nov 19 2008
Cinema 2.0!?
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Post de duas tags!
Como algumas pessoas já sabem, sou estudante de cinema na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Durante os 4 anos da graduação fomos bombardeados com os mais seletos e exclusivos materiais cinematográficos: Godard, Gláuber, Pasolini, Fellini, Mussolini, Fettuccini… enfim (alguém com certeza já fez essa piada…)! Nos ensinaram que o cinema legal de ser feito é o revolucionário, alternativo, politizado.
Talvez tenha sido… na década de 60.

Diretores italianos e seus nomes gastronômicos
O que os professores não ensinaram pra gente foi que esses caras buscavam, acima de revolucionar a arte que faziam, um meio de chamar a atenção, de aparecer. Antes de virarem velhos chatos e intelectuais falidos (os que continuam vivos até hoje) eles foram jovens ousados, ávidos por uma janela para mostrarem suas idéias ao mundo. E sem dúvida conquistaram seu espaço!
Neste último semestre refleti muito em como conseguir meu próprio espaço. Repetindo uma fórmula enferrujada e guardada em algum tomo de papiro dos longínquos dias dos anos 60 certamente não foi o caminho que eu escolhi.
A internet é a ferramenta mais revolucionária de nossos tempos. Nela passei a buscar meu pote de ouro. Nessas últimas semanas fiquei surpreso que talvez estivesse de fato acertando em alguma veia de um futuro promissor quando ao inscrever meus trabalhos (realizados durante/para a faculdade) num site brasileiro de vídeos na internet, o FizTV, fui agraciado com um prêmio num concurso deles (com o vídeo “Vending Machine”). Agora, o vídeo foi selecionado pra etapa final do concurso.
E continua minha eterna batalha para colocar um vídeo embed que funcione
Em paralelo a isso, eu e meu colega Felipe Jannuzzi (também membro da equipe do derepente), resolvemos participar de um outro concurso para um portal americano, o Filmaka. O curta, “50 Bucks” foi um sucesso instantâneo entre os colegas e amigos que puderam vê-lo. Pra se ter uma idéia, já tem mais views, antes mesmo da competição começar, do que um dos vencedores do mês passado (sim as competições acontecem periodicamente).
O cara de vermelho, é meio que … eu! É só clicar, e conferir!
O que me deixou surpreso é que talvez seja aí, nesses ambientes super interativos, que colocam o usuário em primeiro plano decidindo o que ou não merece ser premiado (os júris ainda existem, mas aos poucos eles vão perdendo sua força) que esteja o futuro da produção não só cinematográficas, mas audiovisual em geral. Os festivais, o glamour, o tapete vermelho, apesar de serem o maior sonho de qualquer pessoa com uma câmera na mão, aos poucos vai perdendo seu valor e dando espaço a uma nova realidade: tudo é válido (ou quase tudo….) e não importa da onde você é! Seja brasileiro, indiano ou americano, todos competem de igual pra igual!
É isso aí: “Uma câmera na mão e um computador para fazer o upload”!
Fotos do Flickr e de divulgação do próprio curta.



















