nov 25 2008

A aproximação de um portal com o cidadão

Tag: ReflexõesRafael Sbarai @ 11:07 am

Positivo o destaque visto na noite desta segunda-feira no iG. O portal, que há alguns anos carrega o slogan “O Mundo é de quem faz“, aproveitou os graves problemas causados pela enchente em Santa Catarina para dar um [belo] destaque a um fato produzido por um cidadão.

A chamada, de relevância por estar em um dos dois maiores destaques do portal, evidenciava um conteúdo multimídia feito por Jean Cardoso, de Blumenau. Trata-se de um relato de quem mora no local e sabe das atuais condições, já que nunca tinha passado por isso. Soma-se a isso a produção de um vídeo amador, mas que mostra bem a atual situação.

A sacada do iG é vista, algumas vezes, no Terra. O único fato que questiono mesmo é o teor do conteúdo para ter “maior visibilidade”: apelativo, bem às características de espetacularização.

Mas isso não deixa de ser uma novidade. O principal espaço do dia é destinado a um cidadão, que não sabe da estrutura do iG, não conhece a empresa, mas praticou um dever de cidadão e produziu o seu “terror”.

O fato também ilustra, mais uma vez, como há uma interessante aproximação entre o local e a colaboração. Esta, talvez, seja uma das principais premissas da existência do chamado Jornalismo Colaborativo: produzir algo lugar-comum, que não esteja ao alcance das redações.


nov 19 2008

Cinema 2.0!?

Tag: Cinema, Cultura Web, ReflexõesNikolas Maciel @ 3:29 pm

Post de duas tags!

Como algumas pessoas já sabem, sou estudante de cinema na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Durante os 4 anos da graduação fomos bombardeados com os mais seletos e exclusivos materiais cinematográficos: Godard, Gláuber, Pasolini, Fellini, Mussolini, Fettuccini… enfim (alguém com certeza já fez essa piada…)! Nos ensinaram que o cinema legal de ser feito é o revolucionário, alternativo, politizado.

Talvez tenha sido… na década de 60.


Diretores italianos e seus nomes gastronômicos

O que os professores não ensinaram pra gente foi que esses caras buscavam, acima de revolucionar a arte que faziam, um meio de chamar a atenção, de aparecer. Antes de virarem velhos chatos e intelectuais falidos (os que continuam vivos até hoje) eles foram jovens ousados, ávidos por uma janela para mostrarem suas idéias ao mundo. E sem dúvida conquistaram seu espaço!

Neste último semestre refleti muito em como conseguir meu próprio espaço. Repetindo uma fórmula enferrujada e guardada em algum tomo de papiro dos longínquos dias dos anos 60 certamente não foi o caminho que eu escolhi.

A internet é a ferramenta mais revolucionária de nossos tempos. Nela passei a buscar meu pote de ouro. Nessas últimas semanas fiquei surpreso que talvez estivesse de fato acertando em alguma veia de um futuro promissor quando ao inscrever meus trabalhos (realizados durante/para a faculdade) num site brasileiro de vídeos na internet, o FizTV, fui agraciado com um prêmio num concurso deles (com o vídeo “Vending Machine”). Agora, o vídeo foi selecionado pra etapa final do concurso.

E continua minha eterna batalha para colocar um vídeo embed que funcione

Em paralelo a isso, eu e meu colega Felipe Jannuzzi (também membro da equipe do derepente), resolvemos participar de um outro concurso para um portal americano, o Filmaka. O curta, “50 Bucks” foi um sucesso instantâneo entre os colegas e amigos que puderam vê-lo. Pra se ter uma idéia, já tem mais views, antes mesmo da competição começar, do que um dos vencedores do mês passado (sim as competições acontecem periodicamente).

O cara de vermelho, é meio que … eu! É só clicar, e conferir!

