fev 24 2010

Por que o Foursquare faz sucesso

Tag: foursquare, mobilidadeRafael Sbarai @

Interessante conhecer o ponto de vista de um gerente de uma startup em crescimento e que dá grandes passos em tão pouco tempo. Marilín Gonzalo, da rede de blogs espanhola Hipertextual, disponibilizou um vídeo com Evan Cohen, gerente-geral do Foursquare – ferramenta de recomendações que já foi até citada como ‘novo Twitter’.

Em sete minutos, Evan explica o movimento do site e conta em detalhes parcerias que tornaram-se práticas comuns. Ele comentou um acordo prévio que fez com o New York Times, situação que havia destacado no Twitter: criaram uma ‘medalha’ especial do jornal aos que usam o Foursquare e registram locais em Vancouver, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, recomendados pelo NYT.

Trata-se do velho mecanismo de premiação e, principalmente, incentivo, como caráter motivacional de produção de conteúdo. Situação semelhante ao acordo com a Universidade de Harvard: postura de competição e possibilidade de conhecer novos nichos da instituição.

O vídeo está em inglês, com uma legenda em espanhol.

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fev 17 2010

Como a Universidade de Harvard usa o Foursquare

Tag: foursquare, mobilidade, tendenciasRafael Sbarai @

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A respeitada Universidade de Harvard começou o ano inovando. Nesta semana, soube da presença da entidade no Foursquare, ferramenta de recomendações que mistura vida social e virtual apontada até como sucessora ao Twitter. Em uma rede social móvel, adotou a postura de competição e possibilidade de conhecer novos nichos de estudo.

O projeto, pioneiro segundo a instituição, permite que estudantes, futuros alunos e ‘visitantes’ conheçam a estrutura da Universidade. Até aí, qualquer serviço integrado a mapa que tenha uma visualiação satélite permite tal recurso. Só que Harvard ingressa ao estudo motivacional para atrair adeptos ao serviço.

A entidade soube usar dos meandros do Foursquare para promover concorrência entre alunos – fazendo com que estes recomendem e conheçam locais de Harvard a partir da rede de contato de amigos. O caráter de incentivo para promover ‘rivalidade’ garante que estudantes conquistem prêmios no Foursquare, como o de ‘mayor’ (curador do local).

Perry Hewitt, diretor de comunicações digitais de Harvard, sintetizou o espírito do uso do serviço:

Harvard vai além de estudantes e salas de aula. A idéia é estabelecer conexões entre conhecidos para buscar novos nichos dentro de uma instituição tão grande. Universidades são espaços para liberar talento e energia. E, para usá-los, nada melhor do conhecê-los por todos os lados.

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nov 23 2009

A supervalorização do ’social location’ e o oba-oba em torno do Foursquare

Tag: foursquare, mobilidade, redesocial, tendenciasRafael Sbarai @

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Confesso que acompanhei como ‘espreitador’ o exagero midiático envolvendo o que se considera como ‘social location‘ e o uso cada vez mais intenso de plataformas móveis para promover interação entre pessoas. E, em tão pouco tempo, voltou-se a uma discussão que comecei no blog, em julho: o oba-oba em torno do Foursquare e a necessidade de encontrar, sob muitos esforços, um novo Twitter.

Tudo começou, mais uma vez, com o Mashable. No último dia 19, Pete Cashmore elegeu o Foursquare – interessante ferramenta hiperlocal de recomendações – como o mais grande produto inovador para 2010. E, novamente, houve a citação de que o serviço será o ‘novo Twitter’, o que foi motivo da criação do discurso de negociação com o Facebook.

Antes de mais nada, trata-se mesmo de um belo serviço, de nicho, geotaggeado e de grande utilidade a um público que já anda conectado às ruas. Assim como o Loopt. O próprio Vitor Lourenço, brasileiro que trabalha no Twitter, revelou ao blog a importância do Foursquare.

Só que nunca fui fã de uma necessidade desenfreada individual em reinventar e enterrar produtos. Na web, esse movimento só se torna cada vez mais rápido. A velha e boa frase “dê tempo ao tempo” já não vale mais. Foi extinta.

