Nossa própria fábrica de filmes e o futuro de Hollywood

Box Office nos Cinemas

O valor arrecadado por cada filme na sua temporada de exibição nas salas cinema é chamado pelo mercado de box office. Esse valor não inclui os ganhos com a venda ou o aluguel do filme ou os ganhos com a venda dos direitos de exibição do filme em canais de televisão. O box office está exclusivamente condicionado à venda de ingresso para se assistir um filme no cinema. Quanto mais longa for a vida de um filme nas salas de exibição, ele arrecadará mais lucro para os produtores, distribuidores e donos das salas e se tornará mais atraente comercialmente nos outros pontos da cadeia de distribuição, como a venda de mídia física no mercado doméstico ou a exibição em canais de televisão aberta ou paga.

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Urbanizo, do Buscapé, revela bairros mais caros do país

Leblon: bairro mais valorizado no Brasil

Os bairros de Chácara Itaim (zona oeste de São Paulo), Leblon (zona sul do Rio de Janeiro) e Savassi (região central de Belo Horizonte) são os distritos mais caros do país, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Urbanizo, site que disponibiliza informações relativas ao valor do metro quadrado de todas as ruas das principais cidades brasileiras.

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Quer ganhar dinheiro na web? Escreva um artigo inteligente

(Foto: Creative Commons/ Flickr Anil Mohabir)

Diversas publicações estudam uma forma de cobrar de seus leitores o acesso por conteúdo na internet. Os casos mais notórios são os dos diários New York Times e Wall Street Journal, que liberam suas reportagens mediante pagamento. É uma forma de remunerar as empresas que investem milhões para oferecer ao público informação precisa e de alto valor. Também na internet, um incipiente serviço tenta uma fórmula diferente – pois é diverso também seu caráter. O Most Interesting People in The Room (MIPitR) paga ao leitor para escrever.

A ideia partiu do jovem empreendedor Colin Wright, que desenvolveu um espaço virtual com uma pretensão em mente: propiciar a troca de opiniões de forma menos superficial. O MIPitR surgiu no final de 2010, mas só ganhou corpo neste ano. Para garantir autonomia, Wright optou por um modelo de negócio pago, onde os integrantes da comunidade desembolsam 10 dólares por mês para interagir com os demais membros do grupo.

O cadastro no fórum e o acesso aos tópicos de discussão são gratuitos, mas somente assinantes podem comentar as mensagens. Ao final de cada semana, os administradores da comunidade escolhem os tópicos mais relevantes e os comentários mais pertinentes. A partir de uma curadoria, o autor da melhor mensagem é convidado a produzir um post para o blog do projeto, recebendo como pagamento o equivalente a 10% do faturamento registrado pelo site no mês anterior.

“Como encorajar melhores comentários na internet? Por meio de medalhas e troféus ou através de pagamento?”, questiona o dono do projeto. Bem, sua aposta já foi feita. Resta conferir o resultado.

(Por Renata Honorato)

Facebook é 2ª fonte de tráfego de sites de notícias

(Foto: Creative Commons/ Flickr Ksayer1)

O Facebook está se tornando uma importante fonte de tráfego para sites de notícias, atrás apenas do Google, líder absoluto na posição, afirma um recente estudo conduzido pelo Centro Pew Research para Excelência em Jornalismo. A pesquisa analisou o comportamento de novos usuários na internet ao longo dos primeiros nove meses de 2010 e usou estatísticas da Nielsen para mensurar os resultados.

Foram observados 25 sites de notícias nos Estados Unidos. Os pesquisadores buscaram saber como os usuários chegam ao site, quanto tempo navegavam pelos endereços, o quão profundamente interagiam com seu conteúdo e qual o seu destino após a visita.

