Cobertura do New York Times sobre Papa diz muito sobre o WhatsApp

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A publicação americana The New York Times debutou no WhatsApp. Por oito dias consecutivos, a empresa distribuiu conteúdos da viagem de Papa Francisco à América Latina por meio do aplicativo de mensagens instantâneas, altamente popular entre os moradores da região. A estratégia, nobre sob a ótica experimental, produz uma luminosa interpretação sobre a definição da ferramenta — ser uma plataforma de comunicação ou de distribuição de conteúdo.

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Startup explica ambição do Facebook pelo Instant Articles

 

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Na última semana, o Facebook deu início a mais um ambicioso projeto, o Instant Articles, pelo qual nove empresas jornalísticas (The New York Times, BuzzFeed, National Geographic, The Atlantic, BBC, The Guardian, Der Spiegel, Bild e NBC News) publicam reportagens diretamente na rede social, sem a necessidade de o leitor visitar um site externo ao ambiente criado por Mark Zuckerberg. O programa, disponível por ora apenas aos aparelhos com sistema operacional iOS (Apple), oferece benefícios às publicações, que podem ganhar percentuais de receita nada desprezíveis (70 ou 100%). A reação ao formato, no entanto, opôs dois grupos — os otimistas e os niilistas —, e é acompanhada por um importante ingrediente: uma silenciosa compra realizada nesta quarta-feira. A rede abocanhou a Tugboat Yards, startup californiana que fornece ofertas personalizadas para aproximar consumidores de pequenas e médias publicações ou produtores. A negociação sem alarde ilustra (ainda mais) as ambições da empresa com as questões relativas ao conteúdo.

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Por que devemos ficar atentos ao The State of The News Media 2015

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Nesta quarta-feira, o Pew Internet Research divulgou a mais nova edição do The State of The News Media, relatório anual sobre as perspectivas do mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor — e discutida aqui, no blog, desde 2008. O levantamento, relativo ao ano de 2014 e ao primeiro mês de 2015, escancara mais uma vez os problemas do setor, carente de inovações, e lança luz onde as sombras teimam em avultar: as empresas de tecnologia e DNA digital ganham, paulatinamente, valores percentuais preciosos de publicidade digital, deixando uma pequena porção a ser dividida a tapas (digitais) entre companhias de mídia que deveriam ter status… de tecnologia.

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Pound, a nova arma do BuzzFeed

Os segredos do BuzzFeed não podem ser resumidos a seus conteúdos descompromissados, objetos onipresentes nas redes sociais, por onde passam pedras preciosas e, também, esgoto. Seus espetaculares resultados de audiência — sete a cada dez leitores chegam a seu site por meio de Twitter, Facebook, Pinterest, entre outros — também são referência para a concorrência e fazem da viralidade uma ciência, agora, a ser estudada por uma lente biconvexa ainda mais poderosa.

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The New Republic estampa (parte do) problema do Jornalismo: os jornalistas

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A revista americana The New Republic é uma referência de bom jornalismo. Por um século, foi responsável por exibir entrevistas saborosas, como a de Josef Stálin ao até então repórter HG Wells. Fez também, por meio de George Orwell, um guia de seis regras para escrever bem — ingredientes presentes em todos os Manuais de Redação do mundo. Nos últimos dias, a publicação recebeu atenção depois de uma saída em massa de seus jornalistas em protesto contra as mudanças de perspectiva da companhia: transformar The New Republic em uma empresa com DNA digital. Por consequência, a edição de dezembro, prevista para sair no dia 15, foi cancelada. O episódio convida à reflexão o primeiro (de muitos) conflitos de culturas completamente diferentes. De um lado, profissionais de redação ancorados em um modelo conservador e, do outro, pessoas que respiram princípios do Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia mundial, com estratégias agressivas e obsessão por inovação. A batalha mostra as razões pelas quais o Jornalismo permaneça em crise: o problema não está na profissão — e, sim, talvez, em alguns profissionais.

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O Jornalismo precisa de um iTunes?

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Em abril de 2003, o americano Steve Jobs surpreendeu o mundo ao apresentar a iTunes Store, complemento para os dispositivos da linha iPod  que mudou radicalmente a indústria musical. A ideia de oferecer uma alternativa legal de compartilhamento de canções reuniu 200.000 fonogramas em sua estreia — vendidos a 0,99 dólar. Rapidamente, recebeu a adesão dos maiores interessados: artistas e consumidores finais. O modelo contribuiu para a inovação no setor e foi replicado para diversos setores, inclusive no jornalismo. A startup holandesa Blendle é um bom exemplo. Concebida em março, a companhia oferece ao leitor reportagens de uma publicação de modo separado. Nesta segunda, a pequena empresa europeia de sete meses de vida ganhou um apoio que joga luz sobre seu desempenho: o jornal americano The New York Times, em parceria com a alemã Axel Springer, anunciou um investimento de 3,8 milhões de dólares na startup.

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Por que o BuzzFeed quer ser (ainda) mais distribuído

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Nesta segunda-feira, o BuzzFeed recebeu um aporte de 50 milhões de dólares da empresa de capitais de investimento Andreessen Horowitz — reconhecida por fazer grandes apostas em startups que se tornam gigantes do setor, casos de Facebook, Twitter e Foursquare. O mais novo investimento faz com que o BuzzFeed dê um grande salto em sua curta história de oito anos de vida: hoje o produto concebido por Jonah Peretti, cofundador do Huffington Post, vale 850 milhões de dólares. A informação ganhou o mundo — e veio acompanhada por um ingrediente que deve ser analisado com uma lupa: a criação de um novo time, o “BuzzFeed Distributed”.

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A Copa dos dados e das previsões — erradas

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O futebol não é uma ciência exata. Mas a segunda edição brasileira da Copa do Mundo já está marcada pelo desfile de dados, estatísticas e projeções — erradas — no universo digital das empresas de Jornalismo. A estatística caiu, literalmente. Mas quem a derrubou? Um futebol vistoso, um entrechoque de estilos opostos que garantem: o que se viu até agora justifica o entusiasmo dos torcedores, mas muito em função do equilíbrio da maioria das seleções. No fim da primeira fase, concluída nesta quinta-feira, já é possível concluir: não há um favorito absoluto para a competição. Muito menos seguir à risca o que os números buscam revelar dentro de campo.

Leia também: Copa das Confederações: faltou inovação
Por um Jornalismo Digital com a essência das startups
As Olimpíadas dos dados

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Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

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Estão abertas as inscrições para o curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), projeto do qual serei coordenador, ao lado de Alec Duarte. O programa, com duração de três meses, faz parte do projeto de evolução do curso de Comunicação em Dados (Jornalismo de Dados), ofertado na instituição no fim do ano passado.

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Um cenário — quem diria — otimista para o Jornalismo

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Nesta quarta-feira, o Pew Internet Research divulgou a mais nova edição do The State of The News Media, relatório anual sobre as perspectivas do mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor — e discutida aqui, no blog, desde 2008. O levantamento, relativo ao ano de 2013, escancara os problemas do setor, carente de inovações, mas apresenta — quem diria — uma versão otimista do jornalismo por duas razões: titãs acostumados a fazer dinheiro no mundo virtual iniciam investimentos em empresas de mídia e relativo sucesso de novas publicação com DNA digital. Um ponto, no entanto, foi encoberto por uma grande montanha de dados: a capacidade de criar equipes multidisciplinares.

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