mar 02 2010

Ushahidi como hub de informações no Chile

Tag: colaboracao, culturaweb, tendenciasRafael Sbarai @

Ushahidi também é usado no terremoto do Chile

Ushahidi é uma das ferramentas que, em tão pouco tempo, ganhou reconhecimento por fugir do lugar-comum ao unir características específicas e relevantes em gigantes da web. O projeto já é um destaque – foi eleito pela Technology Review, do MIT, como uma das 50 empresas mais inovadoras. Nesta semana, ganha importância mais uma vez por uma catástrofe ’sazonal’.

(confesso que não acompanhei o uso do recurso no Haiti – estava em férias – mas desta vez consegui observar seu uso)

A plataforma, que permite visualizar, mapear e contribuir com dados para momentos ‘inesperados’, é uma das boas fontes de notícias – também no caráter visual – de informações sobre o terremoto no Chile do último sábado. Ushahidi tem o objetivo de demarcar e delimitar locais que necessitam de ajuda em regiões afetadas por tsunamis, terremotos ou abalos violentos.

É possível enviar informações hiperlocais sobre precariedades, acidentes, pessoas desaparecidas por uma plataformas móvel – o envio pode ser feito por e-mail, mensagens de texto (SMS) ou até no Twitter. Um trabalho fantástico, simples e universal, três características que ainda faltam em projetos de jornalismo.

Abaixo, um vídeo com a explicação do Ushahidi. É interessante saber que o projeto iniciou-se como um site de Jornalismo Colaborativo em 2008 no Quênia, durante a transição do governo local – que provocou conflitos generalizados.


dez 01 2009

“Na internet, somos todos iguais”

Tag: colaboracao, midiaRafael Sbarai @

marca-com

Confesso que respeito a perspicácia e a iniciativa que a mídia espanhola proporciona ao Esporte, uma das editorias de maior audiência no Brasil. O resultado desta admiração foi traduzido em um podcast disponível na web: trata-se de uma conversa com Álvaro Varona, um dos carros-chefe do bom Marca.es, ambiente virtual dedicado a um único tema (nicho) e que recebe cerca de dois milhões de visitantes únicos por dia.

Destaco aqui algumas frases ditas por Varona que merecem reflexões a respeito da participação do cidadão na produção informacional do jornalista. Além disso, ele vai na mesma linha de pensamento que tenho há algum tempo: o jornalista não é o único especialista da informação e tornou-se mais um nó na rede.

Quem quiser tem a possibilidade de acompanhar o podcast, com duração de 37 minutos.

Não troque os pés pelas mãos. Levar conteúdo web para o jornal ou vice-versa demonstra que o jornalista não conhece os critérios e linguagens que são distribuidas e realçadas nos formatos.

A participação do usuário, algo fundamental hoje, tem um grande lado moderno, porém trata-se de uma realidade distante da grande mídia, que não sabe usá-la.

O usuário TEM que estar registrado em Marca.com para produzir comentários. Isso mostra que ele faz parte da rede. Dá aquele sentimento de pertencimento a uma marca. Seu nickname possui grande valor.

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nov 19 2009

Como unir Cidadania e Reconhecimento

Tag: colaboracao, midia, palestraRafael Sbarai @

Com o objetivo de ressaltar mais no blog experiências pessoais acadêmicas que envolvam Mídia, Jornalismo, Colaboração e Reconhecimento, deixo abaixo minha apresentação explicitada durante uma aula de Mídia, Poder e Ética do Mestrado. Nesta oportunidade, trato de dois conceitos em evidência: cidadania e reconhecimento.

Destaco uma participação intensa de Axel Honneth e Nancy Fraser. Mas não esqueço de salientar uma grande ausência na discussão: Adam Smith e seu auto-interesse.

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nov 17 2009

Minha participação no ABCiber

Tag: colaboracao, midiaRafael Sbarai @

abciber

Nesta terça-feira, a partir das 14h (Brasília), apresento meu artigo sobre a definição de modelos colaborativos jornalísticos na web, no III Simpósio Nacional ABCiber, que é realizado na ESPM, em São Paulo.