Segundo o levantamento, 40% do tráfego dos sites vem de referências externas – e 30% dessa audiência é proveniente do Google. Mas as redes sociais – e o Facebook, em particular – também têm recebido destaque como fonte de tráfego. Em cinco dos 25 sites analisados, a rede de Mark Zuckerberg aparece como a segunda maior fonte de toda a audiência. Os números são consequência de uma estratégia eficiente adotada pela rede nos últimos meses: a inserção do botão “Curtir” em todas as notícias. O Twitter, ao contrário do que se imaginava, quase não aparece como fonte de referência na pesquisa da Pew.

Muitos visitantes foram classificados como “usuários casuais”, ou seja, pessoas que visitam um site de notícias poucas vezes por mês e gastam alguns minutos em cada acesso. Para os pesquisadores, essa é uma evidência clara do impacto da informação nas redes sociais, que acabam levando para os sites um público interessado em ler o que seus amigos sugerem.

Entre os sites analisados, 11 são jornais (The New York Times, The Washington Post, USA Today, The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, New York Daily News, New York Post, Boston Globe, San Francisco Chronicle, Chicago Tribune e Daily Mail); seis são sites de canais de TV (MSNBC, CNN, ABC, Fox, CBS e BBC); quatro são agregadores de notícias (Google News, Examiner, Topix e Bing News); três são sites híbridos (Yahoo! News, AOL e The Huffington Post); e um é uma agência de notícias (Reuters).

A conclusão do estudo conduzido pela Pew é que a audiência não é homogênea e que cada site atrai diferentes grupos de interesse. Para a publicidade atingir esses visitantes, será necessário pensar de forma inovadora. Em tempos de redes sociais, o nicho dá espaço à pluralidade e o desafio das empresas de comunicação é saber lidar com tantas rotas diferentes.

(Por Renata Honorato)

Em livro, o elogio da colaboração

Clay Shirky: "As pessoas querem fazer algo para transformar o mundo em um lugar melhor"

O americano Clay Shirky é um dos grandes pensadores contemporâneos da internet. Defensor ferrenho da colaboração on-line, o professor da Universidade de Nova York aposta no poder de transformação do esforço coletivo na web. Este é o assunto de seu último livro, A Cultura da Participação (Editora Zahar, tradução de Celia Portocarrerro, 210 páginas, R$ 39,90), que acaba de ser lançado no Brasil.

Na obra, Shirky discute os efeitos de um fenômeno que considera inexorável: a substituição gradual da televisão pela internet como espaço tecnológico que está no centro da vida das pessoas. Ao trocar a TV pelo computador, diz Shirky, o usuário sai da sua posição confortável de espectador passivo para o papel de colaborador – alguém que usa uma rede comum para construir conhecimento através do compartilhamento de textos, imagens, códigos computacionais, vídeos.

Segundo Shirky, os americanos passam atualmente 1 trilhão de horas por ano na frente da televisão. Com a ajuda de Martin Wattenberg, um pesquisador da IBM, ele calcula que a Wikipédia, talvez a mais conhecida e bem sucedida rede de colaboração da internet, acumula algo em torno de 100 milhões de horas de trabalho de seus colaboradores. A ideia implícita é de que um mundo em que esses números se invertessem seria mais engajado civicamente. “Participar é agir como se sua presença importasse, como se, quando você vê ou ouve algo, sua resposta fizesse parte do evento”.

Prazer - Shirky compila um bom número de exemplos de colaboração na internet. Entusiasma-se com a Wikipédia, é claro, mas também com o site de carona solidária PickupPal.com, hoje presente em mais de 107 países, e com o site da banda sul-coreana Dong Bang Shin Ki, cujos fãs organizaram um bem sucedido protesto contra o desbloqueio da importação da carne bovina americana, proibida desde o surto da doença da vaca louca. “Vivemos pela primeira vez na história em um mundo no qual ser parte de um grupo globalmente interconectado é a situação normal da maioria dos cidadãos.”

