Com 20 milhões de usuários, Foursquare já pode ser alvo de gigantes

Nesta segunda-feira, a rede social baseada em geolocalização Foursquare comemorou pelo segundo ano consecutivo o “Foursquare Day”, data escolhida por seus usuários para homenagear o serviço. Para aproveitar o momento de festa, seus fundadores revelaram números grandiosos: a rede acaba de ultrapassar a marca de 20 milhões de cadastrados – marca que coloca o produto na mira de tiro das grandes empresas de tecnologia, sedentes por uma nova aquisição.

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Foursquare quer ser bússola virtual nas mãos do consumidor

Página do aplicativo apresenta recomendações de amigos - e usuários do serviço

Recentemente, o Foursquare, rede social baseada em geolocalização, apresentou a mais nova versão de seu aplicativo, disponível em produtos Apple (iPhone e iPod Touch) e smartphones com Android, sistema operacional do Google. A principal novidade do site é a seção Explore (imagem acima), indicador que revela hábitos de amigos, além de sugerir locais (restaurantes, redes de café, bares, entre outros) mais populares próximos do usuário.

A mudança, por mais sutil que parece, permite ver duas frentes de ataque do Foursquare: primeiro, combater a popularização do Places, rival criado pelo Facebook; segundo, acabar com a imagem, que “colou” na rede, de serviço que apenas confere medalhas (badges) aos usuários mais ativos. Com o novo modelo, o Foursquare quer ir além. Quer virar uma bússola virtual dos estabelecimentos nas mãos dos usuários (leia-se consumidores em potencial).

Na prática, os cadastrados no site terão a possibilidade de visualizar quais são os restaurantes, bares, cinemas ou redes de café mais recomendados por seus amigos (ou por todos os usuários da rede) em um raio de, no máximo, dez quilômetros. Trata-se de uma estratégia para atrair, novamente, o mercado publicitário à rede.

Muitas empresas já enxergam a atividade como isca para se aproximar de potenciais consumidores. Há algum tempo, estabelecimentos oferecem descontos aos clientes que mais produzem check-ins (correspondente a um tweet) a partir de suas lojas – recomendando esses estabelecimentos aos amigos de Foursquare.

Criado em março de 2009, a rede social é um dos recentes produtos virtuais que crescem de forma exponencial, despertando o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. Classificado erroneamente por analistas como “novo Twitter”, o site agradou uma pequena base de usuários – sete milhões até agora, sendo que cerca de 60% deles estão nos Estados Unidos. No Brasil, o registro é, digamos, ínfimo: 200.000 usuários já usaram o serviço ao menos uma vez.

A baixa penetração é compreensível. O uso da rede demanda na maioria das vezes um dispositivo móvel, como celular ou tablet conectado à internet, realidade ainda restrita a uma parcela relativamente pequena de usuários no Brasil.

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Foursquare: 3 milhões de usuários. Mas ainda é para poucos

O Foursquare atingiu neste domingo a marca de 3 milhões de usuários. O registro do site baseado em geolocalização foi alcançado por um usuário dos Estados Unidos – país que detém 60% dos cadastrados no site – e acontece dias após o anúncio do Facebook anunciar o Places, recurso ainda não aberto ao Brasil para concorrer com o serviço.

Criado em março de 2009, o 4sq evoluiu de forma vertiginosa, o que despertou o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. No entanto, o fundador Dennis Crowley nega que esteja interessado em vender o site neste momento. Em julho, a rede passou de 100 milhões de atualizações de dados de entrada de usuários em diferentes locais, conhecido como check-in – o que corresponde a um tweet.

A gritaria virtual foi propagada por blogs especializados na área neste final de semana. E está aquém de serviços do segmento como o Loopt, que possui uma base de mais de 4 milhões de usuários (grande parte concentrado, também, nos EUA).

Até o momento, os valores nem se comparam às gigantes das redes como o Twitter, que já conta com mais de 105 milhões de usuários. O motivo é simples: o uso da rede social necessita na maioria das vezes de um dispositivo móvel, como um celular ou tablet conectado à internet. No Brasil, por exemplo, apenas uma pequena parcela da população tem o recurso.

Foursquare: 3 milhões de usuários. Mas ainda é para poucos

O registro de 3 milhões de usuários no Foursquare foi alcançado por Brian S., de St. Louis, nos EUA

O Foursquare atingiu neste domingo a marca de 3 milhões de usuários. O registro do site baseado em geolocalização foi alcançado por um usuário dos Estados Unidos – país que detém 60% dos cadastrados no site – e acontece dias após o anúncio do Facebook anunciar o Places, recurso para concorrer com o serviço.

Criado em março de 2009, o rápido crescimento do site tem despertado o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. Em julho, a rede passou de 100 milhões de atualizações de dados de entrada de usuários em diferentes locais, conhecido como check-in – o que corresponde a um tweet. No entanto, o fundador Dennis Crowley nega que esteja interessado em vender o site neste momento.

