nov 18 2008

Uma possível união impressa de gratuitos na França

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:51 pm


Fusão de gratuitos gera novo ânimo nos impressos franceses

É evidente e impressionante a crise que envolve os impressos gratuitos, conhecidos aqui no Brasil por Destak e Metro. São casos isolados e distribuídos em regiões dos Estados Unidos e Croácia, por exemplo, que aumentam minha preocupação sobre o que [ainda] não acontece por aqui.

Enquanto isso, empresas de comunicação do exterior pensam em bons modelos de negócio. O modo de sobrevivência encontrado é o que já havia salientado em um post um dia aí: união. E é o que vejo hoje no Newspaper Innovation.

Metro e 20Minutos estudam uma fusão na França, já que a crise econômica mundial, aliada aos poucos recursos e renda publicitária, já incomoda as duas marcas.

Essa possível movimentação pode promover uma “consolidação gratuita local“, por exemplo. Logo, causa maior rivalidade com impressos pagos. O leitor, por sua vez, sairá no lucro, já que ganhará conteúdos mais interessantes, ousados e diferenciados.

Foto de micora.


nov 17 2008

A aposta da BBC em redes sociais

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:57 pm


O sentimento de “estar sozinho” em uma página começa a florescer na BBC

A BBC começa a traçar planos envolvendo redes sociais. Depois de disponibilizar todo o seu conteúdo móvel por bluetooth, a empresa começa um projeto para incluir aplicações sociais em seus ambientes virtuais.

A idéia chega bem na hora de um sentimento que compartilho com Erik Huggers, diretor de tecnologia da compania britânica. Os internautas se sentem “sozinhos” quando acessam espaços destinados à informação. No Brasil, isso é EVIDENTE.

Esta prática, que mais considero como mídia social, é extremamente importante no atual momento: integra pessoas, idéias e, principalmente, interesses.


La Vanguardia é um dos veículos que integra blog a seu canal

Até hoje, acredito que o La Vanguardia seja o único grande exemplo. A marca, que acaba de lançar sua hemeroteca online, possui uma seção extremamente interessante em sua barra lateral, o Twingly. Um motor de busca de blogs que conecta, automaticamente, a blogosfera com o seu canal. A atitude mostra como blogs entendem o assunto que é visto no momento pelo internauta.


nov 13 2008

TV INTERATIVA: O Motel Vaca Gorda

Tag: MídiaFelipe Jannuzzi @ 8:05 am

http://www.youtube.com/watch?v=es5JPP3Nkxc

No meu último post comecei a escrever sobre conteúdo para Televisão Digital Interativa. Na busca por modelos de programação encontrei uma empresa australiana que trabalha com o audiovisual de uma forma muito interessante. Eles produzem conteúdos mutiplataforma que converge televisão, internet e celular - pensando nas potencialidades e particularidades de cada meio como forma de enriquecer a experiência televisiva antes, durante ou após um programa de TV.

Esse conteúdo é chamado de enhanced television, ou televisão avançada, e tem como principal característica a adição de camadas de textos, áudios e imagens interativas enquanto o vídeo e áudio principal estão sendo exibidos. Na TV a interatividade é feita pelo controle remoto e seus botões coloridos.

“Fat Cow Motel” me parece ser um exemplo bem legal de enhaced television. O programa envolve o espectador de um seriado televisivo em um mistério que se desenvolve e resolve cruzando diferentes plataformas. O roteiro do seriado leva o espectador a procurar pistas e supor hipóteses durante a exibição do programa de TV, para depois confrontá-las diante da internet e celular, criando um diálogo entre diferentes plataformas e usuários.

Será que nós brasileiros, que já gostamos tanto de novela, aceitaríamos uma ficção seriada interativa? Não sei se seria um sucesso, mas eu tenho muita curiosidade de assistir/interagir pelo menos por um episódio.


nov 10 2008

Mobuzz sai da UTI, mas não consegue doação dos internautas

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:36 pm

Chegou ao fim, neste domingo, o prazo por uma ajuda alheia de internautas para manter o MobuzzTV, uma startup audiovisual da internet. A empresa confirmou que não alcançou a meta de 120 mil euros, mas que a contribuição de alguns, que somaram nada menos que 32 mil euros, poderá provocar mudanças em seu futuro.

