Ello, mais uma rede social ‘anti-Facebook’

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Nas últimas semanas, o gigante invulnerável Facebook conheceu mais um contendor em potencial: Ello. Concebido em 2013 como uma alternativa à maior rede social do mundo (e, pretensamente, uma antítese a ela), o novo rival ganhou destaque após forte adesão da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), grupo descontente com a rede de Zuckerberg por bloquear contas com pseudônimos, em sua maioria de drag queens — o serviço exige nomes reais. A gritaria foi grande e contribuiu para levantar, mais uma vez, a seguinte questão: há, enfim, um concorrente à altura do Facebook? É cedo para dizer. O desejo de ser uma rede ‘anti-Facebook’ é nobre, mas não é nupérrimo. Sonhar em ser a antípoda da plataforma que reúne metade da população mundial conectada não é uma tarefa nada fácil de ser executada.

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A Copa dos dados e das previsões — erradas

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O futebol não é uma ciência exata. Mas a segunda edição brasileira da Copa do Mundo já está marcada pelo desfile de dados, estatísticas e projeções — erradas — no universo digital das empresas de Jornalismo. A estatística caiu, literalmente. Mas quem a derrubou? Um futebol vistoso, um entrechoque de estilos opostos que garantem: o que se viu até agora justifica o entusiasmo dos torcedores, mas muito em função do equilíbrio da maioria das seleções. No fim da primeira fase, concluída nesta quinta-feira, já é possível concluir: não há um favorito absoluto para a competição. Muito menos seguir à risca o que os números buscam revelar dentro de campo.

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#yosoy132 será a “primavera” mexicana?

Uma marcha de estudantes tomou as ruas da Cidade do México no dia 23/05. Alunos das instituições Ibero, UNAM, Instituto Politécnico Nacional, Universidade Autônoma Metropolitana, Universidade Autônoma da Cidade do México, Claustro de Sor Juana, TEC de Monterrey, ITAM e ANÁHUAC deram corpo ao movimento #yosoy132, que reivindica sobretudo a transparência dos meios de informação.

O movimento teve origem após uma visita do candidato a presidência Peña Nieto a universidade Ibero. Peña é membro do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México por 71 anos consecutivos. Em reportagem para o Opera Mundi, Federico Mastrogiovanni destaca que na ocasião os estudantes expulsaram Peña, em represalha a acontecimentos passados, como o massacre de Atenco, que deixou 2 mortos, 207 presos e 47 mulheres violentadas segunda a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México.

Peña e o PRI afirmaram em rede nacional que sua expulsão da Ibero foi uma manobra da oposição, e que os estudantes não eram legítimos ou teriam sido pagos. Em resposta, 131 estudantes fizeram um vídeo com suas carteiras da universidade para contestar as alegações. Não demorou muito para o movimento #yosoy132 (eu sou o 132) se espalhar pelas universidades do país.

Articulado principalmente pelas redes sociais, o movimento ganhou um site, o yosoy132.mx. Além da passeata do dia 23, outros movimentos estão sendo articulados até a data das eleições, que devem acontecer no dia 1 de julho.

Assim como a primavera árabe teve como pontapé inicial o protesto de um jovem na Tunísia, que ateou fogo ao próprio corpo em 2010, o yosoy132 pode desencadear uma reação semelhante no México. Se comparado a anos de opressão a jornalistas, violência contra mulheres e controle do crime organizado, a briga dos estudantes da Ibero com Peña é só a minúscula ponta de um gigantesco iceberg.

Mesmo sendo um movimento ainda incipiente, e de maioria jovem, os resultados já começam a aparecer. Peña, até então favorito absoluto nas pesquisas, teve sua margem reduzida para só quatro pontos percentuais em relação ao adversário da oposição, Andrés Manuel López Obrador.

Caso Peña não seja eleito, parte dos manifestantes do #yosoy132 pode se considerar vitoriosa, reduzindo um pouco a vigília dos estudantes. O oposto, no entanto, pode desencadear eventos de grandes proporções. Mas, até que novos episódios aconteçam, nada estará certo.

Foto: Carlos Adampol

Google+ tem boas ideias, mas não convence: falta o ‘plus’ ao usuário

O Google apresentou na última terça-feira o Google+, mais novo e ambicioso projeto para desbravar terrenos, digamos, mais sociais. O serviço, projetado para que o usuário compartilhe conteúdos com pessoas específicas – em círculos, no caso – acerta ao reproduzir ideias desenvolvidas em outros serviços populares, como Twitter, Facebook e Skype. Mas a falta de um recurso exclusivo coloca em xeque seu uso. Indefinidamente, não há – por ora – motivos reais para o usuário migrar parte de seu tempo – e conteúdo – ao Google+.

