jan 20 2010

A importância do Data Mining no Jornalismo on-line

Tag: academia, tendenciasRafael Sbarai @

data-mining

A capacidade e facilidade em reunir e armazenar informações em um banco de dados, assim como sua utilização, cresce a cada dia e na mesma proporção que as novas tecnologias desenvolvidas e propagadas para facilitar o trabalho do consumidor. Com a popularização da rede mundial de computadores, quase todo e qualquer conteúdo produzido passa a ser colocado em um espaço considerado até então infinito, reflexo e atualização também de produtos comunicacionais palpáveis, como revistas, jornais e principalmente livros.

Todos, quase sem exceção, estão migrando aos discos rígidos de computadores pessoais ou permanecendo em nuvens. Logo, a atividade em reunir a maior quantidade de informações e disponibilizar de forma organizada, simples e objetiva, começa a se tornar uma tarefa obrigatória ao mundo da comunicação, mas concomitantemente árdua e repleta de ruídos.

Este processo, uma espécie de “garimpagem informacional”, tem nome. Knowledge Discovery in Databases (Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados) refere-se ao método minucioso de descobrir e conhecer em dados fases ou tarefas de um sistema. Segundo Frawley, Piatetsky-Shapiro e Matheus (1992, p. 2), trata-se de um campo específico “não-trivial de identificação de novos padrões válidos, potencialmente útil e compreensível em conjunto de dados”.

Conhecida como um processo de mineração de dados, a etapa do Data Mining (KOCH, 1991) baseia-se em uma análise de conjuntos de dados que tem como princípio a descoberta de padrões que possam representar, a posteriori, informações úteis. As ferramentas tecnológicas de Data Mining identificam as possibilidades de correlações existentes nas fontes de dados. Segundo Han e Miller (2001, p. 9), o conceito busca uma “descrição compacta de dados” e, por se tratar de um processo interativo, as pessoas envolvidas durante sua construção deve obrigatoriamente possuir um canal de comunicação que viabilize troca de informações para que, em seu produto final, o consumidor – no caso jornalístico, o leitor – utilize o conteúdo extraído do Data Mining para auxiliá-lo no processo de obter conhecimento.

Nos últimos anos, o conceito de Data Mining começa a ser explorado com maior intensidade no Jornalismo. Desde o início do século XXI e o desenvolvimento vertiginoso da tecnologia e o acesso à rede mundial de computadores, o processo de mineração de dados precisa de uma “inteligência artificial para lidar com as modificações semânticas das palavras, por exemplo” (LIMA JR, p. 9, 2004), com a simples intenção em tornar um sistema eficiente de relacionamento de informação e, principalmente, conhecimento.

londoun-extra

Um reflexo destas características é a criação do projeto de Jornalismo Colaborativo  do jornal norte-americano Washington Post. Em junho de 2007, a publicação lançou o LondounExtra.com, espaço destinado às contribuições de leitores, mas com uma participação de profissionais do próprio WP. O projeto, de caráter hiperlocal, é dedicado aos mais de 280 mil habitantes do condado de Londoun, próximo à capital dos Estados Unidos, Washington, e conta com uma integração e transparência de escolas, igreja e comércio local para a distribuição de dados locais na web, promovendo e agregando em um único ambiente virtual um banco de dados rico para a população e autoridades públicas.

Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital.

[parte] da bibliografia
AMITAY E., HAR’EL N., SIVAN R., SOFFER A., Web-a-where: Geotagging Web Content. In Proceedings of the 27th SIGIR, pages 273–280, 2004.
FAYYAD, Usama M.; PIATETSKY-SHAPIRO, Gregory; SMYTH, Padhraic. From Data Mining to Knowledge Discovery: An overview. In: ADVANCES in knowledge discovery and data mining. FAYYAD et al. G. Cambridge-Mass:AAAI/MIT Press. 1996. p. 1-27. Disponível em <https://www.aaai.org/ojs/index.php/aimagazine/article/viewFile/1011/929>. Acessado em 12 out. 2009.
LIMA JR, Walter Teixeira. Jornalismo Inteligente (JI) na era do Data Mining. In CD Anais do II. Encontro Nacional de Pesquisadores dem Jornalismo, Salvador, SBPjor, 2004.
LINDELL, Yehuda. Privacy Preserving Data Mining. Department of Computer Science
Weizmann Institute of Science, Israel, 2006. Disponível em <http://www.pinkas.net/PAPERS/id3-final.pdf>. Acessado em 29 nov. 2009.
MILLER, Harvey; HAN, Jiawei. Geographic Data Mining and Knowledge Discovery: an overview. Taylor and Francis, London, 2001. Universidade de Utah. Disponível em <http://www.geog.utah.edu/~hmiller/papers/Handbook_GIS.pdf>. Acessado em 12 out. 2009.
NAONE, Erica. Mining Social Networks for Clues, MIT. Disponível em <http://www.technologyreview.com/computing/23101/?nlid=2235&a=f>. Acessado em 29 nov. 2009.

