fev 09 2010

O ato de compartilhar notícias do NYT por e-mail

Tag: midia, nyt, pesquisaRafael Sbarai @

e-mail

Dois pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, produziram um estudo pertinente sobre o comportamento do internauta com a informação. A entidade fez uma análise da lista de notícias mais enviadas por e-mail do jornal The New York Times e, a partir da base constituída, caracterizou-a. O resultado é extremamente interessante e reforça um caráter ‘emotivo’ de compartilhamento.

Segundo o estudo – feito com mais de 3 mil artigos – leitores do NYT compartilham informações ‘positivas’ e das editorias de Ciência e Saúde. O que mais me chamou atenção é, que, cerca de 20% do que fica na página principal do site noticioso é compartilhado, ampliando o pensamento de que disseminação e armazenamento de informação não é sinônimo de hardnews.

Sobre a questão da extensão do texto, algo já esperado. Internautas compartilham notícias ‘longas’, de pouco destaque e com a premissa de que as pessoas tenham o mesmo sentimento ao ler o fato. Um caráter motivacional de reciprocidade, segundo princípios do sociólogo Peter Kollock. Sai de cena os incentivos moral ou social, além do prestígio, para dar destaque a correlação.

Infelizmente, toda pesquisa envolvendo mídia na web tem os seus defeitos. Nesta ocasião, o estudo foi feito a partir dos cliques no botão de compartilhamento do NYT. Logo, o estudo não pode ser considerado o espelho da realidade no site noticioso. O que ainda é comum hoje, na web, é copiar o link da matéria, jogá-lo no corpo do texto de uma mensagem e, posteriormente, realizar o compartilhamento com os outros.

Foto: Andygural.

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fev 05 2010

Quando chamam o Facebook de “site de notícias”

Tag: facebook, pesquisa, redesocialRafael Sbarai @

estudo-facebook-google-news

A comparação é antiga. Descrever redes sociais como nichos informativos tornou-se lugar-comum na web. Que diga o Twitter, rede de 75 milhões de usuários, sendo que 40% dos cadastrados nunca postou uma mensagem sequer.

Agora, é a vez do Facebook.

PaidContent e TheAtlantic destacaram esta característica na plataforma social de Mark Zuckerberg e sustentaram seus argumentos em uma pesquisa feita pelo Hitwise. A empresa de métricas afirma que o FB tornou-se, também, um leitor de notícias, depois de superar em números o Google News.

O Facebook, por sua vez, mostra que sabe administrar diversas categorias em seu ambiente virtual, que vão de social games aos canais de empresas jornalísticas. Na última semana, mostrou que cada perfil tem a condição de manter um espaço de notícia personalizado, com filtros, produzido por amigos da rede e, claro, veículos de comunicação.

O argumento é precipitado e discutível. No Facebook, ainda existem caminhos centralizados pela mídia que são direcionados ao público como fonte oficial. A página de sites noticiosos e a ‘dificuldade’ em repassar o dado é a prova da única direção que existe no momento. E, grande parte dos usuários desta rede social, produzem mais interação entre amigos do que compartilhamento de notícias.

Por outro lado, a facilidade em integrar Twitter e Facebook pode corroborar a ideia de que Facebook é um “site de notícias”. A construção de uma ‘busca em tempo real’, aliado ao nicho de 350 milhões 400 milhões de cadastrados na ferramenta, mostra como nichos constroem ‘realidades segmentadas e de interesse’. No caso, informação é um ingrediente implícito.


fev 02 2010

Para estudantes, Kindle é um aparelho ‘primitivo’

Tag: culturaweb, gadget, mobilidade, pesquisaRafael Sbarai @

Pela segunda vez nos últimos meses, me deparo com um estudo negativo envolvendo o Kindle, e-reader da Amazon. Desta vez, um relatório com estudantes da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, aponta um fracasso na tentativa que fomenta a adaptação de textos impressos palpáveis em equipamentos digitais de leitura. Para os entrevistados, faltam recursos básicos vistos em outras plataformas móveis.

Segundo a pesquisa da instituição, jovens leitores do Kindle sentem falta de visualização de fotos, cores e, principalmente, a possibilidade de tocar na tela – o touchscreen. Todas as características foram alegadas a partir do uso de outras ferramentas móveis. Principalmente o uso do celular.

O relatório é pertinente, possui premissas de boas discussões, mas não podemos usá-lo como parâmetro para avaliação de um produto. Jovens, apesar de sua maioria, não são estabelecidos como padrões de comportamento.

Trata-se de uma fatia de um público-alvo que ainda não foi definido pela Amazon. A própria empresa não sabe se seu leitor digital vai interessar aos meios digitais como “forma de sobrevivência do impresso” ou uma ferramenta inovadora direcionada ao público acadêmico.