Desde o início da última semana, Mobuzz pediu doações de seus usuários para dar fim a uma crise, ampliada graças às turbulências financeiras em todo o mundo. O serviço pedia um “valor simbólico”: mais de 300 mil reais por sua sobrevivência na web.

Não adiantou. Mobuzz conseguiu até ontem, dia 09 de novembro, mais de 90 mil reais, o suficiente para promover mudanças e garantir, por enquanto, sua permanência online. O serviço sai da UTI, mas continua infectado por uma doença que a velha mídia conhece bem: a falta de publicidade para garantir bons lucros.

Segundo Anil de Mello, fundador e diretor do espaço, a verba recebida até ajudou em algumas coisas. A curto prazo, novas mudanças poderão ser vistas no Mobuzz. O criador da marca aproveitou para dizer que todas as pessoas que contribuíram conhecerão, em primeira mão, a “novidade” alardeada pelo pessoal do serviço.

Veja o vídeo garantindo a sobrevivência de MobuzzTV:


Mobuzz esta Vivo from Anil de Mello on Vimeo.


nov 10 2008

Crazy G, as bananas e a TV interativa

Tag: MídiaFelipe Jannuzzi @ 1:12 am

Almoço quase todo dia num lugar simples, mas de comida honesta: “meio prato com feijão em cima do arroz, por favor.” Lá não tem fachada, mas se tivesse estaria escrito: “Restaurante da Vovó Lola”. Antes conhecido como “Chiqueirinho” hoje é chamado pelos amigos de Restaurante da Vovó Loca, Crazy Granny ou simplesmente Crazy G. – em homenagem a velhinha de cara amarrada, mas de coração grande que prepara nosso meio prato.

Gosto de comer lá, me faz lembrar de casa – é uma mistura de restaurante + casa da vó… somos uma grande família esquisita (que família não é, certo?) servidos pela velhinha Lola. Quando não esquecem meu feijão em cima do arroz apenas uma coisa me incomoda: a televisão.

Jornal Hoje, Vídeo Show, Kajuru na Área (esse gordo não almoça?) e, algumas semanas atrás: a campanha política. Moro e estudo em São Carlos, mas acredite, não importa em que lugar do mundo você esteja: também temos as músicas ridículas e os candidatos beijoqueiros de careca de neném. Mas a questão não é política, é (in)digestiva. Ninguém vai desligar a televisão?

Não me importo de comer e assistir. O que me incomoda mesmo é a programação que invade meu almoço, chuta minhas ervilhas e peida no purê. Acredito que um bom programa pode resultar em boas discussões existenciais, em gargalhadas coletivas, em entendimento dos problemas do efeito estufa. Mas infelizmente no recinto da Vovó Lola temos que ficar com a Sandra e o Evaristo e seu jornal que poderia deixar de ser “Hoje” e mudar pra: “Só Amanhã”.

Apesar da críticas acho que tem gente criativa na tevê brasileira, mas ainda estou esperando um programa diferente, inovador. Algo bacana pra assistir junto com a sobremesa. Minha esperança aumentou com as recentes novidades nas nossas transmissões terrestres.

tv antena

Em dezembro do ano passado começaram as transmissões de TV digital, que tinham como principais atrações a excelência no som e na imagem e as maravilhas trazidas pela palavrinha mágica: interatividade. Ainda estou pagando pra ver o que os avanços tecnológicos farão com o nosso conteúdo.

Sei que interatividade não é novidade – lembram do “Você Decide“? Porém no mundo da TV digital o potencial interativo é muito maior. Podemos, por exemplo, escolher diferentes percursos de um documentário, votar no melhor jogador em campo, ver a cotação do dólar, pausar e filtrar programas, etc, tudo isso com o apertar de botões do controle remoto…

Enquanto nossa programação continua a mesma fui buscar na internet exemplos de programas televisivos interativos. Achei muita coisa interessante nesse site: broadbandbananas. A maioria dos programas são da MTV e da BBC. O legal é que tem modelos de conteúdo para diversos formatos: documentários, vídeo-clipes, ficções, tele-jornais, etc…