AMITAY E., HAR’EL N., SIVAN R., SOFFER A., Web-a-where: Geotagging Web

Content. In Proceedings of the 27th SIGIR, pages 273–280, 2004.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. Vol. 1. 4ªed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

DWYER, C. Digital Relationships in the ‘MySpace’ Generation: Results From a Qualitative Study. Proceedings of the 40th Hawaii International Conference on System Sciences (HICSS), Hawaii, 2007

FAYYAD, Usama M.; PIATETSKY-SHAPIRO, Gregory; SMYTH, Padhraic. From Data

Mining to Knowledge Discovery: An overview. In: ADVANCES in knowledge discovery

and data mining. FAYYAD et al. G. Cambridge-Mass:AAAI/MIT Press. 1996. p. 1-27. Disponível em <https://www.aaai.org/ojs/index.php/aimagazine/article/viewFile/1011/929>. Acessado em 12 out. 2009.

JENSEN, D.; NEVILLE, J. Data mining in networks. Papers of the Symposium on Dynamic Social Network Modeling and Analysis. National Academy of Sciences. November 7-9, 2002. Washington, DC: National Academy Press.

JENCKS, C. What is Post-Modernism?, Academy Editions, 1986.

KOCH, Tom. Journalism for the 21st Century. Online information, electronic databases and the news. New York: Praeger, 1991.

LIMA JR, Walter Teixeira. Jornalismo Inteligente (JI) na era do Data Mining. In CD Anais do II. Encontro Nacional de Pesquisadores dem Jornalismo, Salvador, SBPjor, 2004.

LINDELL, Yehuda. Privacy Preserving Data Mining. Department of Computer Science

Weizmann Institute of Science, Israel, 2006. Disponível em <http://www.pinkas.net/PAPERS/id3-final.pdf>. Acessado em 29 nov. 2009.

MILLER, Harvey; HAN, Jiawei. Geographic Data Mining and Knowledge Discovery: an overview. Taylor and Francis, London, 2001. Universidade de Utah. Disponível em <http://www.geog.utah.edu/~hmiller/papers/Handbook_GIS.pdf>. Acessado em 12 out. 2009.

NAONE, Erica. Mining Social Networks for Clues, MIT. Disponível em <http://www.technologyreview.com/computing/23101/?nlid=2235&a=f>. Acessado em 29 nov. 2009.

O´REILLY, Tim. What is Web 2.0, 2006. Disponível em <http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html>.

ROSADOS, Helen Beatriz Frota. O jornal e seu Banco de Dados: uma simbiose obrigatória. Ind: DoIS (Documents in Information Sciente), Issue 1, Volume 26, Ano 1997.

SALAVERRÍA, Ramon. Redacción periodística en internet. Pamplona; EUNSA, 2005.

SBARAI, Rafael. A definição da participação do cidadão nos modelos colaborativos jornalísticos na web, São Paulo, 2009.

SEN, Arun; JACOB, Varghese S. Industrial-strength data warehousing. Communications of the ACM, v. 41 n. 9: 28-31. Sept, 1998.

SMITH, Anthony. Goodbye Gutenberg: The newspaper revolution of the 1980s. New York:

Oxford University Press, 1980.

TUROW, Joseph. Americans and Online Privacy: The system is broken. University of Pennsylvania, 2003. Disponível em <http://www.asc.upenn.edu/usr/jturow/internet-privacy-report/36-page-turow-version-9.pdf>. Acesso em 23 nov. 2009.

WAUTERS, Robin. The Death Of “Web 2.0”. TechCrunch, fev. 2009. Disponível em <http://www.techcrunch.com/2009/02/14/the-death-of-web-20/>. Acesso em 08 out. 2009.


jan 18 2010

A mineração de dados em redes sociais

Tag: academia, tendenciasRafael Sbarai @

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A privacidade na web tornou-se hoje um alvo em movimento. A popularização desenfreada de plataformas sociais e sites de relacionamento provocam um teste individual ao ser humano. São 300 milhões de pessoas cadastradas no Facebook, 45 milhões de adeptos da rede de micromensagens Twitter  e 42 milhões de pessoas inseridas ao Orkut . Destes, poucos têm conhecimento que, informando apenas um nome, a data de nascimento, revelam muito mais do que imaginam.

