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	<title>De Repente</title>
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	<description>Como a cultura digital e a tecnologia modificam pessoas – e o Jornalismo</description>
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		<title>O universo do Jornalismo Digital</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 11:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Sbarai</dc:creator>
				<category><![CDATA[palestra]]></category>
		<category><![CDATA[APIs públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Digital]]></category>
		<category><![CDATA[New York Times]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme prometido aos alunos de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP), disponibilizo virtualmente para consulta &#8211; e discussão &#8211; a conversa ministrada na instituição sobre como a tecnologia &#8211; e suas plataformas &#8211; podem ajudar o Jornalismo. Confira também &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/05/14/o-universo-do-jornalismo-digital/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe style="border: 1px solid #CCC; border-width: 1px 1px 0; margin-bottom: 5px;" src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/21159659" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" width="700" height="569"></iframe></p>
<p><span id="more-3987"></span></p>
<p>Conforme prometido aos alunos de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP), disponibilizo virtualmente para consulta &#8211; e discussão &#8211; a conversa ministrada na instituição sobre como a tecnologia &#8211; e suas plataformas &#8211; podem ajudar o Jornalismo.</p>
<p>Confira também outras <a href="http://www.slideshare.net/rafaelsbarai" target="_blank"><strong>palestras ministradas</strong></a> – e caso queira entrar em <a href="http://derepente.com.br/palestras-e-mundo-academico/" target="_blank"><strong>contato</strong></a>, fique à vontade:</p>
<p><strong>Leia também</strong><br />
<a href="http://derepente.com.br/2013/03/25/por-um-jornalismo-digital-com-a-essencia-das-startups/" target="_blank"><strong>Por um Jornalismo Digital com a essência das startups </strong></a></p>
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		<title>O fracasso da TV Digital no Brasil</title>
		<link>http://derepente.com.br/2013/05/13/o-fracasso-da-tv-digital-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 00:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Jannuzzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[reflexoes]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[tv aberta]]></category>
		<category><![CDATA[TV Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira transmissão de televisão no Brasil foi em 1950 com a exibição ao vivo do Frei José Mojica cantando na TV Tupi. Desde então, a industria passou por diversas transformações tecnológicas, estruturais e de conteúdo. Os programas ganharam cor, &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/05/13/o-fracasso-da-tv-digital-no-brasil/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tv_antiga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3977" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tv_antiga.jpg" alt="TV Antiga" width="560" height="360" /></a></p>
<p dir="ltr">A primeira transmissão de televisão no Brasil foi em 1950 com a exibição ao vivo do Frei José Mojica cantando na TV Tupi. Desde então, a industria passou por diversas transformações tecnológicas, estruturais e de conteúdo. Os programas ganharam cor, as torres de radiodifusão e os satélites levaram a TV para locais distantes e remotos e a programação se diversificou nos canais a cabo, abordando temas de nicho para públicos específicos.</p>
<p dir="ltr"><span id="more-3975"></span></p>
<p dir="ltr">No Brasil, 94% das residências brasileiras têm um aparelho de televisão. Em cidades distantes, famílias sem fornecimento de energia elétrica, esgoto ou água encanada, conseguem acompanhar o Jornal Nacional usando baterias de carro. A TV aberta é a principal mídia do país, atingindo boa parte da população e uma enorme fatia do investimento publicitário. Esse papel faz da TV um veiculo de influência social, cultural e político, capaz de criar e destruir representações e movimentar uma indústria bilionária.</p>
<p dir="ltr">Em 2007, a televisão aberta brasileira passou por uma grande mudança de paradigma: a <strong>transformação do sinal analógico para o digital</strong>. A transição que no discurso traria enormes inovações, na prática, depois de seis anos do início da digitalização do sinal, apresentou uma única mudança evidenciada pelos espectadores: a alta definição de imagem e som. O potencial da nova tecnologia foi reduzido e as implementações se restringiram ao aumento do número de pixels, cores mais vivas e som envolvente, já que os consumidores assistem à TV digital exatamente da mesma maneira como assistiam à antiquada TV analógica. Outras inovações esperadas como a <strong>mobilidade, portabilidade e interatividade</strong> são apenas promessas ainda não muito claras de como funcionarão e sem previsão de implementação em massa. Essas incógnitas são frutos de uma inovação tecnológica regida por interesses empresariais e políticos de <strong>manter a hegemonia das emissoras de radiodifusão</strong> ao escolherem um padrão de digitalização que não oferecesse ameaças aos modelos já consolidados.</p>
<p dir="ltr">O padrão de digitalização adotado para a televisão aberta brasileira foi o japonês (ISDB), um sistema que impossibilita a entrada das telecomunicadoras, empresas de telefonia fixa e móvel e provedoras de internet banda larga, no mercado de difusão de conteúdo audiovisual. Pela primeira vez, na história da televisão brasileira, o poder da TV se encontra ameaçado pelo enorme poder econômico das empresas de telecomunicação e pelos efeitos da convergência dos meios. A escolha do padrão japonês foi uma vitória das emissoras de radiodifusão que irão garantir, pelo menos por mais alguns anos, a hegemonia do atual modelo.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/online_video.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3978" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/online_video.jpg" alt="online video" width="650" height="357" /></a></p>
<p dir="ltr">Se as telecomunicadoras não podem entrar no mercado da TV aberta, elas investem na compra e até mesmo na produção de conteúdo e criam suas próprias plataformas de exibição pela internet. O grupo da espanhola Telefônica, por exemplo, mantém o portal de vídeo do <a title="TerraTV" href="http://terratv.terra.com.br/" target="_blank">TerraTV</a> e as plataformas de filmes e séries <a title="Sunday TV" href="http://sundaytv.terra.com.br/Web/" target="_blank">SundayTV</a> e <a title="Vivo Play" href="http://www.vivoplay-vivo.com.br/" target="_blank">Vivo Play</a> &#8211; com a popularização da reprodução de vídeo em <em>smartphone</em> e <em>tablets</em>, grande filão dos próximos anos, a empresa espanhola estará mais do que preparada.</p>
<div id="attachment_3982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tv_interativa_ginga.jpg"><img class="size-full wp-image-3982" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tv_interativa_ginga.jpg" alt="Interatividade na TV aberta" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Interatividade na TV aberta &#8211; mais diversão nos programas de auditório?</p></div>
<p dir="ltr">Apesar do crescimento da cobertura do sinal digital por todo país, o <strong>Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre</strong> já nasceu num contexto em que a internet oferece muito mais recursos para o produtor e consumidor de vídeo. As tecnologias da TV Digital por mais avançadas que sejam, como o <a title="Ginga" href="http://www.ginga.org.br/" target="_blank">Ginga</a> (middleware para TVD desenvolvido no Brasil), ainda estão muito restritos ao meio acadêmico e não foram adotados de maneira incisiva pela indústria de eletroeletrônicos e produtores de conteúdo (o governo corre atrás para <a title="TV Digital com Ginga" href="http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/tv-com-ginga-sera-obrigatoria-so-em-2013-24022012-19.shl" target="_blank">massificar televisores com a tecnologia até a Copa do Mundo de 2014</a>)</p>