O ensaio, de 15 páginas, promove uma conversa acadêmica entre autores que falam sobre a inserção do cidadão na construção de uma informação. Relato a dificuldade em estabelecer um nome considerado “oficial” para tal prática: seria Jornalismo Cidadão, Jornalismo Grassroots, Jornalismo Participativo, Jornalismo Open Source ou Jornalismo Colaborativo?

Busco o início de um debate que não existiu no início do que se considera hoje como Jornalismo Online. Por motivos profissionais, não terei condições de visualizar outros trabalhos fora da minha temática. Logo, prefiro não produzir um balanço do que foi o evento.

Nos próximos dias, disponibilizo no blog e no Twitter a versão em PDF do trabalho.

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set 23 2009

O princípio hiperlocal de unir jornalista e cidadão-repórter: dois gritando

Tag: colaboracao, culturaweb, midiaRafael Sbarai @

O tradicional O Globo começa a fazer uma bela campanha hiperlocal para convidar o cidadão a produzir informação e contribuir com o conteúdo jornalístico da empresa. Agora, a publicação lançou o Dois Gritando, um centralizador de dados que envolve desde denúncias a prestação de serviço no Rio de Janeiro.

Trata-se de mais uma boa iniciativa hiperlocal, atributo que não é visto e ressaltado no Brasil, além é claro de resgatar Eu-Repórter, serviço colaborativo de nicho de poucas contribuições. Uma espécie de espelho do que acontece principalmente nos Estados Unidos. Pela campanha, você percebe a qualidade do produto.

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Como o NYT quer ganhar dinheiro com um projeto hiperlocal colaborativo

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Cidadão-repórter, jornalista-cidadão, produtor de conteúdo?


jul 28 2009

Como o NYT quer ganhar dinheiro com um projeto hiperlocal colaborativo

Tag: colaboracao, midia, nyt, tendenciasRafael Sbarai @

nyt-the-local
Self-Service Advertise é a aposta publicitária do NYT ao The Local

Quem acompanha o blog diariamente sabe do meu interesse em visualizar o caminho do The New York Times no mundo web. Uma das maiores marcas jornalísticas do mundo promove, mensalmente, mudanças e posturas em busca de um único fim: lucro e, posteriormente, sobrevivência.

Foi com este princípio que lançou no primeiro trimestre do ano o The Local, projeto hiperlocal participativo que envolve blogs para fragmentar sua cobertura noticiosa no território norte-americano. Lá em março, falei do lançamento do serviço, avisando que ele não veio “à toa”.

Pois é. Segue, então, a frase que deixei no post após ver o anúncio oficial do negócio. “E é essa foi a sensação que tive ao descobrir a “novidade”. NYT quer alcançar anunciantes menores, LOCAIS, que não podem ou não tem condições de disputar um grande espaço em um dos maiores veículos de comunicação do mundo.”

Não deu outra. Depois de um pedido via e-mail de um amigo, resolvi tocar novamente no assunto. Para enfrentar a crise, NYT confirmou há poucos dias o “Self-Service Advertise“, espaço publicitário destinado às pequenas empresas.

A estrutura do Self-Service Advertise é, ao menos, interessante. Em apenas três passos, será possível criar seu próprio anúncio. Uma forma simples, rápida e prática para gerar receita. Mais do que isso: o jornalão entra num mercado em que o Google domina, o Google AdSense.

NYT dá sinais de como a crise lhe afeta. Trata-se de mais um mecanismo para aumentar seu leque de receitas – que não anda nada bem – com um interesse curioso: tal artifício mostra sua postura e preocupação com uma informação específica, de bairro, com um caráter experimental colaborativo.

Trata-se de mais uma carta na manga que aparece no jornalão como solução para eventuais novos problemas. Você corta gastos com agências de notícia e acaba dando destaque a um dos pilares para a sobrevivência do impresso: a hiperlocalidade. Soma-se a isso, é claro, a geolocalização com uma integração ao Google Maps.

Os valores já até foram definidos. Cinco dólares por 1000 visitantes únicos. A idéia é criar um novo mercado, absorvendo pequenas empresas ou negócios destes locais. No caso, bairros de Nova Jersey e Nova York, nos Estados Unidos.

