ago 17 2010

Por que você segue marcas no Facebook?

O que faz o ser humano escolher uma opção entre as diferentes preferências que lhe são oferecidas é ainda uma questão intrigante e feita sob diversas perspectivas. Uma simples regra geral estabelecida não é suficiente para explicar o estímulo de cada indivíduo. Para tentar entender essa relação, a consultoria especializada em web E-marketer realizou uma pesquisa com o objetivo de conhecer o que move pessoas a seguir marcas em redes sociais como o Facebook. O resultado, infelizmente, revela uma preocupação ‘marketeira’ sobre estímulos e motivação do usuário. Faltou apenas levantar a bandeira do auto-interesse pessoal. É o império do egoísmo.

Segundo o relatório, 25% dos entrevistados seguem uma empresa com a vontade de ganhar descontos ou promoções especiais. A fidelidade do indivíduo e a possibilidade de mostrar vínculo com uma marca à sua teia social aparece em segundo lugar, com 18%. Cerca de 10% das respostas coletadas se referem às características de acompanhar uma empresa por ‘diversão’.

Em pouco tempo, os dados pipocaram em blogs especializados em mídia. E o argumento que fora mais analisado envolvia possíveis erros de estratégia em rede. Só esqueceram do principal: tentar compreender a motivação o fenômeno do auto-interesse, que representou 1/4 das respostas dos entrevistados. O cenário é novo. A teoria, nem tanto.

Em 1776, Adam Smith escrevia ‘Riqueza das Nações’ e entendia que o auto-interesse movia a participação alheia e estimulava o trabalho e sua divisão. Diz o autor: “dê-me aquilo que eu quero e você terá isto aqui, que você quer – esse é o significado de qualquer oferta desse tipo.”

O egoísmo, um auto-interesse ‘excessivo’ segundo Smith, é considerado uma característica natural ao homem, reflexo de uma concepção estética ligada ao ‘amor-próprio’. “Cada homem, portanto, é muito mais profundamente interessado no que quer que imediatamente lhe diga respeito, do que naquilo que diz respeito a qualquer outro homem”. O egoísmo, nada mais é, que a possibilidade de converter tudo em utilidade exclusiva. E, parte dos indivíduos conectados em rede começa a pensar assim.

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ago 09 2010

KaZaA voltou pela 3ª vez. E “engessado”

Tag: culturaweb,curiosidade,musicaRafael Sbarai @

Um dos maiores símbolos de distribuição de música gratuita de uma geração digital, o KaZaA voltou a dar o ar da graça – virtual – pela terceira vez. Sem novidades, o serviço busca reconquistar a popularidade no segmento e ganhar novos adeptos. Para tal, tenta se levantar ostentando seu registro histórico. No entanto, chega “engessado”.

Em julho de 2009, falei aqui, no blog, sobre a sua segunda tentativa de ganhar visibilidade. De vilão, tornou-se o novo aliado das gravadoras – um produto de assinatura que oferece músicas por meio de parcerias com grandes empresas. Ou seja, de ícone virtual na esfera do áudio, buscou o mais do mesmo ao copiar modelos de sucesso no segmento, como o Spotify. Foi a solução encontrada pelos seus novos proprietários.

Desta vez, o script quase não mudou – serviço de uso exclusivo nos Estados Unidos, com a possibilidade de ouvir 1,6 milhões de músicas via streaming e com um custo mensal de 15 dólares. Na primeira semana, o teste é gratuito.

As duas únicas novidades – se é que podemos considerá-las como inovações – é a nova maneira de citar o Kazaa (agora é KaZaA) e a possibilidade de acompanhar e compartilhar quais são as músicas mais ouvidas pelos seus amigos.