Nos meus próximos posts escrevo um pouco mais sobre minhas experiências com esses programas. Enquanto isso seria muito legal saber que tipo de conteúdo interativo os brasileiros querem ver na sua TV. Um amigo meu fala que uma ótima interatividade seria assistir futebol com a opção de apertar um botão e dar consecutivos choques elétricos no Galvão Bueno. Seria um sucesso.

foto: creativesam


nov 07 2008

A hemeroteca do La Vanguardia

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:16 pm


La Vanguardia é a 3ªa referência a criar uma hemeroteca

O La Vanguardia não é o principal meio espanhol, mas ultimamente vem mudando conceitos no país europeu. Depois de lançar o Twingly, um motor de busca de blogs que conecta, automaticamente, a blogosfera a sua mídia, a marca jornalística acaba de lançar sua hemeroteca.

Desde o início desta semana, La Vanguardia dá destaque ao seu acervo. São mais de dois milhões de páginas de informação publicadas desde 1º de fevereiro de 1881. A empresa garante que “trata-se do maior patrimônio jornalístico do mundo hispânico”.

Mas o mais interessante mesmo foi a sequência de sua frase: “… completamente grátis e sem restrição de acesso”. Considero isso uma “cutucada” no The Times, o primeiro em todo o mundo a criar uma [bela] hemeroteca online.

O diário britânico decidiu cobrar usuários por consulta em seu acervo online. O serviço, lançado em junho deste ano, entrou em fase beta e, agora, chegou em seu ponto de amadurecimento [?]. Os valores são altos.

Cinco libras por dia, 15 por mês e 75 por ano. Mais ou menos 20 reais por dias, 60 por mês e 300 por ano.

Pelo que vi, o acervo virtual do La Vanguardia é bem interessante. Interface simples, fácil navegabilidade e a presença de visualizar o conteúdo “antigo” em formato texto na web, além dele scaneado, para aproximar o leitor do visual do jornal. Trabalho cuidadoso, que confirma a relação e a importância que o veículo dá a um simples leitor ou futuro pesquisador.


nov 07 2008

A vitória dos meios com Barack Obama

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 6:33 am


Pesquisa aponta CNN à frente do NYT na web

Não escrevi sobre a vitória e a movimentação de Barack Obama envolvendo novas mídias e tecnologia pois isso virou lugar-comum na blogosfera. É todo mundo comentando os passos de seu triunfo, aliado é claro ao [péssimo] falso holograma produzido pela CNN durante a cobertura das Eleições dos Estados Unidos.

O fato positivo da cobertura para os veículos de comunicação foi o crescimento. TV, Internet e, principalmente, o Jornal lucraram com a mudança cultural da população norte-americana nos próximos quatro anos.

Mais de 70 milhões de norte-americanos assistiram a movimentação eleitoral pela televisão. Em 2004, este número era de “apenas” 59 mi. Os diários locais tiveram um crescimento de 35% em suas vendas nos últimos dias, número extremamente interessante para comprovar a preocupação do norte-americano com assuntos mais “aprofundados”, céticos, com maior precisão de compreensão do contexto.

Na internet, a história não foi diferente. Cerca de 25% de crescimento em visitantes únicos e 61% maior de tráfego por tempo em ambientes virtuais, o que também comprova a preocupação em tempo real de muitos com o resultado oficial.


A criação bizarra de um falso holograma não permitiu hegemonia da CNN na TV

Apesar da espetacularização e atributos de ficção-científica, a CNN não foi o canal de TV mais visto pela população dos Estados Unidos. A ABC foi a líder da noite do anúncio da vitória de Obama, com 13,1 milhões de telespectadores, enquanto sua rival ficou com 12,3 mi.

Entre os jornais, não tem jeito. O tradicional The New York Times manteve sua autoridade frente às seus concorrentes. Aumentou suas vendas em 30%, à frente do Washington Post, outra importante referência impressa.

Na internet, novas surpresas [pelo menos pra mim]. A CNN teve a maior audiência, com 12,8 milhões de visitantes únicos; um crescimento de 51%! O fato é interessante pois considerei a cobertura do The New York Times bem mais atrativa e completa. MSNBC e Yahoo News! completam o “pódio” da web.