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jul 13 2009

O fenômeno do crowdfunding chega ao OhmyNews

Tag: colaboracao, tendenciasRafael Sbarai @

OhmyNews
Você pagaria oito dólares por mês pra manter um ambiente jornalístico na web?

O que eu esperava e até sugeri há seis meses como modelo de sustentação do OhmyNews apareceu como “nova solução” no ambiente virtual na última quinta-feira. O maior símbolo do Jornalismo Colaborativo na web anunciou prejuízos que chegam a quase um milhão de reais no último ano e  pediu a contribuição de fiéis leitores ou cidadãos-repórteres para mantê-lo vivo.

É o tal fenômeno do crowdfunding “chegando” ao OhmyNews: o termo, que deriva da expressão crowdsourcing, onde várias pessoas, colaborativamente, passam a ajudar, contribuir, cooperar em busca de um fim.

Situação bem parecida ao que já havia falado com o MobuzzTV, uma das startups audiovisuais mais interessantes dos últimos anos: pediu a contribuição de seus fiéis espectadores e, dias depois, acabou fechando.

Para não ter um fim, Oh Yeon-ho, presidente do grupo, lançou uma possível solução:

Fechamos no vermelho no último ano: cerca de 400 mil dólares. Para não depender de publicidade, se 100 mil cidadãos-repórteres ou leitores contribuíssem com oito dólares ao mês, o veículo conseguirá manter sua independência.

Yeon Ho sugere uma contribuição simbólica próxima ao do que se pode pedir para ler a versão online do The New York Times, por exemplo. Um dos maiores jornais do mundo estuda (agora, pra valer) uma cobrança por acesso nos próximos meses. Atitude que já provocou uma pesquisa entre os assinantes do impresso.

No OhmyNews, a prática de doação não é uma novidade. A Aninha lembrou muito bem que, em junho passado, “a OhmyTV recebeu doações espontâneas para manter o servidor no ar. Nada menos que US$ 130 mil brotaram na conta do noticiário em questão de poucas horas.”

É a velha máxima da sobrevivência dos ambientes web: o dinheiro de publicidade não sustenta por si só um negócio.

Os problemas escancarados do OhmyNews levantam uma tendência que começa a ficar mais evidente: um filtro visível dos projetos participativos que se consideram 2.0 (termo redundante e em desuso). A crise financeira que ainda assola o mundo produziu a criação de uma peneira com estes serviços. Só fica quem for auto-suficiente.


jun 30 2009

#política e #engajamento no Brasil: pois ainda temos muito o que aprender com o Irã

A nossa geração sofre com a taxação de ser muito pouco engajada politicamente.

Espero descobrir que estou redondamente enganado e desinformado, mas essa afirmação não está muito longe da verdade. Nos últimos dez anos vimos escândalos catastróficos envolvendo desde o político mais pé rapado até o alto escalão da presidência (e os nomes legais das investigações da Polícia Federal). Máfias espalhadas pelo Brasil inteiro, deitando e rolando sobre o dinheiro público enquanto nossas repeitabilíssimas excelências rogam pela “moralidade da casa“.


Política

Quantas vezes já não ouvimos isso nos últimos anos? Agora, quantas vezes ouvimos: “político é preso após condenação na justiça“?

A opinião pública parece já não se abalar com as rotineiras denúncias de corrupção. E existe uma inversão de valores e troca de poderes: se o nome de um político aparece no jornal: sim, é corrupto (e merece ser preso) – mas é mais um, semana passada foi outro e na semana que vem aparece um novo. Ou seja, a mídia denuncia e de maneira automática e implícita condena, mas ninguém é efetivamente punido.

No Brasil, ser culpado ou não, para um político, já não faz a menor diferença. Presume-se que por ser político se é corrupto, e que isso é um pacto implícito entre a população e seus governantes. Quem é honesto, é no mínimo tachado; quem é corrupto, é visto como culpado, mas não perde nada com isso.

