Por um Jornalismo Digital com a essência das startups

Na semana passada, o Pew Research Center´s Project for Excellence in Journalism divulgou o The State of The News Media 2013, relatório anual sobre as perspectivas de mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor, que evidencia a crise que passar o setor – sobretudo no Brasil. Os problemas apresentados, contudo, chegam a uma solução descrita brevemente no relatório: o Jornalismo Digital precisa se reinventar. Para tanto, um ingrediente nada desprezível está disponível no mercado: a essência e inteligência do universo das startups, empresas que buscam a inovação em seu segmento e operam com uma lógica de experimentação rápida, segundo a qual apenas ideias que logo se mostram promissoras recebem mais investimentos.

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Urbanizo, do Buscapé, revela bairros mais caros do país

Leblon: bairro mais valorizado no Brasil

Os bairros de Chácara Itaim (zona oeste de São Paulo), Leblon (zona sul do Rio de Janeiro) e Savassi (região central de Belo Horizonte) são os distritos mais caros do país, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Urbanizo, site que disponibiliza informações relativas ao valor do metro quadrado de todas as ruas das principais cidades brasileiras.

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Empresas jornalísticas se decepcionam com redes sociais

Plataformas de redes sociais, como Twitter e Facebook, têm papel relevante na distribuição de conteúdos jornalísticos. Contudo, esse papel vinha sendo superestimado. A conclusão consta da edição 2012 do The State of The News Media, relatório divulgado nesta segunda-feira pelo instituto Pew Internet Research sobre o mercado americano.

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Como o Google+ atraiu 65 mi de visitantes em prazo recorde

É cedo para saber se o Google+ vai ombrear com seu maior oponente, o Facebook. Mas a rede social do gigante de buscas atingiu uma marca nada desprezível: aos cinco meses de vida, atraiu, em novembro, 65 milhões de visitantes únicos. É um feito quando se compara o resultado aos históricos de outros atores do segmento, como Twitter, LinkedIn e o próprio Facebook. A comparação foi obtida com exclusividade por VEJA.com junto à empresa de métricas Comscore. Saiba mais:

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50% dos brasileiros conectados usam redes para comprar

Usar as redes sociais para adquirir produtos e serviços começa a virar hábito entre os brasileiros. Segundo pesquisa produzida pela empresa de mercado Oh! Panel – encomendada pelo site de compra e venda Mercado Livre e obtida com exclusividade pelo site de VEJA – pouco mais da metade dos usuários de internet do país já usam plataformas como Orkut, Twitter e Facebook para aqueles fins. A sondagem ouviu 679 brasileiros entre abril e maio, além de 579 moradores de Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Continuar lendo

Facebook perde usuários nos EUA, mas dispara no Brasil

O Facebook é pródigo em números impressionantes. São mais de 600 milhões de cadastrados e cerca de 680 milhões de visitantes únicos por mês. Nesta segunda-feira, contudo, surgiu uma informação curiosa acerca da rede social de Mark Zuckerberg. Segundo levantamento realizado pelo Inside Facebook – blog que não possui laços oficiais com a rede –, pela primeira vez, o site registrou uma redução no número de visitantes nos Estados Unidos e no Canadá.

O site teria perdido seis milhões de visitantes (cadastrados ou não) entre os americanos, caindo de 155 milhões para 149 milhões entre a primeira semana de maio e a primeira de junho. No Canadá, a sangria foi de 1,5 milhão de visitantes.

Simultaneamente, o Facebook cresce em outras nações – com destaque para o Brasil, mais uma vez. O país registrou 19 milhões de visitantes na primeira semana de junho, crescimento de 10% em relação ao mês anterior. Depois, aparecem México (7,6%), Tailândia (7,1%), Índia (6,7%) e Colômbia (6,4%). Confira o infográfico abaixo.

Alguns analistas apostam que a explicação dos fenômenos é simples: a rede social já atingiu seu limite nos mercados desenvolvidos, onde suas operações são mais antigas, e avança rapidamente entre aqueles em desenvolvimento, desbravados depois. Há quem diga ainda que o retrocesso nos EUA e no Canadá reflete as questões enfrentadas pelo Facebook sobre privacidade.

Reforça essa tese parte dos comentários publicados no CNET (em inglês), importante site americano focado em tecnologia. Os usuários dizem que, de fato, deixaram a rede devido às repentinas mudanças nas configurações pessoais.

