Um cenário — quem diria — otimista para o Jornalismo

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Nesta quarta-feira, o Pew Internet Research divulgou a mais nova edição do The State of The News Media, relatório anual sobre as perspectivas do mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor — e discutida aqui, no blog, desde 2008. O levantamento, relativo ao ano de 2013, escancara os problemas do setor, carente de inovações, mas apresenta — quem diria — uma versão otimista do jornalismo por duas razões: titãs acostumados a fazer dinheiro no mundo virtual iniciam investimentos em empresas de mídia e relativo sucesso de novas publicação com DNA digital. Um ponto, no entanto, foi encoberto por uma grande montanha de dados: a capacidade de criar equipes multidisciplinares.

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É o fim do Editor de Mídia Social?

Em agosto de 2010, o físico e editor-chefe da revista Wired, Chris Anderson, recebeu os holofotes virtuais para sentenciar a morte da web. Seu argumento é baseado no crescente uso de dispositivos móveis que possibilitam acesso à internet sem passar por algum endereço www. Não convenceu. O mesmo aconteceu com o iPod, e-mail e, recentemente, com o Facebook. Sentenciar o fim de uma plataforma ou profissão em detrimento da tecnologia já não é mais novidade. Chegou a hora, contudo, do cargo de editor de mídia social.

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O futuro do Jornalismo é pensar ‘digital first’?

Um dos maiores questionamentos que recebo nos últimos anos acerca do Jornalismo é desvendar – se possível, claro -, quais elementos são imprescindíveis para o novo profissional, que emerge das universidades, chegar às tradicionais redações. Fornecer uma resposta simples e objetiva é, no mínimo, claudicante. Mas, independente dos ingredientes que são adicionados diariamente às novas estruturas da profissão, um fato jamais pode ser ignorado: a tecnologia – e seus aparatos – modificam a sociedade e, principalmente, o Jornalismo.

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Como será o “jornalista do futuro”?

Um dos princípios que tento fugir em posts de blogs é o da futurologia – característica cada vez mais apropriada aos tempos de novos conceitos e ideias sem base teórica difundidas na web. O único fato que os ‘futurólogos’ esquecem é que não vivemos uma revolução no momento – somos exatamente como nossos ancestrais na caverna, apenas houve uma adaptação da tecnologia às pessoas.

E é neste sentido que acredito na profissão jornalista, uma espécie de ‘darwinismo‘ que pode mostrar o rumo da carreira. Já me perguntaram em várias oportunidades sobre o que esperar do profissional no futuro. A resposta, até o momento, é indefinida. Mas o Poynter começa a traçar alguns dos possíveis argumentos.

O site fez uma lista de ‘Guia de sobrevivência dos jornalistas’, glossário com termos técnicos que o profissional deve conhecer, usar e abusar. Vale a leitura.

Foto: Ninjamarathonman

Um balanço do State of the News Media 2010

Uma leitura obrigatória para o primeiro semestre do ano aos jornalistas que trabalham em sites noticiosos é o The State of the News Media 2010. Em sua oitava edição – geralmente divulgado no meio de março e sob ponto de vista dos norte-americanos – o relatório guia o futuro do jornalismo, mas às vezes chove no molhado por ter uma publicação datada que envolve tendências.

Em 2009, abordou um tema que  envolve até hoje minha dissertação do mestrado: a inserção do cidadão na produção de um acontecimento ou fato. Na época, discutia-se se o leitor era fonte ou “apurador” de informação, discurso antigo e já ultrapassado aos moldes que a tecnologia permeou o ser humano no ato de comunicar-se.

Desta vez, o relatório aborda um importante dado sobre a possibilidade de sobrevivência apenas com publicidade. Os jornais, incluindo os online, perderam 26% de receita em 2009, reflexo da tendência de que o modelo não sustenta em si o negócio.

Outro ponto destacável é a importância que os agregadores de informação têm aos internautas hoje. Cerca de 56% dos entrevistados revelou usar um site que centraliza notícias, reflexo da amplitude que um Huffington Post tomou nos últimos meses. No entanto, a grande maioria afirma que visita de dois a cinco sites de notícia por dia, o que mostra a falta de fidelidade entre marca online e interagente.

De resto, acabou mais uma vez em “temas batidos”. Falou sobre o que considera-se por lá como “Jornalismo Cidadão” e chegou a uma conclusão já pré-estabelecida – sites colaborativos sofrem o mesmo problema do “Jornalismo Tradicional” ao tentar captar recursos. A melhor maneira de sobrevivência,  no caso, é parceria com empresa de mídia.

Foto: Alex Glickman.

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A preocupação com o futuro do Jornalismo


The Guardian promove criação de editoria sobre o futuro do jornalismo

O The Guardian, uma das empresas jornalísticas mais importantes do mundo, não parou no tempo.

Apesar das questões tradicionais [de respeito] que possui, o meio de comunicação consegue olhar para frente.

O exemplo é a criação de uma editoria segmentada, porém importante para o futuro da comunicação.

Guadian.co.uk criou The future of Journalism, espécie de ambiente virtual que discute e repercute ações envolvendo tecnologia e informação.

O destaque do dia é sobre como abordar as notícias envolvendo celebridades.

É mais uma confirmação sobre a tendência de criação de ambientes virtuais para promover discussões que são pouco difundidas em desconferências. Foi este o objetivo para a criação de um projeto pessoal envolvendo Jornalismo Colaborativo.

O Jornal do futuro

Não sou aqueles entusiastas da comunicação que tenta transcender o futuro e prever o fim ou não do impresso.

Mas destaco nesta quinta-feira um anúncio de discussão na blogosfera. Foi apresentado nesta semana, durante a conferência da World Association of Newspapers (WAN), o “3030″, protótipo do jornal do futuro.

Menor, mais leve e prático [veja foto], o suporte palpável de comunicação foi bem recebido pelos publishers presentes no evento.

Foto do Innovationsinnewspaper .