ago 23 2010

Quando a meta é ter 180 mil seguidores

Tag: curiosidade,dica,twitterRafael Sbarai @

Um dos perfis que mais sabe usar a interação e os recursos espalhados no Twitter é o da @revistasuper, gerenciado hoje por dois profissionais da publicação. Sem a condição – e pretensão – de tornar-se rede um canal hard-news, com a disponibilidade de notícias diárias propagadas em tantos sites noticiosos, a conta preserva o valor que cabe ao impresso há muitos anos: aguçar a curiosidade alheia.

Para manter a fama em ambientes digitais, o perfil no microblog propõe uma ação, no mínimo, curiosa. Com o título “@revistasuper rumo a Araçatuba“, a marca disponibilizou aos usuários um vídeo apresentando dados que envolve o número 180 mil – registro que corresponde ao número de habitantes de Araçatuba, localizado no interior de São Paulo.

Sou da opinião que devemos diferenciar e saber mensurar as expressões ‘qualidade’ e ‘quantidade’ em rede. Nem sempre um valor absoluto considerado alto tem o impacto e influência de um registro em menor escala. A variável, neste caso, é simples: descobrir qual o grupo que possui mais pessoas influentes no círculo virtual. E a @revistasuper parece saber lidar com o tema: tanto que é figura onipresente entre os mais clicados e ‘retuitados’ no migre.me, encurtador mais usados pelos brasileiros no microblog.

Contudo, o mais interessante é conhecer a face escancarada da estratégia: fortalecer a marca nas redes sociais, atingir pessoas interessadas na publicação e o que eu considero como essencial – transportar pessoas da malha da rede que desconhecem a existência do conteúdo on-line. Diz Kleyson Barbosa, um dos responsáveis pelo perfil: “o objetivo da campanha era crescer em 35% o número de seguidores em dois meses e chegar a 180 mil. Mas, em menos de um mês, a campanha parece ter conquistado o público: devemos alcançar a meta na próxima semana.”

E o projeto transcende apenas a conquista de um número em rede. O registro representará um projeto especial encabeçado pela redação da Super. Vale a pena acompanhar.


ago 09 2010

KaZaA voltou pela 3ª vez. E “engessado”

Tag: culturaweb,curiosidade,musicaRafael Sbarai @

Um dos maiores símbolos de distribuição de música gratuita de uma geração digital, o KaZaA voltou a dar o ar da graça – virtual – pela terceira vez. Sem novidades, o serviço busca reconquistar a popularidade no segmento e ganhar novos adeptos. Para tal, tenta se levantar ostentando seu registro histórico. No entanto, chega “engessado”.

Em julho de 2009, falei aqui, no blog, sobre a sua segunda tentativa de ganhar visibilidade. De vilão, tornou-se o novo aliado das gravadoras – um produto de assinatura que oferece músicas por meio de parcerias com grandes empresas. Ou seja, de ícone virtual na esfera do áudio, buscou o mais do mesmo ao copiar modelos de sucesso no segmento, como o Spotify. Foi a solução encontrada pelos seus novos proprietários.

Desta vez, o script quase não mudou – serviço de uso exclusivo nos Estados Unidos, com a possibilidade de ouvir 1,6 milhões de músicas via streaming e com um custo mensal de 15 dólares. Na primeira semana, o teste é gratuito.

As duas únicas novidades – se é que podemos considerá-las como inovações – é a nova maneira de citar o Kazaa (agora é KaZaA) e a possibilidade de acompanhar e compartilhar quais são as músicas mais ouvidas pelos seus amigos.

O fracasso do modelo gerou críticas pesadas ao serviço. O maior defeito que encontrei, no caso, foi a falta de uma estrutura móvel. Em tempos de uso da internet em celular, tablets ou automóveis, KazaA não possui uma versão móvel. Faltou pensar de forma menos centralizada e mais distribuída. De ícone de uma história recente da web, tornou-se um produto musical “engessado”. Para piorar, os fundadores do KaZaA acabam de lançar um serviço de áudio na web, o Rdio. E sua proposta já é vista com bons olhos no setor.


jul 02 2010

A integração entre redes sociais e Itaú para iluminar o céu na Copa

Tag: curiosidade,dicaRafael Sbarai @

No mínimo interessante a campanha que o Itaú realiza durante a disputa da Copa, na África do Sul. A criação, da agência Africa, produz integração da disputa do evento esportivo mais popular no mundo com interatividade e conexões nas redes sociais mais usadas no país.

