A “1ª vez” do @nytimes no Tumblr

Parte da imprensa e blogs especializados em mídia encontraram, há algum tempo, um novo recurso presente na web para jogar confetes e, posteriormente, produzir alarde. É a vez do Tumblr, uma plataforma de conteúdo para preguiçosos – conforme descreve David Karp, de apenas 23 anos e dono do produto virtual.

A gritaria virtual se acentuou em 2010, quando o jornalista Mark Coatney deixou a poderosa publicação americana Newsweek para integrar a equipe do Tumblr. É o “evangelizador” do Tumblr e representante da plataforma junto aos outros meios.

Por ora, sua tática atrai adeptos. Entre as que aderiram recentemente estão The Atlantic, Rolling Stone, BlackBook Media Corporation, National Public Radio, The Paris Review, The Huffington Post. Chegou a “primeira vez” do New York Times.

A publicação começou a disponibilizar conteúdos relacionados a Style Magazine, voltado a temas como moda e comportamento. De fato, não é a entrada oficial da publicação na plataforma – mas a primeira ação diária na rede. Em junho de 2010, o jornalão já havia dado o pontapé inicial – e experimental – no Tumblr.

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Sobre colaboração e Jornalismo

OhmyNews sempre foi considerado uma das mais bem-sucedidas propostas participativas envolvendo o Jornalismo. Desde 2000, a publicação digital tinha o objetivo de que todo e qualquer conteúdo publicado no ambiente virtual – que possuía edições em sul-coreano, japonês e inglês – seja produzido por um interagente, chamado de “cidadão-repórter”.

Em virtude dos problemas financeiros – situação que não fora isolada ao site -, o OMNI buscou renovação. Paulatinamente, mudou seu formato e, hoje, é um importante centralizador de informações sobre colaboração no Jornalismo Digital.

Em uma de suas postagens, a seção lista pesquisas acadêmicas, oferecendo ao leitor temas que já foram abordados no exterior. Vale a leitura.

Foto: vidalia11

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Infografia virou commodity

Infografia é uma expressão gráfica que ganhou relevância após a Guerra do Golfo Pérsico, no início de 1990. É uma firula que explica, com maior clareza, um tema árido e de difícil compreensão: tem a função de ampliar o potencial de compreensão dos leitores – e não foi criada graças à web. Apenas aproveitou recursos do meio. É um modelo narrativo jornalístico atrativo, sedutor – e, há algum tempo, usual. Infografia virou commodity: começa a ser produzida em grandes quantidades e por vários produtores de conteúdo.

Uma das maiores críticas que faço ao Jornalismo Digital é a banalização da técnica. Qualquer informação virou sinônimo de uma arte, digamos, mais rebuscada. Falta dosagem ao recurso. E quem compartilha este mesmo pensamento é Jaime Serra, diretor do setor de infografia da publicação espanhola La Vanguardia.

Ontem, Serra concedeu uma entrevista sobre o assunto. Em uma das perguntas referentes ao tema, Serra sentenciou: “o problema da infografia, no momento, é a quantidade, e não a qualidade”. De fato. Nos últimos meses, sites de notícia, preocupados com a possibilidade de usar recursos da rede, acabam abusando. Infografia virou ferramenta de síntese de qualquer conteúdo. Ao meu ver, ficou clara a cutucada ao La Información, site de notícia que ganhou relevância na Espanha e é conhecido por construir muitos infográficos.

Outro assunto que chamou atenção durante a entrevista veio a seguir. Na mesma pergunta, Serra questionou a popularidade do tema “visualização de dados“. Diz o especialista na área: “há uma tendência em reduzir a infografia às visualizações de dados que, ao meu entender, é apenas um excerto da infografia”. Exato. Antes da popularização do tema, infografia é história. E história não se faz apenas com dados.

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Como selecionar parágrafos e grifar textos no New York Times

Na última sexta, alguns blogs especializados comemoraram como um gol os novos recursos apresentados pelo The New York Times. Entre as inovações apresentadas no First Look – blog de novidades da empresa – o destaque ficou por conta da ampliação de vínculos presentes em um texto, com o uso dos links entre parágrafos.

