Facebook é a nova Babel?

Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.
Gênesis 11:1-9:1

Há 200 mil anos atrás nossos antepassados começaram a desenvolver uma inovadora habilidade que o fizeram prevalecer sobre os neanderthais. Não foram as machadinhas de pedra ou outra rudimentar arma pré-histórica que deram ao humano evoluído um diferencial nas guerras tribais, mas sim o poder da cooperação e organização social trazido pelo advento da linguagem.

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Saída de executivo impõe (outro) novo desafio à rede Facebook

Na última sexta-feira, o mercado de tecnologia acompanhou a primeira saída de um dos principais executivos do Facebook após a recente entrada da empresa na bolsa de valores. Bret Taylor, chefe de tecnologia, comunicou sua decisão no próprio site, espaço onde também confirmou a criação de um novo projeto, em cooperação com Kevin Gibbs, ex-funcionário do Google. A maior rede social do planeta sofre um duro revés ao perder o autor de ações importantes realizadas recentemente. Mark Zuckerberg, CEO e fundador da rede, terá portanto outro desafio pela frente: conter o ímpeto dos funcionários – feitos milionários com a abertura de capital da empresa – que ajudaram a transformar o Facebook em gigante e agora podem buscar outros desafios.

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Novo Facebook a seus usuários

Nesta sexta-feira, o Facebook deu o passo mais importante de sua história, desde sua criação, em fevereiro de 2004, ao estrear no mercado financeiro com a maior oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, a Bolsa do setor de tecnologia. Ao arrecadar cerca de 16 bilhões de dólares, a empresa teve seu valor de mercado elevado para 104 bilhões. Agora, a rede social criada para deixar o mundo mais aberto e conectado, utilizada hoje por quase um bilhão de pessoas em todo o planeta, não será a mesma: investidores vão exigir evolução constante e a rede social terá de atender às altas expectativas para mantê-los satisfeitos. Oportunidades de crescimento não faltam.

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Com Instagram, Facebook agrega inteligência para o ‘mundo móvel’

Nesta segunda-feira, o Facebook deu mais um passo que mostra que o serviço quer ser mais do que uma rede social. Por 1 bilhão de dólares, o serviço de Mark Zuckerberg arrematou o Instagram, aplicativo para as plataformas móveis iOS e Android que personaliza fotos. Já fiz um longo comentário em meu blog no site de VEJA, que revela dois objetivos que não merecem ser desprezados: a empresa agrega uma inteligência móvel imprescindível na batalha virtual contra o Google, além de incentivar engajamento à rede social, uma vez que os usuários do Instagram são fiéis ao serviço. A negociação, contudo, também levanta questões no mínimo auspiciosas.

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Por que o Facebook estuda aprimorar seu sistema de buscas

Na última semana, a versão digital da publicação americana The Business Week revelou que o Facebook planeja aprimorar seu mecanismo de buscas. O objetivo é estimular os mais de 845 milhões de cadastrados a pesquisar com maior eficiência atualizações de amigos, fotos e vídeos – hoje, uma tarefa nada fácil de realizar na rede social.

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As redes sociais já não servem apenas para conectar pessoas

Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço – e do negócio: “Nosso objetivo é conectar pessoas“. Sem dúvida. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 750 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários.

Quando veio ao Brasil, Mark repetiu o discurso. E alimentou a discussão com o pertinente argumento de que seu site, na verdade, não é uma rede social: é um utilitário social. De fato, há algum tempo o Facebook vem se tornando uma ferramenta eficiente de comunicação – e de todas as maneiras possíveis: áudio, texto e, agora, vídeo. Sua mais nova tentativa de abraçar um mercado maior do que as plataformas sociais foi a parceria do Skype, popular empresa de telefonia via internet, que permite a criação de vídeochamadas por meio da rede social.

Apesar de não ser inovador – o Orkut já tinha tal funcionalidade há mais de dois anos – o Facebook buscar dar o seu segundo grande passo em sete anos de vida. O primeiro, feito em 2010, permitiu a criação de um grafo social, que entrecorta diversos sites – principalmente os de notícia. O objetivo, segundo o próprio Mark, era o mesmo dos primórdios da internet: conectar pessoas.

Agora, a integração com o Skype mostra o amadurecimento do Facebook – e de seres humanos – na internet. Chega ao fim o ciclo do discurso de conectar pessoas para dar lugar à ubiquidade virtual – ou até mesmo real. Diz o próprio Mark, ontem, no evento. “Até agora, as redes sociais foram basicamente ferramentas de conectar pessoas. Agora, o mundo acredita que as redes sociais vão estar em qualquer lugar. Acho que esse capítulo da história das redes sociais (de ser apenas uma ferramenta para conectar pessoas) foi encerrado.”