Apesar do alarde, os valores não se comparam às gigantes das redes como o Twitter, que já conta com mais de 100 milhões de usuários. O motivo: o uso da rede social necessita na maioria das vezes de um dispositivo móvel, como um celular ou tablet conectado à internet. No Brasil, apenas uma pequena parcela da população tem o recurso.

Mas se o seu esperado crescimento se confirmar (ele já foi chamado até de o “próximo Twitter”), é possível que a ferramenta se torne uma referência, ditando quais os locais e estabelecimentos mais visitados – e recomendados – nos quatros cantos do mundo.

Promessa on-line, Foursquare busca receita extra off-line

A promessa do Foursquare de criar uma loja foi cumprida nesta segunda-feira. O objetivo é… faturar, claro. O primeiro passo é a venda de camisetas, adesivos e bótons (na imagem acima) que expressam o status de um usuário dentro da rede e, por isso, não podem ser adquiridos indiscriminadamente. É o equivalente, no mundo real, dos badges já distribuídos no virtual.

Para atingir determinado status, é preciso fazer certo número de check-ins – como são conhecidas as mensagens disparadas na rede de geolocalização. Os preços dos itens comercializados variam entre 5 e 20 dólares (o equivalente a 8 e 35 reais, aproximadamente), sem a inclusão do frete.

A tentativa de obter receitas fora do mundo virtual não é inédita. A Zynga, empresa criadora dos social games Farmville e Mafia Wars, já comercializa produtos em lojas de conveniência da rede 7-Eleven, nos Estados Unidos e Canadá. O objetivo é…, adivinhem? Atrair mais jovens, potencializar o negócio e obter receitas extras.

Os efeitos de uma possível negociação entre buscadores e Foursquare

A publicação britânica The Telegraph destacou na última semana uma possível negociação envolvendo serviços de busca com o Foursquare, rede social baseada em geolocalização. A integração facilitaria a vida dos usuários nas tarefas mais simples, como escolher o bar ou restaurante mais populares da sua região em tempo real. Caso a negociação se concretize, é um grande passo para o nicho publicitário. E uma derrota à privacidade.

Dennis Crowley, fundador da rede social, confirmou ao site a negociação, sem revelar o nome do serviço de buscas. Até o momento, empresas como Microsoft, Google e Yahoo não tiveram sucesso com recursos de geolocalização. E o Foursquare pode ser a solução.

A integração expõe um perigo que, nos próximos meses, terá um impacto maior no cenário brasileiro – o compartilhamento de rotina e dos dados do local onde você está. Enquanto o Facebook quer conhecer as idéias que são compartilhadas e o Twitter anseia saber o que você faz neste momento, o Foursquare quer saber onde você está, em tempo real, direto de um dispositivo móvel (celular ou tablet). Foursquare e seus ‘rivais’ não tão populares Gowalla e Loopt são ferramentas de interação entre pessoas, mas têm um princípio de vigiar e ser vigiado.

Questionado sobre o problema de exposição, Crowley se defende usando o mesmo discurso de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, para destacar a importância da privacidade. “Nós levamos a privacidade muito a sério”, avisa. O argumento pode até ser plausível, mas o Foursquare ainda é uma rede de nicho – possui dois milhões de cadastrados e já possui um recente passado que mostra a periculosidade do serviço.

O Please Rob Me (Por favor, me roube) serviu de alerta aos adeptos do site – utiliza dados produzidos no Foursquare para mostrar que o uso excessivo da rede pode facilitar ainda mais a vida de possíveis ladrões de plantão. A vulnerabilidade do serviço também é questionada.

Em junho, um hacker acessou informações de mais de 870.000 marcações no site – inclusive as configuradas para serem visualizadas apenas por amigos. Por mais que o serviço consista em dar controle aos usuários sobre as informações que eles compartilham, é no mínimo discutível a maneira como as pessoas são estimuladas a participar do site. Resta saber como usuários e o próprio Foursquare irão reagir.

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Foto: MariSheibley.

O casamento entre Foursquare e um gigante de buscas

Circulou nesta semana a informação sobre uma possível negociação envolvendo um serviço de busca na internet e o Foursquare, rede social baseada na geolocalização. Dennis Crowley, fundador do Foursquare, confirmou a conversa, sem revelar o nome do buscador. A estratégia é simples: despistar o mercado acerca de uma possível venda do site ao Yahoo!, que já havia oferecido 125 milhões de dólares por ele.

Até o momento, os gigantes de busca Microsoft Bing, Google e Yahoo! não obtiveram sucesso com recursos de geolocalização. E o Foursquare pode ser a solução.

As tarefas mais triviais seriam simplificadas pela integração. Um exemplo: ao fazer uma busca no Google por restaurantes de comida japonesa no seu bairro, o usuário do Foursquare receberia recomendações de estabelecimentos assinadas por pessoas de sua confiança. A mecânica é simples: o buscador acrescentaria ao seu tradicional resultado de pesquisa todos os check-ins (corresponde ao tweet no Foursquare) referentes a restaurantes na região desejada – tudo devidamente geolocalizado.

