mai 13 2010

‘A moment in time’ representa o poder mundial do NYT

Tag: colaboracao,midia,nyt,tendenciasRafael Sbarai @

Moment at Time, do New York Times

No último dia 02, às 12h (de Brasília), o New York Times convidou a população mundial para fotografar “o que ocorria com você naquele momento”. Para participar do ‘A moment in time’, não era necessário ser profissional – apenas ter o estímulo de registrar um momento do dia. Nesta terça, a publicação norte-americana disponibilizou o resultado, o que pode ser reflexo do poder mundial da empresa.

As imagens estão por todos os cantos – houve produção de conteúdo em todos os continentes. Foi interessante conhecer, por exemplo, as perspectivas diurnas e noturnas de Europa, América e Ásia. O trabalho, cooperativo no sentido de construção e individualista no registro, fora recebido de forma positiva: mais de 15.000 contribuições feitas por amadores e profissionais.

No cenário brasileiro, um teste acabou sendo publicado. Carlos Eduardo Jorge, colega de trabalho, tirou uma foto de sua cidade-natal, Lençóis Paulista. O registro está em destaque no site.

Fica a lição de quem busca produzir produtos colaborativos – a sensação de sentimento de pertencimento à rede é algo imprescindível. E isso é constatado no ‘A moment in time’.

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mai 06 2010

New York Times Insight Lab pesquisa interesse pelo iPad

Tag: midia,nyt,tendenciasCauã Taborda @

Insight Lab, pesquisa sobre iPad

Uma nova pesquisa do Insight Lab do jornal The New York Times disparada hoje chama a atenção dos contribuintes para o iPad, da Apple. As perguntas, que podem ser respondidas em cinco minutos, se focam no interesse do leitor pelo dispositivo da Apple, sobre a cobertura do NYT sobre o assunto e sobre a intenção de compra do produto ou similares.

Uma das perguntas deixa escapar o que, na minha opinião, é a verdadeira intenção do jornal: colher informações úteis para aplicações do NYT para iPad em desenvolvimento e formas de oferecer conteúdo.

If you were creating your very own New York Times app for the iPad, what would it include?
Please be as specific as possible.

If you were creating your very own New York Times app for the iPad, what would it include?

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mar 17 2010

A resposta do New York Times ao Wall Street Journal

Tag: midia,nyt,wsjRafael Sbarai @

Campanha do New York Times abre guerra contra o Wall Street Journal

Desnecessária e ofensiva a campanha que será propagada pelo New York Times nas próximas semanas contra uma possível apropriação de segmento hiperlocal a um de seus maiores rivais, o Wall Street Journal. A iniciativa, definida como Numbers, reforça a importância que um veículo norte-americano dá a  um grupo restrito para distribuição e fidelização de conteúdo.

O assunto rapidamente foi discutido no PaidContent e Business Insider, dois dos ambientes virtuais que mais acompanho ultimamente. A campanha começará em abril, terá a duração de seis semanas e focará em meios impressos e online.

A batalha para conquistar novos adeptos já é travada há alguns meses. O motivo é simples – o projeto de Rupert Murdoch, carro-chefe do WSJ, em disponibilizar um suplemento local aos nova-iorquinos em seu formato impresso. A estratégia é tirar o domínio de um terreno dominado até então por uma única marca – o NYT. A resposta, ofensiva, veio em números.

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fev 09 2010

O ato de compartilhar notícias do NYT por e-mail

Tag: midia,nyt,pesquisaRafael Sbarai @

e-mail

Dois pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, produziram um estudo pertinente sobre o comportamento do internauta com a informação. A entidade fez uma análise da lista de notícias mais enviadas por e-mail do jornal The New York Times e, a partir da base constituída, caracterizou-a. O resultado é extremamente interessante e reforça um caráter ‘emotivo’ de compartilhamento.

Segundo o estudo – feito com mais de 3 mil artigos – leitores do NYT compartilham informações ‘positivas’ e das editorias de Ciência e Saúde. O que mais me chamou atenção é, que, cerca de 20% do que fica na página principal do site noticioso é compartilhado, ampliando o pensamento de que disseminação e armazenamento de informação não é sinônimo de hardnews.

Sobre a questão da extensão do texto, algo já esperado. Internautas compartilham notícias ‘longas’, de pouco destaque e com a premissa de que as pessoas tenham o mesmo sentimento ao ler o fato. Um caráter motivacional de reciprocidade, segundo princípios do sociólogo Peter Kollock. Sai de cena os incentivos moral ou social, além do prestígio, para dar destaque a correlação.

Infelizmente, toda pesquisa envolvendo mídia na web tem os seus defeitos. Nesta ocasião, o estudo foi feito a partir dos cliques no botão de compartilhamento do NYT. Logo, o estudo não pode ser considerado o espelho da realidade no site noticioso. O que ainda é comum hoje, na web, é copiar o link da matéria, jogá-lo no corpo do texto de uma mensagem e, posteriormente, realizar o compartilhamento com os outros.

Foto: Andygural.