No entanto, nessa última sexta recebi um(a) hashtag no Twitter que me deixou pensativo. #forasarney é uma das iniciativas do protesto “Fora Sarney” pedindo a renúncia do Presidente do Senado – José Sarney – devido às denúncias de corrupção e uso indevido da verba pública por meio dos “atos secretos” do senado. Talvez essa visão geral de que o engajamento político deva ser sinônimo de protestos em praça pública com pedras de uma lado e balas de borracha de outro esteja um tanto quanto desatualizada. O pequeno movimento no twitter (a rede social atinge apenas 0,2% da população brasileira) juntou assinaturas e mobilizou os usuários da comunidade a pelo menos “aderir à causa” de forma virtual.

A iniciativa é simbólica, sem dúvidas, e não indica que os retwitteiros estão realmente a par do que acontece no senado. Mas o movimento mostra que mesmo em tempos de abstenção política do brasileiro existe pelo menos a vontade de promover a denúncia e a reflexão. Vontade essa oriunda de setores da sociedade que não necessariamente a imprensa tradicional.


Engajamento

O Twitter só é uma ferramenta política promissora enquanto a vontade por um país decente e digno existir em sua população. Espero que não necessitemos de um Mahmoud Ahmadinejad brasileiro para virar exemplo de articulação e engajamento mundo afora.

Fotos em CC do Flickr.


jun 23 2009

O fim do FizTV: triste e preocupante


Fiz? Fim!

FizTV, o canal independente, criado pelo grupo Abril em 2007, cuja iniciativa era promover um vínculo entre o conteúdo da internet e um canal de TV, chega tristemente a seu fim! Já tinha comentado aqui que o canal tinha uma ótima premissa: a de dar uma plataforma a realizadores independentes no Brasil para que seus vídeos estivessem em um site 100% brasileiro e ainda pagar pelo conteúdo que fosse eventualmente escolhido e/ou votado para passar em seu canal de TV a cabo (afinal de contas vídeo é algo que ainda é caro de ser feito apesar de a tecnologia viabilizar cada vez mais a qualidade do produto).

Em nota no próprio blog, a Abril se pronunciou dizendo que encerrará a partir de 30 de junho de 2009 as atividades dos Canais Abril, o que inclui o FizTV e o Ideal (um outro canal de perfil mais empresarial/institucional) em função prioritariamente da  “… dificuldade em romper uma barreira praticamente intransponível que existe no Brasil para a distribuição de canais pagos”. Traduzindo superficialmente: não foi possível entrar em acordo com a Globo para que o FizTV entrasse na programação da NET (empresa do Grupo Globosat).


No meio do jogo de interesses quem fica sem opção é o espectador… só no Brasil mesmo

A crise, claro, agravou a questão: a instabilidade financeira que o mercado das comunicações vem passando evita investimentos e trava iniciativas mais inovadoras.

O pior de tudo é que o FizTV tinha tudo pra dar certo, repito: uma plataforma que incentiva a produção independente (e até mesmo amadora – o que tem tudo a ver com o clima de colaboração que reina sobre as comunicações) promovendo uma forte relação entre a interatividade da internet e a tradicional estrutura da Televisão com o compromisso acertado de pagar pelo conteúdo disponibilizado pelo usuário. Sensacional!

Porém, na prática viu-se que a realidade é um pouco mais complicada: para tornar uma iniciativa como essa financeiramente viável era necessário torná-la mais interessante aos anunciantes -> para isso a audiência teria de ser expressiva -> para isso o conteúdo deveria ser interessante -> para atrair conteúdo de maior qualidade a janela deveria ter maior visibilidade (e ônus cada vez mais atraente) -> para uma estrutura mais aprimorada eram necessários contínuos investimentos -> dinheiro? Anunciantes!

Até aí, o FizTV estava no caminho certo e rumo às estrelas, e talvez esse tenha sido o motivo de seu fim: inserido na lógica da TV tradicional o canal foi fortemente barrado pelos interesses da Globo e por alguns lobbys políticos que realmente só se materializam no Brasil.

O ciclo no qual qualquer plataforma de comunicação de massa se insere acabou tornando o FizTV inviável: o crossover entre internet e TV se demonstra somente possível com a predominância dos interesses dos grupos da mídia mais tradicional, que apesar de perderem força econômica a cada ano, ainda contam com um forte respaldo político.