<p dir="ltr">Enquanto a inovação na televisão aberta brasileira é condicionada por interesses diversos, <strong>na web o espaço para inovação é mais flexível</strong> em relação às influências externas, fazendo com que empresas e usuários explorem novas formas de produzir, veicular e assistir vídeo. Nos últimos anos, enquanto a televisão digital discutia impasses políticos, econômicos e técnicos, diversas plataformas de vídeo online, como o Youtube, Vimeo, Netflix, Videolog, etc. foram avançando e experimentando recursos técnicos, linguagem, conteúdo e modelos de negócio. As plataformas online foram mais inovadoras do que a TV digital terrestre brasileira e trouxeram para o mercado modelos que poderão definir novas maneiras de se produzir e assistir vídeo.</p>
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		<title>O Twitter decidiu: quer ser uma empresa de mídia</title>
		<link>http://derepente.com.br/2013/05/07/o-twitter-decidiu-quer-ser-uma-empresa-de-midia/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 13:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Sbarai</dc:creator>
				<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[dados]]></category>
		<category><![CDATA[empresa de midia]]></category>
		<category><![CDATA[Simon Rogers]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a penúltima edição do All Things Digital Media Conference, em janeiro de 2012, nos Estados Unidos, o CEO do Twitter Dick Costolo foi incisivo e direto ao se referir ao modelo de negócio da companhia. &#8220;Nós não somos uma &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/05/07/o-twitter-decidiu-quer-ser-uma-empresa-de-midia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><img class="alignleft size-full wp-image-3945" title="Twitter for Android" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/twitter-cel.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p dir="ltr">Durante a penúltima edição do All Things Digital Media Conference, em janeiro de 2012, nos Estados Unidos, o CEO do Twitter Dick Costolo foi incisivo e direto ao se referir ao modelo de negócio da companhia. &#8220;<a href="http://mashable.com/2012/01/30/twitter-is-not-a-media-company-ceo-says/" target="_blank">Nós não somos uma empresa de mídia</a>&#8220;, garantiu. De fato. A responsabilidade fundamental da rede é criar uma plataforma, e não desempenhar uma função editorial. Seu argumento é, no mínimo, plausível: &#8220;Participar de negócios envolvendo empresas de mídia não faz de nossa companhia um novo rival no mercado&#8221;, finalizou. Mas o microblog que nasceu com o objetivo de promover a troca de mensagens de texto no âmbito empresarial cresceu, ganhou asas e parece querer mudar seu trajetória. Hoje, seu passarinho azul parece apontar para um universo cada vez mais conhecido pelo Jornalismo &#8211; e seus jornalistas.</p>
<p dir="ltr"><span id="more-3941"></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="http://derepente.com.br/2013/03/21/twitter-7-anos-200-milhoes-de-seguidores-e-um-grande-desafio/" target="_blank"><strong>Twitter, 7 anos: 200 milhões de seguidores e um grande desafio</strong></a></p>
<p dir="ltr">Nas últimas semanas, a companhia criada em março de 2006 por Evan Williams, Biz Stone e Jack Dorsey <a href="http://www.journalism.co.uk/news/guardian-simon-rogers-to-join-twitter-as-data-editor/s2/a552718/" target="_blank">recrutou</a> o britânico Simon Rogers, um dos maiores nomes de &#8220;<a href="http://datajournalismhandbook.org/1.0/en/" target="_blank">Jornalismo de Dados</a>&#8220;. Ele deixa o jornal britânico <a href="http://www.guardian.co.uk/news/datablog" target="_blank"><em>The Guardian</em></a> para assumir um desses cargos que simplesmente não existiam há poucos anos: &#8220;editor de dados&#8221; do Twitter.</p>
<p dir="ltr">Rogers será o responsável por contar histórias a partir das mensagens em até 140 caracteres produzidas por seus usuários &#8211; filão pouco explorado por organizações de mídia a partir das <a href="http://derepente.com.br/2011/06/08/api-fermento-de-gigantes-da-web/" target="_blank">APIs públicas da ferramenta</a>. Ele terá uma das missões mais importantes para o ecossistema do serviço: fazê-lo de uma rede poderosa de cruzamento de dados e assim, em um futuro próximo, comerciálizá-los a fim de compreender ainda mais um universo representativo da internet &#8211; mesmo que sua população digital não seja, de fato, um <a href="http://www.pewresearch.org/2013/03/04/twitter-reaction-to-events-often-at-odds-with-overall-public-opinion/" target="_blank">espelho da sociedade</a>. É o momento de monetizar as informações dos maiores interessados na plataforma: seus usuários.</p>
<p dir="ltr">O interesse do Twitter por uma montanha de dados armazenados em seu serviço não é recente, mas sua estratégia começa a ficar mais evidente a partir de pequenos elementos descritos em novos postos abertos em seus escritórios espalhados pelo mundo. Há, por exemplo, <a href="https://twitter.com/jobs" target="_blank">doze vagas abertas</a> relativas a dados. Essa ideia, aliás, já está consolidada em outro rival, o <a href="https://www.facebook.com/careers/department?dept=engineering&amp;req=a2KA0000000LjX4MAK" target="_blank">Facebook</a>. Os dois gigantes sociais perceberam paulatinamente que seus DNAs não são apenas de tecnologia e dados &#8211; são, também, empresas de mídia. No Brasil, por exemplo, já há publicações digitais e companhias de comunicação que <a href="http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2013/04/10/Globo-tira-links-do-Facebook.html" target="_blank">perceberam essa combinação</a>.</p>
<p dir="ltr"><img title="twitter-logo" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/twitter-logo.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p dir="ltr">Para acrescentar mais um ingrediente a essa história, há uma nova informação nada desprezível: há quatro dias, o Twitter abriu um posto em seu QG em São Francisco para um &#8220;<a href="https://twitter.com/jobs/positions?jvi=o5RpXfw2,Job" target="_blank">Head of News And Journalism</a>&#8220;, responsável por dar atenção exclusiva às empresas&#8230; de mídia.</p>
<p dir="ltr">Ainda não se sabe quais serão os próximos capítulos. Mas o futuro do Twitter pode ser descrito na primeira linha da descrição da vaga &#8211; e em menos de 140 caracteres: &#8220;O Twitter está desempenhando um papel imprescindível no futuro das notícias&#8221;.</p>
<p dir="ltr"><strong>Leia também: <a href="http://derepente.com.br/2011/06/08/api-fermento-de-gigantes-da-web/" target="_blank">API: fermento de gigantes da web</a></strong></p>
<p dir="ltr">Fotos: <a href="http://www.flickr.com/photos/johanl/5144798765/sizes/z/in/photostream/" target="_blank">Johanl</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/eldh/5858249526/sizes/z/in/photostream/" target="_blank">Eldh</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Da Escassez à Plenitude na Televisão Brasileira</title>
		<link>http://derepente.com.br/2013/05/06/da-escassez-a-plenitude-na-televisao-brasileira/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 08:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Jannuzzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[tendencias]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[netflix]]></category>
		<category><![CDATA[on demand]]></category>
