Huffington. Uma parada semanal para respirar

Capas da revista Huffington., do portal Huffington Post, exclusiva para iPad

Conhecido pelo alto volume de publicação e o poder de agregação, o lançamento da revista semanal do portal Huffington Post evidencia mais uma vez a importância da edição jornalística frente a velocidade do tempo real

Em sua passagem relâmpago pelo Brasil no ano passado, a mulher que empresta seu sobrenome para o maior (e mais veloz!) site de notícias do mundo me surpreendeu com seu andar sereno, a fala mansa, mas firme, e uma resposta que me intrigava muito até ontem.

Indagada pela platéia sobre como uma empresária com a agenda extremamente ocupada como ela conseguia se manter informada em meio a avalanche informativa da era das publicações em tempo real, incluindo aí seu próprio site, Arianna Huffington foi extremamente enfática: “Eu confio cegamente nos meus editores”.

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iPad como um dispositivo móvel coletivo

Conhecer o consumidor de conteúdo em plataformas que começam a se popularizar é um assunto suntuoso entre empresas de mídia. Ainda mais com tablets, como a sensação midiática iPad, da Apple. Os diversos estudos em torno de um suporte tecnológico não tão popular assim já refletem o seu impacto.

Desta vez, foi o Instituto Nielsen que entrevistou, em agosto, mais de 5 mil proprietários de dispositivos móveis – entenda-se netbooks, e-readers, tablets e smartphones – para mapear quem é este consumidor de conteúdo e o uso que faz da ferramenta. A pesquisa foi publicada nessa quinta-feira.

Notícias (44%) e músicas (41%) são os conteúdos regularmente mais acessados pelos adeptos do serviço. No entanto, um fato chama atenção – a possibilidade de emprestar o próprio iPad.

Pela segunda vez em menos de 15 dias (a primeira tem autoria da editora Conde Nast), uma pesquisa aborda o espírito de compartilhamento de quem é dono de tablets como iPad. Quase metade dos entrevistados (46%) admite emprestar a uma ou mais pessoas o seu dispositivo móvel. O número é superior, por exemplo, ao empréstimo de netbooks (44%), smartphones (34%) e e-readers (33%), como Kindle. O que é, no mínimo, curioso.

Essa manifestação realmente iria acontecer. Mas apenas no momento em que o gadget se tornasse popular – o que não acontece no momento. Tablets como iPad não são ferramentas tão pessoais como um celular. Nesse sentido, o iPad se aproxima da cultura de compartilhamento de livros, por exemplo. Emprestar pressupõe, sobretudo, confiança.

Nessa linha, o Paid Content levanta uma questão. O iPad é um dispositivo móvel?

O estudo completo do instituto Nielsen pode ser visualizado aqui.

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