E o que é preocupante: até agora o modelo de colaboração, que na mídia escrita mais tradicional vem dando passos sólidos e sustentáveis, no audiovisual ainda não achou uma rota certa de sucesso (antes que venha à cabeça: o Youtube representa um prejuízo de 1,6 milhões de doláres diários ao Google).


The End

Será que vai ser impossível unir uma plataforma bem estruturada, conteúdo audiovisual de qualidade disponibilizado pelo próprio usuário com uma contrapartida interessante para os envolvidos num modelo de negócios sustentável e lucrativo?

O FizTV poderia ter sido a resposta para essa pergunta: preparado para um usuário-espectador (com o perdão da nova regra gramatical) mais participativo, conectado com o produtor independente que busca portas para seu trabalho e com uma proposta financeira eticamente correta (atribuir um valor monetário ao conteúdo produzido pelo usuário). E ele acabou.

De fato, preocupante.


abr 28 2009

Como a gripe suína contaminou a web e o show jornalístico espanhol (Atualizado)

Tag: colaboracaoRafael Sbarai @


O belo infográfico do ElPaís feito às pressas

Positiva a cobertura e a importância que a Espanha dá a gripe suína, nomenclatura que provocou uma avalanche de informações e dúvidas nos principais portais do Brasil nesta segunda-feira. Sites de notícias de marcas já consagradas – como o El Mundo e o El País – aliados ao bom caráter local de um projeto colaborativo mostram a consolidação e o preparo na hora de produzir conteúdos instantâneos de excelente qualidade.

O ambiente colaborativo Soitu.es, por exemplo, percebeu a necessidade de atender um público específico e só amplia a necessidade da hiperlocalidade.

Aos poucos, começou a integrar em sua página principal três tipos de visualizações informacionais para contextualizar e aproximar – ainda mais – o ex-consumidor de informação para o noticiário. Um mapa colaborativo da Espanha, atualizado em tempo real, é realçado acima de uma caixa de textos só trazendo informações do ambiente colaborativo sobre o caso da gripe suína.

Soma-se a isso a chamada e o convite para buscar – em tempo real – o que se fala sobre a doença no Twitter, que possui a busca mais interessante para o caso. A hashtag mais utilizada no caso é #swineflu e está entre as dez mais propagadas na ferramenta.

No contexto da web em geral, já há bons casos destacados, como um wiki, que foi criado para agregar informações sobre a doença, além do bom e velho mapa localizando os focos do caso que é lugar-comum hoje nos sites de notícia.

O maior destaque, na minha opinião, é o belo infográfico produzido pelo ElPais, que fugiu da premissa local, criou uma interface de cunho global e, mais uma vez, saiu na frente. Atributo que a MSNBC não fez, privilegiando, é claro, o leitor norte-americano.

O ElMundo.es, outro grande nicho de audiência espanhol, criou uma espécie de hotsite para agregar toda a informação da epidemia. No quesito colaborativo, não inventou a roda e produziu a criação de um Fórum para agregar informações de internautas.


Mais conservador, NYT apostou no local para complementar informação

O The Guardian e a ABC News, por exemplo, realizaram rapidamente infográficos de prestação de serviço para complementar a informação. O The New York Times promoveu uma cobertura mais abrangente, preferindo abrir leques de informação.

A marca jornalística norte-americana promove quase um liveblogging no The Lede, além de produzir um pergunta e respostas sobre a doença, relacionando também um gráfico interativo com o mapa dos Estados Unidos, destacando focos locais. Todas as informações estão agregadas ao Times Topics.

Atualizado: Silvio acrescentou – via comentário – mais um importante dado para o contexto da epidemia: “a gripe suína foi tema de cerca de 4% de todos os spam de ontem (segunda-feira).”

Atualizado às 12h11: Dani adicionou ao bom contexto espanhol o infográfico produzido pelo “recente” La informacion.

Atualizado às 12h49: André Rosa (Marmota) produziu um mapeamento também no C-se. Vale a pena dar uma olhada.


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