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		<description><![CDATA[No modelo tradicional de distribuição audiovisual são os donos do conteúdo que controlam os horários em que os filmes ou os programas de TV são exibidos. Esse padrão característico do broadcast é chamado pelo pessoal do Instituito de Tecnologia de &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/05/06/da-escassez-a-plenitude-na-televisao-brasileira/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">No modelo tradicional de distribuição audiovisual são os donos do conteúdo que controlam os horários em que os filmes ou os programas de TV são exibidos. Esse padrão característico do <em>broadcast</em> é chamado pelo pessoal do Instituito de Tecnologia de Massachusetss (<a title="MIT" href="http://www.mit.edu/" target="_blank">MIT</a>) de <strong>modelo da escassez</strong>.</p>
<p dir="ltr"><span id="more-3913"></span></p>
<p dir="ltr">Na TV por radiodifusão, como nos canais abertos (Globo, SBT, Record, etc), por exemplo, um número limitado de programas deve construir uma grade baseada em horários específicos para cada atração. Os programas são exibidos uma única vez em tempo real e com a possibilidade de serem retransmitidos em horários alternativos pré-definidos ou eventualmente, com um intervalo temporal de meses ou anos.</p>
<div id="attachment_3953" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/vale-a-pena-ver-de-novo.png"><img class=" wp-image-3953" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/vale-a-pena-ver-de-novo-1024x766.png" alt="vale a pena ver de novo" width="584" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">Vale! Mas precisa ser nesse horário?</p></div>
<p dir="ltr">Com um modelo de negócio baseado na publicidade, o controle da programação passou a ser estratégico para as emissoras de TV atraírem público e publicidade. A relação funciona assim: o público fica condicionado aos horários e aos programas estabelecidos pelas emissoras e os anunciantes concentram em exibir suas marcas em momentos chaves, principalmente durante os picos de audiência &#8211; os “horários nobres”. O programa que não corresponde ao sucesso esperado na programação, pode ser realocado para outros horários, com o risco de perder ainda mais audiência e até ser cancelado.</p>
<p dir="ltr">A busca constante por conteúdos de <strong>sucesso massivo</strong> é a lógica do modelo da escassez, também aplicada em todos os ramos da distribuição audiovisual tradicional, seja ao compor os lançamentos da sala de cinema, ao definir a grade da programação da televisão aberta ou paga ou escolher quais títulos estarão disponíveis nas prateleiras das videolocadoras.</p>
<p dir="ltr">O modelo consolidado pela Rede Globo e praticado pelas outras emissoras nacionais contempla uma estrutura de produção e distribuição totalmente verticalizada, sendo essas grandes empresas responsáveis pela produção e pelo controle do conteúdo, não dando espaço para o produtor brasileiro independente. O gráfico abaixo mostra a presença de longa-metragens nos canais de TV aberta brasileira, revelando que apenas a TV Cultura e a TV Brasil, emissoras públicas, apresentam o compromisso em exibir filmes nacionais. Portanto, o modelo da escassez na televisão aberta brasileira privilegia os conteúdos produzidos pelas próprias concessionárias de radiodifusão e os conteúdos estrangeiros, oferecendo janelas muito pequenas para a exibição da produção nacional independente.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/conteudo_br_tv_brasileira.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3951" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/conteudo_br_tv_brasileira.jpg" alt="Grafico das exibições de conteúdo na TV aberta brasileira" width="584" height="350" /></a></p>
<p dir="ltr">Na décade de 50, com o surgimento do controle remoto, passando pelos anos 80 com o sucesso do VHS e mais recentemente com os gravadores digitais de vídeo, que permitem que o espectador possa pular os comerciais ao gravar a programação da TV, a lógica do <em>broadcast</em> começou a mudar para uma nova forma de distribuição e consumo de vídeo que viria a se estabelecer com o surgimento do <strong>vídeo digital por demanda e do conteúdo audiovisual na internet</strong>. O modelo da escassez é desafiado agora, pelo <strong>modelo da plenitude</strong>. Nesse novo cenário, é o usuário que está em controle da programação e não o dono do conteúdo. Se no <em>broadcast</em> a quantidade de conteúdo é limitada pela grade de programação, no modelo da plenitude as barreiras físicas e temporais não existem mais e o espectador pode ter ao seu alcance uma quantidade muito maior de programas de TV e filmes, abrindo espaço para uma programação mais diversificada e com produtores de referência variadas.</p>
<p dir="ltr">Enquanto a distribuição verticalizada tem conteúdo e programação focados em atrair uma audiência massiva, agora o conteúdo é produzido pensando em atender novas demandas de uma <strong>audiência de nicho</strong>. <span style="text-align: justify;">O controle da programação pelas empresas dá espaço para o controle compartilhado e horizontal, onde os espectadores consomem o que querem, quando querem e como querem.</span></p>
<div id="attachment_3954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/netflix-logo.png"><img class="size-large wp-image-3954" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/netflix-logo-1024x576.png" alt="streaming de video - netflix" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Dá pra assistir na TV, tablet, smartphone, videogame, etc&#8230;</p></div>
<p dir="ltr">Um exemplo é a <a title="Netflix" href="https://signup.netflix.com/" target="_blank">Netflix</a>, empresa norte-americana criada em 1997 que chegou na América Latina com o objetivo de se tornar o principal serviço de vídeo <em>on demand</em> por streaming no mundo. Quando chegou ao Brasil em 2011, a Netflix tinha em seu catálogo 6.154 vídeos saltando para 24.677 vídeos em setembro de 2012. Parte pequena desses títulos são produções nacionais, no entanto, a empresa demonstra interesse em investir em conteúdo brasileiro e já divide seu catalogo nas seguintes categorias: filmes brasileiros, comédias brasileiras, documentários brasileiros, dramas brasileiros e TV brasileira.</p>
<p dir="ltr">Todo esse acervo é oferecido por uma mensalidade de 16,90 reais, com uma política agressiva de adesão de novos clientes ao oferecer o primeiro mês gratuitamente. No entanto, a empresa ainda encontra desafios no país, como a infraestrutura da internet cara e baixa qualidade, as novas regulamentações e taxações do audiovisual e as barreiras culturais que ainda colocam limitações em relação ao uso dos cartões de crédito na realização de transações financeiras online. Se o modelo da plenitude é o futuro, empresas visionárias e pioneiras ainda estão explorando maneiras de viabiliza-lo comercialmente.</p>
<p dir="ltr"><span style="text-align: justify;">Para atender o modelo horizontal, as emissoras de televisão estão adaptando seu modelo vertical de controle da programação ao tornar a grade mais coerente com as demandas do consumidor.</span></p>
<div id="attachment_3952" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Game-of-Thrones.png"><img class="size-large wp-image-3952" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Game-of-Thrones-1024x576.png" alt="Game of Thrones" width="584" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Transmissão simultânea no Brasil e EUA. Mas ainda dá pra baixar pela internet com poucas horas de atraso.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em 2012, o canal a cabo HBO, por exemplo, foi forçado a eliminar suas janelas temporais ao exibir simultaneamente a segunda temporada da série <a title="Game of Thrones" href="http://www.hbo.com/game-of-thrones/index.html" target="_blank">Game of Thrones</a> nos Estados Unidos e no Brasil. Aqui no país, os canais Globosat oferecem uma plataforma online on demand, o <a title="Muu" href="http://muu.globo.com/especial/perdeu-na-tv/" target="_blank">Muu</a>, que apresenta o conceito: &#8220;Perdeu na TV? Assista no Muu&#8221;&#8230; é a Globosat já declarando o fim de uma era.</p>
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		<title>Nossa própria fábrica de filmes e o futuro de Hollywood</title>