O que me deixou surpreso é que talvez seja aí, nesses ambientes super interativos, que colocam o usuário em primeiro plano decidindo o que ou não merece ser premiado (os júris ainda existem, mas aos poucos eles vão perdendo sua força) que esteja o futuro da produção não só cinematográficas, mas audiovisual em geral. Os festivais, o glamour, o tapete vermelho, apesar de serem o maior sonho de qualquer pessoa com uma câmera na mão, aos poucos vai perdendo seu valor e dando espaço a uma nova realidade: tudo é válido (ou quase tudo….) e não importa da onde você é! Seja brasileiro, indiano ou americano, todos competem de igual pra igual!

É isso aí: “Uma câmera na mão e um computador para fazer o upload”!

Fotos do Flickr e de divulgação do próprio curta.


nov 14 2008

Escorregada de professora em entrevista à CBN revela falta de conhecimento e pesquisa sobre blogs! Injustiça com nossas blogueiras

Tag: Cultura Web, ReflexõesCauã @ 12:50 am

Como diz minha amiga Lygia de Luca sou mais um leitor de twitter que twitteiro, eis que, em uma de minhas “leituras twitticas” observo um tweet de Lucia Freitas, uma amiga blogueira dessas que você deve conhecer.

O tweet indicava um post no blog Luluzinha Camp, relatando toda a indignação de Lucia (e de todas as blogueiras acredito) sobre uma entrevista da professora Luiza Lobo, que lançou o livro “Segredos Públicos: os Blogs de Mulheres no Brasil”.

Na entrevista para a rádio CBN , a professora e pesquisadora afirma de início, que o interesse é nos diários pessoais, mas ao longo da entrevista (e em outra para o Olhar Digital) Lucia afirma várias vezes, com generalizações um tanto quanto infundadas, sem uma base de pesquisa real, o que seria esperado de um trabalho acadêmico desse porte, que os blogs femininos tem características “noturnas”, ou seja, não produtivas.

A produção feminina na blogosfera brasileira, segundo entrevistas da professora, estaria fadada aos relatos pessoais e de vida de nossas mulheres, ignorando completamente blogs de outras finalidades, que pela “pequena” experiência que eu, todos do De Repente e de nosso círculo de amigos blogueiros possuem, a maioria dos blogs femininos “não são diários pessoais”.

Eu iria até mais longe e diria que a quantidade de blogs femininos e masculinos é a mesma, ou ainda que os homens perderiam, caso conseguíssemos um levantamento sério e amplo do perfil blogueiro do Brasil.

Como não existe ainda, um estudo sério e completo desse porte, ficamos fadados às generalizações desse tipo, a meu ver muito perigosas.

Isso demonstra a clara dificuldade das universidades em atualizar o conhecimento que deveriam compartilhar (mas na prática acaba preso), principalmente as instituições e faculdades da área de comunicação. Sim, casa de ferreiro espeto de pau.

Senti o mesmo problema no Mackenzie, onde esse jornalista, produtor multimídia que vos escreve, não conseguiu implantar projetos de jornalismo online, acompanhando o mercado e preparando os alunos para o que está aí.

SEO? Publicador? CMS? Número de toques? Palavras que não fazem parte da “grade do curso”. Mas nem tudo foi ruim, pelo menos o Mackenzie (graças à Dani Ramos) cultuou blogs. Mas nas outras faculdades pelo visto, tsc tsc.

Concordo que o universo de Blogs no Brasil é muito grande, que um livro “sobre os blogs femininos” daria muito trabalho, muita pesquisa. Mas pegar a parte pelo todo é um erro dos grandes, não acha professora? Se o foco real do livro fosse “os blogs pessoais femininos na internet brasileira” OK, ponto positivo, mas não foi isso que aconteceu. Confesso que estou curioso e vou até ler o livro, mas acho que vou encontrar mais decepção e revolta que pontos positivos.