Para provocar gritaria on-line, a gigante de buscas usou da velha estratégia de divulgação de seus novos serviços: escassos convites foram distribuídos, disputados virtualmente a tapas. A ferramenta, que não é descrita pela empresa como uma rede social, propõe uma nova maneira de compartilhamento de conteúdo a partir de recursos já disponíveis no Google, como o Maps e o Chat. A grande aposta da empresa é dar maior relevância a um recurso pouco usado em outros produtos similares no mercado – entenda-se aqui Facebook. A seção Grupos, presente na maior rede social do mundo, possui pouca visibilidade. O Google+ prega privacidade às informações do usuário. Cabe a ele, no caso, escolher o que vai exibir e com quem vai compartilhar o conteúdo em um espaço denominado de círculos (circles, em inglês).

Seu apelo estético é algo sem precedentes na história da empresa: apesar de estar apenas em uma única versão, em inglês, o serviço é belo, totalmente intuitivo e prático. A barra superior fixada à página do usuário, exibida quando estiver em qualquer ferramenta do Google, é outro atrativo: em tempo real, notificações do próprio Google+ aparecem no topo (imagem abaixo), provocando a ideia de que se trata uma rede dinâmica – e recheada de amigos, claro.

Mas nem todas as inovações apresentadas brotaram da cabeça dos desenvolvedores e engenheiros do Google. O projeto acerta ao apresentar recursos de sucesso em empresas de sucesso, como Twitter, Facebook e o próprio Skype, adquirido recentemente pela Microsoft. Não é por acaso que sua função Stream guarda semelhanças com a linha do tempo (timeline) do Twitter – copiada, por sua vez, na atual estrutura do Facebook, chamado de Feed de notícias (lista de atualizações dos amigos). A barra lateral à esquerda, que apresenta os grupos (chamados de Circles), é idêntica a da rede de Zuckerberg. O Hangout, por sua vez, recurso que permite realizar videoconferências com até dez pessoas, é a aposta do Google frente ao modelo pago apresentado no Skype. Talvez aqui seja possível delimitar os rivais do novo projeto da gigante de buscas: Facebook e Microsoft – parceiros em vários projetos, por sinal. O Google+ é a ferramenta mais eficiente e intuitiva para compartilhar documentos e arquivos com diferentes grupos de trabalho.

A lista de problemas, no entanto, é grande. Até o momento, o Google não disponibilizou URL´s customizáveis, artifício que permite ao usuário buscar de forma mais eficiente um usuário na rede. Twitter e Facebook usam deste artifício. A decisão de manter suas API´s fechadas também é outro fator determinante para seu crescimento: uma vez públicas, desenvolvedores independentes poderiam criar serviços úteis atrelados ao Google+. Especula-se que essa característica seja o fato de catapultar o Facebook como maior rede social do planeta. A estratégia permite que o site se renove à medida que mais terceiros criam jogos, enquetes e outras aplicações de interação.

É difícil vaticinar se o novo projeto da gigante de buscas irá arrancar pessoas do Facebook, Twitter ou Orkut. Mas, a isca para pescá-los o Google, por ora, não tem. Falta o ‘plus’ ao Google+.

MySpace fecha parceria com Facebook. E sai no lucro

O MySpace tentou sobrevida longe do Facebook, lançou há poucas semanas uma nova versão de seu site, com novo foco em música e entretenimento, na tentativa de retomar o prestígio no mercado que ajudou a criar. Não conseguiu. A rede social de nicho, que já foi considerada a mais popular do planeta, foi humilde, pediu socorro ao site de Mark Zuckerberg e conseguiu. Agora, Facebook e MySpace são parceiros.

A expectativa que tomou conta por parte da imprensa para o encontro desta quinta-feira foi de uma fusão dos sites – o que era improvável, já que Mark Zuckerberg, comandante do Facebook, nem estava presente. Na ocasião, o acordo é simples e, um pouco tardio: prevê que os usuários do MySpace acessem seus perfis por meio do cadastro feito no Facebook. Fundado em 2003, o MySpace chegou a ser a maior rede social do mundo com mais de 100 milhões de usuários. E perdeu o trono para o novo parceiro, em 2008.

Neste caso, o MySpace sai em vantagem. Lutando contra a perda excessiva de popularidade – e enxergando “rivais” como Twitter e Facebook crescerem de forma vertiginosa – a rede vai tentar recrutar o máximo possível de dados dos usuários, como nome e e-mail, além de conhecer um pouco mais do perfil de quem acessa o site, com a possibilidade de saber quais são os interesses dos cadastrados. Para o Facebook, a empresa terá a possibilidade de angariar ainda mais novos usuários, já que a base ainda significativa do MySpace é, em grande parte, fiel.

O acordo deixa claro que o MySpace jogou a tolha: não é mais adversário direto do Facebook na briga intensa pelo trono das redes sociais. “O MySpace é agora um espaço de entretenimento social”, admitiu Mike Jonas, presidente-executivo do site.