		<link>http://derepente.com.br/2013/04/23/nossa-propria-fabrica-de-filmes-e-o-futuro-de-hollywood/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 00:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Jannuzzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[culturaweb]]></category>
		<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[crowdfunding]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>

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		<description><![CDATA[O valor arrecadado por cada filme na sua temporada de exibição nas salas cinema é chamado pelo mercado de box office. Esse valor não inclui os ganhos com a venda ou o aluguel do filme ou os ganhos com a venda &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/04/23/nossa-propria-fabrica-de-filmes-e-o-futuro-de-hollywood/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/fila_cinema.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3923" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/fila_cinema.jpg" alt="Box Office nos Cinemas" width="951" height="436" /></a></p>
<p>O valor arrecadado por cada filme na sua temporada de exibição nas salas cinema é chamado pelo mercado de <em><strong>box office</strong></em>. Esse valor não inclui os ganhos com a venda ou o aluguel do filme ou os ganhos com a venda dos direitos de exibição do filme em canais de televisão. O box office está exclusivamente condicionado à venda de ingresso para se assistir um filme no cinema. Quanto mais longa for a vida de um filme nas salas de exibição, ele arrecadará mais lucro para os produtores, distribuidores e donos das salas e se tornará mais atraente comercialmente nos outros pontos da cadeia de distribuição, como a venda de mídia física no mercado doméstico ou a exibição em canais de televisão aberta ou paga.</p>
<p><span id="more-3858"></span></p>
<p>No modelo tradicional de distribuição cinematográfica para um filme se tornar um sucesso de box office ele precisa de muito investimento. Os filmes que mais se destacaram no mundo entre 2007 e 2011 custaram mais de U$ 80 milhões, sendo que mais de um terço desse investimento é usado para P&amp;A, siglas do inglês para <strong><em>print and advertising</em></strong>, ou seja, os fundos reservados para a criação de cópias distribuídas pelas salas de exibição e os gastos com campanhas em jornal, revista, televisão e outras mídias de divulgação.</p>
<p>O objetivo principal dos distribuidores é potencializar a comercialização das obras, usando a informação para gerar interesse, mercado e espectadores. Para recompensar esse modelo de distribuição, o investimento milionário depende do sucesso massivo de <strong><em>blockbusters</em></strong> &#8211; os &#8220;arrasa-quarteirões&#8221;, os filmes de grande sucesso de público e renda. No entanto, essa é uma indústria também fundada na incerteza e na imprevisibilidade dos resultados &#8211; um filme caro e com uma grande estrela não será necessariamente uma galinha dos ovos de ouro &#8211; considerando principalmente a pirataria que tanto assombra os executivos de Hollywood.</p>
<p>Para essa lógica do mercado cinematográfico, o sucesso vem mais fácil se você for uma grande distribuidora e pode se dar o direito de um fracasso de bilheteria se seu próximo lançamento atingir em cheio as previsões de público e renda e arcar com os prejuízos passados.</p>
<p>Recentemente, tivemos uma polêmica no cinema nacional, quando o cineasta Kléber Mendonça Filho, diretor do filme &#8220;<a title="O Som ao Redor" href="http://www.osomaoredor.com.br/" target="_blank">O Som ao Redor</a>&#8220;, criticou a máquina de distribuição e marketing da Globo Filmes ao afirmar que com o esquema de P&amp;A da empresa, um filme <strong>&#8220;doméstico do churrasco de domingo&#8221;</strong> já tem garantido seu sucesso de público. <a title="Briga entre Mendonça e Globo Filmes" href="http://cinema.terra.com.br/cineasta-responde-provocacao-e-diz-globo-filmes-atrofia-e-adestra,8cfd0fe37acfc310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html" target="_blank">A briga ficou boa e representa bem a visão do artista realizador e do executivo representante de um grande estúdio</a>. No final das contas, os números não mentem. Há no Brasil um incrível monopólio dos grandes estúdios e redes de distribuição dando pouco espaço para o produtor independente e até mesmo para a produção nacional.</p>
<p>De acordo como os dados do relatório de exibição da <a title="ANCINE" href="http://www.ancine.gov.br/" target="_blank">Agência Nacional de Cinema</a> (Ancine), em 2010, foram exibidos no mercado brasileiro 509 títulos, com um público total de 134.364.520 espectadores e renda de R$1.256.550.704,09. <strong>Dos vinte filmes mais assistidos no país em 2010, apenas dois tinham capital nacional</strong> e 16 não apresentavam narrativas totalmente originais, sendo baseados em livros, personagens já existentes, sequências de filmes anteriores e histórias em quadrinhos. Em um modelo baseado na necessidade do sucesso massivo, a originalidade do conteúdo é limitada em função da garantia da audiência, deixando a inovação para os recursos tecnológicos que ampliam a experiência nas salas, como a incorporação da tecnologia 3D.</p>
<div id="attachment_3924" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/3d-movie-crowd.jpg"><img class="size-full wp-image-3924" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/3d-movie-crowd.jpg" alt="Salas Lotadas com o 3D" width="650" height="366" /></a><p class="wp-caption-text">Inovação na tecnologia, mas como fica o conteúdo?</p></div>
<p>A conclusão que chegamos é: as obras mais bem-sucedidas no mercado brasileiro são representadas por grandes distribuidoras norte-americanas, as chamados <strong>major</strong>, entre elas as principais são a Paramount, Fox, Sony e Warner. Elas são grandes máquinas de financiamento e distribuição, que investem ou conseguem financiamento para as produções parceiras para depois colocá-las no mercado através dos seus canais de distribuição. Em 2010, as majors foram responsáveis por 30% dos títulos e 71% do público no Brasil, revelando a tendência oligopolísta do setor.</p>
<p>Mas na contramão do mercado, cineastas independentes têm buscado alternativas na internet para viabilizar o financiamento e a distribuição de suas obras utilizando-se do conceito da cultura participativa, o <strong>crowdfounding</strong>.</p>
<p dir="ltr">Um exemplo é o site <a title="VODO.NET" href="http://vodo.net/" target="_blank">VODO</a>, que permite que produtores independentes promovam e distribuam gratuitamente seus livros, músicas e filmes utilizando-se da tecnologia <em>peer to peer</em>. Criado em 2009 por Jamie King, um dos idealizadores do “<a title="Steal this Film" href="http://www.imdb.com/title/tt1422757/" target="_blank">Steal this Film</a>” (“Roube esse Filme”, em português), um filme em defesa a prática de compartilhamento de vídeo na rede, o VODO gera uma audiência mensal de 150 mil a 850 mil espectadores que assistem os filmes distribuídos gratuitamente pelo site e seus parceiros.</p>
<p dir="ltr">O site oferece a oportunidade dos espectadores se tornarem colaboradores dos filmes ao o incentivarem financeiramente em troca de créditos em produções futuras ou outras recompensas, como a possibilidade de fazer o download da trilha sonora do filme. Seguindo esse modelo, o VODO fez $30 mil nas primeiras 8 semanas de exibição da série <a title="Pioneer One" href="http://vodo.net/pioneerone" target="_blank">Pioneer One</a> e conseguiu $25 mil no primeiro mês de distribuição do filme <a title="The Yes Men Fix the World" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Yes_Men_Fix_the_World" target="_blank">The Yes Men Fix World</a>. De acordo com o site, esses valores são coerentes com os arrecadados por produtores independentes ao disponibilizarem suas obras para distribuidores tradicionais, como radiodifusores, cabo e satélite.</p>
<div id="attachment_3925" class="wp-caption aligncenter" style="width: 578px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Pioneer-One.jpg"><img class="size-full wp-image-3925" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Pioneer-One.jpg" alt="Primeira serie financiada por torrent" width="568" height="312" /></a><p class="wp-caption-text">Primeira série financiada pelos usuários do P2P</p></div>