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jan 27 2010

O New York Times na tela do iPad

Tag: culturaweb,nyt,tendenciasRafael Sbarai @

nyt-tablet

Interessante conhecer como fica a interface de um dos maiores jornais do mundo no iPad, lançamento da Apple anunciado nesta quarta-feira, nos Estados Unidos. Desde o início do projeto, o New York Times trabalhou em conjunto com a empresa de Steve Jobs. Não à toa, anunciou no mesmo dia uma parceria.

O tablet confirma a tendência que teremos um futuro de dispositivos móveis e não apenas de celular. Mobilidade, há algum tempo, transcendeu a idéia de um aparelho que tornou-se um membro do corpo. E um acordo com o New York Times confirma esta tendência de marcas jornalísticas polivalentes.

Um iPad sozinho não faz verão. Logo, o jornalão não acredita que este formato salve a mídia impressa. Pelo contrário. Trata-se de mais um mecanismo de receita que comprova a necessidade de um meio tornar-se mais heterogêneo.

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nov 10 2009

Os 20 anos do Muro de Berlim do New York Times

Tag: midia,nytRafael Sbarai @

muro-de-berlim

muro-de-berlim-2

muro-de-berlim-3

Ousado e diferente o especial do New York Times sobre os 20 anos do Muro de Berlim. Sem o pensamento e valorização do texto, a publicação conseguiu agregar em um único ambiente virtual a sensação do antes e depois de um período histórico que pôs fim à estrutura que dividiu a Alemanha por 28 anos.

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set 22 2009

Quando leitores de meios digitais não querem pagar para obter informação na web

Tag: culturaweb,midia,nyt,pesquisa,tendencias,wsjRafael Sbarai @

Conteudo-pago

Bem interessante e reflexivo uma espécie de pesquisa realizada pelo Paid Content nos últimos dias. O canal britânico perguntava se os leitores de meios digitais pagariam por conteúdo na web. A velha máxima de informação paga. A resposta saiu nesta segunda-feira e diferente da premissa que o New York Times apresentou, apesar de acreditar que o jornalão anda no caminho certo.

Sem o mesmo “público-alvo” e com diversos modelos de negócio por aí, o estudo do Paid Content mostra que apenas 5% dos entrevistados pagaria para ler um conteúdo na web, enquanto a grande maioria (74%) buscaria a informação em um outro veículo rival ou ambiente especializado.

Pego, então, dois exemplos locais norte-americanos que promovem, quase mensalmente, mudanças para gerar novas receitas: NYT e WSJ.

Ponto para o New York Times, que sabe andar pra frente e vaias intensas ao Wall Street Journal, que continua com a marcha ré engatada na corrida do conteúdo. Enquanto o NYT abre espaço para discutir o futuro do jornal (um ex-jornal, por sinal), o WSJ vai no sentido oposto e, enquanto anda pra trás, tenta reinventar a roda.

Fica clara a política corporativa hierárquica de duas das maiores publicações do mundo: o New York Times, cada vez mais, mostra que seu futuro não vem de cima pra baixo, produzindo pesquisas e visualizando como o conteúdo pago afeta seus leitores. Já o Wall Street Journal tem um centralizador milionário com um discurso de Médici: pague ou deixe-o.

Alguns dos leitores reclamam que possuo uma crítica veemente ao WSJ. Acredito que seu modelo híbrido para mixar conteúdo pago e aberto, infelizmente, é a solução para conter o desespero de executivo de jornalões. O problema é que seus recentes discursos de seu chefão acabam, de certa forma, refletindo em outros países como uma espécie de praga.

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ago 20 2009

O NYT convoca leitores para tomar decisões e mostra como o WSJ anda na contramão

Tag: midia,nyt,tendencias,wsjRafael Sbarai @

Insight-lab-nyt

Mais de 3 mil fiéis leitores do New York Times começaram há alguns dias uma discussão no The New York Times Insight Lab, um ambiente com fins de diálogos comerciais, editoriais e, claro, modelos informacionais de negócio. Burocrático, cheio de perguntas, porém até o momento eficiente, a maior publicação no mundo pelo menos mostra como seus rivais andam cada vez mais na contramão.

O Insight Lab é a primeira aposta – ousada, diga-se de passagem – de uma grande publicação em todo o mundo. A intenção é ter uma percepção imediata de leitores, principalmente os mais assíduos, com um único objetivo: entender as reações com mudanças drásticas ou não em relação ao conteúdo.

A pauta do momento que aquece esta espécie de Fórum é a possibilidade ou não do New York Times ter conteúdos pagos nos próximos meses no site do jornalão. A decisão é discutida já há algum tempo entre seus executivos e nada mais justo que convocar quem visita o site todo dia: seus internautas.

Até o momento, pelo que vi lá, a opinião sobre pagar ou não por conteúdos é bem dividida, o que me surpreende até de certo ponto, já que o NYT não tem um diferencial ao seu “rival” WSJ, voltado a um nicho específico.

Mesmo assim, vale a pena dar uma olhada no argumento de cada um. É bem interessante ver pessoas dizendo: “pagar por 50 dólares por ano para ler a publicação online não me vai fazer mais rico ou mais pobre”.

