
Já dizem que ele pode ser o novo Twitter. Será?
E a mídia especializada em tecnologia já quis encontrar o sucessor do Twitter. Um post do Mashable me fez experimentar, mais uma vez, um produto que não é novo mas, pelo jeito, ganha popularidade a cada dia com o público norte-americano: Foursquare.
Trata-se do serviço que – segundo Jennifer Van Grove – tem condições de ser o novo Twitter. A plataforma de até 140 caracteres mal completou seus quatro anos de idade na web e já é visto como um modelo que pode ser ultrapassado em pouco tempo.
Foursquare é uma boa ferramenta hiperlocal de recomendações. De forma lúdica, é possível sugerir restaurantes, bares, praças e até espaços específicos extremamente particulares a uma rede de amigos na web. É um mix de rede social móvel com jogos e pontuações.
O site proporciona uma competição entre os usuários do serviço. Há um sistema de premiação com brasões às pessoas que realizarem as indicações mais pertinentes. Tal situação promove hierarquia e pode deixá-lo como “curador” do espaço.
A sacada do produto é ser um aplicativo exclusivo da Apple, além de ter um princípio bem parecido com o Twitter: a produção de conteúdo e avaliações de locais produzidas pelo celular (carro-chefe do serviço) e em computadores comuns.
Já conheço o Foursquare há uns três meses e fiz poucos testes. Desde então, sempre o considerei muito parecido com o DodgeBall, rede social móvel que foi adquirida pelo Google em 2005 e, quatro anos depois, teve seu projeto cancelado em uma leva de diversos produtos do principal símbolo de buscas da web. Também pensei no Aka Aki, ferramenta que escrevi lá em 2008 no blog.

Ao público brasileiro, não resta muito o que fazer no serviço móvel social. As cidades que estão “disponíveis” para o serviço fazem parte do território norte-americano, somado a Amsterdã, na Holanda. Logo, o jogo das indicações não é válida.
Mesmo assim, me inquietou o post do Mashable. Não atribuo o Foursquare como o próximo Twitter, porém ambos possuem uma grande semelhança: tratam-se de projetos pessoas intimamente ligadas ao Google.
Assim como Evan Williams foi um dos carros-chefe para a construção do Twitter, o Foursquare teve como desenvolvedor Dennis Crowley, ex-funcionário do Google e também criador do Dodgeball. Crowley sabe se movimentar e, não à toa, já criou funcionalidades dentro da rede social móvel que integra Facebook e Twitter ao seu mais novo produto.
Conversei ontem por e-mail com Vitor Lourenço, brasileiro que trabalha no Twitter e um dos meus entrevistados em VEJA. Queria que ele falasse sobre o produto, já que usa há algum tempo. Segue sua opinião.
O Foursquare é sem dúvida um dos produtos mais quentes deste ano. Baseado em geolocalização, o serviço ainda está disponível em apenas algumas cidades selecionadas. É uma mistura de rede social com desafios e pontuações, onde você consegue fazer progresso e conquistar achievements e badges de acordo com sua participação e frequência com que visita certos lugares. Por exemplo, você pode ser considerado o “mayor” de um restaurante quando passa a visita-lo frequentemente. Basta acessar o Foursquare através de seu celular (iPhone por exemplo) e fazer um check-in no local. Algumas empresas já estão atentas para o serviço e oferecem certas vantagens para os usuários mais populares em seu ambientes.
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