O Jornalismo precisa de um iTunes?

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Em abril de 2003, o americano Steve Jobs surpreendeu o mundo ao apresentar a iTunes Store, complemento para os dispositivos da linha iPod  que mudou radicalmente a indústria musical. A ideia de oferecer uma alternativa legal de compartilhamento de canções reuniu 200.000 fonogramas em sua estreia — vendidos a 0,99 dólar. Rapidamente, recebeu a adesão dos maiores interessados: artistas e consumidores finais. O modelo contribuiu para a inovação no setor e foi replicado para diversos setores, inclusive no jornalismo. A startup holandesa Blendle é um bom exemplo. Concebida em março, a companhia oferece ao leitor reportagens de uma publicação de modo separado. Nesta segunda, a pequena empresa europeia de sete meses de vida ganhou um apoio que joga luz sobre seu desempenho: o jornal americano The New York Times, em parceria com a alemã Axel Springer, anunciou um investimento de 3,8 milhões de dólares na startup.

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Por que o BuzzFeed quer ser (ainda) mais distribuído

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Nesta segunda-feira, o BuzzFeed recebeu um aporte de 50 milhões de dólares da empresa de capitais de investimento Andreessen Horowitz — reconhecida por fazer grandes apostas em startups que se tornam gigantes do setor, casos de Facebook, Twitter e Foursquare. O mais novo investimento faz com que o BuzzFeed dê um grande salto em sua curta história de oito anos de vida: hoje o produto concebido por Jonah Peretti, cofundador do Huffington Post, vale 850 milhões de dólares. A informação ganhou o mundo — e veio acompanhada por um ingrediente que deve ser analisado com uma lupa: a criação de um novo time, o “BuzzFeed Distributed”.

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A Copa dos dados e das previsões — erradas

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O futebol não é uma ciência exata. Mas a segunda edição brasileira da Copa do Mundo já está marcada pelo desfile de dados, estatísticas e projeções — erradas — no universo digital das empresas de Jornalismo. A estatística caiu, literalmente. Mas quem a derrubou? Um futebol vistoso, um entrechoque de estilos opostos que garantem: o que se viu até agora justifica o entusiasmo dos torcedores, mas muito em função do equilíbrio da maioria das seleções. No fim da primeira fase, concluída nesta quinta-feira, já é possível concluir: não há um favorito absoluto para a competição. Muito menos seguir à risca o que os números buscam revelar dentro de campo.

Leia também: Copa das Confederações: faltou inovação
Por um Jornalismo Digital com a essência das startups
As Olimpíadas dos dados

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Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Estão abertas as inscrições para o curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), projeto do qual serei coordenador, ao lado de Alec Duarte. O programa, com duração de três meses, faz parte do projeto de evolução do curso de Comunicação em Dados (Jornalismo de Dados), ofertado na instituição no fim do ano passado.

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Um cenário — quem diria — otimista para o Jornalismo

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Nesta quarta-feira, o Pew Internet Research divulgou a mais nova edição do The State of The News Media, relatório anual sobre as perspectivas do mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor — e discutida aqui, no blog, desde 2008. O levantamento, relativo ao ano de 2013, escancara os problemas do setor, carente de inovações, mas apresenta — quem diria — uma versão otimista do jornalismo por duas razões: titãs acostumados a fazer dinheiro no mundo virtual iniciam investimentos em empresas de mídia e relativo sucesso de novas publicação com DNA digital. Um ponto, no entanto, foi encoberto por uma grande montanha de dados: a capacidade de criar equipes multidisciplinares.

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O pano de fundo do sucesso do Buzzfeed

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Como um foguete, o Buzzfeed se tornou um dos destinos on-line mais visitados do mundo. Principalmente entre os (valiosíssimos) jovens, grupo que – apontam estudos controversos – não curte mais o Facebook. Criado em 2006 por Jonah Peretti, cofundador do Huffington Post, o site já é reconhecido como a bíblia dos modernos: seus textos mesclam notícias a conteúdos descompromissados, humor e, evidentemente, memes. Seu valor: vender distração, assim como fazem seus concorrentes Twitter e Facebook.

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Curso de Jornalismo de Dados (Comunicação em Dados) na Faap

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Noventa por cento de todo o conhecimento humano já está disponível digitalmente e gratuitamente à população interconectada. Governos – em todo o mundo, incluindo o Brasil – começam a disponibilizar paulatinamente informações detalhadas de suas atuações, assim como gastos (excessivos ou desnecessários) para serem investigados por milhões e milhões de pessoas. Esses ingredientes são pedras preciosas para avaliar problemas endereçadas a um público: a sociedade. Falta, no entanto, uma lupa – e um jornalista para separar o joio do trigo, o importante do irrelevante. É com esse objetivo que tenho o orgulho de compartilhar com vocês um projeto do qual serei coordenador, ao lado de Alec Duarte: a abertura da primeira turma do Curso de extensão de Jornalismo de Dados (Comunicação em Dados) da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), que acontecerá nos próximos meses deste ano.

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House of Cards – A escolha é da audiência

Em 2013, a Netflix lançou na sua plataforma digital todos os 13 episódios da sua série original, House of Cards – um dos melhores dramas que assisti recentemente. Se você gosta de séries com personagens complexos, reviravoltas e intrigas de poder, como Game of Thrones, você provavelmente ficará viciado em House of Cards.

House of Cards

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Os pilares da negociação entre Jeff Bezos e Washington Post

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O tradicional jornal americano Washington Post, acostumado a estampar reportagens históricas, virou notícia. Nesta segunda-feira, o fundador e CEO da gigante de varejo digital Amazon Jeff Bezos adquiriu o grupo responsável pela publicação do impresso por 250 milhões de dólares. A negociação, pessoal e inesperada de Bezos, levanta mais uma discussão acerca do futuro do jornalismo – e mostra um novo olhar de um executivo de 49 anos que busca mudar completamente a forma como as pessoas e empresas distribuem, compram e consomem conteúdo.

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A adesão do Jornalismo Digital ao universo dos e-singles

A admiração pela reportagem multimídia Snowfall, do The New York Times, não está apenas no encanto visual e na excelência de seu texto, apanágios que contribuíram para a conquista de um Pullitzer, considerado o Oscar do Jornalismo. Está, sobretudo, no modelo de negócio de um setor que carece de inovação: a adesão ao universo dos livros. A reportagem está disponível gratuitamente na web – e também à venda por 2,99 dólares aos leitores que desejam armazenar a história em seu smartphone ou tablet. Esse caminho também é trilhado por outras publicações digitais: Washington Post Wall Street Journal têm histórias jornalísticas transformadas em minilivros. Há algumas semanas, o Brasil ganhou seu primeiro projeto no setor.

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