Novas falhas escancaram o maior defeito do Facebook

Desde o início do ano, uma escala começa a ser configurada no Facebook. Simultaneamente ao avanço da rede social de maior popularidade no mundo, com mais de 500 milhões de cadastrados, crescem as críticas aos problemas de privacidade encontrados pelo site. O novo espinhoso episódio da empresa de Mark Zuckerberg aconteceu nessa segunda-feira. O Facebook admitiu que dados confidenciais de usuários cadastrados em aplicativos populares da rede como o Farmville foram transmitidos a empresas de publicidade e de rastreamento na internet. Na prática, informações valiosas de dezenas de milhões de pessoas – como nome, idade, e-mail e localização geográfica – estavam nas mãos de empresas como a Rapleaf, capazes de cruzar informações disponíveis na web e vendê-las a anunciantes. Neste caso, o movimento aponta para uma única direção – o histórico de problemas que ilustra a vulnerabilidade da ferramenta.

Em abril, período que marcou a conquista de 400 milhões de cadastrados no site, dados como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos passaram a ser considerados públicos. E pior: sem um aviso claro. Na ocasião, órgãos reguladores de diversos países condenaram a atitude, que previa a autorização de sites parceiros a extrair informações pessoais para personalizar seu conteúdo na página. Pressionado, Mark Zuckerberg publicou uma carta aberta no jornal Washington Post pedindo desculpas. “Erramos o alvo”, afirma. Desde a sua fundação, em 2006, o Facebook já mudou suas regras de privacidade em 23 oportunidades – uma média de quatro reformulações por ano.

E os tropeços virtuais não param. Em julho, o consultor de segurança online Ron Bowes, da Skull Security, reuniu e disponibilizou para download dados pessoais de 100 milhões de usuários. Segundo Bowes, os conteúdos foram publicados para alertar a população conectada na plataforma social.

Há dois meses, uma função criada para tornar o Facebook mais amigável levantou uma nova suspeita. Na época, a funcionalidade fazia com que a tela de “senha incorreta” do site mostrasse o nome completo do usuário – acompanhado de uma imagem e e-mail. Mais um erro, primário e básico, que um gigante das redes sociais como o Facebook não pode cometer. Mas comete, comprometendo o principal interessado da ferramenta: o dono da informação.

Foto: iti4u.

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