<p dir="ltr">Mas não são apenas os novos produtores que tentam a sorte no universo online em busca de reconhecimento, realização artística e retorno financeiro. Com a justificativa de produzir uma obra fora do tradicional modelo de Hollywood, o roteirista Charlie Kaufmann, ganhador do Oscar de melhor roteiro pelo filme “<a title="Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" href="http://www.imdb.com/title/tt0338013/" target="_blank">O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</a>” conseguiu financiar a produção e viabilizar a distribuição da animação em stop-motion “<a title="Anomalisa" href="http://www.kickstarter.com/projects/anomalisa/charlie-kaufmans-anomalisa?ref=email" target="_blank">Anomalisa</a>” através da plataforma de crowdfunding Kickstarter, que disponibiliza projetos variados para financiamento colaborativo. No dia 11 de julho de 2012, Kaufmann e seus parceiros do estúdio Starburns colocaram o projeto no Kickstarter com a meta de arrecadar 200 mil dólares vindos de qualquer pessoa conectada na internet até o dia 9 de setembro de 2012. No final da &#8220;vaquinha&#8221;, Anomalisa tinha atingido mais do que <strong>o dobro do valor pedido</strong> fechando o caixa com $406,237 bancados por 5770 fãs investidores. Aqueles que contribuíssem com o valor mínimo de até 10 dólares e o máximo de 10 mil dólares receberiam contra-partidas como um poster digital do filme, uma cópia em DVD ou Bluray, o nome nos créditos como produtor executivo ou até mesmo um papo por Skype com os idealizadores da obra.</p>
<p>Aqui no Brasil, alguns serviços de crowdfounding começam a se destacar ao promover o financiamento de diversas realizações audiovisuais, como o filme &#8220;<a title="Belo Monte, Anúncio de uma Guerra" href="http://www.belomonteofilme.org/portal/br" target="_blank">Belo Monte, Anúncio de uma Guerra</a>&#8220;, viabilizado pelo <a title="Catarse" href="http://catarse.me/" target="_blank">Catarse</a>, maior site do gênero do país, ao conseguir R$ 140 mil em 2012.</p>
<p dir="ltr">Seriam esses movimentos o começo do fim dos blockbusters? Ao cortar o intermediário e realizar uma produção que já nasce sendo um sucesso de audiência, tendo no próprio espectador um financiador da obra, não estaríamos decretando o fim dos grandes estúdios?</p>
<div id="attachment_3929" class="wp-caption aligncenter" style="width: 690px"><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/anomalisa.jpeg"><img class=" wp-image-3929 " src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/04/anomalisa.jpeg" alt="Anomalisa de Charlie Kaufmann" width="680" height="478" /></a><p class="wp-caption-text">Qual o futuro do mercado audiovisual?</p></div>
<p dir="ltr">É difícil prever o futuro, mas as consequências das novas formas de realização de filmes de longa e curta-metragem nos parecem muito promissoras, principalmente pela liberdade dada as autores de inovarem e exercerem suas visões sem barreiras mercadológicas, como afirmam os produtores do filme Anomalisa:</p>
<p dir="ltr">Para chamar a atenção dos colaboradores, foi incorporado ao projeto do Kickstarter um vídeo onde um personagem animado apresenta as motivações dos autores para adesão dessa nova forma de pensar e fazer cinema.</p>
<blockquote><p>“Queremos fazer Anomalisa, mas sem a típica interferência dos grandes estúdios. A indústria do entretenimento está repleta de projetos incríveis, criados por talentos igualmente incríveis, mas que nunca sairão do papel, ou pior, serão transformados em algo muito distante daquilo que o criador planejou. Queremos mudar a forma com que os artistas são tratados, e para isso precisamos de sua ajuda”.</p></blockquote>
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		<title>Por um Jornalismo Digital com a essência das startups</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 11:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Sbarai</dc:creator>
				<category><![CDATA[midia]]></category>
		<category><![CDATA[nyt]]></category>
		<category><![CDATA[paywall]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[APIs]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Digital]]></category>
		<category><![CDATA[New York Times]]></category>
		<category><![CDATA[Pew Research Center´s Project for Excellence in Journalism]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
		<category><![CDATA[The State of The News Media 2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, o Pew Research Center´s Project for Excellence in Journalism divulgou o The State of The News Media 2013, relatório anual sobre as perspectivas de mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor, que evidencia a &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/03/25/por-um-jornalismo-digital-com-a-essencia-das-startups/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><img class="alignleft size-full wp-image-3899" title="new-york-times" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/new-york-times.jpg" alt="" width="800" height="533" /></p>
<p dir="ltr">Na semana passada, o Pew Research Center´s Project for Excellence in Journalism divulgou o <a href="http://stateofthemedia.org/" target="_blank">The State of The News Media</a> 2013, relatório anual sobre as perspectivas de mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor, que evidencia a crise que passar o setor – sobretudo no Brasil. Os problemas apresentados, contudo, chegam a uma solução descrita brevemente no relatório: o Jornalismo Digital precisa se reinventar. Para tanto, um ingrediente nada desprezível está <a href="http://www.journalism.cuny.edu/academics/entrepreneurial-journalism/" target="_blank">disponível no mercado</a>: a essência e inteligência do universo das startups, empresas que buscam a inovação em seu segmento e operam com uma lógica de experimentação rápida, segundo a qual apenas ideias que logo se mostram promissoras recebem mais investimentos.</p>
<p dir="ltr"><span id="more-3898"></span><strong>Leia também: <a href="http://derepente.com.br/2012/12/12/o-futuro-do-jornalismo-digital-nao-e-movel-e-sobretudo-responsivo/" target="_blank">O futuro do jornalismo digital não é movel. É, sobretudo, responsivo</a></strong></p>
<p dir="ltr">Evidentemente, o cerne da pesquisa envolve o crescimento de jornais americanos que aderiram ao <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/50571-nos-nao-vamos-pagar-nada.shtml" target="_blank">paywall</a>. Em 2012, <a href="http://www.forbes.com/sites/jeffbercovici/2013/03/18/the-washington-post-is-building-a-paywall-with-a-huge-hole/" target="_blank">450 dos 1.380 diários impressos</a> do país adotaram algum tipo de cobrança digital – muito em função do sucesso do modelo do <strong><a href="http://derepente.com.br/2013/02/18/new-york-times-cresce-menos-de-1-em-2012-e-isso-e-sim-uma-boa-noticia/" target="_blank"><em>The New York Times</em></a></strong> e da queda de receita de publicidade impressa: pelo sexto ano consecutivo, a renda <a href="http://stateofthemedia.org/2013/newspapers-stabilizing-but-still-threatened/newspapers-by-the-numbers/" target="_blank">caiu 7,3%</a>. Para cada dólar ganho no mundo digital, há uma perda de 16 dólares no universo físico, dos papeis, segundo relatório.</p>
<p dir="ltr">Essa estratégia, aliás, foi projetada recentemente por mais um outro gigante de comunicação. Semana passada, o <a href="http://www.forbes.com/sites/jeffbercovici/2013/03/18/the-washington-post-is-building-a-paywall-with-a-huge-hole/" target="_blank"><em>Washington Pos</em>t confirmou o uso do paywall</a>. Essa reprodução, contudo, não preocupa leitores. Outro importante detalhe do  <a href="http://stateofthemedia.org/2013/newspapers-stabilizing-but-still-threatened/" target="_blank">The State of The News Media</a> relata que os leitores não estão preocupados com a saúde financeira de suas fontes de leitura.</p>