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Facebook não quer ser apenas uma rede social

Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço (e do negócio): “Nosso objetivo é conectar pessoas“. De fato. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 500 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários e vem se tornando uma eficiente base de comunicação. É o canal entre cadastrados. Ou o telefone do século XXI.

Ligar o conceito de telefone ao Facebook não é um ato gratuito. Há tempos, boatos da indústria e apostas da imprensa vêm alimentando a versão de que a rede poderá lançar seu próprio aparelho de celular – um dispositivo, que, é claro, completaria o leque de possibilidades de produzir diálogos entre pessoas. O único meio ainda sem o seu domínio era a conversa por voz. É a única condição ainda não-presente no contexto de “social utility” (‘utilitário social’) tão defendido por seu fundador. No entanto, fora apenas um rumor.

A empresa de Zuckerberg convocou a imprensa na última semana apenas para revelar funcionalidades específicas que facilitam a vida de um usuário que se conecta na internet por meio de plataformas móveis – smartphones ou tablets -, importante fatia do público que começa a crescer de forma vertiginosa. Segundo o próprio fundador, 200 milhões de pessoas (quase metade dos cadastrados) acessam a rede a partir de dispositivos móveis. No mesmo período, em 2009, o número era de 65 milhões.

Na oportunidade, o executivo revelou, entre tantos recursos, a criação do Single Sign-on, novo sistema de login que permite o acesso a aplicativos no celular apenas clicando em um único botão. O artifício, sem previsão de chegar ao Brasil, simplifica a vida do usuário, que não precisa digitar várias senhas.

Sobre a possibilidade de criar um celular próprio, Zuckerberg garantiu que – por ora – a empresa tem o objetivo de apenas investir em ambientes virtuais sociais, independente do aparelho. “Não vamos produzir telefones”, avisou. Contudo, suas próprias parcerias vão contra seu argumento. Em outubro, o Facebook acertou uma parceria com o Skype, principal serviço de telefonia pela internet, que previu o uso de recursos da rede social diretamente pela interface do programa. Portanto, não será nenhuma surpresa se a empresa aparecer com um aparelho disponível aos seus usuários.

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Foto: Babyben.

Por um Facebook com mais usuários do Orkut

Há alguns meses, Orkut e Facebook travam um duelo nada silencioso – e esperado – pela preferência dos brasileiros nas redes sociais. O primeiro ainda reina no segmento, com mais de 29 milhões de visitantes únicos no mês de agosto, segundo recente estudo da Comscore. No entanto, tem visto o seu maior concorrente avançar de forma eficiente. O mais novo recente episódio da batalha estava previsto para ser lançado na última sexta-feira. De olho no confronto para atrair mais adeptos ao serviço, a rede social de Mark Zuckeberg apresentará aos mais de 500 milhões de cadastrados sua nova arma – a possibilidade de encontrar seus amigos do Orkut no Facebook.

O recurso, ainda não disponível, será a nova isca para conquistar novos adeptos. O Brasil é um dos poucos países em que ainda não há supremacia do Facebook.

Ao vincular os dois perfis nas plataformas sociais, os adeptos serão capazes de compartilhar informações, vídeos e fotos com todos os seus amigos. No caso, a opção irá aparecer na página principal do perfil do cadastrado.

Essa é a segunda tentativa do Facebook em atrair adeptos da rede social de maior popularidade no Brasil. Em setembro de 2009 – dias após a vinda de Mark Zuckerberg ao Brasil – brasileiros visualizavam uma mensagem inusitada (imagem acima) ao acessar o serviço: “Encontre seus amigos do Orkut no Facebook!“. Na época, o interessado deveria clicar no link que estava disponível, que permitia receber orientações para importar contatos do Orkut.

Novas falhas escancaram o maior defeito do Facebook

Desde o início do ano, uma escala começa a ser configurada no Facebook. Simultaneamente ao avanço da rede social de maior popularidade no mundo, com mais de 500 milhões de cadastrados, crescem as críticas aos problemas de privacidade encontrados pelo site. O novo espinhoso episódio da empresa de Mark Zuckerberg aconteceu nessa segunda-feira. O Facebook admitiu que dados confidenciais de usuários cadastrados em aplicativos populares da rede como o Farmville foram transmitidos a empresas de publicidade e de rastreamento na internet. Na prática, informações valiosas de dezenas de milhões de pessoas – como nome, idade, e-mail e localização geográfica – estavam nas mãos de empresas como a Rapleaf, capazes de cruzar informações disponíveis na web e vendê-las a anunciantes. Neste caso, o movimento aponta para uma única direção – o histórico de problemas que ilustra a vulnerabilidade da ferramenta.

