jul 08 2010

A entrada do Huffington Post ao Foursquare é ‘mais do mesmo’

Tag: foursquare,redesocial,reflexoesRafael Sbarai @

Pipocou em blogs especializados em mídia o anúncio do ingresso do Huffington Post ao Foursquare, rede social baseada em recomendações que tem menos de dois milhões de usuários cadastrados. A entrada de um dos canais de informação mais interessantes da web mostra a política ‘mais do mesmo’ das empresas de mídia em uma ferramenta que já foi taxada de ‘novo Twitter‘ por espaços virtuais que cobrem o superficial.

A prática encontrada pelo HuffPost é semelhante aos outros sites noticiosos que já foram destacados aqui, no blog: caso a pessoa que acompanhe Huffington Post no Foursquare e produza um check-in (um tweet na rede) em um dos lugares recomendados pelo site de notícia, receberá automaticamente alertas de informações e dicas hiperlocais, de acordo com a região na qual percorre.

O perfil do HuffPost no Foursquare se junta às propostas de CNN envolvendo Copa do Mundo, Wall Street Journal e Financial Times, esta última a que mais me chamou atenção até o momento – por fugir um pouco do lugar-comum.

O que me preocupa, nessas parcerias, é o anseio midiático em ser pioneiro. Já critiquei em outras oportunidades a supervalorização do serviço, que é menos popular que seu rival Loopt, criado em 2005 e que conta com quase o dobro do número de adeptos do Foursquare (3,4 milhões)

Antes de conhecer, desvendar e aprender sobre a rede, o mais importante – no momento – é se garantir. Mas nem toda garantia pioneira é o mais importante. Não podemos esquecer da limitação de uma rede.


jun 25 2010

Quando o Twitter vira ‘caixa de comentários’

Tag: culturaweb,midia,redesocial,tendencias,twitterRafael Sbarai @

Quem acompanha o blog há algum tempo percebe o cuidado pessoal para compreender o processo de reestruturação da ‘caixa de comentários’, espaço que já foi decretado como morto com a “avalanche” das redes sociais, que permitiram a distribuição de conteúdos em várias plataformas.

Nos sites noticiosos, o tema começa a ser examinado com atenção: a Newsweek começou a usar o Echo; o Huffington Post se baseou em um sucesso local do Foursquare para gerar medalhas aos usuários que produzem comentários; a Economist lançou uma nuvem de tags que reúne comentários produzidos em blogs e artigos da publicação.

Para todas as empresas de mídia, o discurso é semelhante – teremos uma web cada vez menos anônima. Não discuto a legitimidade e possibilidade de não se identificar, mas a chance de comentar uma notícia a partir de um cadastro em uma rede social garante relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social.

Desta vez, conheci a oportunidade do Twitter virar o espaço de comentários. Com o objetivo de centralizar em um único ambiente virtual opiniões a respeito de um artigo ou post, o jovem designer Joey Primiani desenvolveu um sistema que permite usar o perfil da rede de mensagens de 140 caracteres em uma caixa de comentários. O serviço já está disponível para a plataforma WordPress.

A iniciativa é bem interessante, porém peca em um grande ponto – a possibilidade de você usar qualquer perfil do Twitter para comentar. Apesar da fase de testes, não há o recurso de autenticação do usuário. A imagem acima mostra a possibilidade de ‘falsificação’.

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jun 21 2010

‘O que faz um Editor de Mídia Social?’

Tag: palestra,redesocial,twitterRafael Sbarai @

Participei no último sábado do IV Seminário Tendências Conectadas nas Mídias Sociais, evento anual realizado na Faculdade Cásper Líbero organizado mais uma vez pelo professor Walter Lima e o jornalista Tiago Dória. Infelizmente não consegui acompanhar todos os paineis, mas recebi ótimas indicações de quem esteve por lá o dia todo.

Conforme havia prometido, segue abaixo a conversa que tive com os presentes, além dos ‘tuiteiros’ que acompanhavam o seminário via streaming. Foi uma honra ter a possibilidade de explicar o trabalho em VEJA ao lado de Rodrigo Martins, do Estadão, e Aninha Brambilla, do Terra – com quem eu não esperava dividir tão cedo uma mesa de discussões, já que sempre foi uma das minhas fontes de inspiração na área.

No mais, agradeço o convite do professor Walter Lima e a recepção de quem esteve presente no painel. Foi mais uma experiência bem interessante.

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jun 10 2010

A parceria entre CNN e Foursquare para a Copa do Mundo

Tag: foursquare,redesocialRafael Sbarai @

Mais um importante veículo acertou uma parceria com o Foursquare, rede social baseada em recomendações que alcançou há poucas semanas 1 milhão de adeptos. Nesta semana, foi a vez da CNN anunciar um acordo durante a disputa da Copa do Mundo, na África do Sul.

