende a ser o maior sucesso de arrecadação da história do cinema se as salas continuarem cheias desse jeito.

O trabalho de divulgação para o filme foi genial. Muitos meses de: polêmicas; um ARG (alternate reality game - uma grande gincana que mistura eventos reais e virtuais) que aconteceu em diversos lugares do mundo com muitos sites, videos e provocações; a morte de Heath Leadger (e sua atuação marcante) etc. Mas muito além de um produto muito bem concebido e um case de sucesso, o filme traz questões bastante significativas de nosso tempo.

Seu maior crime foi morrer…

Certamente o que cativou as pessoas e transformou o filme nesse fenomeno não foi o filme em si e muito menos a figura do batman. O grande protagonista desse sucesso é o Coringa. Não o ator, a personagem. Agente do caos e combatente da burocracia da vida contemporânea o Coringa traz consigo as vontades mais obscuras e reprimidas que passam pela nossa cabeça somente quando estamos travados na hora do rush no meio da 23 de maio. O descaso pela vida, a insanidade e principalmente a total imoralidade são trazidos à tona em cada reviravolta da narrativa do filme, e a frieza chata e republicana do Batman servem apenas de contraponto moralista para a presença cativante e instigante do Coringa.

… agora quem vai fazer a continuação?

De uma forma bastante inusitada (sendo um dos maiores hits da história) o filme questiona alguns lugares comuns do cinema, como o mocinho ficar com a mocinha e o bem triunfar sobre o mal (apesar da dimensão de mártir que se tentou atribuir ao Batman, buscando fazer do telespectador cúmplice e testemunha de sua causa). É praticamente impossível não ficar na cadeira esperando por cada aparição fantástica do Coringa. E sua genialidade muito bem associada ao seu caráter insano provocam uma situação de bem-estar recheada de auto-moralismo: todos queremos falar que nem ele, rir que nem ele e destruir que nem ele, mas nos protegemos no fato de isso ser “só um filme”. Isso é uma experiência única. A relação Coringa-espectador vai demorar gerações pra se desfazer.

Vivemos em tempos obscuros de afastamento e esvaziamento das pessoas. Talvez somente com os exageros e mentiras das realidades cinematográficas possamos rir um pouco e dar mais sentido às ficções de nossas vidas.

Fotos de divulgação tiradas do site da Warner.


ago 22 2008

FizTV, parabéns!

Tag: Cinema, Colaboração, Cultura Web, MídiaNikolas Maciel @ 5:03 am

O FizTV é um portal que completou um ano de idade hoje. Antes de qualquer comentário, gostaria de parabenizar os caras pelo trabalho e pela iniciativa. Em termos de funcionabilidade é um youtube brazuca que dá espaço (80mb por vídeo) para a publicação de trabalhos, momentos ou qualquer outra coisa que tenha sido registrada por uma câmera de vídeo.

Num clima bastante colaborativo e 2.0 o site, do Grupo Abril de comunicação, tem uma sacada muito interessante: ele dá prêmios em dinheiro aos usuários que postarem vídeos que se popularizem e chegarem a passar na televisão. Ah, sim, tem esse outro detalhe: os caras têm um canal de televisão que disponibiliza conteúdo postado no site! É uma via de duas mãos muitíssimo interessante e (segundo alguns usuários) bastante lucrativa.

Como eu mencionei no começo do post, eles completaram um ano no ar ontem, e com isso fizeram uma grande reformulação na interface. De fato corrigiram muitos bugs e o site ficou muito mais bonito e agradável.

Enfim, é um modelo de negócio inteligente e de certa forma simples que tende a funcionar: combina elementos contemporâneos com abertura para moderação do próprio usuário. É resultado do trabalho de muita gente jovem e talentosa. Parabéns mais uma vez pelo aniverásrio e muitos anos de vida para o FizTV!