O fracasso do modelo gerou críticas pesadas ao serviço. O maior defeito que encontrei, no caso, foi a falta de uma estrutura móvel. Em tempos de uso da internet em celular, tablets ou automóveis, KazaA não possui uma versão móvel. Faltou pensar de forma menos centralizada e mais distribuída. De ícone de uma história recente da web, tornou-se um produto musical “engessado”. Para piorar, os fundadores do KaZaA acabam de lançar um serviço de áudio na web, o Rdio. E sua proposta já é vista com bons olhos no setor.


jul 20 2010

Murdoch não se preocupa com a audiência

Tag: culturaweb,midia,tendenciasRafael Sbarai @

Quando comentei em agosto a proposta de Rupert Murdoch, empresário detentor de 38 jornais em todo o mundo, em cobrar conteúdo em duas publicações inglesas, havia ressaltado o risco: “ele dará um tiro no pé em uma publicação que é um sucesso local britânico em, pelo menos, um dia da semana: o domingo.”

Ontem, saíram novos resultados – “os jornais The Times e The Sunday Times perderam dois terços de seus leitores depois de começarem a cobrar o acesso on-line as notícias dos sites. ” A medida, mais do que esperada, cai como uma grande questão cansativa: cobrar conteúdo na web?

Segundo a empresa de métricas Hitwise, as visitas ao site do The Times, por exemplo, caíram 66%, registro que não era esperado pelo magnata australiano. De distribuído, tornou-se uma publicação centralizadora e de alto custo. Um acesso avulso para ler uma reportagem custa quase três reais.

Fica evidente a migração de leitura para jornais tradicionais e com base consolidada de audiência na região, como o The Guardian, por exemplo. Mas Murdoch não está preocupado. O empresário prefere ter leitores fiéis que pagam a milhões de números de audiência registrados no Analytics – simplesmente quer reverter leitura on-line em valor monetário.

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jun 25 2010

Quando o Twitter vira ‘caixa de comentários’

Tag: culturaweb,midia,redesocial,tendencias,twitterRafael Sbarai @

Quem acompanha o blog há algum tempo percebe o cuidado pessoal para compreender o processo de reestruturação da ‘caixa de comentários’, espaço que já foi decretado como morto com a “avalanche” das redes sociais, que permitiram a distribuição de conteúdos em várias plataformas.

Nos sites noticiosos, o tema começa a ser examinado com atenção: a Newsweek começou a usar o Echo; o Huffington Post se baseou em um sucesso local do Foursquare para gerar medalhas aos usuários que produzem comentários; a Economist lançou uma nuvem de tags que reúne comentários produzidos em blogs e artigos da publicação.

Para todas as empresas de mídia, o discurso é semelhante – teremos uma web cada vez menos anônima. Não discuto a legitimidade e possibilidade de não se identificar, mas a chance de comentar uma notícia a partir de um cadastro em uma rede social garante relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social.

Desta vez, conheci a oportunidade do Twitter virar o espaço de comentários. Com o objetivo de centralizar em um único ambiente virtual opiniões a respeito de um artigo ou post, o jovem designer Joey Primiani desenvolveu um sistema que permite usar o perfil da rede de mensagens de 140 caracteres em uma caixa de comentários. O serviço já está disponível para a plataforma WordPress.

A iniciativa é bem interessante, porém peca em um grande ponto – a possibilidade de você usar qualquer perfil do Twitter para comentar. Apesar da fase de testes, não há o recurso de autenticação do usuário. A imagem acima mostra a possibilidade de ‘falsificação’.

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abr 15 2010

UBizu, a rede social para baladeiros de SP e RJ

Tag: culturaweb,redesocial,tendencias,twitterCauã Taborda @
Hoje começou a funcionar a Bizu, uma rede social voltada aos baladeiros de São Paulo e Rio de Janeiro.
Muito ligada ao Twitter e com um ar de FourSquare, a rede se centra nos estabelecimentos (bares, casas noturnas, baladas, etc) para unir os interessados. Você pode “seguir” (sim, o termo e ideia são os mesmos do Twitter) seus estabelecimentos favoritos, grupos ou mesmo amigos. As informações, ou Bizus, de cada usuário irão aparecer numa espécie de timeline. A diferença é que, quando se segue um estabelecimento, tudo relacionado a ele irá aparecer por lá também, como uma lista ou search do Twitter.
A rede tem integração de duas vias com o Twitter, tanto para exibir os Bizus no perfil do usuário como para converter Tweets em Bizus.
O visual da rede é bem limpo, mas ainda há alguns problemas, como a busca, que dá bastante erro e a ferramenta para adicionar locais, que passa a impressão de “faltar alguma coisa”.