‘Send’ quer acabar com o antigo hábito de enviar links por e-mail

O botão “Curtir”, do Facebook, acaba de completar um ano de vida. Desenvolvido para facilitar a recomendação de links em sites de notícia ou blogs, o recurso mostra que o autor é mais importante do que a própria mensagem propagada na maior rede social do planeta. Ou seja, acessamos determinado conteúdo desde que ele nos tenha sido recomendado por alguém em quem confiamos. É o poder do remetente virtual.

Para celebrar o registro – e ampliar o império do compartilhamento –, a rede apresentou o recurso “Send” (Enviar, em português). Presente primeiramente apenas em 50 sites do exterior – entre eles, as publicações The Wall Street Journal e Washington Post -, o recurso permite que o usuário compartilhe conteúdos com grupos determinados. Na oportunidade, a ideia do Facebook parece ser combater o velho hábito de enviar recomendações por e-mail a várias pessoais. Lembrando: o e-mail segue como a plataforma mais utilizada para compartilhar informação.

A funcionalidade, irmã mais nova e eventual “rival” do Curtir, já está disponível para sites de notícias e blogs. Na ocasião, toda e qualquer pessoa cadastrada na rede de Zuckerberg pode enviar conteúdo para uma vasta lista de contatos – entenda-se aqui usuários cadastrados ou não ao Facebook: contatos por mensagens eletrônicas por Yahoo, Hotmail e Gmail, por exemplo, também entram no pacote.

No entanto, na contramão da facilidade de compartilhamento de informação na rede, cria-se uma nova brecha aos spammers, personagens virtuais que podem encontrar no recurso um serviço para encher a caixa de mensagens do usuário no Facebook com links maliciosos. Indefinidamente, a maior rede social do planeta quer virar a principal ponte de comunicação entre pessoas conectadas.

Obama virou escudo do Facebook

Nesta quarta-feira, o presidente americano Barack Obama fará uma visita especial à sede do Facebook, em Palo Alto, na Califórnia, nos Estados Unidos. O evento, que marca mais uma vez o encontro entre o fundador da rede Mark Zuckerberg e o líder do país, terá transmissão em tempo real pela própria gigante das redes sociais, é claro. Na ocasião, parte da imprensa vaticinou que o encontro fora definido para demarcar o terreno virtual de maior popularidade no planeta para a reeleição do democrata. Engano. Por trás deste cenário, há uma amizade mais intensa – com um interesse, digamos, velado.

A movimentação de executivos da maior rede social do planeta com a Casa Branca já existe há algum tempo. Em 2008, o partido democrata contratou Chris Hughes, cofundador do Facebook, para coordenar parte da campanha on-line de Obama. Formado em História e Literatura pela Universidade de Harvard, Hughes foi o responsável pela criação do MyBarackObama.com, rede social considerada decisiva para a popularização do político na internet. Pouco tempo depois, o empreendedor estampou a capa da publicação americana Fast Company: “Conheça o garoto que fez Obama presidente”.

O próprio site de Obama para a reeleição presidencial é recheado de recursos do Facebook – botões de compartilhamento conhecidos no país como Curtir e a possibilidade impulsiva de fazer parte do projeto Obama na rede social. Já são mais de 19 milhões de pessoas que ‘curtiram’ a página oficial do presidente no Facebook. As cores são, no mínimo, parecidas às do Facebook: impera o azul e branco

O Facebook, por sua vez, não fica para trás. A empresa mantém uma postura agressiva para manter um corpo de funcionários, digamos, eclético. Em sete anos de vida, compôs uma estrutura com profissionais de outras grandes empresas, como o Google, mas há algum tempo, angaria funcionários da Casa Branca. Todos, sem exceção, são influentes e têm ótimos contatos com líderes políticos. São eles:

• Sheryl Sandberg: ex-chefe de equipe do secretário de Tesouro do governo de Bill Clinton. Hoje é chefe de operações do Facebook e considerada a pessoa mais próxima ao fundador Mark Zuckerberg.

• Ted Ullyot: advogado e ex-coordenador de gabinete do procurador-geral do governo George W. Bush. Atualmente é conselheiro-geral do Facebook.

• Marne Levine: ex-assessora do grupo econômico do governo Obama. Hoje ocupa o cargo de vice-presidente de diretrizes públicas globais do Facebook.

O mais novo candidato a fazer parte da equipe de Mark Zuckerberg é Robert Gibbs, assessor de longa data de Obama que deixou o posto de secretário de imprensa em fevereiro. A ideia é incorporá-lo ao departamento de comunicação da rede social, segundo informa o The New York Times. No entanto, o vínculo entre Gibbs e Obama não cessou: o profissional pode se tornar o assessor externo do político para a campanha de reeleição para 2012.