Fotos: “garota” de RobertN e “Open your eyes” de epics18


nov 11 2008

Compartilhe problemas do iPhone

Tag: Cultura Web, ReflexõesRafael Sbarai @ 1:52 pm


PleaseFixTheiPhone agrega bugs do aparelho

A preocupação de marcas com o “boom” de redes socias não é à toa. Aos poucos, consumidores, hubs e especialistas-clientes começaram a criar ambientes virtuais para compartilhar conteúdos envolvendo um produto. E essa é a premissa do PleaseFixTheiPhone.

A ferramenta, totalmente colaborativa, propõe a criação de tópicos de diversos erros que aparecem em seu aparelho. A idéia é simples e interessante para o cliente e, claro, para a própria Apple: agregar em um único espaço possíveis bugs não vistos quando foram produzidos.

Até o momento, tanto um iPhone quanto um iPod Touch já tiveram mais de 1800 desejos de mudança e até 380 mil votos.


out 25 2008

“Seis média” e um High Score

Tag: ReflexõesFelipe Jannuzzi @ 11:30 am

coringa

Domingo em São Carlos. Dia impossível de se conseguir uma marmita descente, principalmente se já passou das 3 pm. Resolvo ir até a padaria. Aqui o pão perde o sobrenome francês e é chamado simplesmente de: “média”.

Na fila da padoca presencio uma imagem que me fez pensar num post: um jovem jogando no celular enquanto espera sua vez de fazer o pedido.

Eu que sou um viciado assumido por jogos eletrônicos parei para pensar nesse contraste: um universitário batendo seu último high score enquanto pede: “Meia dúzia de média, por favor”.

Os jogos nunca estiveram tão na moda. Virou papo de descolados acadêmicos de meia idade, vendem mais que cinema e música, é legal pra meninas, mães, nerds e avôs, faz perder peso, é arma política e pode até ser jogado na padaria, no açougue, no meio da aula.

Eles são agora casuais, saem de fábrica garantindo o divertimento de qualquer um a qualquer momento em qualquer lugar. Não é mais apenas hard-core, que demanda horas intermináveis na frente do computador com um avatar de peito nu e espada.

A questão importante é que vários desses jogos casuais são muito divertidos!

Mas em alguns casos essa necessidade de agradar todo mundo e conquistar público e mercado (afinal ainda é uma indústria) parece errada, forçada, artificial… Quem está falando agora é um Felipe conservador, que acha que algumas coisas não devem mudar.

É o caso do novo Mortal Kombat vs. DC Comic. Série de luta que eu, moleque, tinha que jogar escondido dos meus pais por causa da violência descontrolada e das mil e umas maneiras de se arrancar a cabeça de um inimigo. Sub-zero era meu lutador favorito.

O novo título da série não traz apenas o Batman, o Superhomem e outros personagens dos quadrinhos da DC, mas também tem estampado um estranho T de Teen na capa. Não sei o que as mudanças farão com a jogabilidade, com os gráficos e com os golpes especiais, mas o fato é que antes, sair do quarto de madrugada, quando todos estavam dormindo pra jogar aquela coisa que os adultos chamavam de “absurda”, “nojenta”, “ilegal” e “censurável” fazia parte da experiência do jogo e isso com certeza não teremos mais.

É bem capaz que eu me divirta horrores com o novo Mortal K, afinal tem o Coringa… mas não tenho pretensões, pretendo continuar com o meu Lego Star War, que é criativo e nem um pouco hipócrita.

foto do site oficial do jogo


out 24 2008

Um Twitter para cristãos

Tag: Cultura Web, ReflexõesRafael Sbarai @ 1:18 pm


Agregar interesses [religião] é uma interessante premissa do Gospelr

Mais um novo serviço semelhante ao Twitter, microblogging de maior sucesso no momento, chegou ao mercado. Bem segmentado, Gospelr é um aplicativo voltado apenas aos cristãos.

Como propósito, a premissa de existência de sua ferramenta é extremamente interessante: uma rede social bem eficaz para compartilhar pensamentos, idéias, orações e até leituras da Bíblia.