Você manda posts curtinhos (os bizus) pelo celular m.ubizu.com.br e pela web www.ubizu.com.br dizendo como está o lugar onde você está agora

Hoje começou a funcionar de vez a UBizu, uma rede social voltada aos baladeiros de São Paulo e Rio de Janeiro.

Muito ligada ao Twitter e com um ar de FourSquare, a rede se centra nos estabelecimentos (bares, casas noturnas, baladas, etc) para unir os interessados. Você pode “seguir” (sim, o termo e ideia são os mesmos do Twitter) seus estabelecimentos favoritos, grupos ou mesmo amigos. As informações, ou Bizus, de cada usuário irão aparecer numa espécie de timeline. A diferença é que, quando se segue um estabelecimento, tudo relacionado a ele irá aparecer por lá também, como uma lista ou search do Twitter.

A rede tem integração de duas vias com o Twitter, tanto para exibir os Bizus no perfil do usuário como para converter Tweets em Bizus.

O visual da rede é bem limpo, mas ainda há alguns problemas, como a busca, que dá bastante erro e a ferramenta para adicionar locais, que passa a impressão de “faltar alguma coisa”.


abr 09 2010

Como não fazer um aplicativo de mídia para iPad

Tag: culturaweb,mobilidadeRafael Sbarai @

iPad, da Apple, no Brasil

Já fiz alguns testes iniciais com o iPad, lançamento da Apple, nesta quarta-feira, graças ao empréstimo do aparelho por @macmasi. Apesar do glamour em torno do dispositivo, (não sou a pessoa correta para avaliá-lo) destaco algumas coisas – é eficiente, simples, prático. Mas, por enquanto, sem utilidade às tarefas que desempenho durante o dia.

O que mais me chamou atenção é como um adepto desta plataforma irá consumir mídia, seja informação, foto, texto ou vídeo. Neste aspecto, iPad é espetacular – mas refém das próprias empresas de mídia, que devem readptar o conteúdo ao aparelho, peculiaridade que espero nos próximos anos ao Jornalismo.

No futuro, as empresas de mídia serão também companias de tecnologia: devem ter o bom senso de reformular interfaces de seus sites às diferentes plataformas que terão acesso a internet – celular, tablet, carros e brinquedos. A NPR e a TIME saíram na frente. O reacionário grupo do Wall Street Journal, por sua vez, já ficou pra trás.

Por mais que o WSJ esteja entre os aplicativos mais baixados na AppStore, fato configurado durante meus testes com o iPad em mãos, o aplicativo do jornalão é mais do mesmo – tem a mesma interface do tradicional papel e seus espaços de publicidades são mais modernos que seus próprios conteúdos. E, para ter acesso a informação, é necessário pagar 16 dólares por mês.

Um vídeo disponível no YouTube mostra como é o aplicativo.

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abr 07 2010

Um Extreme Makeover para mudar empresas

Tag: culturaweb,dicaRafael Sbarai @

Extreme Makeover para mudar empresas do Brasil

Pertinente a continuação de um projeto de cunho corporativo que promete modificar empresas brasileiras. Extreme Makeover 5, fruto de parcerias entre Itaú, Microsoft e Revistas Pequenas Empresas e Grandes Negócios (Editora Globo) chega a sua quinta edição com um princípio consolidado e, ao menos interessante: não deixar companias paradas no tempo.

A idéia da “competição corporativa” é simples: provocar reformulações nos setores financeiros e tecnológicos de três empresas que serão selecionadas previamente por organizadores do evento. A proposta é mostrar e, não revolucionar, a possibilidade de obter administrações modernas e eficientes por meio de renovação de processos e aperfeiçoamento de gestão. Em 2009, último ano do projeto, foram inscritas 1359 companias.

Nesta edição, o processo de inscrição termina no próximo dia 15. Para participar, é necessário preencher um extenso formulário com informações pessoais e corporativas. Uma reportagem da PEGN mostra grupos que já participaram do processo.