A ideia do banco – um dos patrocinadores da seleção brasileira de futebol – é mostrar como o offline potencializa o on-line e vice-versa. Desde o início do Mundial, sete das principais capitais brasileiras ganharam uma iluminação diária com o verde e amarelo em locais específicos traçados estrategicamente. Esse planejamento acaba de chegar ao mundo virtual.

Na web, o site “Feito para você participar” permite conhecer as regiões que ganharam o colorido para celebrar a Copa e aproveitar para compartilhar os movimentos e criações em plataformas como o Facebook e Twitter. A foto acima representa parte de seu ciclo social, estampando sua foto em uma rede – no caso, o Facebook.

Confira o vídeo da campanha:


mar 31 2010

O cuidado de Obama com um único discurso

Tag: curiosidade,redesocialRafael Sbarai @

Está no Flickr da Casa Branca uma das fotos mais interessantes que já vi de bastidores de política. Atento, Barack Obama olha com receio e produz diversas alterações no discurso produzido pelo seu redator. Trata-se de mais um interessante mecanismo – simples – de como um presidente está mais distribuído e menos centralizado em plataformas sociais.

Sem ao menos conhecer questões ideológicas e/ou passado do mandatário, Obama se aproxima ainda mais do cidadão comum, recurso já lugar-comum se pararmos para analisar sua política em rede – uma simples ruptura do modelo tradicional de levar a informação, uma fórmula vislumbrada por candidatos à Presidência da República no Brasil.

Caso queira ver em detalhes, há a possibilidade de visualizar a imagem em outra resolução.

/via @msoares

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mar 01 2010

O uso global de ferramentas de comunicação web

Tag: culturaweb,curiosidade,videoRafael Sbarai @

Interessente a reunião de dados em um único vídeo produzido pelo designer Jesse Thomas a respeito do uso global de ferramentas de comunicação web (e-mail, redes sociais, plataformas de áudio, etc) no mundo.

Alguns números já são conhecidos, mas destaco a análise minuciosa com o Facebook. A rede social mais popular do mundo – hoje com 400 milhões de cadastrados – alcançou a marca de 260 bilhões de páginas visitadas por mês. Não à toa, o site fundado por Mark Zuckerberg tornou-se o segundo site mais visitado nos Estados Unidos, passando na semana passada o Yahoo.

O vídeo abaixo está em inglês, mas de fácil compreensão graças aos recursos gráficos:

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fev 25 2010

Como uma página do Facebook ajudou a capturar Saddam Hussein

Tag: curiosidade,facebook,redesocialRafael Sbarai @

Vale a pena acompanhar uma série de cinco boas reportagens da revista Slate sobre os últimos dias do iraquiano Saddam Hussein. A publicação mostra como o exército norte-americano produziu estratégias em ambientes virtuais online de grande participação e com uma malha de conexões – como o Facebook – para capturar o ditador.

A mesma teoria que originou o Facebook e sua própria página provocou a criação de uma malha de contatos – olha as teias sociais -  que levou dirertamente ao paradeiro de Hussein. A ideia partiu do Coronel James Hicke, que encontrava neste caminho um artifício para auxiliar na busca.

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jan 15 2010

Entrevista com Pablo Handl, empreendedor do The Hub

Tag: culturaweb,curiosidade,entrevistaRafael Sbarai @

hub-sp

Confesso que deixei de lado uma das seções que mais gostaria de destacar no blog: entrevistas. Com o vínculo a outros dois blogs (Vida em Rede e Blog da Copa de 2010) em VEJA, ficou mais difícil. No meio deste caminho, consegui coletar conversas que tive durante o percurso do meu mestrado. E, nele, encontrei Pablo Handl, carro-chefe do The Hub, um dos projetos mais interessantes de São Paulo.