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jan 09 2010

Quando mobilidade não é sinônimo de celular

Tag: mobilidade, pesquisaRafael Sbarai @

quantcast

Na semana de lançamento do Nexus One, primeiro celular do Google que leva a sua marca, um importante estudo no segmento confirma que a tendência de mobilidade é irreversível. Segundo pesquisa da Quantcast, o uso da internet em dispositivos móveis cresceu 110% nos EUA e 148% no mundo em 2009. Quem vê, pensa que o futuro está no celular, mas o destino da tecnologia transcenderá o aparelho.

O dado divulgado é relevante, porém pouco animador – o valor corresponde apenas a 1,26% do total de acessos à web. Mas trata-se de um dos primeiros casos pesquisados que revelam entrada a rede mundial de computadores a partir de outros dispositivos móveis, como o PSP. O portátil da Sony figura entre as plataformas mais usadas para web. É neste momento, então, que sai de cena a ideia de que o futuro móvel é o celular.

Aos poucos, o acesso a internet será feito por outros suportes – tablets, televisão, brinquedos, relógios e carros. Independente de qual dispositivo vai liderar o movimento do mundo digital, a navegação virtual por meio de outras plataformas veio para ficar.


dez 15 2009

Quando 2009 não é o ano da queda das publicações impressas

Tag: midia, pesquisaRafael Sbarai @

impresso

Ainda farei minha lista de tendências e o que movimentou a web em 2009 no blog, mas já posso iniciar a discussão com um dado divulgado há pouco. Segundo mapeamento realizado pelo MediaFinder, 367 publicações impressas fecharam nos Estados Unidos em 2009. Destas, apenas 64 permaneceram como sites noticiosos.

O mais interessante da estatística é saber que este valor está abaixo dos anos anteriores. Em 2008, foram 526 suportes informacionais palpáveis. Em 2007, um número ainda mais preocupante: 573 impressos fecharam as portas. Somadas, são 1466 publicações fechadas em três anos.

A última grande marca a se despedir foi a Editor & Publisher. Depois de 125 anos de histórias do Jornalismo, uma das mais prestigiosas publicações norte-americanas não conseguiu entrar em acordo de venda que envolveu a Nielsen Business Media, sua proprietária.

Os números corroboram um fato. Trata-se do início da consolidação da estrutura no setor. Aos poucos, o executivo da indústria do papel começa a notar a importância da convergência e de que como diferentes formatos podem conviver lado a lado. O que muda é a intensidade do discurso propagado nelas.

A questão a ser discutida já há alguns anos não é a morte do impresso. Mas como um jornal ou revista buscam alternativas para sobreviver perante opções distribuídas, acessíveis e sem custos.

Foto: James Petrille.

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out 23 2009

Enquanto a turma do Bolinha está no Hotmail, as Luluzinhas só pensam no Gmail

Tag: culturaweb, curiosidade, pesquisaRafael Sbarai @

e-mail-homens-mulheres

Interessante conhecer o processo de evolução e o uso de uma das ferramentas que nunca saem da moda na web, o e-mail. Um estudo divulgado pela empresa Rapleaf, especializada em mídia social, mostrou dados demográficos dos usuários de mensagens eletrônicas em idade, sexo e qual suporte utilizam.

O que me chamou mais atenção no estudo – que mapeou 120 mil e-mails – é saber que os homens são maioria no Hotmail (57% contra 43%), um dos serviços mais reacionários do segmento, enquanto as mulheres “dominam” o Gmail (53% contra 47%).

A diferença em percentual – mesmo que pequena – pode até ser reflexo do sistema de organização de cada sexo no cotidiano. O sistema de mensagens da Google é mais organizado, intuitivo e repleto de funcionalidades, enquanto o Hotmail possui características conservadoras, tem um caráter mais desorganizado e é simples e prático, apesar da sua lentidão ao encaminhar um e-mail.

Trata-se de um movimento offline como propulsor do online.

Outro detalhe pertinente é a presença maciça de pessoas com mais de 46 anos conectadas a AOL, serviço extinto no Brasil (com funções todas delegadas ao portal Terra), mas que no exterior continua com uma boa presença. Relaciono o alarde da empresa na primeira bolha da web, no início do século XXI, aos usuários em destaque que, na época, passaram dos 30 e eram grande parte da parcela dos conectados à rede.

No gancho do tema a respeito de mensagens eletrônicas, vale a pena dar uma lida no post do @andersoncosta a respeito do uso maciço do e-mail na campanha de Barack Obama, durante o Seminário Efeito Obama, realizado semana passada, em São Paulo.

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out 21 2009

A Economia da Informação no Twitter e no Facebook

Tag: facebook, pesquisa, redesocial, twitterRafael Sbarai @

twitter-facebook-pesquisa

Interessante conhecer perfis – sob formas de estatísticas – das duas principais plataformas sociais do momento. Segundo pesquisa da empresa de publicidade online Chitika, lê-se mais notícias no Twitter do que no Facebook. Uma espécie de reflexo da Economia da Informação propagada em números.

