A histórica venda da 1ª página do New York Times

2009 mal começou e o New York Times já começa a promover mudanças. Nesta segunda-feira, o maior ícone impresso dos Estados Unidos começou a vender espaços publicitários em sua primeira página. A medida, inédita e histórica, só confirma como o veículo produz “modelos de negócios alternativos” em busca de novos lucros.

The New York Times era um dos poucos impressos, em todo o mundo, que se recusava a vender um espaço de sua primeira página. O impresso sempre considerou que sua capa servia para as “principais notícias do dia”.

Mas o dia de mudanças chegou. E a CBS, famosa rede de televisão norte-americana, foi quem estampou sua marca por lá. Em apenas um retângulo de 2,5 polegadas de altura. NYT, por sua vez, não quis revelar os valores da negociação.

O ano nem começou, mas NYT já mostrou pra que veio. Aos poucos, começou a lançar suas estratégias. Em sua versão impressa, não há muitas saídas. A primeira já foi feita: ceder o conservadorismo e desenvolver um novo espaço gerador de lucro.

Na web, fica nítido sua intenção de tornar-se uma plataforma de conteúdo mundial com o lema: “ofereço o melhor, fique aqui conosco”. Sua estrutura aberta (e pouco participativa ainda) permitindo a visualização de conteúdos externos – diga-se concorrência – em seu ambiente virtual faz com que exista uma espécie de fidelização com o internauta. E, por essas, que visualizo esta corrente como “mundial”: NYT já é o 8º diário digital mais lido no Reino Unido, por exemplo.

NYT quer apenas uma coisa: ser sinônimo de informação contextualizada, completa e bem feita.