Outros pensam desta maneira: “essa atitude de restringir a informação pode desencadear um processo muito grande na web. Aí só falta voltarmos ao início da internet, onde parte dos produtos que usávamos era pago. Se acontecer isso, blogueiros disponibilizarão a nós o conteúdo”.

A iniciativa vai bem no sentido oposto do australiano Rupert Murdoch com o Wall Street Journal. Há poucos dias, escrevi no blog sobre a confirmação do todo-poderoso da News Corporation em cobrar por conteúdo visualizado em todos os sites de jornais de seu domínio. O primeiro será o simpático The Sunday Times, do Reino Unido.

Fica evidente que o NYT é a antítese jornalística do WSJ. A discussão em um dos maiores jornais do mundo acontece de baixo pra cima e não ao contrário, como fez Murdoch com um discurso que mais me lembra a história dos Estados Unidos e a política do Big Stick: “fale macio, mas carregue um grande porrete”.

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jul 28 2009

Como o NYT quer ganhar dinheiro com um projeto hiperlocal colaborativo

Tag: colaboracao,midia,nyt,tendenciasRafael Sbarai @

nyt-the-local
Self-Service Advertise é a aposta publicitária do NYT ao The Local

Quem acompanha o blog diariamente sabe do meu interesse em visualizar o caminho do The New York Times no mundo web. Uma das maiores marcas jornalísticas do mundo promove, mensalmente, mudanças e posturas em busca de um único fim: lucro e, posteriormente, sobrevivência.

Foi com este princípio que lançou no primeiro trimestre do ano o The Local, projeto hiperlocal participativo que envolve blogs para fragmentar sua cobertura noticiosa no território norte-americano. Lá em março, falei do lançamento do serviço, avisando que ele não veio “à toa”.

Pois é. Segue, então, a frase que deixei no post após ver o anúncio oficial do negócio. “E é essa foi a sensação que tive ao descobrir a “novidade”. NYT quer alcançar anunciantes menores, LOCAIS, que não podem ou não tem condições de disputar um grande espaço em um dos maiores veículos de comunicação do mundo.”

Não deu outra. Depois de um pedido via e-mail de um amigo, resolvi tocar novamente no assunto. Para enfrentar a crise, NYT confirmou há poucos dias o “Self-Service Advertise“, espaço publicitário destinado às pequenas empresas.

A estrutura do Self-Service Advertise é, ao menos, interessante. Em apenas três passos, será possível criar seu próprio anúncio. Uma forma simples, rápida e prática para gerar receita. Mais do que isso: o jornalão entra num mercado em que o Google domina, o Google AdSense.

NYT dá sinais de como a crise lhe afeta. Trata-se de mais um mecanismo para aumentar seu leque de receitas – que não anda nada bem – com um interesse curioso: tal artifício mostra sua postura e preocupação com uma informação específica, de bairro, com um caráter experimental colaborativo.

Trata-se de mais uma carta na manga que aparece no jornalão como solução para eventuais novos problemas. Você corta gastos com agências de notícia e acaba dando destaque a um dos pilares para a sobrevivência do impresso: a hiperlocalidade. Soma-se a isso, é claro, a geolocalização com uma integração ao Google Maps.

Os valores já até foram definidos. Cinco dólares por 1000 visitantes únicos. A idéia é criar um novo mercado, absorvendo pequenas empresas ou negócios destes locais. No caso, bairros de Nova Jersey e Nova York, nos Estados Unidos.

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jul 24 2009

Quando a audiência não importa aos editores do New York Times

Tag: nyt,tendenciasRafael Sbarai @

nyt

De certo ponto surpreendente a entrevista de um dos editores do The New York Times ao The New York Observer nesta semana. Jim Roberts, responsável pela página principal de um dos maiores centros de informação online, revelou que a audiência não importa no momento de destacar um ou outro fato na home.

Roberts garante que o tráfego do internauta não é um fator essencial para hierarquizar acontecimentos, argumento que vai na contramão de qualquer pensamento jornalístico web em portais brasileiros.  Senão coisas como essa não seriam destacas em um dos maiores ambientes virtuais do país.

Em parte da conversa no The Observer, fiquei com a sensação de velho salto alto de parte da imprensa tradicional ao ouvir argunentos como os de Roberts. O estudo de comportamento dos leitores é um dos ingredientes mais importantes e pertinentes para avaliar e explicar o contexto informacional na web e como isso poderá refletir no futuro.

O editor do NYT produz argumentos tão fracos sobre valor e necessidade do leitor da web que sua soberba tornou-se um paradoxo das receitas do jornalão. Ontem mesmo, o grupo NYT anunciou um prejuízo de mais de 70 milhões de reais no 1º trimestre de 2009. No mesmo período do ano passado, havia lucrado 40 mi de reais.

Soma-se a isso o período turbulento e decisivo de rentabilizar o conteúdo online da publicação. Desde o mês passado, rumores reforçam a idéia de pagar dez reais por mês, aproximadamente, para acessar todos os conteúdos e bons recursos do site.

Roberts anda de salta alto e tem grandes chances de cair enquanto estiver andando. O The Business Insider já começou a dar um empurrãozinho nele.

Dica da Pati.

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