A parceria entre CNN e Foursquare para a Copa do Mundo

Mais um importante veículo acertou uma parceria com o Foursquare, rede social baseada em recomendações que alcançou há poucas semanas 1 milhão de adeptos. Nesta semana, foi a vez da CNN anunciar um acordo durante a disputa da Copa do Mundo, na África do Sul.

O cenário da união entre a rede de TV norte-americana e o Fousquare é o mesmo já visto com outras marcas – e cansativo. Durante o Mundial, CNN oferecerá duas medalhas (badges) aos telespectadores que acompanharem o evento, seja na sede sul-africana ou em qualquer um dos 31 países que disputam a competição.

Locais específicos distribuídos nestas nações já foram mapeados. Para participar da iniciativa, é necessário estar cadastrado no Foursquare e seguir CNN na ferramenta. Além da rede dos EUA, o Foursquare já fez acordos com o diário britânico Financial Times. Neste caso, a estratégia é mais interessante e menos lugar-comum.

O que me preocupa, nessas parcerias, é o anseio midiático em ser pioneiro. Já critiquei em outras oportunidades a supervalorização de pessoas e blogs especializados em torno do serviço. Antes de conhecer, desvendar e aprender sobre a rede, o mais importante – no momento – é se garantir. Mas nem toda garantia pioneira é o mais importante. Não podemos esquecer da limitação de uma rede. Que diga o Second Life.

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Quando a CNN se preocupa com o Facebook

Reflexivo o discurso produzido nesta semana por Jonathan Klein, presidente da CNN, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010. O jornalista, um dos mais respeitados nos Estados Unidos, admitiu pela primeira vez que tem maior preocupação com o Facebook do que sites noticiosos rivais, como a Fox News, que dobrou sua fonte de tráfego nos últimos meses.

As redes sociais realmente me assustam. Queremos ser a fonte de informação que gere maior confiança, mas a rede de amigos construída no Facebook tornou-se fontes de notícias.

O argumento de Klein é, no mínimo, interessante. Sua preocupação é válida, porém mostra a importância de um canal virtual de informação estar em rede e conectado com uma malha social em uma plataforma participativa. Ele acredita que sites como Facebook e Twitter afastam parte do público da TV. Aí é que entra a necessidade de tornar-se mais distribuído e menos centralizado.

A página principal de um canal de notícias não é mais a grande fonte de tráfego. Sua audiência está segmentada. E, para fazer parte da troca de links entre usuários em redes, é necessário estar nelas. E com humanos e não robôs, já que a idéia fazer parte das recomendações alheias, atributo que favorece redes sociais móveis, como o Foursquare. Você acaba acreditando nos seus amigos, que indicaram algo, a pensar em sugestões do Google distribuídas na web.

Foto: Media_Summit.

Quando a mídia norte-americana valoriza o hiperlocalismo

outside.in

Interessante acompanhar a movimentação dos sites noticiosos norte-americanos quando o assunto é hiperlocalismo. Pensar em informação ‘glocal’ para atender uma demanda específica e distribuí-la de forma ‘global’ tem sido uma das tônicas mais usadas pelas empresas de comunicação para atrair um novo público ao ambiente virtual.

Em setembro, falei da estratégia da ESPN de tornar-se um canal segmentado em esportes no país. Em pouco tempo, lançou projetos experimentais em dois grandes pólos esportivos (Chicago e Boston) para valorizar cada vez mais seus fiéis leitores ou espectadores. Desta vez, chegou a hora da CNN.

Uma das principais redes de TV do mundo anunciou investimentos no Outside.in, site de notícias local criado pelo escritor Steven Johnson que tem uma premissa de agregador de conteúdo envolvendo blogs e canais mainstream correspondentes a bairros específicos dos Estados Unidos.

Trata-se de um dos primeiros novos modelos do ambicioso projeto da CNN na web. Há poucas semanas, falei sobre sua nova interface. Agora, acolheu o princípio de sair do grande centro e tornar-se um canal distribuído.