O mercado publicitário agradece. Muitas empresas já enxergam a atividade como isca para se aproximar dos potenciais consumidores. Estabelecimentos como redes de café ou restaurantes já oferecem descontos aos clientes que mais produzem check-ins a partir de suas lojas – recomendando-as aos amigos de Foursquare.

Até o momento, a ação tem agradado à relativamente pequena base de usuários da rede: apenas 2 milhões de pessoas – pouco, se comparado aos mais de cem milhões do Twitter. Mas se o seu esperado crescimento se confirmar (ele já foi chamado até de o “próximo Twitter”), é possível que a ferramente se torne uma referência, ditando quais os locais e estabelecimentos mais visitados – e recomendados – nos quatros cantos do mundo. Desse ponto de vista, fica claro que a parceria com um site de buscas extremamente popular é uma estratégia lógica.

Foto: Nan Palmero.

A entrada do Huffington Post ao Foursquare é ‘mais do mesmo’

Pipocou em blogs especializados em mídia o anúncio do ingresso do Huffington Post ao Foursquare, rede social baseada em recomendações que tem menos de dois milhões de usuários cadastrados. A entrada de um dos canais de informação mais interessantes da web mostra a política ‘mais do mesmo’ das empresas de mídia em uma ferramenta que já foi taxada de ‘novo Twitter‘ por espaços virtuais que cobrem o superficial.

A prática encontrada pelo HuffPost é semelhante aos outros sites noticiosos que já foram destacados aqui, no blog: caso a pessoa que acompanhe Huffington Post no Foursquare e produza um check-in (um tweet na rede) em um dos lugares recomendados pelo site de notícia, receberá automaticamente alertas de informações e dicas hiperlocais, de acordo com a região na qual percorre.

O perfil do HuffPost no Foursquare se junta às propostas de CNN envolvendo Copa do Mundo, Wall Street Journal e Financial Times, esta última a que mais me chamou atenção até o momento – por fugir um pouco do lugar-comum.

O que me preocupa, nessas parcerias, é o anseio midiático em ser pioneiro. Já critiquei em outras oportunidades a supervalorização do serviço, que é menos popular que seu rival Loopt, criado em 2005 e que conta com quase o dobro do número de adeptos do Foursquare (3,4 milhões)

Antes de conhecer, desvendar e aprender sobre a rede, o mais importante – no momento – é se garantir. Mas nem toda garantia pioneira é o mais importante. Não podemos esquecer da limitação de uma rede.

A parceria entre CNN e Foursquare para a Copa do Mundo

Mais um importante veículo acertou uma parceria com o Foursquare, rede social baseada em recomendações que alcançou há poucas semanas 1 milhão de adeptos. Nesta semana, foi a vez da CNN anunciar um acordo durante a disputa da Copa do Mundo, na África do Sul.

O cenário da união entre a rede de TV norte-americana e o Fousquare é o mesmo já visto com outras marcas – e cansativo. Durante o Mundial, CNN oferecerá duas medalhas (badges) aos telespectadores que acompanharem o evento, seja na sede sul-africana ou em qualquer um dos 31 países que disputam a competição.

Locais específicos distribuídos nestas nações já foram mapeados. Para participar da iniciativa, é necessário estar cadastrado no Foursquare e seguir CNN na ferramenta. Além da rede dos EUA, o Foursquare já fez acordos com o diário britânico Financial Times. Neste caso, a estratégia é mais interessante e menos lugar-comum.

O que me preocupa, nessas parcerias, é o anseio midiático em ser pioneiro. Já critiquei em outras oportunidades a supervalorização de pessoas e blogs especializados em torno do serviço. Antes de conhecer, desvendar e aprender sobre a rede, o mais importante – no momento – é se garantir. Mas nem toda garantia pioneira é o mais importante. Não podemos esquecer da limitação de uma rede. Que diga o Second Life.

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Parte do sucesso do Twitter e Facebook, duas das plataformas sociais mais populares do momento, é atribuído ao fato dos sites terem uma API pública, que permite a construção de programas atrelados a eles. O modelo – antigo na web, apesar da sua popularidade – também é destaque no Foursquare, rede social baseada em recomendações que está próxima de alcançar 1 milhão de adeptos.

A partir de conjuntos de padrões de programação, desenvolvedores lançaram o Avoidr, recurso que permite localizar seus “inimigos” com o objetivo de não encontrá-los nos locais que você pretende passar.

O uso do serviço é simples – a partir da sua lista de contatos do Foursquare, você seleciona a pessoa que não pretende encontrar e o Avoidr avisa automaticamente quais locais da cidade devem ser evitados. Para cada amigo ou seguidor, há a possibilidade de taggeá-lo usando um adjetivo – ou rótulo (até ofensivo).

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