<p dir="ltr">Ao insinuar o uso do paywall, o The State of The News Media cita suavemente uma possível solução. “Anúncios não estão pagando as contas. É o momento de realizar experiências com modelos de conteúdo pago, uma vez que o próprio produto – a informação – se tornou commodity”, explica em um pequeno trecho – o mais importante, aliás. Aqui cabem duas análises.</p>
<p dir="ltr">A primeira é relativa ao conceito de informação que, pela primeira vez na história do relatório, ganhou a alcunha de um produto produzido em grande escala. Visitar sites de notícia é sinônimo de acompanhar os mesmos assuntos, escritos às vezes pelas mesmas pessoas. Fugir do lugar-comum é uma questão em extinção no universo digital do Jornalismo.</p>
<p dir="ltr">A segunda pode ser atribuída aos experimentos. Faltam tentativas audaciosas de apresentação e novos modelos de conteúdos informativos para criar novas receitas. O <em>The New York Times</em>, talvez, é uma das poucas empresas a adotar esse modelo. Usar <a href="http://derepente.com.br/2011/06/08/api-fermento-de-gigantes-da-web/" target="_blank"><strong>APIs públicas</strong></a>, coletar <a href="http://derepente.com.br/2012/08/13/as-olimpiadas-dos-dados/" target="_blank"><strong>dados escondidos nos porões da web</strong></a> e cruzá-los são algumas das ações que podem modificar a história do que é produzido no setor. Informação na internet é, sobretudo, um produto a ser oferecido ao maior interessado, o leitor.</p>
<p dir="ltr">Recentemente, a companhia produziu uma extensa &#8211; e detalhada &#8211; série de <a href="http://www.nytimes.com/projects/2012/snow-fall/" target="_blank"><strong>seis reportagens</strong></a> sobre  16 esquiadores apanhados em uma avalanche no estado  de Washington, em 19 de fevereiro. Foram necessários seis meses e onze profissionais para produzir um conteúdo que, na página principal da empresa de notícia, teria poucas horas de destaque. É importante destacar: muitos outros sites de notícia já <a href="http://www.mediabistro.com/10000words/10-snowfall-like-projects-that-break-out-of-standard-article-templates_b17340" target="_blank">produziram conteúdos similares</a>. Na ocasião, o <em>The New York Times</em> só inovou no quesito modelo de negócio &#8211; o que, aliás, foi pouco discutido: a <a href="https://www.byliner.com/originals/snow-fall" target="_blank">adesão ao universo dos livros</a>. A reportagem multimídia está à venda em quatro modelos. É a estratégia conhecida na web como <a href="http://paidcontent.org/2012/12/24/why-2012-was-the-year-of-the-e-single/" target="_blank">e-singles</a>. Outra iniciativa da empresa digna de esperança por novos tempos no setor é o <a href="http://www.nytimes.com/timespace/" target="_blank">TimeSpace</a>, programa de parceria entre startups de jornalismo e a empresa &#8211; prática muito comum em outros setores, já desenvolvida na <a href="http://thenextweb.com/media/2013/01/29/the-ny-times-announces-timespace-a-4-month-incubator-for-early-stage-media-startups/" target="_blank">CNN, BBC e Irish Times</a>. Trata-se de uma espécie de incubadora de projetos, que pode levar a companhia a um novo patamar no mundo da inovação. O <em>The New York Times</em> percebeu que ao Jornalismo falta um combustível nada desprezível: a inteligência e velocidade das startups. É um alerta &#8211; ou recado &#8211; às empresas de Jornalismo brasileiras que, paulatinamente, tentam descobrir que companhias de Jornalismo tornaram-se, sobretudo, companhias de tecnologia.</p>
<p dir="ltr">Abaixo, os principais números da pesquisa:</p>
<p dir="ltr">Confira análises de outras edições<br />
<a href="http://derepente.com.br/2010/03/16/um-balanco-do-state-of-the-news-media-2010/" target="_blank">The State of The News Media 2010</a><br />
<a href="http://derepente.com.br/2009/03/16/leitor-e-fonte-ou-apurador-de-informacao/" target="_blank">The State of The News Media 2009</a><br />
<a href="http://derepente.com.br/2008/03/18/noticia-nao-morre-mais/" target="_blank">The State of The News Media 2008 </a></p>
<p dir="ltr"><img class="alignleft size-full wp-image-3938" title="The State of The News Media" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/The-State-of-The-News-Media.png" alt="" width="700" height="6247" /></p>
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		<title>Twitter, 7 anos: 200 milhões de seguidores e um grande desafio</title>
		<link>http://derepente.com.br/2013/03/21/twitter-7-anos-200-milhoes-de-seguidores-e-um-grande-desafio/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 13:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Sbarai</dc:creator>
				<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[hashtag]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Tela]]></category>
		<category><![CDATA[sete anos]]></category>

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		<description><![CDATA[Às 18h02 (horário de Brasília) do dia 21 de março de 2006, nascia um dos maiores fenômenos tecnológicos e culturais da web. Curiosamente, o Twitter não surgiu para se tornar uma ferramenta popular. Nascido twittr (nome inspirado no site de &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/03/21/twitter-7-anos-200-milhoes-de-seguidores-e-um-grande-desafio/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3889" title="hashtag" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/hashtag.jpg" alt="" width="800" height="534" /></p>
<p>Às 18h02 (horário de Brasília) do dia 21 de março de 2006, nascia um dos maiores fenômenos tecnológicos e culturais da web. Curiosamente, o Twitter não surgiu para se tornar uma ferramenta popular. Nascido twittr (nome inspirado no site de compartilhamento de imagens Flickr), ele foi criado por Jack Dorsey (programador de software), Evan Williams (fundador do Blogger) e Biz Stone (outro homem por trás do Blogger) como um projeto paralelo de uma empresa de podcasting, a Odeo: a ideia era usar a ferramenta de microblog de 140 caracteres para promover a troca de mensagens de texto no âmbito empresarial. Foi muito além. Hoje, com 200 milhões de usuários – segundo <a href="http://blog.twitter.com/2013/03/celebrating-twitter7.html" target="_blank">informa a própria empresa nesta quarta-feira</a> – o Twitter se tornou um espaço de diversão, autopromoção, informação e, especialmente, compartilhamento. Williams e Stone já deixaram a empresa, mas a permanência de Dorsey no comando da companhia mostra que seu destino é resumido a um termo: <a href="http://gigaom.com/2012/10/12/dick-costolo-says-being-the-second-screen-is-the-future-of-twitter/" target="_blank">segunda tela</a>. Ele define o hábito de usar a internet para comentar um programa de TV em tempo real.</p>
<p><span id="more-3888"></span></p>
<p><strong>Leia também: <a href="http://derepente.com.br/2011/06/08/api-fermento-de-gigantes-da-web/" target="_blank">API: fermento de gigantes da web</a></strong></p>
<p>Hoje, 400 milhões de tuítes, expressão popularmente conhecida para se referir às mensagens de 140 caracteres, são distribuídas diariamente. Em grande parte, são conteúdos com as mais variadas intenções, mas dedicados a discutir assuntos do cotidiano.</p>
<p>O vídeo produzido pela companhia, que celebra a data, mostra a importância da ferramenta. Por quase dois minutos, as atividades mais recordadas pelo Twitter são relativas aos populares eventos transmitidos na televisão que movimentam, de fato, o planeta. São os casos dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, ou a reeleição de Barack Obama nos Estados Unidos. Um olho na tela e outro no teclado para registrar o acontecimento.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Bl-FpuehWGA?rel=0" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe></p>
<p>Em 2013, a história não foi diferente. Durante o Super Bowl, a partida final da temporada de futebol americano &#8211; e um dos maiores eventos esportivos do planeta -, 268.000 tuítes foram produzidos por minuto, totalizando mais de <a href="http://www.forbes.com/sites/jeffbercovici/2013/02/04/super-bowl-gets-highest-ever-ratings-plus-24-million-tweets/" target="_blank">24 milhões de mensagens</a> – a edição de 2012 contou com “apenas” 13 milhões.</p>