O coração do livro de Shirky está no capítulo 3, “Motivo”. Nele, o teórico procura explicar por que as pessoas se empenham em atividades colaborativas gratuitas na internet. Para o professor, a recompensa financeira é desnecessária quando o usuário desempenha um papel que lhe dá prazer. O prazer, neste caso, fala mais alto.

Segundo Shirky, até mesmo os frutos mais tolos da cultura colaborativa – como o viral chamado LOLcat, com piadinhas feitas a partir de fotos de gatos – são positivos. “O ato criativo mais estúpido possível ainda é um ato criativo”, defende ele. “Até nas profundidades estipuladas da imbecilidade, há maneiras de fazer um LOLcat errado, o que significa que há maneiras de fazê-lo certo, o que quer dizer que há alguma medida de qualidade, mesmo que limitada. Por menos que o mundo precise do próximo LOLcat, a mensagem Você também pode brincar disto é algo diferente do que estávamos acostumados a fazer no panorama da mídia”, argumenta o escritor.

O problema do livro de Shirky é que ele simplesmente ignora os frutos realmente podres da colaboração on-line, como as redes organizadas que incentivam o terrorismo e o preconceito. No já mencionado capítulo 3 de seu livro, ele escreve: “As pessoas querem fazer algo para transformar o mundo em um lugar melhor. Ajudam, quando convidadas a fazê-lo.” Essa é, no mínimo, uma maneira ingênua de ver o mundo. Podemos chamá-lo de Pollyana?

O diagnóstico de A Cultura da Colaboração é útil. E Shirky não está sozinho ao identificar uma mudança profunda em andamento.  “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”, afirmou o pesquisador Dan Tapscott em entrevista a VEJA da semana passada. Mas a maneira como Shirky ignora os efeitos potencialmente nocivos da transformação – que está apenas começando, e cujo futuro não se pode prever com segurança – reduz o valor de sua análise. Uma dose de ceticismo se encontra em autores como Jaron Lanier e Sherry Turkle, que tratam dos mesmos assuntos. E ela vem a calhar.

(Renata Honorato)

Preconceito virtual e, não, xenofobia


O offline como potencializador do online: intolerância do mundo “virtual” ao real

Xenofobia é um termo costumeiramente usado nas aulas de Geografia do Ensino Médio ou Fundamental das escolas de todo o país. Principalmente no momento em que o professor explana sobre o Velho Continente. Segundo o dicionário, xenofobia significa “aversão a pessoas e coisas estrangeiras”. Nesta segunda-feira, uma gritaria virtual em torno do tema chegou equivocadamente – e, mais uma vez -, ao Twitter.

A declaração em até 140 caracteres de uma jovem estudante pipocou na rede. Ela se mostrou revoltada com a vitória de Dilma Rousseff sobre José Serra na corrida presidencial e atribuiu o triunfo à população do Nordeste. Diz a jovem: “Nordestisto não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”.

O tweet foi como um foguete – deixou o solo virtual do Twitter rapidamente. No entanto, a discussão em torno do assunto veio com um mero engano. Xenofobia pressupõe aversão a objetos e indivíduos de estrangeiros. No caso, a intolerância foi local. Xenofobia vem do grego. Xénos significa estrangeiro; phobos, medo.

A manifestação – que deve ser condenada – será um dos próximos princípios a serem discutidos no país. Não tem jeito. Com a popularização e acesso maciço à web, o episódio que sempre aconteceu na sociedade brasileira será transferido para plataformas digitais. É o on-line como potencializador do off-line e vice-versa. Para tanto, deixo uma sugestão de leitura, da pesquisadora Danah Boyd (em inglês), que trata de forma brilhante sobre o assunto.

