A Microsoft ainda não sabe se Bing será um buscador ou um verbo


Para o Bing, o sumiço do Avião da Airfrance não existia

A Microsoft surpreendeu ao antecipar para o 1º dia de junho a divulgação e o lançamento em versão beta do Bing, novo buscador da empresa. O serviço, que seria aberto a todos apenas nesta quarta-feira, mostra ainda algumas falhas, mas o mais interessante é um projeto a longo prazo: a Microsoft quer que o Bing seja um buscador ou um verbo?

Bato nesta tecla desde a última sexta-feira, quando funcionários da empresa ovacionaram, alardearam e enalteceram o que ainda estava por vir. Steve Ballmer, carro-chefe da Microsoft, era o mais empolgado. “O potencial do Bing é virar até verbo”, afirmou durante o All Things Digital, que aconteceu na semana passada, nos Estados Unidos.

A questão é que, por enquanto, Bing pode virar sinônimo de Fail. Há uma variedade ilimitada de artifícios que ainda estão “desabilitados” para internautas brasileiros. Recursos como Bing Travel e Bing Cashback, que centralizam e promovem uma especificação de buscas de prestação de serviço, ainda estão inativos.

Não há uma hierarquia do que é buscado. Uma incogruência total no momento de buscas, por exemplo, de Voo 447, indicação do avião da AirFrance que desapareceu depois de deixar o Rio de Janeiro na madrugada deste domingo: nenhuma referência postada na web, segundo o Bing.

Mas, se realizar uma pesquisa sobre Bill Gates, você nota a diferença no número de resultados: 32 milhões de conteúdos no Bing, contra 27 do Google. Neste quesito, Bing para a Microsoft.

O ponto alto, até o momento, é uma busca imagética. Bem superior a do Google, que sofre por instabilidades e indexações. Soma-se a isso a funcionalidade de filtrar resultados por cores, tamanho, layout, estilo e pessoas.

No mais, fico preocupado com o salto alto do produto. O alarde promoveu uma grande procura pela busca do serviço. A questão é que o Bing apresenta as mesmas coisas – ou até piores – que os resultados apresentados no Google. Entre um e outro, o internauta mostra que é caseiro e reacionário: fica com o Google. Esperava na criação de um serviço especializado, aos moldes do que é no Wolfram Alpha.

Enquanto não o é, vamos ver quem grita Bing primeiro.