A facilidade em cruzar dados pessoais e utilizá-los, a posteriori, sob outro formato e fora de um contexto de uma rede social começa a provocar discussões sobre a redefinição da privacidade. A natureza dinâmica e a possibilidade de conteúdos heterogêneos disponibilizados na web mostram, paulatinamente, a importância que a mineração de dados terá para a compreensão de conteúdo.

Com o processo que se conhece por Data Mining, é possível identificar todas as possibilidades de correlações existentes nas fontes de dados em ambientes virtuais. Por meio de técnicas para exploração de dados, é possível desenvolver aplicações e funções que venham a extrair, em banco de dados, informações críticas e de grande valor. No caso de plataformas sociais, o principal produto armazenado é a informação pessoal de cada pessoa cadastrada. E é neste momento que entra em discussão a questão da privacidade, que começa a ser redefinida e questionada.

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Segundo Turow (2003, p.3), 57% dos adultos norte-americanos conectados a rede mundial de computadores acreditam – de forma equivocada – que um site com políticas de privacidade não compartilhe informações pessoais com outras empresas ou sites da web .

Para Dwyer (2007), plataformas sociais participativas de cunho social não possuem definições corretas sobre o termo de privacidade de cada ambiente virtual. “Redes sociais permitem interações de todos os tipos e não promove uma retenção de mineração de dados.” E, ao fazer parte de um ambiente social de grande interação, uma pessoa expõe vida pessoal, profissional, gostos e preferências, fontes de conteúdo preciosas e úteis para a prática de crimes ou pesquisas de consumo.

Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital.

Foto: Cheekodyna e Nattu.


jan 15 2010

Entrevista com Pablo Handl, empreendedor do The Hub

Tag: culturaweb, curiosidade, entrevistaRafael Sbarai @

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Confesso que deixei de lado uma das seções que mais gostaria de destacar no blog: entrevistas. Com o vínculo a outros dois blogs (Vida em Rede e Blog da Copa de 2010) em VEJA, ficou mais difícil. No meio deste caminho, consegui coletar conversas que tive durante o percurso do meu mestrado. E, nele, encontrei Pablo Handl, carro-chefe do The Hub, um dos projetos mais interessantes de São Paulo.

O Hub-SP é um dos lugares com o conceito de trabalhar de forma colaborativa, compartilhando pensamentos, conteúdo e ferramentas. Localizado na região central de São Paulo, o espaço de coworking abriga startups e freelancers, com a possibilidade de resgatar o ar de “escritório” de grandes empresas. Segundo Pablo, para ingressar ao The Hub, é necessário uma única característica: empenho e desejo de colaborar com o próximo. A seguir, um bate-papo com o argentino de 32 anos.

Quem é Pablo Handl  e como começou a história de criar o The Hub?
Bom, antes de tudo, não sou brasileiro. Nasci na Argentina e cresci na Áustria, onde estudei Administração de Empresas, pedagogia teatral e mediação de conflitos. Estou no Brasil há  quatro anos. A idéia do Hub surgiu mesmo em 2007, mas foi aplicada em agosto de 2008, mês e ano de fundação do The Hub.

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O que é o The Hub?
O The Hub é uma rede de espaços, uma franquia social. O primeiro foi criado em Londres, na Inglaterra. Trata-se de um local para expressar uma nova forma de trabalho. O Hubworld é a organização que centraliza toda a situação destes doze pontos que teremos até o final do ano.

Vamos falar então sobre coworking. A expressão, criada em 2005 por um engenheiro do Google, foi definida, mas pouco abordada. O The Hub é um espaço de coworking?

Coworking é o The Hub e vice-versa. Iria além. The Hub é uma incubadora de idéias. O Coworking já foi empregado até como um espaço dos cybercafés. Uma coisa é totalmente diferente da outra.

Qual é o objetivo do The Hub?
Simplesmente promover encontros improváveis. Algo que você nunca iria esperar. Temos que mudar a opinião de parte da sociedade. As idéias não surgem apenas com amigos próximos. As melhores coisas surgem com pessoas diferentes, que englobam temas distintos. O The Hub não é um fim; é um meio. As idéias acontecem para um Brasil melhor.