Confira os países que registraram o maior avanço do Facebook em junho:[HTML1]

Acesso ao Facebook sobe 480%. Orkut ainda reina no país

Apesar do alarde em torno de Facebook e Twitter, o Orkut segue como a rede social de maior popularidade no Brasil. Segundo a empresa de métricas Comscore, a rede do Google foi acessada por 29 milhões de visitantes únicos em agosto. O segundo lugar ficou com o Windows Live Profile, com 12,5 milhões. Facebook (8,8 milhões) e Twitter (8,6 milhões) completam a lista das quatro plataformas mais usadas.

A pesquisa, feita com pessoas com mais de 15 anos, apontou um crescimento de 51% no volume de tráfego nas redes sociais em um ano. Entre todos os serviços, o Facebook foi o que obteve a maior evolução: 479%. Já o Twitter cresceu 86%. Segundo a consultoria, já é no Brasil que a rede de 140 caracteres atinge sua maior penetração entre usuários de internet: 23%. Em outras palavras: duas em cada dez pessoas que acessam a web visitam o site do microblog.

Confira a seguir os números completos do levantamento:

No Twitter, tem usuário que apenas “assiste” o conteúdo

Compartilho com os leitores do blog duas das minhas leituras nos últimos dias sobre a mensuração do que pode ser considerado como “mídia social”. Por conta do fraco referencial teórico presente no Jornalismo sobre o tema, tive que recorrer, mais uma vez, à área de exatas para compreender situações na área.

O argentino Bernardo Huberman, um dos pesquisadores do HP Labs, disponibilizou neste mês dois artigos sobre reflexões, influência e passividade em plataformas sociais como o Twitter. No caso, o professor de Física Aplicada da Universidade de Pensilvânia e parte de sua equipe foram exceção: abordam o assunto do valor de repassar um conteúdo para o seu círculo social de seguidores.

Um dos argumentos mais interessantes – que não é novo – é a competição desenfreada que acontece na rede de mensagens: a importância não está no número de seguidores, mas na atenção dos seguidores. O estudo de Influência e Passividade aponta algo interessante: a partir da mensuração de uma quantidade de “retweets”, percebe-se que a grande maioria dos perfis é passivo. Ou seja, fica como espreitador em rede: apenas assiste e não repassa. Falta “engajamento”.

No mais, deixo outra leitura de Huberman – que é a mais antiga e, sinceramente, a que me chama atenção. The Laws of the Web: Patterns in the Ecology of Information, publicado em 2001 pelo MIT Press, é uma leitura essencial para entender a complexidade da informação em ambientes estruturados por tecnologias digitais conectadas.

Foto: Rétrofuturs.

Por que você segue marcas no Facebook?

O que faz o ser humano escolher uma opção entre as diferentes preferências que lhe são oferecidas é ainda uma questão intrigante e feita sob diversas perspectivas. Uma simples regra geral estabelecida não é suficiente para explicar o estímulo de cada indivíduo. Para tentar entender essa relação, a consultoria especializada em web E-marketer realizou uma pesquisa com o objetivo de conhecer o que move pessoas a seguir marcas em redes sociais como o Facebook. O resultado, infelizmente, revela uma preocupação ‘marketeira’ sobre estímulos e motivação do usuário. Faltou apenas levantar a bandeira do auto-interesse pessoal. É o império do egoísmo.

Segundo o relatório, 25% dos entrevistados seguem uma empresa com a vontade de ganhar descontos ou promoções especiais. A fidelidade do indivíduo e a possibilidade de mostrar vínculo com uma marca à sua teia social aparece em segundo lugar, com 18%. Cerca de 10% das respostas coletadas se referem às características de acompanhar uma empresa por ‘diversão’.

Em pouco tempo, os dados pipocaram em blogs especializados em mídia. E o argumento que fora mais analisado envolvia possíveis erros de estratégia em rede. Só esqueceram do principal: tentar compreender a motivação o fenômeno do auto-interesse, que representou 1/4 das respostas dos entrevistados. O cenário é novo. A teoria, nem tanto.

Em 1776, Adam Smith escrevia ‘Riqueza das Nações’ e entendia que o auto-interesse movia a participação alheia e estimulava o trabalho e sua divisão. Diz o autor: “dê-me aquilo que eu quero e você terá isto aqui, que você quer – esse é o significado de qualquer oferta desse tipo.”

O egoísmo, um auto-interesse ‘excessivo’ segundo Smith, é considerado uma característica natural ao homem, reflexo de uma concepção estética ligada ao ‘amor-próprio’. “Cada homem, portanto, é muito mais profundamente interessado no que quer que imediatamente lhe diga respeito, do que naquilo que diz respeito a qualquer outro homem”. O egoísmo, nada mais é, que a possibilidade de converter tudo em utilidade exclusiva. E, parte dos indivíduos conectados em rede começa a pensar assim.

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