<p>Outra informação nada desprezível é relativa às propagandas durante o evento, vitrine de luxo que custa 4 milhões de dólares por um comercial de 30 segundos na TV: <a href="http://marketingland.com/game-over-twitter-mentioned-in-50-of-super-bowl-commercials-facebook-only-8-google-shut-out-32420" target="_blank">metade dos anúncios veiculados trazia referências ao microblog</a>; apenas 8% teve menções ao Facebook, maior rede social do planeta. A estratégia é evidente: no Twitter, é muito mais fácil monitorar conteúdos referentes a um assunto a partir da hashtag, recurso criado por um funcionário do Google que designa o assunto que é discutido em tempo real. Para cada tema, é antecedido o símbolo sustenido “#”.</p>
<p>O Facebook sabe da magnificência da marcação – e já está estudando a possibilidade de incorporá-la à sua rede. Na semana passada, o jornal americano <a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323393304578360651345373308.html" target="_blank"><em>The Wall Street Journal</em> </a>revelou a intenção da companhia de Mark Zuckerberg de usar a popular funcionalidade do Twitter para facilitar a busca por conversas e pode criar tópicos mais comentados. É a tentativa de assumir o posto de “grande praça da web”, por onde circulam todos os assuntos relevantes da internet graças à agilidade de clicar de seus usuários. É o boca a boca moderno que, por ora, está nas mãos do Twitter.</p>
<p><em>*Neste mês, o De Repente completa oito anos. E esse post é dedicado especialmente a duas das pessoas que mais incentivaram o espaço digital nos meus primeiros anos de faculdade: professora <a href="https://twitter.com/dosvald" target="_blank">Dani Osvald</a> e <a href="https://twitter.com/inagaki" target="_blank">Inagaki</a>, muito obrigado.</em></p>
<p>Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/satyrika/8093129936/" target="_blank"><strong>Satyrika</strong></a>.</p>
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		<title>Google, Giphy e a guerra pelos GIFs</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 04:19:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cauã Taborda</dc:creator>
				<category><![CDATA[culturaweb]]></category>
		<category><![CDATA[reflexoes]]></category>
		<category><![CDATA[GIF]]></category>
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		<category><![CDATA[Meme]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[Um verbete na Wikipedia sobre o termo Graphics Interchange Format, ou o nome verdadeiro e não abreviado do GIF, nos diz: o GIF é um formato de imagem em bitmap que foi apresentado pelo CompuServe (um dos primeiros provedores dos &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/03/21/google-giphy-e-a-guerra-pelos-gifs/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-3885 aligncenter" title="grumpy" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/grumpy.jpg" alt="" width="361" height="445" /></p>
<p>Um <a title="GIF" href="http://en.wikipedia.org/wiki/GIF" target="_blank">verbete na Wikipedia</a> sobre o termo Graphics Interchange Format, ou o nome verdadeiro e não abreviado do GIF, nos diz: o GIF é um formato de imagem em bitmap que foi apresentado pelo CompuServe (um dos primeiros provedores dos EUA) em 1987.</p>
<p><span id="more-3883"></span></p>
<p><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/rotating_earth.gif"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-3884" title="rotating_earth" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/rotating_earth-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p>Não é exagero afirmar que o GIF é um dos elementos fundamentais da web como a conhecemos, já que é um dos primeiros formatos de imagem disponíveis para navegadores (o outro era o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/XBM" target="_blank">XBM</a>, enfadonho e em preto e branco). Durante muito tempo, o GIF foi a alternativa mais viável para se exibir qualquer coisa em uma página, já que possui um bom sistema de compressão. Se ainda hoje velocidade é uma necessidade, na época, com modems de menos de 56k, era uma questão de sobrevivência.</p>
<p>No desenrolar da web o GIF se perdeu. Seu destino poderia ser comparado ao dos MIDIs, que carregavam 16 canais de informação sonora para gerar versões completamente bizarras de músicas. O objetivo, é claro, era reduzir o tamanho dos arquivos enquanto o MP3 não havia surgido para facilitar as coisas. Com a criação do Joint Photographic Experts Group, uma associação que foi responsável pelo padrão JPEG, o GIF tomava o mesmo e sombrio destino do esquecimento.</p>
<p>Mas, graças a outro termo antigo, cunhado pelo zoólogo Richard Dawkins, os GIFs estão de volta e com fôlego renovado. Se perdeu? O termo em questão é o Meme. Dawkins o utilizou pela primeira vez em seu livro <a href="http://books.google.com.br/books?id=GA0v1URr4_QC&amp;pg=PA11&amp;dq=O+Gene+Ego%C3%ADsta&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ei=3YlKUd7dJOi_0QGwnIC4DA&amp;redir_esc=y" target="_blank">O Gene Egoísta</a>. O Meme seria uma unidade auto-replicante (como um gene) com o potencial de explicar o comportamento e evolução cultural do ser humano. Tudo a ver com o Grumpy Cat, com a careta do Nicolas Cage ou a queda de Jennifer Lawrence no Oscar, certo? Graças a essa explosão cibernética do Meme, os GIFs retomaram seu espaço e, assim como tudo o que chama atenção na web, voltaram a ser disputados. Há mais de um mês, dois desenvolvedores do Betaworks apresentaram o Giphy.</p>
<p>O <a href="http://www.theverge.com/2013/3/20/4125626/betaworks-giphy-takes-on-google-in-the-red-hot-market-for-gif-search" target="_blank">The Verge</a> saiu na frente e conta uma história legal sobre eles. Resumindo, eles criaram um serviço prático para buscar GIFs. A ideia é facilitar a sua vida na hora de encontrar aquela imagem ideal para expressar o que você tem em mente. Afinal, nada bate um gato mal-humorado não é mesmo? Apesar de interessante, a proposta do Giphy se orienta em um sistema parecido com o do Tumblr, no qual cada busca é convertida a uma Tag. Isso dificulta o processo para quem quer encontrar algo mais disperso e impreciso.</p>
<p>De olho no movimento, o <a href="https://plus.google.com/+google/posts/F1YjHaT7ZUk" target="_blank">Google anunciou ontem</a> que vai incluir um campo específico em sua busca de imagens para encontrar as famigeradas animações. Para encontrar algo, basta que o usuário acesse as Ferramentas de pesquisa e em Tipo selecione Animada. A funcionalidade ainda não está disponível em português e, mesmo em inglês, ainda não chegou a todos os usuários. Mesmo assim, direciona os mais eficientes crawlers de pesquisa de um modo que será difícil de suportar para o Giphy. Não deve demorar muito para que o Facebook, que repensou todo o seu layout para valorizar imagens, abrace também o GIF (para a alegria de todos os procrastinadores).</p>
<p>A próxima etapa deve incluir também a cultura do Remix. Já que a melhor parte dos Memes é se apropriar de algo e dar um sentido novo e singular. Nem o Giphy nem o Google possuem ainda uma ferramenta para alterar os textos dos GIFs ou inserir novos frames. No entanto, como o Google incluiu uma maneira prática para fazer Memes no Google Plus, não deve demorar para algum dos serviços incorporar também essa função. Para qual dos lados penderão suas buscas, ou se o Giphy vai se reinventar para não sumir é uma história que ainda deve ser contada. De imediato, o que sabemos é que os GIFs são um terreno próspero e, ao que parece, vai perdurar.</p>
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		<title>Publicidade: OLX quer ampliar participação no Brasil</title>