A própria evolução humana e o uso das ferramentas comprovam meu argumento. Em 1989, durante o massacre da Paz Celestial, o “Twitter da vez” era o aparelho de fax, usado por estudantes. Em 1995, “o Twitter das correspondências” era o e-mail. Anos depois, já tinha gente anunciando a morte de um e de outro.

Agora, com a possibilidade “menos Glocal e mais Global” do Foursquare, o prejudicado, até o momento, é o internauta brasileiro, que acaba ingressando a um serviço no qual não tem a menor ideia de usá-lo. Antes de aprender e usar, o mais importante é se garantir: sua presença simplesmente pelo seu círculo social é essencial.

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jul 29 2009

Foursquare e o alarde para ser o novo sucessor do Twitter

Tag: curiosidade, dica, foursquare, mobilidade, redesocial, twitterRafael Sbarai @

Foursquare
Já dizem que ele pode ser o novo Twitter. Será?

E a mídia especializada em tecnologia já quis encontrar o sucessor do Twitter. Um post do Mashable me fez experimentar, mais uma vez, um produto que não é novo mas, pelo jeito, ganha popularidade a cada dia com o público norte-americano: Foursquare.

Trata-se do serviço que – segundo Jennifer Van Grove – tem condições de ser o novo Twitter. A plataforma de até 140 caracteres mal completou seus quatro anos de idade na web e já é visto como um modelo que pode ser ultrapassado em pouco tempo.

Foursquare é uma boa ferramenta hiperlocal de recomendações. De forma lúdica, é possível sugerir restaurantes, bares, praças e até espaços específicos extremamente particulares a uma rede de amigos na web. É um mix de rede social móvel com jogos e pontuações.

O site proporciona uma competição entre os usuários do serviço. Há um sistema de premiação com brasões às pessoas que realizarem as indicações mais pertinentes. Tal situação promove hierarquia e pode deixá-lo como “curador” do espaço.

A sacada do produto é ser um aplicativo exclusivo da Apple, além de ter um princípio bem parecido com o Twitter: a produção de conteúdo e avaliações de locais produzidas pelo celular (carro-chefe do serviço) e em computadores comuns.

Já conheço o Foursquare há uns três meses e fiz poucos testes. Desde então, sempre o considerei muito parecido com o DodgeBall, rede social móvel que foi adquirida pelo Google em 2005 e, quatro anos depois, teve seu projeto cancelado em uma leva de diversos produtos do principal símbolo de buscas da web. Também pensei no Aka Aki, ferramenta que escrevi lá em 2008 no blog.

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Ao público brasileiro, não resta muito o que fazer no serviço móvel social. As cidades que estão “disponíveis” para o serviço fazem parte do território norte-americano, somado a Amsterdã, na Holanda. Logo, o jogo das indicações não é válida.

Mesmo assim, me inquietou o post do Mashable. Não atribuo o Foursquare como o próximo Twitter, porém ambos possuem uma grande semelhança: tratam-se de projetos pessoas intimamente ligadas ao Google.

Assim como Evan Williams foi um dos carros-chefe para a construção do Twitter, o Foursquare teve como desenvolvedor Dennis Crowley, ex-funcionário do Google e também criador do Dodgeball. Crowley sabe se movimentar e, não à toa, já criou funcionalidades dentro da rede social móvel que integra Facebook e Twitter ao seu mais novo produto.

Conversei ontem por e-mail com Vitor Lourenço, brasileiro que trabalha no Twitter e um dos meus entrevistados em VEJA. Queria que ele falasse sobre o produto, já que usa há algum tempo. Segue sua opinião.

O Foursquare é sem dúvida um dos produtos mais quentes deste ano. Baseado em geolocalização, o serviço ainda está disponível em apenas algumas cidades selecionadas. É uma mistura de rede social com desafios e pontuações, onde você consegue fazer progresso e conquistar achievements e badges de acordo com sua participação e frequência com que visita certos lugares. Por exemplo, você pode ser considerado o “mayor” de um restaurante quando passa a visita-lo frequentemente. Basta acessar o Foursquare através de seu celular (iPhone por exemplo) e fazer um check-in no local. Algumas empresas já estão atentas para o serviço e oferecem certas vantagens para os usuários mais populares em seu ambientes.

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