
Self-Service Advertise é a aposta publicitária do NYT ao The Local
Quem acompanha o blog diariamente sabe do meu interesse em visualizar o caminho do The New York Times no mundo web. Uma das maiores marcas jornalísticas do mundo promove, mensalmente, mudanças e posturas em busca de um único fim: lucro e, posteriormente, sobrevivência.
Foi com este princípio que lançou no primeiro trimestre do ano o The Local, projeto hiperlocal participativo que envolve blogs para fragmentar sua cobertura noticiosa no território norte-americano. Lá em março, falei do lançamento do serviço, avisando que ele não veio “à toa”.
Pois é. Segue, então, a frase que deixei no post após ver o anúncio oficial do negócio. “E é essa foi a sensação que tive ao descobrir a “novidade”. NYT quer alcançar anunciantes menores, LOCAIS, que não podem ou não tem condições de disputar um grande espaço em um dos maiores veículos de comunicação do mundo.”
Não deu outra. Depois de um pedido via e-mail de um amigo, resolvi tocar novamente no assunto. Para enfrentar a crise, NYT confirmou há poucos dias o “Self-Service Advertise“, espaço publicitário destinado às pequenas empresas.
A estrutura do Self-Service Advertise é, ao menos, interessante. Em apenas três passos, será possível criar seu próprio anúncio. Uma forma simples, rápida e prática para gerar receita. Mais do que isso: o jornalão entra num mercado em que o Google domina, o Google AdSense.
NYT dá sinais de como a crise lhe afeta. Trata-se de mais um mecanismo para aumentar seu leque de receitas – que não anda nada bem – com um interesse curioso: tal artifício mostra sua postura e preocupação com uma informação específica, de bairro, com um caráter experimental colaborativo.
Trata-se de mais uma carta na manga que aparece no jornalão como solução para eventuais novos problemas. Você corta gastos com agências de notícia e acaba dando destaque a um dos pilares para a sobrevivência do impresso: a hiperlocalidade. Soma-se a isso, é claro, a geolocalização com uma integração ao Google Maps.
Os valores já até foram definidos. Cinco dólares por 1000 visitantes únicos. A idéia é criar um novo mercado, absorvendo pequenas empresas ou negócios destes locais. No caso, bairros de Nova Jersey e Nova York, nos Estados Unidos.
Posts relacionados
O desespero hiperlocal do New York Times
Como o New York Times foge do lugar-comum com um mapa de homícidios
Quando a audiência não importa aos editores do New York Times
Lens, um mix de belas imagens do ‘onipresente’ New York Times