jul 23 2010

Curso de ‘Mídia Social’ na FAAP

Tag: academia,dicaRafael Sbarai @

Semanas atrás, durante um encontro para o anúncio do logo da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, encontrei Eric Messa, professor do curso de Comunicação e Marketing da FAAP. Não tivemos muito tempo para conversar, mas ele havia adiantado uma novidade – a criação de um projeto acadêmico de Mídia Social. Agora é oficial.

A Pós-Graduação da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) abrigará, em outubro, um curso de extensão – sob a coordenação de Messa – sobre tendências e estratégias em ‘mídia social’. O objetivo do projeto é “identificar formatos e modelos de comunicação emergentes, além de analisar cases inovadores referentes ao uso das mídias sociais.”

O corpo docente será formado praticamente por profissionais de comunicação, o que não descarta a idéia de apresentar linhas de pensamento de outras esferas. Assuntos envolvendo sociologia e tecnologia estão intrinsecamente relacionados ao tema. É só lembrar a sugestão propagada aqui, no blog. Um artigo sobre a motivação que envolve adeptos da Wikipédia foi produzido pela Universidade de Nova York, que não tem relação alguma com comunicação.

As inscrições já estão abertas e tem carga horária de 120 horas, com aulas às segundas e quartas-feiras, além de um sábado por mês. Para participar, não é exigido o diploma de graduação, uma vez que é um programa de extensão. No entanto, o candidato passa por uma análise curricular. Mais informações podem ser encontradas no site da FAAP.


jul 20 2010

Murdoch não se preocupa com a audiência

Tag: culturaweb,midia,tendenciasRafael Sbarai @

Quando comentei em agosto a proposta de Rupert Murdoch, empresário detentor de 38 jornais em todo o mundo, em cobrar conteúdo em duas publicações inglesas, havia ressaltado o risco: “ele dará um tiro no pé em uma publicação que é um sucesso local britânico em, pelo menos, um dia da semana: o domingo.”

Ontem, saíram novos resultados – “os jornais The Times e The Sunday Times perderam dois terços de seus leitores depois de começarem a cobrar o acesso on-line as notícias dos sites. ” A medida, mais do que esperada, cai como uma grande questão cansativa: cobrar conteúdo na web?

Segundo a empresa de métricas Hitwise, as visitas ao site do The Times, por exemplo, caíram 66%, registro que não era esperado pelo magnata australiano. De distribuído, tornou-se uma publicação centralizadora e de alto custo. Um acesso avulso para ler uma reportagem custa quase três reais.

Fica evidente a migração de leitura para jornais tradicionais e com base consolidada de audiência na região, como o The Guardian, por exemplo. Mas Murdoch não está preocupado. O empresário prefere ter leitores fiéis que pagam a milhões de números de audiência registrados no Analytics – simplesmente quer reverter leitura on-line em valor monetário.

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jul 16 2010

Para conter o anonimato, Sun Chronicle decide: pague para comentar

Tag: midiaRafael Sbarai @

Massachussets, nos Estados Unidos, voltou ao cenário mundial da Comunicação. Conhecido como o berço do jornalismo na América – o primeiro jornal do continente foi fundado na região (Boston News-Letter), em 1704 – a região ganhou holofotes de blogs especializados em mídia por revelar uma das atitudes mais estranhas no ano envolvendo sites de notícia. O jornal local Sun Chronicle decidiu criar uma taxa para comentários produzidos no site.

Por 99 cents - que deve ser pago por cartão de crédito – qualquer um terá condições de promover discussões nas caixas de comentários, espaço que já foi decretado como morto com a “avalanche” das redes sociais, que permitiram a distribuição de conteúdos em várias plataformas.

A obrigação do uso do cartão de crédito é evidente, como mostra o Yuri, do Herdeiro do Caos – “uma vez que fornecer os dados do cartão significa fornecer um nome real e demais dados pessoais”. Mas demonstra uma atitude autoritária. E precipitada.

Em abril, o Sun Chronicle suspendeu o espaço de discussão participativo pela quantidade de participações anônimas – um direito que a web concede. E foi totalmente na contramão de outras publicações dos Estados Unidos, que começaram a avaliar o comentário como um conteúdo ‘relevante’.

Faltou olhar para os lados. Já comentei diversas vezes no blog sobre termos uma web cada vez menos anônima. Não discuto a legitimidade e possibilidade de não se identificar, mas a chance de comentar uma notícia a partir de um cadastro em uma rede social (vários sites já permitem isso) corrobora meu argumento – garante relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social. “Há uma nova geração de pessoas que não querem mais se esconder”, avalia Arianna Huffington, do Huff Post.