Pra quem quiser conferir meu trabalho como videomaker-aspirante-a-cineasta dá uma olhada no meu perfil, tem alguns vídeos postados lá.



jun 07 2008

O super-herói e o mundo retrô

Tag: Cinema, Cultura Web, ReflexõesNikolas Maciel @ 9:44 am

Segundo psicólogos da área de pesquisa para marketing, consumidores, durante a infância - ou durante o período entre os 8 e 12 anos, que costuma-se chamar de tween - que não têm práticas geralmente associadas às suas próprias idades (como brincar, estudar etc.) e procuram se enquadrar em padrões de vida (leia-se consumo) de pessoas mais velhas tendem, ao passarem dos 20/21anos, a consumir produtos relacionados à infância que não viveram. Por exemplo, meninas que com 12 anos tem práticas sexuais, consumo de álcool e de drogas e/ou outras práticas que de certa forma não condizem com essa faixa etária, provavelmente vão consumir roupas infantilizadas e coloridas quando tiverem seus 21.

Super? E nós gostamos…

O que isso tem a ver com super-heróis?

O século 21 é uma época bastante sintomática do “renascimento” de super-heróis - que estavam fadados à morte certa nos comics - e que agora lideram as paradas de consumo mais disputadas e elaboradas, cujas cadeias têm seu começo geralmente no cinema - talvez arrisque dizer no audiovisual como todo (nisso incluo séries de televisão, o youtube, games etc.).

Que o nosso século teve seu começo com um pé no retrô, todo mundo já está cansado de saber (as ombreiras estão de volta dizem por aí… sic), e, ao assistir dois filmes há algumas semanas, que pra mim eram hits dos anos 60/70 - “O Homem de Ferro” e “Speed Racer” - passei a encarar a coisa toda de uma meneira menos cética. Afinal de contas, eu suponho que tive uma infância razoavelmente agradável e bem vivida (nada de sexo drogas e rock’n'roll - infelizmente continua mais ou menos assim), mas agora, nos meus 22 anos, continuo consumindo (e com muito gosto) coisas que deveriam ter sido restringidas à minha infância (talvez por isso nada de “drogas e rock’n'roll” ;).

SIC Darth?

Para nós que nascemos nos anos 80, vimos os anos 90 passarem, e as nossas projeções de futuro se tornarem cada vez mais ambientadas em universos virtuais - com as maravilhosas possibilidades da internet - nos encontramos cada vez mais presos e sufocados em um mundo limitado às imagens. Talvez a única forma de encarar nosso presente é buscando inspiração em fantasias do passado - que se mostram muito mais reais e substanciais do que as pessoas com quem convivemos. Essa maneira romântica de resgatar num passado remoto e fantasioso as soluções para nosso presente reflete diretamente na forma como vivemos.

Na coisa toda, como eu mesmo disse, talvez ainda sejamos tweens consumindo produtos coloridos e animados esperando pela adolescência de nosso século (e me desculpem pela breguice da metáfora). Num mundo de tantas e tão promisoras possibilidades (e de TVs de alta resolução!) falta um pouco de realidade pras pessoas, no sentindo mais humano da coisa. Vejamos pelo lado bom: quando fizermos “22 anos” de idade talvez não tenhamos tanta necessidade de consumir coisas coloridas e alegres e quem sabe até lá estejamos um pouco mais amadurecidos e auto-conscientes de nossos papéis e rumos no mundo de carne e osso.

E eu aqui… na frente do computador!

Fotos do Flickr


abr 14 2008

Novidades no De Repente

Tag: Cinema, Colaboração, Cultura Web, Mobilidade, MídiaRafael Sbarai @ 5:46 pm

O De Repente cresceu. Expandiu. Quebrou pretensões. Paradigmas.

O período de mais de um ano, sob plataforma Wordpress, trouxe bons frutos.

Nos dois próximos dias, novidades surgirão.


fev 25 2008

Oscar 2008 no Twitter

Tag: CinemaRafael Sbarai @ 3:28 am

Eu sei. Neste momento, há poucas pessoas acordadas.

Início de segunda-feira. Pesadelo para alguns. Felicidade para outros.

Enquanto isso, no meu plantão, pensei em um liveblogging no Twitter. Quem quiser, acompanhe!

Foto de Flickr.


fev 18 2008

Urso de Elite

Tag: CinemaNikolas Maciel @ 3:19 pm

Tá lá!

“Tropa de Elite” mais uma vez surpreende. Depois de uma série de críticas um tanto quanto exageradas da imprensa internacional, o filme foi premiado com a honra máxima do Festival de Berlim - um dos mais importantes do mundo.

