“Editor de Mídia Social realmente existe?”

Por conta dos projetos acadêmicos produzidos no mestrado e uma série de palestras e painéis ministrados em Universidades nas últimas semanas, postar no blog se tornou uma das tarefas mais árduas. No entanto, abasteço o espaço com os conteúdos apresentados aos interessados sobre a adaptação do Jornalismo Digital com o uso intensivo de recentes plataformas de mídia, como Twitter e Facebook.

Nesta oportunidade, compartilho a conversa que tive na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Na ocasião, aconteceu o Mashable Meetup e, ao lado de Guilherme Valladares e equipe do Papo de Homem, Pedro Burgos (Gizmodo), falei sobre “conteúdo, independente do meio” – tema capitaneado por Alexandre Inagaki (Pensar Enlouquece, Pense Nisso). Desta vez, foi o tema “Editor de Mídia Social realmente existe?”

O conteúdo faz parte de um processo de reflexão – colaborativo – sobre um tema tão alardeado. Na prática, ouço vozes veladas ubíquas que abordam o assunto. Contudo, faltam discussões que envolvam o conceito.

O Google vai às compras. E contrata jornalista

Há quem diga que os olhos do Google estão voltados apenas para seu sistema de pesquisa e plataformas consolidadas de uso como o Gmail e YouTube. Mero engano. A gigante de buscas quer se aproximar da infraestrutura da internet – é só mapear a polêmica envolvendo a neutralidade de rede. Na esfera da comunicação, a empresa também mostra sua inquietação. E já tem uma mira – publicações e sites de notícia.

Ontem, o Google acertou a contratação de Madhav Chinnappa, um dos editores-executivos da BBC News. Sua tarefa será uma das mais árduas: aperfeiçoar o serviço de notícias da empresa – o Google News – e ser o personagem-chave para diminuir o ceticismo de empresários de publicações com a empresa. Há algum tempo, eles travam batalhas virtuais por considerar que o Google rouba conteúdo. Diz o magnata Murdoch, dono do Wall Street Journal: “apropiar-se do conteúdo alheio de forma inapropriada, utilizando trechos sem uma autorização prévia”, segundo.

Chinnappa será o responsável por fornecer parcerias do Google News no Velho Continente, área que não é tão demarcada pelo bate-boca virtual. A América do Norte, até o momento, é o foco de discussão mais intenso.

A aquisição mostra o interesse do Google – e de outras empresas do mercado – no segmento. Em 2008, Peter Barron, diretor de um programa da BBC, também fora fisgado pela gigante de buscas para trabalhar no departamento de comunicação e relações públicas na Europa. Em julho, o editor-senior da Newsweek Mark Coatney abandonou uma das publicações mais tradicionais do mundo para filiar-se ao Tumblr, serviço que conta com 6,6 milhões de usuários cadastrados. Chegamos à era da aspiração por startups com grande potencial de crescimento. Sai o cenário do sonho de trabalhar em um grande meio de comunicação para apostar em produtos – e marcas – mais distribuídas em rede.

Foto: Spencer Holtaway.

‘O que faz um Editor de Mídia Social?’

Participei no último sábado do IV Seminário Tendências Conectadas nas Mídias Sociais, evento anual realizado na Faculdade Cásper Líbero organizado mais uma vez pelo professor Walter Lima e o jornalista Tiago Dória. Infelizmente não consegui acompanhar todos os paineis, mas recebi ótimas indicações de quem esteve por lá o dia todo.

Conforme havia prometido, segue abaixo a conversa que tive com os presentes, além dos ‘tuiteiros’ que acompanhavam o seminário via streaming. Foi uma honra ter a possibilidade de explicar o trabalho em VEJA ao lado de Rodrigo Martins, do Estadão, e Aninha Brambilla, do Terra – com quem eu não esperava dividir tão cedo uma mesa de discussões, já que sempre foi uma das minhas fontes de inspiração na área.

No mais, agradeço o convite do professor Walter Lima e a recepção de quem esteve presente no painel. Foi mais uma experiência bem interessante.

Posts relacionados
Algumas das palestras já ministradas