Em abril, período que marcou a conquista de 400 milhões de cadastrados no site, dados como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos passaram a ser considerados públicos. E pior: sem um aviso claro. Na ocasião, órgãos reguladores de diversos países condenaram a atitude, que previa a autorização de sites parceiros a extrair informações pessoais para personalizar seu conteúdo na página. Pressionado, Mark Zuckerberg publicou uma carta aberta no jornal Washington Post pedindo desculpas. “Erramos o alvo”, afirma. Desde a sua fundação, em 2006, o Facebook já mudou suas regras de privacidade em 23 oportunidades – uma média de quatro reformulações por ano.

E os tropeços virtuais não param. Em julho, o consultor de segurança online Ron Bowes, da Skull Security, reuniu e disponibilizou para download dados pessoais de 100 milhões de usuários. Segundo Bowes, os conteúdos foram publicados para alertar a população conectada na plataforma social.

Há dois meses, uma função criada para tornar o Facebook mais amigável levantou uma nova suspeita. Na época, a funcionalidade fazia com que a tela de “senha incorreta” do site mostrasse o nome completo do usuário – acompanhado de uma imagem e e-mail. Mais um erro, primário e básico, que um gigante das redes sociais como o Facebook não pode cometer. Mas comete, comprometendo o principal interessado da ferramenta: o dono da informação.

Foto: iti4u.

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“Editor de Mídia Social realmente existe?”

Por conta dos projetos acadêmicos produzidos no mestrado e uma série de palestras e painéis ministrados em Universidades nas últimas semanas, postar no blog se tornou uma das tarefas mais árduas. No entanto, abasteço o espaço com os conteúdos apresentados aos interessados sobre a adaptação do Jornalismo Digital com o uso intensivo de recentes plataformas de mídia, como Twitter e Facebook.

Nesta oportunidade, compartilho a conversa que tive na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Na ocasião, aconteceu o Mashable Meetup e, ao lado de Guilherme Valladares e equipe do Papo de Homem, Pedro Burgos (Gizmodo), falei sobre “conteúdo, independente do meio” – tema capitaneado por Alexandre Inagaki (Pensar Enlouquece, Pense Nisso). Desta vez, foi o tema “Editor de Mídia Social realmente existe?”

O conteúdo faz parte de um processo de reflexão – colaborativo – sobre um tema tão alardeado. Na prática, ouço vozes veladas ubíquas que abordam o assunto. Contudo, faltam discussões que envolvam o conceito.

Reestruturação do Twitter aponta para um lado – o financeiro

Leitores do blog pediram para comentar a repentina mudança que ocorreu nesta semana no Twitter. Na última segunda, Evan Williams, um dos fundadores do microblog, decidiu deixar sua posição de CEO do site. E resolveu colocar Dick Costolo, diretor de operações no cargo. No entanto, a reformulação não vem à toa. Só fortalece e escancara uma preocupação – comum – corporativa: tornar um produto não apenas popular. Mas rentável.

O anúncio fomentou blogs e sites especializados em mídia e tecnologia. Não houve, em nenhum momento, uma convocação à imprensa para a confirmação da reformulação da empresa. A notícia foi confirmada no próprio blog do Twitter, com assinatura de Williams.

Em um primeiro momento, especulou-se que essa movimentação seria a primeira para Williams vender o microblog, assim como fez com o Blogger, plataforma de blogs do Google. No livro Startup, ele admite não ter o costume de se focar em um único projeto: inicia um serviço, espera crescer e, posteriormente, passa adiante.

Engano. Por trás do discurso rebuscado de Williams, há um motivo – real – do problema: a rentabilidade do microblog. Não é de hoje que o Twitter busca, de forma desesperada, formatos para gerar receitas. O anúncio das novas funcionalidades e a crescente aparição de recursos pagos mostra que o sonho de manter uma startup não é tão lindo assim. Por trás da mecânica de um serviço que conta com mais de 105 milhões de usuários cadastrados, alguém precisa pagar a conta.

No ano passado, havia comentado, no blog, os reais motivos do Twitter ter finalizado 2009 no azul. Aos 45 minutos do segundo tempo, Google e Microsoft fecharam uma parceria com a empresa. Nessa jogada, o Twitter faturou 25 milhões de dólares.

Desta vez, Williams deixa o principal cargo da empresa para ser o homem das estratégias. No seu lugar, entra a vertente financeira do produto – Dick Costolo. Aos 47 anos, o executivo é considerado a peça-chave dos novos investimentos ao Twitter. Está na empresa a pouco mais de um ano e vem de uma recente – e positiva – experiência do FeedBurner, site que fornece recursos para auxiliar a otimizar e divulgar o RSS do seu site ou blog. Nesta história, um ponto de intersecção: assim como Williams, Costolo vendeu um produto ao Google. Em 2009, FeedBurner foi negociado por 100 milhões de dólares. Coincidência?

Foto: Joi e Jolie.