Confusão com foto da família Zuckerberg serve de lição a usuários do Facebook

Nesta terça-feira, um episódio envolvendo Randi Zuckerberg, irmã do fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, mostrou que problemas relativos a privacidade na rede social batem à porta de qualquer usuário do serviço. Randi usou seu perfil no Twitter para reclamar que uma foto que ela publicara reservadamente no Facebook (ou seja, apenas para amigos) foi parar no microblog. Ainda não está claro como a imagem de Randi veio a público. O que fica do episódio é um lembrete aos usuários do Facebook: ainda que um conteúdo seja publicado reservadamente na rede, pode se tornar público.

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‘A moment in time’ representa o poder mundial do NYT

Moment at Time, do New York Times

No último dia 02, às 12h (de Brasília), o New York Times convidou a população mundial para fotografar “o que ocorria com você naquele momento”. Para participar do ‘A moment in time’, não era necessário ser profissional – apenas ter o estímulo de registrar um momento do dia. Nesta terça, a publicação norte-americana disponibilizou o resultado, o que pode ser reflexo do poder mundial da empresa.

As imagens estão por todos os cantos – houve produção de conteúdo em todos os continentes. Foi interessante conhecer, por exemplo, as perspectivas diurnas e noturnas de Europa, América e Ásia. O trabalho, cooperativo no sentido de construção e individualista no registro, fora recebido de forma positiva: mais de 15.000 contribuições feitas por amadores e profissionais.

No cenário brasileiro, um teste acabou sendo publicado. Carlos Eduardo Jorge, colega de trabalho, tirou uma foto de sua cidade-natal, Lençóis Paulista. O registro está em destaque no site.

Fica a lição de quem busca produzir produtos colaborativos – a sensação de sentimento de pertencimento à rede é algo imprescindível. E isso é constatado no ‘A moment in time’.

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O registro da cidade de Paris em 26 gigapixels

Três fotógrafos produzem uma imagem de 26 gigapixels da cidade de Paris, na França

O número de megapixels oferecido por uma câmera digital promove, semestralmente, uma batalha pra ver quem oferece a melhor resolução por menor preço. Desta vez, os milhões de pequenos pontos que aumentam o tamanho e a nitidez da imagem ganharam ares de testes – a visão panorâmica de Paris, na França.

Martin Loyer, Arnaud Frich y Kol, três especialistas em fotografia, produziram um registro da cidade de 26 gigapixels ou 26.000 megapixels (3.000 vezes a mais de resolução que uma câmera comum no mercado nacional de 8 megapixels). A imagem está disponível na web, com a possíbilidade de movê-la aproximadamente 180º, aos moldes da tecnologia que permite movimentar a câmera para todos os lados.

Os fotógrafos usaram duas câmeras Canon 5D Mark II, lançadas em 2008, e disponibilizaram um vídeo para explicar o projeto. O resultado é semelhante às imagens capturadas para conhecer a cidade de Dresden, na Alemanha.

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As quatro estações do ano em 120 segundos

Impressionante e de excelente qualidade o vídeo feito pelo norueguês Eirik Solheim. Com o auxílio de uma câmera profissional, ele conseguiu captar mudanças das quatro estações de ano na cidade de Oslo e compilou em uma produção de apenas 120 segundos. Em 2008, ele já havia feito a mesma experiência, mas em 40 segundos.

Confira o resultado no vídeo abaixo:

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A foto com a maior resolução da história

A foto com a maior resolução da história

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Durante mais de uma década, à medida que as câmeras digitais eram disponibilizadas ao consumidor doméstico, os fabricantes competiram pra ver quem oferecia a melhor resolução por menor preço. A disputa era travada por um único atributo, o megapixel, milhões de pequenos pontos que dão qualidade a imagem.

Desta vez, a batalha transcendeu qualquer embate. Na cidade de Dresden, do alto do prédio “Haus der Presse”, na Alemanha, foi registrada uma foto panorâmica com a maior resolução da história: 26 gigapixels de resolução. O que isso representa?

O registro contém mais de 26.000 megapixels, 3.000 vezes a mais de resolução que uma câmera comum no mercado nacional de 8 megapixels. A imagem está disponível no site Gigapixel, com a possíbilidade de movê-la aproximadamente 180º, aos moldes da tecnologia que permite movimentar a câmera para todos os lados.

As fotos foram capturadas durante 3 horas de trabalho. O vídeo abaixo explica todo o processo:

Estupro virtual

“Jovem é raptada, sodomizada e violentada. Após ser mantida em cativeiro com sua mãe e irmã por meses, é obrigada, pelo estuprador, a cometer aborto

O que parece uma notícia sobre algum caso bizarro de algum maluco solto mundo afora é na verdade o enredo de uma ficção. E o que chama atenção nessa ficção de gosto um tanto quanto questionável é que ela é um game de sucesso considerável.

“Rapelay” é um simulador que inclui objetivos como estuprar, fotografar e chantagear meninas vestidas em uniformes colegiais japoneses. O game, para PC, de origem japonesa, ficou popular em sites de downloads P2P e levantou uma discussão importante.

Uma matéria no “Estado de São Paulo” na semana passada falava sobre o jogo, suas pervesidades e que ele podia ser encontrado no “catálogo” de vários vendedores ambulantes na região da Santa Ifigênia, no centro de São Paulo.

Encontrei diversos blogs discutindo o jogo e condenando, obviamente, seu conteúdo. As discussões entre os comentadores foram fervorosas e por incrível que pareça, alguns leitores defendiam o jogo – como forma de “escape” ou “realização virtual” de desejos do ser humano – outros criticavam fervorosamente o fato de simplesmente se escrever sobre isso alegando ser uma forma de divulgação do próprio jogo. A grande maioria, claro, se manteve na crítica ao jogo em si.

A discussão é sempre necessária e saudável, e quando se trata de temas polêmicos como este a coisa toda tende a ser bastante exaltada; mas ela deve sempre existir. A omissão de um fato como este não contribui em nada com o amadurecimento da sociedade com relação a algumas questões.

Aliás, cabe à sociedade aprofundar a velha discussão sobre o “virtual” e o “real” e sobre os aspectos criminais envolvendo realidade e ficção. O jogo traz a tona uma problemática inerente à própria globalização (tendo como maior “via” a internet): o choque entre culturas às vezes pode soar um tanto quanto assustador.

Não tenho a intenção de julgar quem fez ou quem “consome” o jogo. Mas o simples fato dele existir já significa alguma coisa. Moralmente “errado” ou não; simulação ou perversão; nos cabe aprofundar essas questões sobre um ponto de vista menos maniqueísta (certo X errado, bem X mal) e procurar entender motivos, meios e repecurssões de algo que transcende em muito o próprio game.

E que venha a discussão!

Telas do próprio jogo.