Review: Sony Xperia Z1

xperiaz1_abreOlá companheiros de De Repente. Desde que deixei a posição de editor de reviews na INFO, tenho esbarrado em pedidos aqui e ali para dar minha opinião sobre um ou outro produto e voltar a fazer testes. Verdade seja dita, também sinto falta do mundo dos testes. Afinal, são quase 10 anos de jornalismo de tecnologia, três no comando do canal de Reviews no site da INFO.

Por isso, decidi inaugurar uma sessão de reviews para o De Repente. A ideia inicial é trazer ao menos um grande produto por mês com uma análise completa, com a perspectiva mais próxima da realidade do usuário e com o pouquinho de experiência que tenho sobre o assunto.

Para inaugurar essa empreitada, decidi avaliar o Xperia Z1, um smartphone topo de linha com muitos predicados.

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iPad como um dispositivo móvel coletivo

Conhecer o consumidor de conteúdo em plataformas que começam a se popularizar é um assunto suntuoso entre empresas de mídia. Ainda mais com tablets, como a sensação midiática iPad, da Apple. Os diversos estudos em torno de um suporte tecnológico não tão popular assim já refletem o seu impacto.

Desta vez, foi o Instituto Nielsen que entrevistou, em agosto, mais de 5 mil proprietários de dispositivos móveis – entenda-se netbooks, e-readers, tablets e smartphones – para mapear quem é este consumidor de conteúdo e o uso que faz da ferramenta. A pesquisa foi publicada nessa quinta-feira.

Notícias (44%) e músicas (41%) são os conteúdos regularmente mais acessados pelos adeptos do serviço. No entanto, um fato chama atenção – a possibilidade de emprestar o próprio iPad.

Pela segunda vez em menos de 15 dias (a primeira tem autoria da editora Conde Nast), uma pesquisa aborda o espírito de compartilhamento de quem é dono de tablets como iPad. Quase metade dos entrevistados (46%) admite emprestar a uma ou mais pessoas o seu dispositivo móvel. O número é superior, por exemplo, ao empréstimo de netbooks (44%), smartphones (34%) e e-readers (33%), como Kindle. O que é, no mínimo, curioso.

Essa manifestação realmente iria acontecer. Mas apenas no momento em que o gadget se tornasse popular – o que não acontece no momento. Tablets como iPad não são ferramentas tão pessoais como um celular. Nesse sentido, o iPad se aproxima da cultura de compartilhamento de livros, por exemplo. Emprestar pressupõe, sobretudo, confiança.

Nessa linha, o Paid Content levanta uma questão. O iPad é um dispositivo móvel?

O estudo completo do instituto Nielsen pode ser visualizado aqui.

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Há quem diga que os aplicativos irão salvar o Jornalismo…

Há quem diga que os aplicativos irão salvar o Jornalismo…

Um dos fatos que mais me intriga nos últimos anos é a tentativa ininterrupta de buscar um produto, modelo ou fato para salvar o Jornalismo. Fala-se no fim apocalíptico do impresso, na lenda dos micropagamentos para direcionar a informação ao interagente e criação de modelos híbridos para gerar novas receitas em ambientes estruturados por tecnologias digitais conectadas. Pura especulação e nenhuma reflexão. Desta vez, chegou a hora de dizer que os aplicativos podem salvar os jornais.

Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, concedeu uma entrevista no início do mês ao site da Associated Press sobre quais são os possíveis formatos para garantir a sobrevivência de publicações do Jornalismo. Para o empreendedor, as aplicações disponíveis em novos dispositivos conectados à web – como um iPad – podem ser a chave para resgatar o segmento, que se diz em crise há mais de 10 anos.

Wales se apoiou nas gigantes Apple e Google para comprovar seu argumento. E citou o termo “impulso” para garantir que publicações terão leitores querendo consumir seus conteúdos. Só esqueceu de lembrar da dificuldade de transferir modelos de negócio da música, por exemplo, para o mundo da informação.

Não é de hoje que sites noticiosos tentam encontrar a fórmula mágica para acabar com a queda de receitas de empresas. Os aplicativos – indispensáveis em tempos de acesso à web por tablets, celulares e iPods – podem, sim, contribuir para novos lucros. Mas não podemos colocá-lo como o salva-vidas do Jornalismo.

Na necessidade de sair à frente de seus rivais, muitas empresas do setor não fazem esforço algum ao pensar na perspectiva de como o interagente irá consumir o conteúdo. Resultado: os aplicativos são espelhos das publicações em outros formatos – impresso ou on-line. E é aí que mora o perigo.

