Facebook mira celulares simples para crescer no Brasil

A maior rede social do mundo, cuja base supera os 500 milhões de usuários, quer expandir ainda mais seus negócios e atingir um público pouco familiarizado com o uso de internet via celular. Para isso, lançou um aplicativo Java, que funciona em mais de 2.500 aparelhos, o que inclui modelos da Nokia, Sony Ericsson e LG, entre outras fabricantes. Em outras palavras: o alvo são usuários de aparelhos simples. Nada de smartphones, portanto. No Brasil, a cartada tem ainda uma função adicional: colocar a rede na liderança do segmento, ultrapassando o Orkut.

Henri Moissinac, diretor de serviços móveis do Facebook, explica que o novo programa, disponível em 14 países, pretende proporcionar ao usuário uma experiência mais completa e uma navegação mais intuitiva. O aplicativo, garante o executivo, permitirá ao usuário acessar com mais rapidez a rede social e desfrutar com mais estabilidade dos recursos on-line presentes em aparelhos menos sofisticados. A nova aplicação não estará disponível para iPhone e smartphones cujo sistema operacional é o Android. Esses aparelhos já possuem aplicativos do Facebook.

O mercado potencial da iniciativa não é nem um pouco desprezível: cerca de 20 milhões de aparelhos no Brasil, segundo Nabor Coutinho, gerente de internet no celular e serviços de mensagens da TIM, operadora com a qual o Facebook fechou parceria. “A ideia é trazer mais usuários para a base do Facebook. Queremos que todo o mundo se conecte à rede, indiferente ao dispositivo usado”, diz Moissinac.

Tanto interesse no mercado móvel, fez renascer a suspeita de que a rede social prepara o lançamento de uma aparelho celular próprio. Moissinac, contudo, faz questão de esclarecer: “Escuto essa pergunta o tempo inteiro. O que queremos é que todos os telefones tenham o Facebook, tanto nos Estados Unidos quanto nos países emergentes. Nunca lançaremos um aparelho.” É o que veremos.

(Por Renata Honorato)

Os 10 mais populares – e inúteis – aplicativos para iPhone

Os aplicativos para iPhone – e agora para Android – são, em sua maioria, inúteis. Embora os usuários desses programas reconheçam o quão improdutivos são esses passatempos, gastam, em média, dez minutos por dia com eles. É o que aponta uma pesquisa realizada pela rede de lanchonetes Subway, que lançou um aplicativo para iPhone recentemente.

Para Roy Clouter, diretor de marketing da companhia na Grã-Bretanha e Irlanda, “em um pequeno intervalo de tempo, os aplicativos para celular passaram a fazer parte da vida de muitas pessoas”. E o executivo reforça: “Muitos desses programas, embora inúteis, são divertidos e ajudam as pessoas a relaxar durante o trabalho”.

A pesquisa analisou 4.000 aplicativos que rodam exclusivamente no iPhone. Confira a lista dos dez mais populares – inúteis e viciantes:

1º - Talking Tom: espécie de tamagotchi na forma de um gatinho simpático em 3D, que interage com os usuários repetindo o que eles dizem e também respondendo a carinhos e maus tratos

2º - iBeer: simulador de copo de cerveja

3º - Fat Booth: altera fotos de pessoas, deixando-as gordinhas

4º - Cat Piano: teclado de piano que reproduz miados de gatos

5º - Zippo Lighter: simulador do famoso isqueiro

6º - Cow Toss: o (quase inexplicável) objetivo do jogo é movimentar o telefone para que uma vaca tridimensional voe em um espaço vazio

7º - Colour Tilt: tela para desenho, que muda de cor ao ser inclinada

- Hold On!: aqui, o objetivo é – por mais incrível que pareça – segurar um botão pelo maior tempo possível

- Woohoo: botão que, quando pressionado, reproduz o som “woohoo” – ou “uhuuuu”, em português

10º - Rate a fart: é a alegria dos flatulentos desinibidos. Permite a gravação e compartilhamento dos sons provenientes da emissão de gases

(Por Renata Honorato)

Há quem diga que os aplicativos irão salvar o Jornalismo…

Um dos fatos que mais me intriga nos últimos anos é a tentativa ininterrupta de buscar um produto, modelo ou fato para salvar o Jornalismo. Fala-se no fim apocalíptico do impresso, na lenda dos micropagamentos para direcionar a informação ao interagente e criação de modelos híbridos para gerar novas receitas em ambientes estruturados por tecnologias digitais conectadas. Pura especulação e nenhuma reflexão. Desta vez, chegou a hora de dizer que os aplicativos podem salvar os jornais.

Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, concedeu uma entrevista no início do mês ao site da Associated Press sobre quais são os possíveis formatos para garantir a sobrevivência de publicações do Jornalismo. Para o empreendedor, as aplicações disponíveis em novos dispositivos conectados à web – como um iPad – podem ser a chave para resgatar o segmento, que se diz em crise há mais de 10 anos.

Wales se apoiou nas gigantes Apple e Google para comprovar seu argumento. E citou o termo “impulso” para garantir que publicações terão leitores querendo consumir seus conteúdos. Só esqueceu de lembrar da dificuldade de transferir modelos de negócio da música, por exemplo, para o mundo da informação.

Não é de hoje que sites noticiosos tentam encontrar a fórmula mágica para acabar com a queda de receitas de empresas. Os aplicativos – indispensáveis em tempos de acesso à web por tablets, celulares e iPods – podem, sim, contribuir para novos lucros. Mas não podemos colocá-lo como o salva-vidas do Jornalismo.

Na necessidade de sair à frente de seus rivais, muitas empresas do setor não fazem esforço algum ao pensar na perspectiva de como o interagente irá consumir o conteúdo. Resultado: os aplicativos são espelhos das publicações em outros formatos – impresso ou on-line. E é aí que mora o perigo.

Durante uma conversa que tive no Google com Chad Hurley, um dos fundadores do YouTube, ele soltou a seguinte frase: “conteúdos distintos demandam modelos de publicidade distintos”. Ou seja, o conteúdo é distribuído em várias plataformas, mas apenas sob um único formato, passo que todos as publicações já deveriam ter dado. Agora, há outro objetivo: falta adicionar o ingrediente “inteligência” aos dispositivos. Logo, chegou a hora das empresas de mídia aprenderem com a navegação do usuário.

Em tempo: estive ausente da produção de posts por conta do fim do Mestrado. Nas próximas semanas, vou disponibilizar minha dissertação para download no blog.

Foto: tismey.

O primeiro acordo entre imprensa e aplicativos Google


Redação do grupo do Telegraph ganha ingredientes importantes do Google

O grupo britânico Telegraph Media Group (Daily Telegraph, Sunday Telegraph e Telegraph Online) não obteve um crescimento vertiginoso na web à toa. A empresa de comunicação pensou, planejou, reconstruiu modelos de negócio e, por essas e outras, vê o Telegraph, seu carro-chefe, alcançar quase 20 milhões de visitantes únicos na Inglaterra por mês.

Nesta quinta-feira, o conglomerado assinou o primeiro acordo envolvendo imprensa e aplicativos Google. Agora, os jornalistas do Telegraph Media Group vão trabalhar apenas com ferramentas on-line do principal símbolo de buscas da web.

A iniciativa é importante para ambos os lados. Jornalistas/Editores terão flexibilidade para produzir conteúdos em diversos lugares [perde o valor de ficar “apenas” em um computador], já que o Google Docs é público, enquanto o Google terá um grande laboratório de mudanças e planejamentos de ambientes virtuais “beta” na empresa jornalística.

Foto do Robinhaman.