		<link>http://derepente.com.br/2013/03/13/publicidade-olx-quer-ampliar-participacao-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 01:42:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>derepente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[OLX]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você é assinante de TV à cabo, ou buscou algum produto na web, provavelmente já se deparou com o OLX. Especializada em classificados diversos, a empresa foi criada na argentina em 2006. Ela oferece um serviço gratuito e com &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/03/13/publicidade-olx-quer-ampliar-participacao-no-brasil/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3871" title="image" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/03/image.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<p>Se você é assinante de TV à cabo, ou buscou algum produto na web, provavelmente já se deparou com o <a href="http://www.olx.com.br" target="_blank">OLX</a>.</p>
<p><span id="more-3869"></span>Especializada em classificados diversos, a empresa foi criada na argentina em 2006. Ela oferece um serviço gratuito e com uma plataforma interessante para conectar compradores e vendedores. Disponível em mais de 95 países e 40 idiomas, o serviço se diferencia dos demais pela praticidade. Com poucos chiques é possível tirar aquela bicicleta encostada da garagem e lucrar com isso.</p>
<p>Pequenas lojas, que ainda não possuem um canal próprio de vendas, podem se cadastrar e oferecer seus produtos. A vantagem é atingir toda a rede do OLX e seus usuários.</p>
<p>Normalmente, os serviços de anúncios cobram uma taxa das empresas, pois é isso que sustenta a operação gratuita para os demais usuários. Já o OLX é um serviço gratuito também para cadastros de pessoa jurídica.</p>
<p>Começar a usar o OLX é muito fácil. Tudo que o usuário precisa fazer é fornecer sua conta de e-mail, informar se é uma pessoa física ou jurídica (sim, sua loja também pode aparecer) e pronto. Um e-mail de confirmação será enviado e você estará pronto para anunciar. Não esqueça de checar sua caixa de spam, pois as mensagens podem ser classificadas como lixo eletrônico por serem automáticas.</p>
<p>Para ajudar a espalhar seus anúncios, o OLX conta com widgets e ferramentas para inserir uma oferta em um site ou blog, ou mesmo gerar panfletos para impressão. Cada anúncio pode conter fotos, descrição do produto e informações fundamentais para os compradores, como a quilometragem de um carro, o número de chiques de uma câmera fotográfica, etc. Os anúncios também podem ser compartilhados pelo Twitter, Orkut e Facebook. O contato entre comprador e vendedor pode ser feito da forma que for mais conveniente, por telefone ou e-mail.</p>
<p>Oferecendo essas facilidades, o OLX já conquista a preferência dos brasileiros, mas a empresa quer ampliar ainda mais as oportunidades. Além da interface para desktops e notebooks, o OLX pode ser acessado por navegadores de dispositivos móveis, ou ainda pelos aplicativos para iOS e Android.</p>
<p><em>*Esse foi post foi um oferecimento da empresa OLX e não possui opiniões dos autores do blog.</em></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OofLEBit1o0?list=PL4A12B1151973F92B" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
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		<title>Facebook é a nova Babel?</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2013 03:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Jannuzzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[reflexoes]]></category>
		<category><![CDATA[tendencias]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras. Gênesis 11:1-9:1 Há 200 mil anos atrás nossos antepassados começaram a desenvolver uma inovadora habilidade que o fizeram prevalecer sobre os neanderthais. Não foram as machadinhas de pedra ou outra &#8230; <a href="http://derepente.com.br/2013/02/21/facebook-e-a-nova-babel/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.<br />
Gênesis 11:1-9:1</p></blockquote>
<p>Há 200 mil anos atrás nossos antepassados começaram a desenvolver uma inovadora habilidade que o fizeram prevalecer sobre os neanderthais. Não foram as machadinhas de pedra ou outra rudimentar arma pré-histórica que deram ao humano evoluído um diferencial nas guerras tribais, mas sim o poder da cooperação e organização social trazido pelo advento da linguagem.</p>
<p><span id="more-3840"></span></p>
<p>A linguagem é uma tecnologia social usada para melhorar os benefícios da cooperação social e trazer ordem entre indivíduos capazes de aprender socialmente. Quando aprendemos, o conhecimento passa a ter um valor negociado pela linguagem. Para fechar negócios, formar parcerias, coordenar atividades, produzir coletivamente e prosperar, o ser-humano utiliza de suas habilidades de comunicação.</p>
<p>O poder da linguagem é ilustrado na história bíblica da Torre de Babel. Buscando uma proximidade com a divindade, os homens usaram a linguagem para organizar a construção de uma enorme torre que os levariam até os céus. Irado com a prepotência humana, Deus dispersou a construção da torre e dos futuros projetos da humanidade ao instituir diversas línguas, dessa forma, dificultando a comunicação e criando diferenças culturais e sociais.</p>
<p><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/02/babel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3842" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/02/babel.jpg" alt="Torre de Babel" width="1021" height="844" /></a></p>
<p>Os indivíduos que compartilham da mesma língua trabalham para estabelecer parcerias. Quando o diálogo não é possível ocorrem as diferenças e conflitos. O povo estranho que não compartilhava do idioma praticado nas polis era chamado de bárbaro pelos gregos. Atualmente, a palavra é usada para definir pejorativamente aqueles não civilizados.</p>
<p>Há hoje mais de 7 mil línguas praticadas no mundo. Em regiões remotas, distâncias pequenas podem significar idiomas distintos e locais onde o progresso parece demorar a chegar. Mesmo assim, o prevalecimento de algumas línguas trouxe o advento da sociedade desenvolvida, com seus carros, arranha-céus e computadores. E é através dos computadores interligados, usando o Facebook, talvez a rede social com maior número de adeptos, que vemos o poder que a linguagem tem em estabelecer conexões entre indivíduos que se entendem de alguma forma.</p>
<p>Quando a comunicação é facilitada através da tecnologia os indivíduos querem se conectar. Mesmo quando o idioma é uma barreira, uma nova forma de comunicação poderá ser criada para o entendimento entre indivíduos separados geograficamente e falando idiomas distintos, mas que compartilham algumas semelhanças culturais. Um exemplo são os populares emoticons, figuras animadas ou não que representam feições humanas como alegria e tristeza.</p>
<p><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/02/emoticons.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3843" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/02/emoticons.jpg" alt="emoticons" width="264" height="191" /></a></p>
<p>O mapa abaixo foi criado em Dezembro de 2010 e apresenta as conexões do Facebook.</p>
<p><a href="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/02/facebook_map.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-3847" src="http://derepente.com.br/wp-content/uploads/2013/02/facebook_map-1024x512.jpg" alt="facebook map" width="584" height="292" /></a></p>
<p>O maior volume de contatos é mantido entre indivíduos que compartilham do mesmo idioma. Em um momento quando todo o mundo estiver conectado, o novo mapa das ligações do Facebook será capaz de traçar as fronteiras do globo, deixando de lado as barreiras físicas, e tendo como principal elemento de ligação a reciprocidade entre duas máquinas controladas por indivíduos que se entendam. Com essa facilidade de ligar pessoas e ideias será que estamos dispostos a segregar o espaço de comunicação online entre diversos idiomas? Quais seriam os avanços sociais se todos os indivíduos pudessem se interligar e comunicar sem desentendimentos? As redes sociais têm o potencial de ser uma nova Torre de Babel onde poderíamos nos encontrar para pensar em projetos visando o bem da humanidade falando todos numa mesma linguagem universal?</p>
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