Toda essa movimentação só confirma a preocupação mundial, graças é claro ao alarde da imprensa, com o futuro dos Estados Unidos. Era esperada a vitória de Barack Obama nas urnas, mas havia ainda muito receio sobre o não cumprimento da palavra de seus eleitores. Essa frase vista no G1 sintetiza meu argumento de preocupação, levantando até uma hipótese do triunfo de John McCain.

‘Votei no McCain mas torço pelo Obama’
Acabei de votar na que vai ser a maior eleição da história americana. Apesar de ser Republicano e votar no Mcain (sic!), por questões puramente de princípios em ordem de importância - casamento com pessoas do mesmo sexo, aborto e nomeações para a Corte Suprema -, creio que se Barack Obama vencer este país estara dando um gigante passo nas questões de preconceito racial e divisão social.

nov 05 2008

O “queridinho” das mídias online fecha suas portas ao gratuito

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:49 pm


BrightCove não é Youtube: seu nicho é dar suporte às mídias online

O BrigthCove, suporte e parceiro de vídeos de ninguém mais que New York Times, The Guardian, Reuters e Yahoo, vai fechar suas portas ao gratuito. É o que acabo de ler no Read Write Web.

A partir do mês de dezembro, será impossível fazer upload de vídeos. Sua versão gratuita será finalizada. O motivo é o mesmo de tantos outros destacados aqui no De Repente: publicidade, falta de dinheiro e reposionamento para não ter um fim como o MobuzzTV, que apela por doações de usuários até o dia 09 de novembro.

Sinceramente, a estratégia é a mais correta. BrigthCove já encontrou seu nicho: servir trabalho terceirizado às grandes empresas de jornalismo. [só observe as marcas que dá suporte]. Não quer ter a premissa de rivalizar com o Youtube.

Mas a movimentação ainda segue uma mudança na promoção de novos modelos de negócio na internet: o fim de “liberar tudo” na web. Insisto que estamos em uma “onda virtual cautelosa” que merece grande destaque.


nov 05 2008

A doença dos veículos tradicionais infecta novas mídias

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:38 am

MobuzzTV, uma das startup audiovisuais da internet, começa a fazer apelos. A empresa de televisão online realiza uma campanha para obter 120 mil euros até o dia 09 de novembro, um domingo, para garantir sua sobrevivência, logo, sua permanência como ambiente virtual.

A marca pede doações de seus usuários para dar fim a uma crise, ampliada graças às turbulências financeiras em todo o mundo. O apelo é, ao menos, interessante.

Durante quatro anos seguidos, levamos conteúdo grátis, em alta definição, em cinco idiomas a você. Agora, estamos aqui para pedir ajuda.

Não são apenas os tradicionais veículos de comunicação que sofrem com a oscilação do mercado. Novas mídias, pelo jeito, não sabem se movimentar perante ao potencial que é visto na web. MobuzzTV, com certeza, está pagando um preço caro por falta de novos modelos de negócio.

A empresa foi ousada no início, apostou em um conteúdo visual e atrativo, mas esqueceu do público-alvo. É, cada vez mais difícil, prender um internauta a apenas uma coisa, um ambiente virtual.

Outra. Os custos, despesas, e afins cresceram. E não foi à mesma proporção de novos internautas e interagentes no serviço.

Mais uma. Ser grátis não é a aposta do futuro. Vide as crises envolvendo jornais gratuitos, como Metro e Destak. Isso só levanta uma hipótese que disse há alguns dias: ter conteúdos ou espaços pro ou premium [pagos], para mostrar que usuários específicos são importantes, pode ser a chave de algum produto ou marca virtual.

Veja o vídeo do apelo:



nov 03 2008

Uma agência de notícias chamada CNN Wire

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:37 pm

A CNN parece ter encontrado um caminho para promover novos modelos de negócio no jornalismo. Intitulada de agências de notícias por empresas de comunicação online que “cozinham informação”, a marca jornalística estuda “inovar” e nas próximas semanas pode lançar sua agência: a CNN Wire.

A estratégia, caso seja confirmada, não deve mudar a postura da CNN. A criação de uma agência de notícias não vai alterar sua rotina. Só reafirma uma concorrência com Reuters e AP. CNN conta com 3800 funcionários, 900 canais afiliados e está em 23 “agências” em todo o mundo. A demanda consegue facilmente cobrir o que pode ser oferecido: notícias em tempo real.

Foto: Ricardo Carreon.


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