O cenário da união entre a rede de TV norte-americana e o Fousquare é o mesmo já visto com outras marcas – e cansativo. Durante o Mundial, CNN oferecerá duas medalhas (badges) aos telespectadores que acompanharem o evento, seja na sede sul-africana ou em qualquer um dos 31 países que disputam a competição.

Locais específicos distribuídos nestas nações já foram mapeados. Para participar da iniciativa, é necessário estar cadastrado no Foursquare e seguir CNN na ferramenta. Além da rede dos EUA, o Foursquare já fez acordos com o diário britânico Financial Times. Neste caso, a estratégia é mais interessante e menos lugar-comum.

O que me preocupa, nessas parcerias, é o anseio midiático em ser pioneiro. Já critiquei em outras oportunidades a supervalorização de pessoas e blogs especializados em torno do serviço. Antes de conhecer, desvendar e aprender sobre a rede, o mais importante – no momento – é se garantir. Mas nem toda garantia pioneira é o mais importante. Não podemos esquecer da limitação de uma rede. Que diga o Second Life.

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mai 25 2010

Quando os ‘meios tradicionais e sociais’ não compartilham a mesma agenda

Tag: facebook,midia,pesquisa,redesocial,twitterRafael Sbarai @

Um dos fatos que mais me intriga na mecânica do Twitter é como buscar uma relação entre informações que são propagadas entre seguidores na rede e o próprio conteúdo publicado por meios que são considerados ‘tradicionais’. Uma das primeiras respostas à minha pergunta veio nesta semana, com um relatório do Pew Research Center.

Segundo estudo da consultoria, publicações como jornais, televisão e revistas não compartilham a mesma ‘agenda informativa’ que é propagada em plataformas sociais, como Twitter, Facebook e YouTube. O mais interessante é descobrir que, em cada plataforma, há um assunto que ganha maior destaque.

Nos blogs, política aparece como preferência. No YouTube, política externa é o assunto de maior interesse. E, no Twitter, tecnologia domina – algo já esperado.

No mais, foi no mínimo inusitado saber que, na pesquisa, foram coletadas informações do vídeo do apresentador Boris Casoy ridicularizando a participação de dois garis no Jornal da Band, no primeiro dia de 2010. Três das produções com imagens do fato geraram mais de 2,2 milhões de visitas no YouTube.

Abaixo, um excerto dos resultados:

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mai 21 2010

Como o Facebook redefine a privacidade, por TIME

Tag: facebook,redesocialRafael Sbarai @

Interessante e longa a reportagem que a TIME destaca sobre o Facebook – que virou capa. A publicação norte-americana explica, em sete páginas para impressão, como a polêmica em torno da privacidade do usuário com a maior rede social do mundo é intensa.

As justificativas partem por todos os lados. Desde o F8, conferência realizada em abril entre desenvolvedores do Facebook para anunciar novidades da plataforma, informações pessoais como álbum de fotos e atividades desenvolvidas na rede social são informações públicas aos cadastrados do FB. Para alterá-las, o usuário deve conhecer os seis campos de privacidade que prevê 36 mudanças em relação ao seu perfil – fato que poucos usuários conhecem.

Em meio às polêmicas, a publicação permeou os fatos com números.Alguns chamam atenção:

  1. TIME revela que, nas próximas semanas, o Facebook alcançará 500 milhões de usuários
  2. Mais de 100 mil sites já usam as ferramentas sociais anunciadas pela rede em abril (Atividade Recente e botão ‘Curti’)
  3. 100 milhões de cliques únicos no botão Like (conhecido no Brasil como ‘Curti’

Em uma busca na web, recebi algumas informações interessantes e que foram pouco destacadas: em seis anos de vida on-line, as políticas de privacidade do site mudaram 17 vezes, uma média de quase três reformulações por ano. Os termos de uso, outra importante configuração da rede, só fora modificada em sete oportunidades.


mai 18 2010

Facebook e privacidade: o que merece atenção

Tag: facebook,redesocialRafael Sbarai @

Infográfico do New York Times mostra os passos da privacidade no Facebook

Nos últimos dias, o Facebook foi alvo de inúmeros protestos e críticas distribuídas em rede pelas mudanças importantes nas regras de privacidade, além de graves problemas que permitiram visualizar conversas privadas entre adeptos da maior rede social do mundo.

Coube aos sites noticosos, então, relatar o fato. Diariamente, fora uma enxurrada de informações por todos os lados – o que provocou a ausência de contextualização e explicação do que permeia as polêmicas envolvendo o site fundado por Mark Zuckerberg.