A lista de sites de notícias que começam a avaliar comentário como conteúdo não pára: Newsweek e Huffington Post são os casos mais emblemáticos – usam recursos disponíveis na rede para manter a velha ideia de ser menos centralizado e mais distribuído.

Foto: alpha88.

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jul 12 2010

A MSNBC pensa no iPad. E no pageview

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

Comentei na semana passada, no Twitter, sobre o redesenho de páginas internas do MSNBC, um dos sites de notícia de maior audiência nos Estados Unidos. A interface é inovadora, foge do lugar-comum do que se vê hoje na web e não busca reinventar a roda no momento de adaptação de conteúdo – construiu um ambiente virtual que é adaptado automaticamente em tablets, como o iPad, da Apple. Note, por exemplo, os ícones na parte lateral à direita do seu navegador: são adaptados ao toque de um dedo.

Mas, o que mais me chamou atenção nesta área – e que ganhou repercussão em blogs especializados em mídia – foi a discussão envolvendo o ‘pageview’ (páginas visitadas), que envolve, principalmente, a venda de espaço publicitário. O PaidContent e o LostRemote falam sobre o assunto.

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jul 09 2010

A possibilidade de encarar David Seaman no Yahoo! Penalty

Tag: dicaRafael Sbarai @

Não sei se quem me acompanha no blog conhece o meu outro vício – esportes – editoria na qual trabalhei por mais de três anos. Sempre quando aparece uma oportunidade para participar de discussões envolvendo futebol, busco estar presente. Foi neste sentido que o time global do Yahoo me convidou para participar do Yahoo! Pênalty, neste sábado, no Rio de Janeiro. Mas, por conta de agenda e término do mestrado, não estarei presente.

A Marina da Glória será o palco da final mundial do Yahoo! Pênalty, disputa que começou no mundo virtual, com um desfecho físico – mostrando como o on-line é potencializador do offline e vice-versa. A competição começa às 10h (de Brasília) com uma cobrança de pênaltis com o inglês David Seaman, goleiro conhecido popularmente no país pela falha no gol de falta de Ronaldinho Gaúcho nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002, na Coreia e no Japão, durante o duelo entre Brasil e Inglaterra.

O vencedor do torneio fatura um passaporte do Yahoo, com a possibilidade de comparecer com um acompanhante em quatro eventos esportivos (Fórmula-1, campeonatos europeus, vale-tudo, Grand Slams de tênis) nos próximos quatro anos.

Logo após a disputa, jornalistas e blogueiros terão a possibilidade de conversar com o ex-jogador. Se fosse possível, queria questioná-lo a respeito do “polêmico” lance da cobrança de falta Ronaldinho Gaúcho – saber se, na opinião de Seaman, o meia-atacante fez uma tentativa direta ao gol ou se o lance foi realmente um cruzamento na área. Confira o vídeo do gol e tire suas impressões.

Foto: Flickr oficial do evento.


jul 08 2010

A entrada do Huffington Post ao Foursquare é ‘mais do mesmo’

Tag: foursquare,redesocial,reflexoesRafael Sbarai @

Pipocou em blogs especializados em mídia o anúncio do ingresso do Huffington Post ao Foursquare, rede social baseada em recomendações que tem menos de dois milhões de usuários cadastrados. A entrada de um dos canais de informação mais interessantes da web mostra a política ‘mais do mesmo’ das empresas de mídia em uma ferramenta que já foi taxada de ‘novo Twitter‘ por espaços virtuais que cobrem o superficial.

A prática encontrada pelo HuffPost é semelhante aos outros sites noticiosos que já foram destacados aqui, no blog: caso a pessoa que acompanhe Huffington Post no Foursquare e produza um check-in (um tweet na rede) em um dos lugares recomendados pelo site de notícia, receberá automaticamente alertas de informações e dicas hiperlocais, de acordo com a região na qual percorre.

O perfil do HuffPost no Foursquare se junta às propostas de CNN envolvendo Copa do Mundo, Wall Street Journal e Financial Times, esta última a que mais me chamou atenção até o momento – por fugir um pouco do lugar-comum.

O que me preocupa, nessas parcerias, é o anseio midiático em ser pioneiro. Já critiquei em outras oportunidades a supervalorização do serviço, que é menos popular que seu rival Loopt, criado em 2005 e que conta com quase o dobro do número de adeptos do Foursquare (3,4 milhões)

Antes de conhecer, desvendar e aprender sobre a rede, o mais importante – no momento – é se garantir. Mas nem toda garantia pioneira é o mais importante. Não podemos esquecer da limitação de uma rede.


jul 05 2010

Como será o “jornalista do futuro”?