Durante uma conversa que tive no Google com Chad Hurley, um dos fundadores do YouTube, ele soltou a seguinte frase: “conteúdos distintos demandam modelos de publicidade distintos”. Ou seja, o conteúdo é distribuído em várias plataformas, mas apenas sob um único formato, passo que todos as publicações já deveriam ter dado. Agora, há outro objetivo: falta adicionar o ingrediente “inteligência” aos dispositivos. Logo, chegou a hora das empresas de mídia aprenderem com a navegação do usuário.

Em tempo: estive ausente da produção de posts por conta do fim do Mestrado. Nas próximas semanas, vou disponibilizar minha dissertação para download no blog.

Foto: tismey.

Foursquare: 3 milhões de usuários. Mas ainda é para poucos

O Foursquare atingiu neste domingo a marca de 3 milhões de usuários. O registro do site baseado em geolocalização foi alcançado por um usuário dos Estados Unidos – país que detém 60% dos cadastrados no site – e acontece dias após o anúncio do Facebook anunciar o Places, recurso ainda não aberto ao Brasil para concorrer com o serviço.

Criado em março de 2009, o 4sq evoluiu de forma vertiginosa, o que despertou o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. No entanto, o fundador Dennis Crowley nega que esteja interessado em vender o site neste momento. Em julho, a rede passou de 100 milhões de atualizações de dados de entrada de usuários em diferentes locais, conhecido como check-in – o que corresponde a um tweet.

A gritaria virtual foi propagada por blogs especializados na área neste final de semana. E está aquém de serviços do segmento como o Loopt, que possui uma base de mais de 4 milhões de usuários (grande parte concentrado, também, nos EUA).

Até o momento, os valores nem se comparam às gigantes das redes como o Twitter, que já conta com mais de 105 milhões de usuários. O motivo é simples: o uso da rede social necessita na maioria das vezes de um dispositivo móvel, como um celular ou tablet conectado à internet. No Brasil, por exemplo, apenas uma pequena parcela da população tem o recurso.

Como não fazer um aplicativo de mídia para iPad

iPad, da Apple, no Brasil

Já fiz alguns testes iniciais com o iPad, lançamento da Apple, nesta quarta-feira, graças ao empréstimo do aparelho por @macmasi. Apesar do glamour em torno do dispositivo, (não sou a pessoa correta para avaliá-lo) destaco algumas coisas – é eficiente, simples, prático. Mas, por enquanto, sem utilidade às tarefas que desempenho durante o dia.

O que mais me chamou atenção é como um adepto desta plataforma irá consumir mídia, seja informação, foto, texto ou vídeo. Neste aspecto, iPad é espetacular – mas refém das próprias empresas de mídia, que devem readptar o conteúdo ao aparelho, peculiaridade que espero nos próximos anos ao Jornalismo.

No futuro, as empresas de mídia serão também companias de tecnologia: devem ter o bom senso de reformular interfaces de seus sites às diferentes plataformas que terão acesso a internet – celular, tablet, carros e brinquedos. A NPR e a TIME saíram na frente. O reacionário grupo do Wall Street Journal, por sua vez, já ficou pra trás.

Por mais que o WSJ esteja entre os aplicativos mais baixados na AppStore, fato configurado durante meus testes com o iPad em mãos, o aplicativo do jornalão é mais do mesmo – tem a mesma interface do tradicional papel e seus espaços de publicidades são mais modernos que seus próprios conteúdos. E, para ter acesso a informação, é necessário pagar 16 dólares por mês.

Um vídeo disponível no YouTube mostra como é o aplicativo.

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O New York Times na tela do iPad

Um hub móvel de Copa do Mundo

Copa do Mundo, aplicativo de iPod/iPhone da FingerTips

Confesso que, nos últimos meses, o que mais fiz em um iPod Touch foi consumir aplicativos e visualizá-los para buscar a compreensão de como um usuário da plataforma absorve diferentes informações. Aos poucos, fico com a sensação que um site noticioso, produto obrigatório em plataforma móvel, será sinônimo de programa (software). Sai de cena o fim para tornar-se um meio – customizável e que atenda demandas específicas de cada usuário.

E foi neste princípio que encontrei um serviço relevante no campo profissional e, ao mesmo tempo, útil e com  bom caráter de prestação de serviço. O aplicativo Copa do Mundo, desenvolvido pela FingerTips, busca a ideia de tornar-se um centralizador de informações do principal evento esportivo do mundo.

Enquanto o país não tem um recurso oficial de transmissão por plataforma móvel, como a BBC fez recentemente, Copa do Mundo tem aquele espírito de hub – tabelas interativas com a possibilidade de simular resultados, informações das sedes e estádios, história dos jogadores e seleções, além do principal – um alerta para possíveis atualizações, característica que, às vezes, soa como spam em alguns programas. Em Copa do Mundo, é possível ligar um alerta caso queira receber atualizações.