   

Taí um ingresso que valeu a pena

Heroísmos de Padilha à parte, este prêmio mostra de fato uma postura muito favorável do cinema nacional atual com relação ao mercado estrangeiro. Nós do De Repente já falamos sobre isso e, o que antes se resumia aos números do mercado interno, agora está devidamente consolidado para o mundo inteiro apreciar.

“Tropa de Elite” é, como o próprio diretor descreve em matéria para a Folha, o resultado de um longo processo que vem desde a retomada - profissionais especializados, bons filmes produzidos etc. - e que tem tudo para continuar. A aceitação do mercado e da crítica internacional  demonstram uma grande maturidade e habilidade dos produtores nacionais em estabelecer parcerias e em distribuir as obras realizadas (apesar do recente tropeço de “O ano em que meus pais sairam de férias” no Oscar 2008). Num meio tão político quanto o cinema, isso é mais do que essencial.

Depois da tempestade…

O que resta fazer agora mesmo é comemorar. Mais uma vez, um filme brasileiro está na Elite dos filmes internacionais: perdão pelo trocadilho, mas esse tipo de reconhecimento é impagável!

Eita Urso bonito!

Fotos do Flickr e do site do próprio festival.


fev 11 2008

Fim da greve; começo dos problemas?

Tag: CinemaNikolas Maciel @ 12:47 am

Como todos sabem, os roteiristas norte-americanos, por meio da WGA (Writers Guild of America - maior representação sindical de roteiristas dos EUA) entraram de greve há cerca de 3 meses. O motivo principal foi a reformulação do contrato que rege as relações entre produtores televisivos e cinematográficos e a “classe roteirista”, no qual consta a maneira como será feita a partilha do recheadíssimo bolo que representará os lucros que as distribuidoras terão por meio do conteúdo que cada vez mais será comercializado pela internet (afinal de contas, os produtores audiovisuais já deveriam ter aprendido boas lições com seus colegas músicos e os mp3).

Roteiristas provalemente vão dominar o mundo: so falta escrever o roteiro do filme!
Roteiristas provavelmente vão dominar o mundo: mas que será que quer produzir esse filme?

Deu na BBC Brasil e no G1 que a greve chegou ao fim. Isto é parcialmente definitivo, pois haverá votações nessa próxima terça, dia 12, para que os próprios membros decidam se aceitam o acordo fechado que incluiu, entre outras coisas coisas, uma garantia de aumento anual de no mínimo 3%.

Enfim, a questão principal vai muito além da greve, do dinheiro envolvido (talvez nem tanto…) e do orgulho ferido dos roteiristas supostamente mal-pagos: vivemos numa época em que as idéias, de fato, são o centro das atenções. Nos afastamos cada vez mais da velha concepção centralizada de que a figura do “diretor” ou do “produtor” é o que sustenta a indústria cultural.

Os roteiristas, de maneira muitíssimo sábia, perceberam que a história a ser contada é o que faz a verdadeira diferença (a série “Lost” está aí para provar isso) e que duas cabeças pensam muito melhor do que uma. E, por que não, três cabeças? Quatro? E por aí vai… a característica mais marcante dessas séries que fazem tanto sucesso (e que são a cereja do bolo da indústria do entretenimento/cultura atual), é o fato de terem diversos roteiristas pensando em seu conteúdo e renovando suas próprias fórmulas.

Será que o Sindicato dos Designers ajudou na identidade da greve? Essas placas são muito legais!

Os roteiristas e sua greve, causaram um tremendo furor (vale uma conferida na bizarríssima campanha anti-greve da AMPTP - Alliance of Motion Pictures and Television Producers - órgão americano enfrentado pelos roteiristas): atrasaram-se temporadas inteiras de séries, diversos filmes deixaram de ser produzidos, muitos milhões de dolares de prejuízo e um Oscar 2008 quase adiado, mas eles deixaram uma ligeira dúvida pairando no ar: quem é o “dono” da idéia? Quem merece, de fato, os créditos (e os lucros) por sucessos inquestionáveis de público? Diretores, atores, produtores, escritores, o cara que bate a claquete? Enfim, este velho “problema” está apenas começando (mais uma vez, por sinal).

O que ficou claro é que a criatividade e a capacidade de coordenar cabeças estão tomando o lugar da velha e consolidada”autoria” … e quem ganha com isso é o espectador!

Fotos do Flickr.


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