Não faltam argumentos para explicar a criação de laços fortes entre duas potências. A empresa de Mark Zuckerberg já foi acusada diversas vezes por órgãos governamentais por violação de privacidade. Ter profissionais com trânsito na Casa Branca poderia aliviar a vida de Mark Zuckerberg na tentativa de afrouxar regras e, assim, ampliar a exposição de dados de adeptos do site – uma mina de ouro para ações publicitárias nas páginas internas da rede, uma vez que é possível mapear hábitos e preferências de mais de 600 milhões de pessoas.

Recentemente, a rede social se posicionou claramente contra os planos definidos pela União Européia sobre um regulamento que obrigue redes sociais e sites a excluírem completamente dados armazenados de usuários.

Portanto, a Casa Branca pode virar o escudo de Zuckerberg – e vice-versa.

MySpace fecha parceria com Facebook. E sai no lucro

O MySpace tentou sobrevida longe do Facebook, lançou há poucas semanas uma nova versão de seu site, com novo foco em música e entretenimento, na tentativa de retomar o prestígio no mercado que ajudou a criar. Não conseguiu. A rede social de nicho, que já foi considerada a mais popular do planeta, foi humilde, pediu socorro ao site de Mark Zuckerberg e conseguiu. Agora, Facebook e MySpace são parceiros.

A expectativa que tomou conta por parte da imprensa para o encontro desta quinta-feira foi de uma fusão dos sites – o que era improvável, já que Mark Zuckerberg, comandante do Facebook, nem estava presente. Na ocasião, o acordo é simples e, um pouco tardio: prevê que os usuários do MySpace acessem seus perfis por meio do cadastro feito no Facebook. Fundado em 2003, o MySpace chegou a ser a maior rede social do mundo com mais de 100 milhões de usuários. E perdeu o trono para o novo parceiro, em 2008.

Neste caso, o MySpace sai em vantagem. Lutando contra a perda excessiva de popularidade – e enxergando “rivais” como Twitter e Facebook crescerem de forma vertiginosa – a rede vai tentar recrutar o máximo possível de dados dos usuários, como nome e e-mail, além de conhecer um pouco mais do perfil de quem acessa o site, com a possibilidade de saber quais são os interesses dos cadastrados. Para o Facebook, a empresa terá a possibilidade de angariar ainda mais novos usuários, já que a base ainda significativa do MySpace é, em grande parte, fiel.

O acordo deixa claro que o MySpace jogou a tolha: não é mais adversário direto do Facebook na briga intensa pelo trono das redes sociais. “O MySpace é agora um espaço de entretenimento social”, admitiu Mike Jonas, presidente-executivo do site.

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Facebook não quer ser apenas uma rede social

Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço (e do negócio): “Nosso objetivo é conectar pessoas“. De fato. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 500 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários e vem se tornando uma eficiente base de comunicação. É o canal entre cadastrados. Ou o telefone do século XXI.

Ligar o conceito de telefone ao Facebook não é um ato gratuito. Há tempos, boatos da indústria e apostas da imprensa vêm alimentando a versão de que a rede poderá lançar seu próprio aparelho de celular – um dispositivo, que, é claro, completaria o leque de possibilidades de produzir diálogos entre pessoas. O único meio ainda sem o seu domínio era a conversa por voz. É a única condição ainda não-presente no contexto de “social utility” (‘utilitário social’) tão defendido por seu fundador. No entanto, fora apenas um rumor.

A empresa de Zuckerberg convocou a imprensa na última semana apenas para revelar funcionalidades específicas que facilitam a vida de um usuário que se conecta na internet por meio de plataformas móveis – smartphones ou tablets -, importante fatia do público que começa a crescer de forma vertiginosa. Segundo o próprio fundador, 200 milhões de pessoas (quase metade dos cadastrados) acessam a rede a partir de dispositivos móveis. No mesmo período, em 2009, o número era de 65 milhões.

Na oportunidade, o executivo revelou, entre tantos recursos, a criação do Single Sign-on, novo sistema de login que permite o acesso a aplicativos no celular apenas clicando em um único botão. O artifício, sem previsão de chegar ao Brasil, simplifica a vida do usuário, que não precisa digitar várias senhas.

Sobre a possibilidade de criar um celular próprio, Zuckerberg garantiu que – por ora – a empresa tem o objetivo de apenas investir em ambientes virtuais sociais, independente do aparelho. “Não vamos produzir telefones”, avisou. Contudo, suas próprias parcerias vão contra seu argumento. Em outubro, o Facebook acertou uma parceria com o Skype, principal serviço de telefonia pela internet, que previu o uso de recursos da rede social diretamente pela interface do programa. Portanto, não será nenhuma surpresa se a empresa aparecer com um aparelho disponível aos seus usuários.

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Foto: Babyben.