De tudo que acompanhei até o momento, sugiro apenas duas leituras: o panorama desenhado pela pesquisadora Danah Boyd – que inclui em seu texto um belo infográfico das mudanças que acontecem no FB – além da contextualização produzida pelo New York Times (imagem acima). A publicação mostra pontos específicos de dados pessoais abertos.

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Para o Facebook, a privacidade é o mais importante


abr 15 2010

UBizu, a rede social para baladeiros de SP e RJ

Tag: culturaweb,redesocial,tendencias,twitterCauã Taborda @
Hoje começou a funcionar a Bizu, uma rede social voltada aos baladeiros de São Paulo e Rio de Janeiro.
Muito ligada ao Twitter e com um ar de FourSquare, a rede se centra nos estabelecimentos (bares, casas noturnas, baladas, etc) para unir os interessados. Você pode “seguir” (sim, o termo e ideia são os mesmos do Twitter) seus estabelecimentos favoritos, grupos ou mesmo amigos. As informações, ou Bizus, de cada usuário irão aparecer numa espécie de timeline. A diferença é que, quando se segue um estabelecimento, tudo relacionado a ele irá aparecer por lá também, como uma lista ou search do Twitter.
A rede tem integração de duas vias com o Twitter, tanto para exibir os Bizus no perfil do usuário como para converter Tweets em Bizus.
O visual da rede é bem limpo, mas ainda há alguns problemas, como a busca, que dá bastante erro e a ferramenta para adicionar locais, que passa a impressão de “faltar alguma coisa”.

Você manda posts curtinhos (os bizus) pelo celular m.ubizu.com.br e pela web www.ubizu.com.br dizendo como está o lugar onde você está agora

Hoje começou a funcionar de vez a UBizu, uma rede social voltada aos baladeiros de São Paulo e Rio de Janeiro.

Muito ligada ao Twitter e com um ar de FourSquare, a rede se centra nos estabelecimentos (bares, casas noturnas, baladas, etc) para unir os interessados. Você pode “seguir” (sim, o termo e ideia são os mesmos do Twitter) seus estabelecimentos favoritos, grupos ou mesmo amigos. As informações, ou Bizus, de cada usuário irão aparecer numa espécie de timeline. A diferença é que, quando se segue um estabelecimento, tudo relacionado a ele irá aparecer por lá também, como uma lista ou search do Twitter.

A rede tem integração de duas vias com o Twitter, tanto para exibir os Bizus no perfil do usuário como para converter Tweets em Bizus.

O visual da rede é bem limpo, mas ainda há alguns problemas, como a busca, que dá bastante erro e a ferramenta para adicionar locais, que passa a impressão de “faltar alguma coisa”.


mar 31 2010

O cuidado de Obama com um único discurso

Tag: curiosidade,redesocialRafael Sbarai @

Está no Flickr da Casa Branca uma das fotos mais interessantes que já vi de bastidores de política. Atento, Barack Obama olha com receio e produz diversas alterações no discurso produzido pelo seu redator. Trata-se de mais um interessante mecanismo – simples – de como um presidente está mais distribuído e menos centralizado em plataformas sociais.

Sem ao menos conhecer questões ideológicas e/ou passado do mandatário, Obama se aproxima ainda mais do cidadão comum, recurso já lugar-comum se pararmos para analisar sua política em rede – uma simples ruptura do modelo tradicional de levar a informação, uma fórmula vislumbrada por candidatos à Presidência da República no Brasil.

Caso queira ver em detalhes, há a possibilidade de visualizar a imagem em outra resolução.

/via @msoares

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mar 26 2010

Quando os encurtadores de URL deixam a web mais lenta

Tag: pesquisa,redesocialRafael Sbarai @

Ranking dos encurtadores de link mais eficientes

Interessante e, de certo ponto, coerente o estudo feito pela empresa de monitoramento web WatchMouse. A compania fez uma análise durante um mês com 14 encurtadores de link para avaliar a eficácia e relevância do serviço, cada vez mais usado em tempos de mensagens de até 140 caracteres. O Migre.me, popular no Brasil, não entrou na lista.

Entre os dias 14 de fevereiro e 16 de março, 12 dos 14 sites que diminuem o endereço (URL) apresentaram problemas de lentidão – atraso de mais de meio segundo para abrir uma página de web (em média, a marca de redirecionamento deve levar 350 milisegundos). Apenas goo.gl e youtu.be garantiram um desempenho satisfatório.

Surpreendente foi o péssimo resultado do fb.me, encurtador de link do Facebook. Criado em dezembro de 2009, o serviço apresentou a pior performance, acompanhado por tr.im.


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