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Quando mobilidade não é sinônimo de celular

Por que o Foursquare faz sucesso

Interessante conhecer o ponto de vista de um gerente de uma startup em crescimento e que dá grandes passos em tão pouco tempo. Marilín Gonzalo, da rede de blogs espanhola Hipertextual, disponibilizou um vídeo com Evan Cohen, gerente-geral do Foursquare – ferramenta de recomendações que já foi até citada como ‘novo Twitter’.

Em sete minutos, Evan explica o movimento do site e conta em detalhes parcerias que tornaram-se práticas comuns. Ele comentou um acordo prévio que fez com o New York Times, situação que havia destacado no Twitter: criaram uma ‘medalha’ especial do jornal aos que usam o Foursquare e registram locais em Vancouver, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, recomendados pelo NYT.

Trata-se do velho mecanismo de premiação e, principalmente, incentivo, como caráter motivacional de produção de conteúdo. Situação semelhante ao acordo com a Universidade de Harvard: postura de competição e possibilidade de conhecer novos nichos da instituição.

O vídeo está em inglês, com uma legenda em espanhol.

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A supervalorização do ’social location’ e o oba-oba em torno do Foursquare

Como a Universidade de Harvard usa o Foursquare

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A respeitada Universidade de Harvard começou o ano inovando. Nesta semana, soube da presença da entidade no Foursquare, ferramenta de recomendações que mistura vida social e virtual apontada até como sucessora ao Twitter. Em uma rede social móvel, adotou a postura de competição e possibilidade de conhecer novos nichos de estudo.

O projeto, pioneiro segundo a instituição, permite que estudantes, futuros alunos e ‘visitantes’ conheçam a estrutura da Universidade. Até aí, qualquer serviço integrado a mapa que tenha uma visualiação satélite permite tal recurso. Só que Harvard ingressa ao estudo motivacional para atrair adeptos ao serviço.

A entidade soube usar dos meandros do Foursquare para promover concorrência entre alunos – fazendo com que estes recomendem e conheçam locais de Harvard a partir da rede de contato de amigos. O caráter de incentivo para promover ‘rivalidade’ garante que estudantes conquistem prêmios no Foursquare, como o de ‘mayor’ (curador do local).

Perry Hewitt, diretor de comunicações digitais de Harvard, sintetizou o espírito do uso do serviço:

Harvard vai além de estudantes e salas de aula. A idéia é estabelecer conexões entre conhecidos para buscar novos nichos dentro de uma instituição tão grande. Universidades são espaços para liberar talento e energia. E, para usá-los, nada melhor do conhecê-los por todos os lados.

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Para estudantes, Kindle é um aparelho ‘primitivo’

Pela segunda vez nos últimos meses, me deparo com um estudo negativo envolvendo o Kindle, e-reader da Amazon. Desta vez, um relatório com estudantes da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, aponta um fracasso na tentativa que fomenta a adaptação de textos impressos palpáveis em equipamentos digitais de leitura. Para os entrevistados, faltam recursos básicos vistos em outras plataformas móveis.

Segundo a pesquisa da instituição, jovens leitores do Kindle sentem falta de visualização de fotos, cores e, principalmente, a possibilidade de tocar na tela – o touchscreen. Todas as características foram alegadas a partir do uso de outras ferramentas móveis. Principalmente o uso do celular.

O relatório é pertinente, possui premissas de boas discussões, mas não podemos usá-lo como parâmetro para avaliação de um produto. Jovens, apesar de sua maioria, não são estabelecidos como padrões de comportamento.

Trata-se de uma fatia de um público-alvo que ainda não foi definido pela Amazon. A própria empresa não sabe se seu leitor digital vai interessar aos meios digitais como “forma de sobrevivência do impresso” ou uma ferramenta inovadora direcionada ao público acadêmico.

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O Kindle incomoda muita gente

Quando mobilidade não é sinônimo de celular

quantcast

Na semana de lançamento do Nexus One, primeiro celular do Google que leva a sua marca, um importante estudo no segmento confirma que a tendência de mobilidade é irreversível. Segundo pesquisa da Quantcast, o uso da internet em dispositivos móveis cresceu 110% nos EUA e 148% no mundo em 2009. Quem vê, pensa que o futuro está no celular, mas o destino da tecnologia transcenderá o aparelho.

O dado divulgado é relevante, porém pouco animador – o valor corresponde apenas a 1,26% do total de acessos à web. Mas trata-se de um dos primeiros casos pesquisados que revelam entrada a rede mundial de computadores a partir de outros dispositivos móveis, como o PSP. O portátil da Sony figura entre as plataformas mais usadas para web. É neste momento, então, que sai de cena a ideia de que o futuro móvel é o celular.

Aos poucos, o acesso a internet será feito por outros suportes – tablets, televisão, brinquedos, relógios e carros. Independente de qual dispositivo vai liderar o movimento do mundo digital, a navegação virtual por meio de outras plataformas veio para ficar.