Percebeu a possibilidade de produzir a informação a partir de mapas geotaggaeado e, a partir do incentivo colaborativo ‘jornalístico’ e a possibilidade de produzir conteúdo por celular (mobilidade), dá os mesmos passos que a MSNBC, um dos sites informativos de maior audiência por lá, que adquiriu o EveryBlock, site hiperlocal de notícias popular norte-americano.

A vitória dos meios com Barack Obama


Pesquisa aponta CNN à frente do NYT na web

Não escrevi sobre a vitória e a movimentação de Barack Obama envolvendo novas mídias e tecnologia pois isso virou lugar-comum na blogosfera. É todo mundo comentando os passos de seu triunfo, aliado é claro ao [péssimo] falso holograma produzido pela CNN durante a cobertura das Eleições dos Estados Unidos.

O fato positivo da cobertura para os veículos de comunicação foi o crescimento. TV, Internet e, principalmente, o Jornal lucraram com a mudança cultural da população norte-americana nos próximos quatro anos.

Mais de 70 milhões de norte-americanos assistiram a movimentação eleitoral pela televisão. Em 2004, este número era de “apenas” 59 mi. Os diários locais tiveram um crescimento de 35% em suas vendas nos últimos dias, número extremamente interessante para comprovar a preocupação do norte-americano com assuntos mais “aprofundados”, céticos, com maior precisão de compreensão do contexto.

Na internet, a história não foi diferente. Cerca de 25% de crescimento em visitantes únicos e 61% maior de tráfego por tempo em ambientes virtuais, o que também comprova a preocupação em tempo real de muitos com o resultado oficial.


A criação bizarra de um falso holograma não permitiu hegemonia da CNN na TV

Apesar da espetacularização e atributos de ficção-científica, a CNN não foi o canal de TV mais visto pela população dos Estados Unidos. A ABC foi a líder da noite do anúncio da vitória de Obama, com 13,1 milhões de telespectadores, enquanto sua rival ficou com 12,3 mi.

Entre os jornais, não tem jeito. O tradicional The New York Times manteve sua autoridade frente às seus concorrentes. Aumentou suas vendas em 30%, à frente do Washington Post, outra importante referência impressa.

Na internet, novas surpresas [pelo menos pra mim]. A CNN teve a maior audiência, com 12,8 milhões de visitantes únicos; um crescimento de 51%! O fato é interessante pois considerei a cobertura do The New York Times bem mais atrativa e completa. MSNBC e Yahoo News! completam o “pódio” da web.

Toda essa movimentação só confirma a preocupação mundial, graças é claro ao alarde da imprensa, com o futuro dos Estados Unidos. Era esperada a vitória de Barack Obama nas urnas, mas havia ainda muito receio sobre o não cumprimento da palavra de seus eleitores. Essa frase vista no G1 sintetiza meu argumento de preocupação, levantando até uma hipótese do triunfo de John McCain.

‘Votei no McCain mas torço pelo Obama’
Acabei de votar na que vai ser a maior eleição da história americana. Apesar de ser Republicano e votar no Mcain (sic!), por questões puramente de princípios em ordem de importância – casamento com pessoas do mesmo sexo, aborto e nomeações para a Corte Suprema -, creio que se Barack Obama vencer este país estara dando um gigante passo nas questões de preconceito racial e divisão social.

Uma agência de notícias chamada CNN Wire

A CNN parece ter encontrado um caminho para promover novos modelos de negócio no jornalismo. Intitulada de agências de notícias por empresas de comunicação online que “cozinham informação”, a marca jornalística estuda “inovar” e nas próximas semanas pode lançar sua agência: a CNN Wire.

A estratégia, caso seja confirmada, não deve mudar a postura da CNN. A criação de uma agência de notícias não vai alterar sua rotina. Só reafirma uma concorrência com Reuters e AP. CNN conta com 3800 funcionários, 900 canais afiliados e está em 23 “agências” em todo o mundo. A demanda consegue facilmente cobrir o que pode ser oferecido: notícias em tempo real.

Foto: Ricardo Carreon.