Tag: midia,tendenciasRafael Sbarai @

Um dos princípios que tento fugir em posts de blogs é o da futurologia – característica cada vez mais apropriada aos tempos de novos conceitos e ideias sem base teórica difundidas na web. O único fato que os ‘futurólogos’ esquecem é que não vivemos uma revolução no momento – somos exatamente como nossos ancestrais na caverna, apenas houve uma adaptação da tecnologia às pessoas.

E é neste sentido que acredito na profissão jornalista, uma espécie de ‘darwinismo‘ que pode mostrar o rumo da carreira. Já me perguntaram em várias oportunidades sobre o que esperar do profissional no futuro. A resposta, até o momento, é indefinida. Mas o Poynter começa a traçar alguns dos possíveis argumentos.

O site fez uma lista de ‘Guia de sobrevivência dos jornalistas’, glossário com termos técnicos que o profissional deve conhecer, usar e abusar. Vale a leitura.

Foto: Ninjamarathonman


jul 02 2010

A integração entre redes sociais e Itaú para iluminar o céu na Copa

Tag: curiosidade,dicaRafael Sbarai @

No mínimo interessante a campanha que o Itaú realiza durante a disputa da Copa, na África do Sul. A criação, da agência Africa, produz integração da disputa do evento esportivo mais popular no mundo com interatividade e conexões nas redes sociais mais usadas no país.

A ideia do banco – um dos patrocinadores da seleção brasileira de futebol – é mostrar como o offline potencializa o on-line e vice-versa. Desde o início do Mundial, sete das principais capitais brasileiras ganharam uma iluminação diária com o verde e amarelo em locais específicos traçados estrategicamente. Esse planejamento acaba de chegar ao mundo virtual.

Na web, o site “Feito para você participar” permite conhecer as regiões que ganharam o colorido para celebrar a Copa e aproveitar para compartilhar os movimentos e criações em plataformas como o Facebook e Twitter. A foto acima representa parte de seu ciclo social, estampando sua foto em uma rede – no caso, o Facebook.

Confira o vídeo da campanha:


jun 29 2010

Produzir conteúdo na web: motivações, incentivos e estímulos

Tag: academia,colaboracaoRafael Sbarai @

Compartilho com os leitores do blog meu segundo artigo publicado em um ‘ambiente acadêmico’ (o primeiro está disponível na ABCiber)’. Nesta oportunidade, abro a discussão envolvendo a motivação do “cidadão-repórter” ao produzir um conteúdo na web na Comtempo, revista do programa de Mestrado da Fundação Cásper Líbero.

Por conta da fraco referencial teórico presente no Jornalismo sobre o tema, busco estabelecer uma conexão nas áreas de sociologia, comunicação e software, com o objetivo de gerar um diálogo com Adam Smith, Yochai Benkler, Alain Caillé, Marcel Mauss e Peter Kollock – autores que têm boas perspectiva sobre estímulo e recompensa.

Deixo também uma sugestão de leitura da Universidade de Nova York sobre o combustível que move pessoas a produzir verbetes na Wikipedia.

Foto: Mr. T.


jun 25 2010

Quando o Twitter vira ‘caixa de comentários’

Tag: culturaweb,midia,redesocial,tendencias,twitterRafael Sbarai @

Quem acompanha o blog há algum tempo percebe o cuidado pessoal para compreender o processo de reestruturação da ‘caixa de comentários’, espaço que já foi decretado como morto com a “avalanche” das redes sociais, que permitiram a distribuição de conteúdos em várias plataformas.

Nos sites noticiosos, o tema começa a ser examinado com atenção: a Newsweek começou a usar o Echo; o Huffington Post se baseou em um sucesso local do Foursquare para gerar medalhas aos usuários que produzem comentários; a Economist lançou uma nuvem de tags que reúne comentários produzidos em blogs e artigos da publicação.

Para todas as empresas de mídia, o discurso é semelhante – teremos uma web cada vez menos anônima. Não discuto a legitimidade e possibilidade de não se identificar, mas a chance de comentar uma notícia a partir de um cadastro em uma rede social garante relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social.

Desta vez, conheci a oportunidade do Twitter virar o espaço de comentários. Com o objetivo de centralizar em um único ambiente virtual opiniões a respeito de um artigo ou post, o jovem designer Joey Primiani desenvolveu um sistema que permite usar o perfil da rede de mensagens de 140 caracteres em uma caixa de comentários. O serviço já está disponível para a plataforma WordPress.

A iniciativa é bem interessante, porém peca em um grande ponto – a possibilidade de você usar qualquer perfil do Twitter para comentar. Apesar da fase de testes, não há o recurso de autenticação do usuário. A imagem acima mostra a possibilidade de ‘falsificação’.

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