Na prática, o leitor tem a possibilidade, agora, de criar links de um excerto do texto – e não o artigo completo, caso o mesmo seja extenso. Além disso, o interagente tem a chance de “grifar” o conteúdo que considerar mais importante – o uso de letras como h ou p no fim de cada url permite filtrar e hierarquizar assuntos. No caso da imagem acima, escolhi por “grifar” o quarto parágrafo do texto.

A funcionalidade facilita o compartilhamento de conteúdo em plataformas instantâneas como Twitter e Facebook e propicia maior eficácia aos leitores que buscam compartilhar conteúdo indo direto ao assunto.

É mais uma manobra da publicação na tentativa de fugir do lugar-comum e oferecer ao leitor da versão on-line do jornal uma proposta, digamos, “nova” – o recurso já é conhecido há algum tempo, mas sob o ponto de vista técnico e menos prático.

No caso dos blogs, essa tarefa pode ser facilitada com o uso do Winerlinks, plugin presente no WordPress já há algum tempo e testado recentemente no Press Think, de Jay Rosen, professor de Jornalismo da Universidade de Nova York. O serviço será um dos recursos que serão posteriormente testados no blog.

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Como a tecnologia altera o comportamento – e o Jornalismo

Conforme havia prometido, disponibilizo aqui, no blog, a palestra ministrada na última segunda-feira no curso de pós-graduação da PUC-MG. Na ocasião, tive uma conversa de como a tecnologia altera o comportamento – e o Jornalismo, traçando o atual momento de adaptação do profissional na área com os novos recursos que são disponibilizados às pessoas conectadas em rede. Ao profissiona, falta usar – e abusar – os recursos apresentados.

No mais, agradeço ao convite do professor Jorge Rocha – com quem já prometi a realização de um artigo acadêmico em 2011, e à professora Magaly Prado, que lançou nesta terça-feira o livro Webjornalismo.

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"Jornalismo Empreendedor" na Universidade de Nova York

Há algumas semanas, publiquei em meu perfil no Twitter um post do Lost Remote sobre conselhos aos jornalistas que aspiram ao empreendedorismo no setor. Em tempos de supervalorização e banalização de dados – discussão que foi amplamente valorizada nos últimos dias com o discurso de Tim Berners Lee, pesquisadores de mídia esquecem um ponto crucial no segmento: a falta de modelo de negócios no Jornalismo.

Sem esse ingrediente, não há como desenvolver receitas de sucesso. Para tentar mudar esse cenário, a Universidade da cidade de Nova York (City University of New York – CUNY) busca se reinventar – e tem uma proposta sedutora para tal.

Hoje, a instituição vai apresentar o Mestrado em “Jornalismo Empreendedor“.  O curso faz parte do novo plano de estudos do local e terá uma transmissão em streaming para quem quiser acompanhar de longe. Acredito que o evento vai começar por volta das 21h/22h (de Brasília).

O programa já disponível na rede conta com apresentações sobre novos modelos de negócios para notícias no Jornalismo Digital, com a possibilidade do pesquisador criar seu próprio formato – entenda-se aqui a chance de desenvolver startups de Jornalismo. É a mais uma tentativa de unir esferas acadêmica e de mercado.

Acredito que o desenvolvimento de empresas de pequena dimensão focadas, principalmente, em inovação vai crescer nos próximos anos. Fugir do lugar-comum é a regra – e, há alguns anos, aumenta o interesse de indústrias tradicionais na criação de parcerias com este mercado.

O recente exemplo – e que mostra há mercado no exterior aberto a novas idéias – é o projeto de Steven Johnson. Há quatro anos, o escritor desenvolve Outside.in, baseado em geolocalização e que permite reunir informações hiperlocais – apenas dos Estados Unidos, por enquanto -, do que está acontecendo ao seu redor. É o ingrediente inteligente que falta ao Jornalismo. No último mês de 2009, Johnson ganhou apoio de investidores. E, entre eles, está a CNN. É a mídia clássica tentando se reinventar.

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Acesso pago – e restrito – transforma jornal em newsletter

Há algum tempo, o mercado está de olho nas novas tentativas de cobrança por acesso a um conteúdo de publicações na web. O paywall – muro de pagamento, no jargão inglês -, fora iniciado com alguns dos jornais do empresário Rupert Murdoch e, aos poucos, será testado no New York Times. Qualquer movimento é observado com lupa pela maioria dos concorrentes. Por enquanto, não é possível mensurar a estratégia como um todo, apesar dos indícios de que o modelo não seja vantajoso. Informação é commodity.