A [nova] aposta da Globo no Twitter


Cine Twitter (lado direito da imagem) é a nova aposta global

Positiva a integração que a organização Globo promove, aos poucos, com o Twitter. Sua primeira experiência aconteceu há pouco tempo, com o Prêmio Multishow. Desta vez acontecerá com o Festival de Cinema do Rio de Janeiro.

Desde o último dia 25, até o dia 09 de outubro, a empresa de comunicação inseriu o Cine Twitter, um espaço destinado ao hotsite do evento que mostra as mensagens de participantes do microblog sobre tudo que acontece no festival: comentários, opiniões, discussões…

Para participar do serviço, é necessário antes de tudo possuir uma conta no Twitter. Para que sua mensagem de até 138 caracteres apareça na cobertura do Globo, é necessário escrever uma tag, um código [#festrio] em algum ponto da mensagem.

A iniciativa interativa tornou-se lugar-comum nos últimos meses. Alguns veículos sacaram a utilidade e a popularidade do Twitter, adotaram idéias e criaram uma nova comunidade de discussões, envolvendo marca jornalística, cidadão e um suporte [rede social].

Exemplos não faltam…

O Las Vegas Sun, um dos jornais mais reacionários dos Estados Unidos, fará uma cobertura pelo Twitter do julgamento do ex-jogador de futebol americano O.J. Simspon. A CNN permitiu, há algumas semanas, o auxílio do principal microblogging em alguns de seus programas jornalísticos.

No Brasil, meu único destaque é com o portal Terra, que soube organizar e estruturar uma aliança entre as informações das Olimpíadas e o serviço de microblogging.

A união entre iPhone e Jornalismo Colaborativo na CBS


Áudio e vídeo começam a ditar novo rumo da colaboração

A iniciativa criada pelo Youtube em lançar um canal exclusivamente direcionado ao Jornalismo Colaborativo e os bons resultados do iReport, da CNN, promoveram movimentação de veículos de comunicação nos Estados Unidos.

Via techcrunch.com, conheci CBSEyeMobile.com, o espaço destinado aos conteúdos produzidos por cidadãos.

A CBS, um dos maiores meios dos Estados Unidos, lançou a aplicação EyeMobile for iPhone, abrindo diretamente no iTunes, para promover a troca de informações entre internautas em seu canal. Agora, é possível agregar fotos e vídeos produzidos por qualquer pessoa em um espaço virtual.

O empreendimento, sinceramente, não sei se terá um retorno interessante. Parece que o CBSEyeMobile.com foi construído devido às criações dos rivais, como iReport, da CNN, e uReport, da Fox News. Não há uma cultura de colaboração, um sentimento de pertencimento do cidadão que vai ingressar e utilizar o serviço. A única tendência que observo é a aproximação, ainda mais, do Jornalismo Colaborativo de um trabalho imagético.

Leia mais:

O auxílio cidadão do Twitter na CNN

Um jornalismo financiado por cidadãos

O auxílio cidadão do Twitter na CNN


A baleia e a CNN: jornalistas agora recebem auxílio de usuários do Twitter

Via mediachroniques.ning.com.

Tá aí. Um bom [novo] motivo para justificar a presença e fama do Twitter na web. A CNN sacou isso e permitirá o auxílio do principal microblogging em alguns de seus programas jornalísticos.

A proposta consiste em envio de perguntas de usuário do serviço aos jornalistas do veículo de comunicação para ajudarem a criar novas perguntas, caso exista um entrevistado ao vivo. Isso acontece, por exemplo,  com Rick Sánchez ou Don Lemon. Dois [bons] jornalistas da CNN que usufruem muito bem de uma rede social de 138 caracteres considerada inútil.

Perguntas pertinentes e inteligentes podem surgir durante um programa ao vivo com um entrevistado relevante.

Isso só é mais um lado positivo ao Twitter. Além de sua proposta inicial [What are u doing now?], Twitter serve com um bom agregador de links, graças ao número de usuários inseridos, e, agora, ganha importância no espaço da comunicação com mais uma premissa: a de auxiliar o jornalista.