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Você considera o Coworking um espaço físico?
Não. Trata-se de uma nova cultura.

Quais são os recursos para garantir a infra-estrutura do espaço?
Não existem patrocinadores no local. Você pode olhar agora, por exemplo. Não há um exemplo de patrocínio aqui. O único parceiro é a Artmicia, uma organização que apóia modelos de negócios sociais. Aqui, nós damos toda a estrutura: mesas, cadeiras, impressoras e uma boa conexão à internet. Há um espaço para fazer refeições rápidas. Enfim, é um grande local para produzir coisas boas.

Existem critérios para uma pessoa ser membro do The Hub?
Sim, tocou em um ponto interessante. Somos seletos. Temos critérios para o ingresso de uma pessoa. Se você não tem o espírito de compartilhar idéias e trabalhar em colaboração com o outro, você está fora. A idéia é de adaptação e, posteriormente, de confraternização.

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O Brasil começa a se organizar nesta prática de coworking?
Há um mercado enorme para ser explorado aqui no país. O Brasil está no caminho certo.

Você acredita que existe um motivo para pessoas comuns procurarem o The Hub como instalação de trabalho?

Conexão com outras pessoas. Hoje, o trabalho permitiu um novo nomadismo na sociedade. As pessoas que estão aqui pensam à frente. A principal idéia de estar no The Hub é compartilhar e potencializar relacionamentos improváveis.

Durante nossa conversa, você falou em ajudar a melhorar o país. O The Hub está ajudando a melhorar o Brasil?
Sim. Você conhece seus vizinhos? Fala com eles todos os dias? Sabe de suas funções diárias, famílias? Provavelmente não. Aqui estamos reaprendendo a viver em conjunto, a viver em sociedade. Estamos fazendo o caminho inverso da web. A experiência offline começa a complementar a vida online.

Se o The Hub fosse uma pessoa, em que fase da vida ele estaria?
The Hub ainda está na infância, mas é aquela criança que já tem um objetivo traçado.

Apesar de não gostar e usar o termo, projetos considerados “2.0” estão em queda, seja na web, seja na vida real. Você acredita que o The Hub sofra algum risco?
Risco todos nós temos. É uma empresa ali, outra lá Mas enquanto estiver perguntando o porquê de todo dia estar aqui, sei da minha resposta: estamos muito bem.

Foto: Reprodução, The Hub Network e Roberto Sena (2).


jan 13 2010

O princípio coletivo do coworking

Tag: academia, culturawebRafael Sbarai @

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Paulatinamente, a comunicação e a iniciativa de adquirir conhecimento tornam-se, a cada dia, instrumento essencial na relação da sociedade e na construção da evolução do trabalho. O avanço da informatização e o crescimento vertiginoso do acesso à rede mundial de computadores – aliado às conexões sem fio – provocam rompimentos dos limites do tempo, do espaço e até produz novos valores culturais.

O trabalho, agora, tem condições de ser remoto e a flexibilização gera o aparecimento de equipes descentralizadas e multidisciplinares, sem hierarquia definida. Nos Estados Unidos, por exemplo, segundo informações do escritório federal de estatística do país, entre 2000 e 2005 foram registradas mais de quatro milhões de empresas compostas por apenas uma pessoa .

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O coworking não é um termo presente na produção acadêmica. Apesar de sua aproximação da nomenclatura cowork (colega de trabalho, em inglês), sua definição foi produzida pelo engenheiro do Google, Bred Neuberg  em 2005, e refere-se a um local físico alternativo e, com uma estrutura de escritório, permite a produção e realização de trabalho de pessoas autônomas com ou sem vínculos empregatícios.

O conceito espalhou-se por 16 cidades de quatro continentes e hoje agrega cerca de três mil membros  No Brasil, o modelo possui duas residências oficiais, ambas em São Paulo: o The Hub, localizando na região central da capital paulista e o Pto de Contato, no bairro de Pinheiros. Nos Estados Unidos, são 158 espaços distribuídos.

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Coworking é uma nova manifestação do trabalho e tem o princípio de acabar com o trabalho isolado independente em residências pessoais. A partir de planos diários ou tarifas mensais, o local torna-se um escritório coletivo aberto, em único espaço, com a possibilidade de compartilhamento de organização, idéias e, principalmente, conhecimento. São oferecidos e divididos serviços como conexão à internet, mesas, computadores, café e a possibilidade de agregar um espaço de trabalho com outros profissionais, sem a necessidade de desempenhar trabalhos semelhantes à mesma área.

Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital.

[Parte] da Bibliografia

BERNERS-LEE, Tim. The World Wide Web: Past, Present and Future, 1996. Disponível em: <http://www.w3.org/People/Berners-Lee/1996/ppf.html>.
GORZ A . O Imaterial. Conhecimento, Valor e Capital São Paulo: Annablume Editora; 2005.
HOBSBAWN, Eric J. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.
JENCKS, Charles. Post Modernism: the new classicism in art and architecture. London, Academy, 1987.
MARX, Karl. O Capital – Capítulo VI, São Paulo, 1978, p. 78.
NEUBERG, Brad. Resume, 2009. Disponível em <http://codinginparadise.org/about/bio.html>. Acesso em 27 jun. 2009.
WAUTERS, Robin. The Death Of “Web 2.0”. TechCrunch, fev. 2009. Disponível em <http://www.techcrunch.com/2009/02/14/the-death-of-web-20/>. Acesso em 05 abr. 2009.

Fotos: Mikamai e Liberatr.net.


jan 11 2010

A hora do descanso

Tag: recadoRafael Sbarai @

Nos próximos 15 dias, estarei ausente do De Repente para tirar as merecidas férias. Volto na última semana de janeiro, quando serei moderador de um painel na Campus Party. Apesar do breve descanso, deixarei no blog alguns posts de produções acadêmicas que fiz durante 2009. Boas discussões não faltarão.


jan 09 2010

Quando mobilidade não é sinônimo de celular

Tag: mobilidade, pesquisaRafael Sbarai @

quantcast

Na semana de lançamento do Nexus One, primeiro celular do Google que leva a sua marca, um importante estudo no segmento confirma que a tendência de mobilidade é irreversível. Segundo pesquisa da Quantcast, o uso da internet em dispositivos móveis cresceu 110% nos EUA e 148% no mundo em 2009. Quem vê, pensa que o futuro está no celular, mas o destino da tecnologia transcenderá o aparelho.

O dado divulgado é relevante, porém pouco animador – o valor corresponde apenas a 1,26% do total de acessos à web. Mas trata-se de um dos primeiros casos pesquisados que revelam entrada a rede mundial de computadores a partir de outros dispositivos móveis, como o PSP. O portátil da Sony figura entre as plataformas mais usadas para web. É neste momento, então, que sai de cena a ideia de que o futuro móvel é o celular.

Aos poucos, o acesso a internet será feito por outros suportes – tablets, televisão, brinquedos, relógios e carros. Independente de qual dispositivo vai liderar o movimento do mundo digital, a navegação virtual por meio de outras plataformas veio para ficar.


jan 08 2010

O retorno da hiperlinkagem com o alerta de notícias

Tag: midia, tendenciasRafael Sbarai @

breaking-news-msnbc

No mínimo interessante a estratégia que a MSNBC produziu no início de 2010. O site noticioso de maior audiência nos Estados Unidos ficou em negociação durante meses para adquirir o alardeado perfil de Breaking News do Twitter, que reunia em um único ambiente informações de diversas fontes. Não à toa, conquistou rapidamente mais de 1,5 milhão de seguidores.

Feito o acordo – com valores não revelados até o momento – a empresa centralizou em um único ambiente virtual o canal e reafirmou uma tendência criada em 2008 pelo Washington Post e com destaque ao New York Times posteriormente: a possibilidade e necessidade de disponibilizar links para conteúdos externos rivais.

Trata-se de uma linha do tempo sem filtros corporativos ou preocupação em dar visibilidade a um conteúdo no qual não tem domínio algum, características que impressionam quando trata-se de um nicho noticioso controlado pela Microsoft.

Sai de cena o egocentrismo informacional para tornar-se um hub de notícias.

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jan 07 2010

Minha participação na Campus Party 2010

Tag: palestra, recadoRafael Sbarai @

campus-party

Pela segunda vez consecutiva, estarei presente em um painel de debates na Campus Party. Nesta 3ª edição do evento, que será realizado no Espaço Imigrantes entre os dias 25 e 31 de janeiro, serei o moderador do tema “Mobilidade e Dispositivos Móveis: o futuro da internet?” na área de Campus Blog, que acontece dia 26, às 10h30. Por lá, debaterão Guilherme Tsubota, Nick Ellis, Marcelo Castelo e Breno Masi, já entrevistado aqui no blog.

