O NYT parou de encolher, e pela primeira vez em seis anos apresentou um crescimento em sua receita. Quanto?! +0,3%. Pode parecer muito pouco, mas chegar no zero foi uma conquista e tanto. Dê uma olhada nos dados:
O conteúdo no reino da web-semântica

Em 1996, Bill Gates escreveu um artigo para o site corporativo da Microsoft intitulado: Content is king, em português seria: “conteúdo é rei”. Como o título do artigo sugere, para Gates, o sucesso da web está no conteúdo. No primeiro parágrafo, Bill Gates afirma: “Content is where I expect much of the real money will be made on the Internet”, ou seja, para um dos homens que mais souberam fazer dinheiro na era digital: conteúdo = $$$.
As primeiras novidades de 2013

Depois de uma (merecida) pausa de quinze dias, compartilho com vocês leituras relativas ao mundo do Jornalismo Digital – e suas tecnologias – que não merecem ser desprezadas.
Ademais, faço o convite para participar da sexta edição da Campus Party, que acontece no espaço Anhembi entre os dias 28 de janeiro e 3 de fevereiro. Na ocasião, tenho a honra de fazer parte de mais uma mesa no evento, desta vez no espaço gratuito Expo. No dia 30, quarta-feira, das 14h30 às 15h30 (de Brasília), debaterei o tema “Por favor, Desliguem a Internet”, assunto recorrente no blog, ao lado de Pedro Burgos (editor da F451 que publica o Gizmodo, Kotaku e outros), Jacqueline LaFloufa (jornalista e editora executiva do Blue Bus) e Milada Gonçalves (Gerente da Fundação Telefônica).
1) As novidades da The Atlantic com HTML5
2) Financial Times adota estratégia “digital first””
2012: ano das imagens – e do Instagram
Em 2012, a web não se limitou a encurtar ainda mais distâncias, aproximar cidadãos e permitir que as pessoas se comunicassem em qualquer instante – e de qualquer lugar. Foi além. Um elemento nada desprezível foi incorporado a essas atividades – e que ainda fisga nosso olhar: a fotografia. Simultaneamente, dentro do universo digital – e também fora dela –, as imagens não pararam de se multiplicar. 2012 não pode ser resumido a batalhas entre companhias de tecnologia e voos mais altos de startups que se tornaram gigantes. Foi um ano, sobretudo, de compartilhamento de imagens, um motor que conduziu a web a um novo patamar: um mundo virtual ainda mais visual.
O futuro do jornalismo digital não é movel. É, sobretudo, responsivo

Em 2012, Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook, acalmou seus investidores ao revelar que a empresa que ajudou a criar em fevereiro de 2004 tornaria-se também móvel. Diz o senhor das redes: “Nós somos uma companhia móvel”. Aos 28 anos, Zuck usa esse argumento para rebater o maior problema encontrado na rede: a falta de um modelo de negócio – e atenção – à plataforma. O mesmo poderia ser aplicado ao Jornalismo. Quem pensa assim, contudo, está enganado. O setor necessita de uma mudança maior: seu conteúdo precisa ser, sobretudo, responsivo.
Quer ganhar ingressos para o evento ‘Curtindo o Facebook’?
Na próxima sexta-feira, em São Paulo, acontece a segunda edição do ‘Curtindo o Facebook’, evento promovido em parceria entre Media Education e New Vegas dedicado a discutir questões sociais e mercadológicas relativas ao maior repositório de informações pessoais do planeta. Assim como em 2011 – quando fui palestrar justamente após a minha primeira capa em VEJA sobre a rede social –, abro o evento para discutir o que mudou no serviço em um ano, ao lado de Cauã Taborda (do próprio De Repente) e Rodrigo Martins (Estadão). A mesa será mediada por Solon Brochado (New Vegas).
Por que grupos de mídia planejam desembarcar em solo brasileiro
O interesse explícito de alguns grupos de mídia no Brasil – relatados, aqui, no blog – provocou a discussão acerca do assunto em outros meios tradicionais. A rádio France Internationale – RFI (rádio pública francesa sediada na bela capital, Paris) tratou o tema em um podcast, relembrando até a versão em português do Wall Street Journal – pouco conhecida no país, por sinal. Na ocasião, eu e a pesquisadora Suzana Barbosa relatamos os motivos que movem empresas do setor a desembarcarem em solo brasileiro.
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Pagar ou não pagar? Eis a questão?
Foto: Nepenth3s
No Brasil, New York Times tem missão crucial para o Jornalismo
Na última segunda-feira, o jornal americano The New York Times revelou ao mundo sua intenção de produzir uma versão digital da publicação em português a partir do segundo semestre de 2013. A investida, uma prática já traçada por outros grandes e importantes grupos de mídia, reforça a importância que o Brasil ganhou, há poucos anos do início dos dois maiores eventos esportivos do planeta – a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Seu ingresso, contudo, pode acelerar um caminho sem volta: o desenvolvimento acelerado de conteúdos em parceria com a equipe de tecnologia.
As Olimpíadas dos dados
A 30a edição dos Jogos Olímpicos, finalizada na noite deste domingo após uma bela cerimônia na cidade de Londres, protagonizou também boas surpresas fora dos ambientes de atividades esportivas. No Jornalismo, as medalhas para produção e visualização de dados ficam com The New York Times e The Guardian, que aproveitaram recursos escondidos nos porões da web para apresentar, de maneira amigável, informações sobre o maior evento esportivo do planeta. O diário britânico, por sua vez, foi o maior destaque ao oferecer a seus leitores uma infinidade de conteúdos que ajudam a rediscutir o Jornalismo – fez jus ao espetáculo produzido em seu país. Tivemos, sobretudo, a Olimpíada dos Dados. Alguns destaques:
Pagar ou não pagar? Eis a questão
O ano de 2012 ainda não terminou, mas pode ser considerado como um período crucial – ou de transição – entre empresas de jornalismo no mundo digital. Impulsionadas pelo certo sucesso do The New York Times com uma cobrança de conteúdo conhecida na rede como paywall poroso, publicações estudam e se questionam sobre o futuro de suas empresas – afinal dez em cada dez executivos do jornalismo ainda não apresentam um planejamento: será mantida a cultura do grátis e obter retorno a partir de publicidade ou será adotada a estratégia de pagamento?
Abaixo, reproduzo dois outros comentários sobre o assunto pinçados a partir de uma longa discussão produzida por mensagens eletrônicas. As opiniões são do escritor brasileiro Paulo Coelho e do jornalista Pedro Burgos, dois dos profissionais que mais respeito.