O Hub-SP é um dos lugares com o conceito de trabalhar de forma colaborativa, compartilhando pensamentos, conteúdo e ferramentas. Localizado na região central de São Paulo, o espaço de coworking abriga startups e freelancers, com a possibilidade de resgatar o ar de “escritório” de grandes empresas. Segundo Pablo, para ingressar ao The Hub, é necessário uma única característica: empenho e desejo de colaborar com o próximo. A seguir, um bate-papo com o argentino de 32 anos.

Quem é Pablo Handl  e como começou a história de criar o The Hub?
Bom, antes de tudo, não sou brasileiro. Nasci na Argentina e cresci na Áustria, onde estudei Administração de Empresas, pedagogia teatral e mediação de conflitos. Estou no Brasil há  quatro anos. A idéia do Hub surgiu mesmo em 2007, mas foi aplicada em agosto de 2008, mês e ano de fundação do The Hub.

hub-sp-1

O que é o The Hub?
O The Hub é uma rede de espaços, uma franquia social. O primeiro foi criado em Londres, na Inglaterra. Trata-se de um local para expressar uma nova forma de trabalho. O Hubworld é a organização que centraliza toda a situação destes doze pontos que teremos até o final do ano.

Vamos falar então sobre coworking. A expressão, criada em 2005 por um engenheiro do Google, foi definida, mas pouco abordada. O The Hub é um espaço de coworking?

Coworking é o The Hub e vice-versa. Iria além. The Hub é uma incubadora de idéias. O Coworking já foi empregado até como um espaço dos cybercafés. Uma coisa é totalmente diferente da outra.

Qual é o objetivo do The Hub?
Simplesmente promover encontros improváveis. Algo que você nunca iria esperar. Temos que mudar a opinião de parte da sociedade. As idéias não surgem apenas com amigos próximos. As melhores coisas surgem com pessoas diferentes, que englobam temas distintos. O The Hub não é um fim; é um meio. As idéias acontecem para um Brasil melhor.

the-hub-sp

Você considera o Coworking um espaço físico?
Não. Trata-se de uma nova cultura.

Quais são os recursos para garantir a infra-estrutura do espaço?
Não existem patrocinadores no local. Você pode olhar agora, por exemplo. Não há um exemplo de patrocínio aqui. O único parceiro é a Artmicia, uma organização que apóia modelos de negócios sociais. Aqui, nós damos toda a estrutura: mesas, cadeiras, impressoras e uma boa conexão à internet. Há um espaço para fazer refeições rápidas. Enfim, é um grande local para produzir coisas boas.

Existem critérios para uma pessoa ser membro do The Hub?
Sim, tocou em um ponto interessante. Somos seletos. Temos critérios para o ingresso de uma pessoa. Se você não tem o espírito de compartilhar idéias e trabalhar em colaboração com o outro, você está fora. A idéia é de adaptação e, posteriormente, de confraternização.

the-hub-sp2

O Brasil começa a se organizar nesta prática de coworking?
Há um mercado enorme para ser explorado aqui no país. O Brasil está no caminho certo.

Você acredita que existe um motivo para pessoas comuns procurarem o The Hub como instalação de trabalho?

Conexão com outras pessoas. Hoje, o trabalho permitiu um novo nomadismo na sociedade. As pessoas que estão aqui pensam à frente. A principal idéia de estar no The Hub é compartilhar e potencializar relacionamentos improváveis.

Durante nossa conversa, você falou em ajudar a melhorar o país. O The Hub está ajudando a melhorar o Brasil?
Sim. Você conhece seus vizinhos? Fala com eles todos os dias? Sabe de suas funções diárias, famílias? Provavelmente não. Aqui estamos reaprendendo a viver em conjunto, a viver em sociedade. Estamos fazendo o caminho inverso da web. A experiência offline começa a complementar a vida online.

Se o The Hub fosse uma pessoa, em que fase da vida ele estaria?
The Hub ainda está na infância, mas é aquela criança que já tem um objetivo traçado.