Neste cenário, fico atento aos conselhos de Clay Shirky. O jornalista e pesquisador norte-americano escreveu recentemente em seu blog algo bem pertinente – o acesso pago e restrito a uma informação na web começa a transformar jornal em newsletter. Na prática, perdeu-se a essência do Jornal para se transformar em um boletim informativo.

Foto: Vizzual.com

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MySpace fecha parceria com Facebook. E sai no lucro

O MySpace tentou sobrevida longe do Facebook, lançou há poucas semanas uma nova versão de seu site, com novo foco em música e entretenimento, na tentativa de retomar o prestígio no mercado que ajudou a criar. Não conseguiu. A rede social de nicho, que já foi considerada a mais popular do planeta, foi humilde, pediu socorro ao site de Mark Zuckerberg e conseguiu. Agora, Facebook e MySpace são parceiros.

A expectativa que tomou conta por parte da imprensa para o encontro desta quinta-feira foi de uma fusão dos sites – o que era improvável, já que Mark Zuckerberg, comandante do Facebook, nem estava presente. Na ocasião, o acordo é simples e, um pouco tardio: prevê que os usuários do MySpace acessem seus perfis por meio do cadastro feito no Facebook. Fundado em 2003, o MySpace chegou a ser a maior rede social do mundo com mais de 100 milhões de usuários. E perdeu o trono para o novo parceiro, em 2008.

Neste caso, o MySpace sai em vantagem. Lutando contra a perda excessiva de popularidade – e enxergando “rivais” como Twitter e Facebook crescerem de forma vertiginosa – a rede vai tentar recrutar o máximo possível de dados dos usuários, como nome e e-mail, além de conhecer um pouco mais do perfil de quem acessa o site, com a possibilidade de saber quais são os interesses dos cadastrados. Para o Facebook, a empresa terá a possibilidade de angariar ainda mais novos usuários, já que a base ainda significativa do MySpace é, em grande parte, fiel.

O acordo deixa claro que o MySpace jogou a tolha: não é mais adversário direto do Facebook na briga intensa pelo trono das redes sociais. “O MySpace é agora um espaço de entretenimento social”, admitiu Mike Jonas, presidente-executivo do site.

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Economia 'mastigada' em infográfico. O New York Times explica

Economia é um sistema complexo – às vezes até incompreensível -, mas recheado de informações úteis a qualquer cidadão. No Jornalismo, o papel do profissional nessa área é crucial: transformar o beletrismo excessivo presente em termos e mensagens com grande caráter de prestação de serviço. É uma das tarefas mais árduas – e uma arte, é claro.

Nesta semana, o New York Times desenvolveu a síntese da simplicidade na editoria de economia. A publicação reuniu dados e desenvolveu um infográfico, com tons lúdicos, que compreende o complicado trabalho em estabelecer prioridades políticas. Principalmente em um país com o porte dos Estados Unidos.

Budget Puzzle: You Fix the Budget permite que qualquer pessoa conectada à rede tenha a possibilidade de equilibrar os orçamentos do governo federal. Você pode hierarquizar e escolher quais são as prioridades – e quais serão os cortes de despesa – para atingir os níveis estipulados para 2015 e 2030.

O leitor pode escolher se irá reduzir gastos com armas nucleares ou eliminar ou adicionar os subsídios aos agricultores. Feito o orçamento, você tem a chance de compartilhar seu projeto com seus seguidores no Twitter – prática comum feita em parte da mídia brasileira. Segundo o New York Times, o infográfico foi um dos mais ‘tuítados’ na história da publicação.

Trata-se, acima de tudo, de um bom exemplo de empresa que soube aproveitar os preciosos recursos da web para trazer a melhor informação ao leitor.

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Colaboração e Cooperação no Jornalismo Digital

Na intenção de preservar o modelo de desconferência presente na 6ª edição do Newscamp, em São Paulo, decidi não usar a apresentação que havia preparado para conversar no evento. No entanto, disponibilizo aos leitores do blog – e a quem quiser, é claro – parte do conteúdo que discuti nesta segunda-feira, na Cinemateca.

Ao lado da Aninha Brambilla (Terra), tentei comentar o processo de colaboração, resgatando o passado para compreender o atual momento. No mais, agradeço e parabenizo André Deak e Gabriela Agustini pelo convite e organização.

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