Enquanto 28% dos entrevistados absorve notícias na rede de mensagens de até 140 caracteres, apenas 18% busca informação no FB, rede social mais popular do mundo.

Os resultados podem até não ter nenhum caráter de novidade, mas desenha aos perfis informacionais como você deve manter uma estratégia para distribuir conteúdos em rede. Traduzir e transportar notícias automatizadas por um robô do Twitter para o Facebook, às vezes, soa como princípio de obrigação de estar em um ambiente popular social online. E dificilmente dá certo.

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out 09 2009

Para crianças do Reino Unido, sinônimo de credibilidade é aparecer na primeira página da Google

Tag: culturaweb, curiosidade, facebook, pesquisaRafael Sbarai @

As primeiras referências de busca apresentadas pela Google é sinônimo de veracidade da fonte. É o que mostra um excerto da pesquisa realizada no Reino Unido pela Ofcom, entre crianças de 12 e 15 anos. Para elas, os resultados de pesquisa encontradas nas últimas páginas têm menos credibilidade que as visualizadas na primeira.

Cerca de 32% das crianças entrevistadas usaram este tipo de argumento, descartando a relevância e as técnicas atribuídas por sites e blogs para ganharem maior visibilidade em uma das páginas mais acessadas da web. O mais interessante é que 21% dos entrevistados acreditam que sites pagam ter maior destaque a uma página na Google, por exemplo.

Outro assunto interessante e que tornar-se-á cada vez mais comum nos próximos meses envolve a questão de privacidade. Segundo o estudo, as crianças estão mais precavidas no momento de navegar na web e já têm a noção de proteger dados pessoais em plataformas sociais participativas, o que mostra um amadurecimento em rede. Neste caso, o único que está em 2009 é o Facebook.

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set 22 2009

Quando leitores de meios digitais não querem pagar para obter informação na web

Tag: culturaweb, midia, nyt, pesquisa, tendencias, wsjRafael Sbarai @

Conteudo-pago

Bem interessante e reflexivo uma espécie de pesquisa realizada pelo Paid Content nos últimos dias. O canal britânico perguntava se os leitores de meios digitais pagariam por conteúdo na web. A velha máxima de informação paga. A resposta saiu nesta segunda-feira e diferente da premissa que o New York Times apresentou, apesar de acreditar que o jornalão anda no caminho certo.

Sem o mesmo “público-alvo” e com diversos modelos de negócio por aí, o estudo do Paid Content mostra que apenas 5% dos entrevistados pagaria para ler um conteúdo na web, enquanto a grande maioria (74%) buscaria a informação em um outro veículo rival ou ambiente especializado.

Pego, então, dois exemplos locais norte-americanos que promovem, quase mensalmente, mudanças para gerar novas receitas: NYT e WSJ.

Ponto para o New York Times, que sabe andar pra frente e vaias intensas ao Wall Street Journal, que continua com a marcha ré engatada na corrida do conteúdo. Enquanto o NYT abre espaço para discutir o futuro do jornal (um ex-jornal, por sinal), o WSJ vai no sentido oposto e, enquanto anda pra trás, tenta reinventar a roda.

Fica clara a política corporativa hierárquica de duas das maiores publicações do mundo: o New York Times, cada vez mais, mostra que seu futuro não vem de cima pra baixo, produzindo pesquisas e visualizando como o conteúdo pago afeta seus leitores. Já o Wall Street Journal tem um centralizador milionário com um discurso de Médici: pague ou deixe-o.

Alguns dos leitores reclamam que possuo uma crítica veemente ao WSJ. Acredito que seu modelo híbrido para mixar conteúdo pago e aberto, infelizmente, é a solução para conter o desespero de executivo de jornalões. O problema é que seus recentes discursos de seu chefão acabam, de certa forma, refletindo em outros países como uma espécie de praga.

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set 21 2009

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Tag: midia, pesquisa, tendenciasRafael Sbarai @

Silicon Alley Insider

Uma das minhas visitas obrigatórias para visualizar e trazer discussões no blog envolvendo mídia é o Chart of the Day do Business Insider. Sempre tem algo interessante por lá. Depois da constatação de que há ainda muitos jornais no século XX, vem o processo de atuação de um internauta na web.

Segundo estudo conduzido pelo Online Publishers Association’s Internet Activity Index, as pessoas consomem hoje mais conteúdo e produzem, cada vez menos, uma comunicação por correio eletrônico (42% a 27%, respectivamente).

A pesquisa utilizou como parâmetro os anos de 2003 e 2009. Fica evidente a importância, cada vez mais, da economia da informação no contexto de cada indivíduo.

Que fique claro: isso não é sinônimo de que o e-mail morreu.

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