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abr 05 2010

Como Hulu tornou-se um modelo sustentável

Tag: culturaweb,tendenciasRafael Sbarai @

Site de vídeos on-line Hulu alcança lucro de 100 milhões de dólares

Saiu no New York Times. Jason Kilar, diretor-geral do Hulu, revelou pela primeira vez que o site de vídeos online de grande sucesso nos Estados Unidos faturou 100 milhões de dólares em 2009. De mais uma grande promessa na web, torna-se neste ano um modelo interessante e, sustentável, de vídeos.

Kilar, que foi indicado em 2009 como um dos grandes profissionais de mídia em 2009 no HuffPost, já avisou: tem boas condições de alcançar o mesmo resultado até julho. E dá uma resposta a quem se considera evangelista – pessoas da ‘velha mídia’ sabem também produzir bons modelos de negócio na web. Nota: o YouTube nada em dívidas há alguns anos.

Hulu foi criado em 2007 e sabe agradar até hoje empresas cinematográficas e pessoas viciadas em séries de TV. O site de vídeos online possui parcerias com com Fox, ABC e NBC para disponibilizar de forma gratuita episódios mais recentes de programas logo após a transmissão pela TV. Entre as séries, destaque para Simpsons, Lost e The Office. No seu formato de apresentação, uma novidade – a possibilidade de escolher qual comercial quer assistir.

No Brasil, o serviço está aberto com uma observação – já existem programas que ocultam a localização geográfica do computador, já que Hulu está disponível apenas aos internautas norte-americanos. Por lá, tornou-se rapidamente o segundo maior site de vídeos, alcançando em 2009 a marca de 1 bilhão de views.

A consequência dos bons resultados é evidente: a Microsoft já buscou a criação de um “Hulu no Reino Unido” com o MSN Video Player em julho e, nos primeiros dias deste ano, a HBO começou a apostar no HBO GO, site que disponibiliza em alta definição filmes completos e na íntegra.

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mar 02 2010

Ushahidi como hub de informações no Chile

Tag: colaboracao,culturaweb,tendenciasRafael Sbarai @

Ushahidi também é usado no terremoto do Chile

Ushahidi é uma das ferramentas que, em tão pouco tempo, ganhou reconhecimento por fugir do lugar-comum ao unir características específicas e relevantes em gigantes da web. O projeto já é um destaque – foi eleito pela Technology Review, do MIT, como uma das 50 empresas mais inovadoras. Nesta semana, ganha importância mais uma vez por uma catástrofe ‘sazonal’.

(confesso que não acompanhei o uso do recurso no Haiti – estava em férias – mas desta vez consegui observar seu uso)

A plataforma, que permite visualizar, mapear e contribuir com dados para momentos ‘inesperados’, é uma das boas fontes de notícias – também no caráter visual – de informações sobre o terremoto no Chile do último sábado. Ushahidi tem o objetivo de demarcar e delimitar locais que necessitam de ajuda em regiões afetadas por tsunamis, terremotos ou abalos violentos.

É possível enviar informações hiperlocais sobre precariedades, acidentes, pessoas desaparecidas por uma plataformas móvel – o envio pode ser feito por e-mail, mensagens de texto (SMS) ou até no Twitter. Um trabalho fantástico, simples e universal, três características que ainda faltam em projetos de jornalismo.

Abaixo, um vídeo com a explicação do Ushahidi. É interessante saber que o projeto iniciou-se como um site de Jornalismo Colaborativo em 2008 no Quênia, durante a transição do governo local – que provocou conflitos generalizados.


mar 01 2010

O uso global de ferramentas de comunicação web

Tag: culturaweb,curiosidade,videoRafael Sbarai @

Interessente a reunião de dados em um único vídeo produzido pelo designer Jesse Thomas a respeito do uso global de ferramentas de comunicação web (e-mail, redes sociais, plataformas de áudio, etc) no mundo.

Alguns números já são conhecidos, mas destaco a análise minuciosa com o Facebook. A rede social mais popular do mundo – hoje com 400 milhões de cadastrados – alcançou a marca de 260 bilhões de páginas visitadas por mês. Não à toa, o site fundado por Mark Zuckerberg tornou-se o segundo site mais visitado nos Estados Unidos, passando na semana passada o Yahoo.

O vídeo abaixo está em inglês, mas de fácil compreensão graças aos recursos gráficos:

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