Apesar de não gostar e usar o termo, projetos considerados “2.0” estão em queda, seja na web, seja na vida real. Você acredita que o The Hub sofra algum risco?
Risco todos nós temos. É uma empresa ali, outra lá Mas enquanto estiver perguntando o porquê de todo dia estar aqui, sei da minha resposta: estamos muito bem.

Foto: Reprodução, The Hub Network e Roberto Sena (2).


dez 28 2009

Os diferentes pesos da informação em 2009

Tag: curiosidade,midiaRafael Sbarai @

peso-noticia-2009

Em 2009, a informação quis sair do lugar-comum de texto, áudio ou vídeo para trazer maior entretenimento ao internauta. Trata-se da época da prestação de serviço lúdica.

Não à toa, nada mais justo ter a possibilidade de visualizar o peso da informação de 2009 em um infográfico que resume-se em imagem. E esta foi a premissa subjetiva do GOOD.is: reunir as notícias que marcaram o ano em diferentes segmentos e produzindo um peso ao produto.

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nov 18 2009

Em números, como as pessoas fogem do espaço destinado aos comentários

Tag: culturaweb,curiosidade,tendenciasRafael Sbarai @

Pertinente, interessante e pioneira a pesquisa divulgada nesta semana pelo PostRank sobre a mudança de configuração dos blogs e de suas estruturas nos últimos três anos. Segundo o estudo, as pessoas fogem aos poucos do espaço destinado aos comentários em um blog ou site para relatar percepções em plataformas sociais participativas, como o Facebook e o Twitter. O assunto também foi destaque no ReadWriteWeb.

PostRank exemplifica a situação com o uso constante do mecanismo de comentários do Facebook, rede social mais popular em todo o mundo. Soma-se a isso a possibilidade de discussão e o intenso feedback que o espírito que o Twitter possui. Há uma descentralização ainda não mapeável do que é opinado.

Os números são ingredientes imprescindíveis para Khris Loux vender ainda mais o seu peixe. Em julho deste ano. Loux lançou o Echo, serviço que promete reunir todos os comentários feitos a um post em blog ou matérias em sites noticiosos que estejam espalhados em redes sociais. O agregador, que segue em fase Beta e com problemas de indexação, busca “mudar a conversação” da web, promessa que ainda não foi cumprida.

Segue abaixo a apresentação em destaque no PostRank.

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nov 03 2009

Seesmic Desktop permite visualizar Listas do Twitter

Tag: curiosidade,dica,twitterRafael Sbarai @

seesmic-desktop

Estava contando os dias para um aplicativo ligado ao Twitter colocar em sua plataforma as Listas que foram anunciadas pela ferramenta de 140 caracteres há algumas semanas e que mostram, aos poucos, que tal funcionalidade será mais um critério de relevância dentro da plataforma social.

Hoje pela manhã conheci a nova atualização do Seesmic Desktop, serviço instalado no computador que permite a atualização de perfis de Twitter e Facebook. A partir de sua nova versão, é possível visualizar grupos criados por você em uma interface fora da layout web do microblogging (http://twitter.com).

A função, de extrema importância, ainda é limitada: não tem a opção, a priori, de ver as listas nas quais fomos agregados e compartilhados, além de ser impossível criar listas a partir do aplicativo da Seesmic. Segundo a empresa, novas atualizações serão incorporadas nas próximas semanas.

Seesmic Desktop sai na frente do popular Tweetdeck – usado por muitos brasileiros – e já evidencia a importância da criação de grupos específicos taggeados pelo usuário, que promove um mapeamento e novos filtros de assunto, necessidade cada vez mais destacável no fluxo de informações que rola no Twitter.

Ainda não vi dados oficiais, mas a liberação de uma nova funcionalidade – que tornar-se-á cada vez mais um novo critério de relevância de análise superficial de perfis – deve ter aumentado o tráfego do Twitter a partir de seu próprio site oficial.

Apesar de ser uma ferramenta popular que cresce mensalmente, poucos usavam o seu serviço a partir da página do microblogging. A facilidade e a abertura de API´s permitiu a criação de inúmeros serviços não-oficiais ao Twitter. Casos dos já citados acima, além de Twittercounter e Twitlyzer, ambientes virtuais de métricas de contas.

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