Seu conceito é simplesmente agregar pessoas por um mesmo interesse, um atributo imprescindível no “mundo offline” que pode se extinguir por diversas mudanças sociais envolvendo o mundo.

Como o Tuenti, rede social espanhola de grande sucesso, que até superou elmundo.es em audiência, seu nome possui princípios. Gospelr é uma pessoa que compartilha (lendo ou cantando) o evangelho.

Os desenvolvedores do microblogging segmentado também criaram um sistema de integração envolvendo Twitter e Gospelr. Para diferenciar entre os dois aplicativos, utiliza-se % e @.


out 23 2008

Comunidade gamer se organiza por legendas em Diablo III

Tag: ReflexõesCauã @ 5:43 pm

Que muitos aguardam o game Diablo III não é novidade. Os fãs da aclamada série de RPG para PC, onde o bem e o mal se confrontam em dungeons e até no inferno aguardam há oito anos uma continuação. Agora, que o sonho de todos está prestes a acontecer, com gráficos espetaculares, novos desafios e classes, a comunidade de gamers brasileira começa a se movimentar para que o aclamado game tenha legendas em português.

A iniciativa começou em agosto, com uma petição online para legendar o Diablo III. Até a data de hoje mais de 2 mil pessoas já assinaram, tanto homens como mulheres de várias idades. O número baixo de assinaturas não é muito estimulante, já que para que uma mudança seja viável, um número expressivo de assinaturas deve ser acumulado (lá pela casa das 1,2 milhão acredito). Mas o interessante para os gamers, é que avaliando a tendência atual, já podemos esperar que o Diablo III venha com as devidas legendas e menus (além de manuais, etc) em português. Só espero que a moda de outros games, de tradução completa, não pegue. Os dubladores que me perdoem, mas não suportaria escutar um “senta que lá vem história” no lugar de “stay a while and listen”.

Novas assinaturas são bem vindas, já que o lançamento do game ainda é um mistério e pode demorar o suficiente para gerar o “barulho” necessário.


out 20 2008

Dica: humor e tecnologia

Tag: ReflexõesCauã @ 7:39 pm

Uma tendência muito interessante nas editorias de tecnologia ganhou um reforço importante na última sexta-feira, o lançamento pelo Now!Digital do blog Humor Beta. Neste blog, hospedado no IDG Now!, é atualizado pelo designer Leandro Caracciolo (que por enquanto é um membro invisível do De Repente, mas que segundo ele logo menos fará seu post inaugural). Lá você vai encontrar charges bem humoradas relacionadas ao mundo de tecnologia, como a que você vê abaixo.


out 03 2008

Frase da semana

Tag: ReflexõesRafael Sbarai @ 6:24 pm

Mídia social é conversação. Mais do que a mera participação, ela permite que os atores possam engajar-se de forma coletiva, através da cooperação e mesmo, da competição. Assim, a possibilidade de conversação síncrona ou assíncrona é uma característica desse tipo de ferramenta. Por isso, mídia social é tão relacionada ao buzz das redes.

Raquel Recuero, jornalista e especialista em redes sociais, em uma boa discussão sobre mídia social, mais um dos conceitos bem difundidos e pouco definidos na web.

Foto: Fredcavazza.


set 23 2008

De Repente e Dois Toques

Tag: ReflexõesRafael Sbarai @ 1:26 pm

Nesta segunda-feira, o De Repente alcança um novo objetivo. Depois da conquista de dois prêmios, um em 2007 e outro em 2008, e a inserção no Yahoo Posts, lançamos o projeto que mais esperávamos até então: o Dois Toques, um blog de esportes.

Seis dos quatro colaboradores deste já tinham isso em mente há algum tempo e, por falta de trabalho ou encontros online, não era possível. Pois então. Agora é.

A partir de hoje, teremos um novo ambiente virtual envolvendo discussões e análises de tudo que envolve uma disputa de dois ou mais competidores. Para acessar, basta digitar http://derepente.com.br/doistoques ou simplesmente clicar na aba Dois Toques.


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