Por um Facebook com mais usuários do Orkut

Há alguns meses, Orkut e Facebook travam um duelo nada silencioso – e esperado – pela preferência dos brasileiros nas redes sociais. O primeiro ainda reina no segmento, com mais de 29 milhões de visitantes únicos no mês de agosto, segundo recente estudo da Comscore. No entanto, tem visto o seu maior concorrente avançar de forma eficiente. O mais novo recente episódio da batalha estava previsto para ser lançado na última sexta-feira. De olho no confronto para atrair mais adeptos ao serviço, a rede social de Mark Zuckeberg apresentará aos mais de 500 milhões de cadastrados sua nova arma – a possibilidade de encontrar seus amigos do Orkut no Facebook.

O recurso, ainda não disponível, será a nova isca para conquistar novos adeptos. O Brasil é um dos poucos países em que ainda não há supremacia do Facebook.

Ao vincular os dois perfis nas plataformas sociais, os adeptos serão capazes de compartilhar informações, vídeos e fotos com todos os seus amigos. No caso, a opção irá aparecer na página principal do perfil do cadastrado.

Essa é a segunda tentativa do Facebook em atrair adeptos da rede social de maior popularidade no Brasil. Em setembro de 2009 – dias após a vinda de Mark Zuckerberg ao Brasil – brasileiros visualizavam uma mensagem inusitada (imagem acima) ao acessar o serviço: “Encontre seus amigos do Orkut no Facebook!“. Na época, o interessado deveria clicar no link que estava disponível, que permitia receber orientações para importar contatos do Orkut.

Como simular um holograma usando o iPad

(Foto: Reprodução)

Desde seu lançamento, o iPad, tablet da Apple, vem despertando a imaginação de muita gente. Publicitários e designers britânicos de duas agências se uniram para criar um vídeo que simula uma holografia com a ajuda da tela do dispositivo. Para criar o efeito, a equipe desenvolveu modelos de textos e animações em um software 3D.

Os especialistas usaram também uma técnica bastante popular entre os fotógrafos, o light painting. Consiste em registrar o rastro de luz deixado pelos textos e animações na tela do iPad em um ambiente escuro.

O resultado da experiência foi registrado em vídeo. Confira a seguir:

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(Por Renata Honorato)

O novo – e velho – alvo do Twitter: os spammers

“Lançamos o novo Twitter para descobrir o que é novo no seu mundo”, anunciou na noite da última terça-feira Evan Williams, um dos fundadores da empresa. Dias após a revelação, parece que a maior mudança na ferramenta desde o seu nascimento virtual, em 2006, virou objeto de desejo. Diz um dos meus seguidores: “mudanças? Isso é verdade?”

As reformulações estruturais realmente pretendem garantir um uso mais simples e prático de uma rede, conforme explicou Williams no evento. E também mostra um cenário de batalha contra terceiros. No entanto, a nova roupa virtual do Twitter mostra uma perspectiva: a nova disputa contra desocupados virtuais que enviam de forma ininterrupta mensagens não solicitadas ao microblog, conhecidos na web como spammers. Até março, 11% das mensagens enviadas pelo Twitter eram consideradas como spam. Hoje, este valor caiu para 1% – o que representa aproximadamente 900.000 tweets diários, se compararmos com os últimos números divulgados pela empresa.

Um dos recursos apresentados faz parte da estratégia de inibir a invasão de spammers, que encontraram no Twitter um tesouro – os encurtadores de link para distribuir links maliciosos e infectar computadores. Um link encurtado permite enxugar caracteres na mensagem a ser enviada se tornou essencial – e as extensas URLs jogavam contra essa lógica de escrever em até 140 caracteres.

Se facilita a vida do usuário, os encurtadores adicionam um problema à vida deles: uma vez que o novo código com a URL encurtada substitui a URL original, não é mais possível ler o endereço expresso no link. Com as novas mudanças, o problema foi solucionado: é possível visualizar, antes de clicar, o tipo de conteúdo da URL. Ou seja, os spammers sofreram um ataque pesado do microblog. Mas, aos poucos, se adaptam à nova estrutura para desferir ataques em perfis.

Foto: freezelight.