O assunto é bem próximo do último debate que fiz por lá, em 2009, mas percebe-se que a idéia de tornar-se móvel transcendeu o espírito de um celular. Aos poucos, vamos acessar a internet não apenas por um único aparelho, mas um leque de dispositivos sob que estarão sob nosso domínio, como carros, televisores, brinquedos…

As inscrições para o evento podem ser feitas no site. O ingresso custa 140 reais, mas há a possibilidade de adquirir um pacote – que inclui serviços de alimentação – que sai por 165 reais.

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jan 04 2010

Uma web menos anônima

Tag: culturaweb, redesocial, tendenciasRafael Sbarai @

anonimato

Recebi alguns pedidos por e-mail para falar sobre produtos que podem se destacar em 2010. Não é questão de futurologia ou vontade de escolher um ou outro recurso, mas destaquei no Vida em Rede três temas que, na minha opinião, ganharão relevância: a queda do anonimato na web, geolocalização e um uso mais inteligente da realidade aumentada.

Por aqui, queria abordar a apropriação de conteúdo e o início de uma nova geração de conteúdos pagos na web. Mas preferi focar um único tema e que evidencia uma postura amadurecida do internauta em rede graças aos recursos disponíveis.

Em 2010, teremos uma web menos anônima. A proliferação e, consequentemente, popularização de plataformas sociais provocam a construção de várias teias sociais, com aspectos de ligações carbônicas, e entrelaçadas umas às outras. A partir das construções destes laços – sejam fortes ou fracos – há a possibilidade de descobrir com quem o como você se relaciona com o próximo. É quando sai de cena o anonimato.

O conceito do lifestream está aí para dar resposta aos pseudo-voyueristas. No futuro, vamos acompanhar rastros de pessoas e não marcas, princípio básico que admiro em plataformas como o Tumblr ou Flavors.me. Este último, por exemplo, é espetacular. A capacidade em produzir um cartão de visitas minimalista confirma a tendência de que a web conecta pessoas e não dispositivos ligados a ela.

Christopher Sacca, ex-Google, comentou o assunto durante a LeWeb, um dos últimos eventos de internet em 2009. Ele crê na queda de ruídos anônimos em espaços abertos a discussão, como fóruns e caixa de comentários. Tudo graças aos recursos espalhados pela rede que garantem relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social.

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O Huffington Post é o maior exemplo de que o anonimato não impera mais na web. Para um dos agregadores de informação mais interessantes de 2009, Twitter é mais um mecanismo como caixa de comentários. Trata-se de uma das primeiras iniciativas que consegue extrair de plataformas sociais participativas comentários que saíram de seu domínio. Uma tentativa válida de de dominar o ciclo que a pedra faz ao cair na água.


dez 29 2009

Quando os ’social games’ preocupam empresas

Tag: culturaweb, redesocialRafael Sbarai @

farmville

Uma pesquisa realizada pela Associated Chambers of Commerce and Industry of India divulgada nesta segunda-feira traduziu em números o mais novo efeito do entretenimento às redes sociais. Segundo o estudo, cerca de 12,5% da produtividade do setor empresarial é desviada a cada dia para atividades em plataformas participativas. O que mais preocupa o ambiente profissional, no momento, não é Orkut, Facebook ou Twitter. É o ‘novo vício’ integrado às redes: os social games.

Um dos temas que mais movimentaram a web, os social games ganham importância a partir de seu uso. O Farmville, jogo que permite a criação e administração de uma fazenda virtual, é o principal símbolo do crescimento vertiginoso do segmento. Até o momento, 73 milhões de pessoas em todo o mundo estão cadastradas no aplicativo. Aproximadamente 20% de toda a população inserida ao Facebook.

Logo, as visitas que já eram diárias às redes sociais intensificaram o acesso. De uso, o conceito tornou-se abuso, o que gerou queda de produtividade. Uma recente pesquisa do grupo Morse revelou a perda de 2,25 bilhões de dólares de empresas do mundo todo com a dispersão profissional e pessoal do internauta às redes sociais durante o trabalho.

Só que os social games só transcendem o espaço de atividades de um internauta em redes sociais. Antes, era possível apenas o compartilhamento de informação e troca de mensagens. Hoje, o genêro lúdico  permite que as pessoas joguem com os amigos sem que todos precisem estar online ao mesmo tempo. Pelo jeito, o império do lazer virou, agora, inimigo oficial das corporações.


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