O ato de compartilhar notícias do NYT por e-mail

e-mail

Dois pesquisadores da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, produziram um estudo pertinente sobre o comportamento do internauta com a informação. A entidade fez uma análise da lista de notícias mais enviadas por e-mail do jornal The New York Times e, a partir da base constituída, caracterizou-a. O resultado é extremamente interessante e reforça um caráter ‘emotivo’ de compartilhamento.

Segundo o estudo – feito com mais de 3 mil artigos – leitores do NYT compartilham informações ‘positivas’ e das editorias de Ciência e Saúde. O que mais me chamou atenção é, que, cerca de 20% do que fica na página principal do site noticioso é compartilhado, ampliando o pensamento de que disseminação e armazenamento de informação não é sinônimo de hardnews.

Sobre a questão da extensão do texto, algo já esperado. Internautas compartilham notícias ‘longas’, de pouco destaque e com a premissa de que as pessoas tenham o mesmo sentimento ao ler o fato. Um caráter motivacional de reciprocidade, segundo princípios do sociólogo Peter Kollock. Sai de cena os incentivos moral ou social, além do prestígio, para dar destaque a correlação.

Infelizmente, toda pesquisa envolvendo mídia na web tem os seus defeitos. Nesta ocasião, o estudo foi feito a partir dos cliques no botão de compartilhamento do NYT. Logo, o estudo não pode ser considerado o espelho da realidade no site noticioso. O que ainda é comum hoje, na web, é copiar o link da matéria, jogá-lo no corpo do texto de uma mensagem e, posteriormente, realizar o compartilhamento com os outros.

Foto: Andygural.

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Quando leitores de meios digitais não querem pagar para obter informação na web

Como descobrir o controle de informação na China

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Em uma única captura de imagem, é possível descobrir como é feito o controle de informação na China. A partir da busca “Tiananmen square protest” (Massacre da Paz Celestial), você percebe a diferança nos resultados da versão norte-americana e chinesa.

Via Digg.

A histórica venda da 1ª página do New York Times

2009 mal começou e o New York Times já começa a promover mudanças. Nesta segunda-feira, o maior ícone impresso dos Estados Unidos começou a vender espaços publicitários em sua primeira página. A medida, inédita e histórica, só confirma como o veículo produz “modelos de negócios alternativos” em busca de novos lucros.

The New York Times era um dos poucos impressos, em todo o mundo, que se recusava a vender um espaço de sua primeira página. O impresso sempre considerou que sua capa servia para as “principais notícias do dia”.

Mas o dia de mudanças chegou. E a CBS, famosa rede de televisão norte-americana, foi quem estampou sua marca por lá. Em apenas um retângulo de 2,5 polegadas de altura. NYT, por sua vez, não quis revelar os valores da negociação.

O ano nem começou, mas NYT já mostrou pra que veio. Aos poucos, começou a lançar suas estratégias. Em sua versão impressa, não há muitas saídas. A primeira já foi feita: ceder o conservadorismo e desenvolver um novo espaço gerador de lucro.

Na web, fica nítido sua intenção de tornar-se uma plataforma de conteúdo mundial com o lema: “ofereço o melhor, fique aqui conosco”. Sua estrutura aberta (e pouco participativa ainda) permitindo a visualização de conteúdos externos – diga-se concorrência – em seu ambiente virtual faz com que exista uma espécie de fidelização com o internauta. E, por essas, que visualizo esta corrente como “mundial”: NYT já é o 8º diário digital mais lido no Reino Unido, por exemplo.

NYT quer apenas uma coisa: ser sinônimo de informação contextualizada, completa e bem feita.

A informação pan-africana

Vi no Periodista Ciudadano e merece um destaque.

Africa News é um novo e interessante experimento envolvendo Jornalismo Colaborativo. Trata-se de um projeto que envolve indivíduos espalhados por todo o continente.

Mais de 200 cidadãos-repórteres estão em 32 países em busca do que consdero informação pan-africana. O ambiente virtual é recheado de diversos conteúdos multimídia, graças, é claro, a aparição e disseminação de celulares como o N95.

Se tudo der certo, Africanews será sinônimo de [novas] pautas jornalísticas para o restante do mundo. Desde quando ingressei à faculdade critico a falta de cobertura midiática em guerras civis importantes, como por exemplo a de Ruanda, envolvendo tutsis e hutus.

Irish Times libera informação


Irish Times entra na onda do fim do conteúdo pago; e o Brasil?

Vi no Journalism.co.uk.

Pelo jeito, o Brasil fica mesmo para trás.

Irish Times não é um jornal muito conhecido. Isso é fato.

Apesar da falta de relevância mundial, o impresso tem, no mínimo, um aspecto interessante. Foi uma das primeiras aparições “tradicionais” na web. Em meados de 1994.

Nesta semana, Irish Times imitou NYT, NBC, Wall Street Journal e tantos outros. Liberou todo o conteúdo do veículo ao internauta. Nada de informação paga ou por senha. Circulação de fatos, agora, pode ser vista livremente.

No Brasil, infelizmente, isso permanece. Globo On-line, Folha de S. Paulo e Estadão. Três importantes veículos. Três marcas do jornalismo brasileiro. Três ambientes virtuais retrógrados.

Foto do GEL.

Novas maneiras de ler a notícia


Sites promovem mudanças na hora de ler um conteúdo

A introdução do Flash na visualização de informação na web promoveu um interesse pessoal. Há menos de uma semana, o De Repente divulgou a primeira aparição [pelo menos minha] de novas formas para ler uma notícia.

Via 10000words.net, descubro que tudo isso não é mais novidade.

Destaco, a partir de uma leitura breve, oito formas diferentes para enxergar, agregar e difundir informação.

LiveNewsCameras.com: Bem aos moldes de Justin.TV, Joost e tantos outros. Integra 100 canais de notícia.

10×10: Cem imagens em formato 10×10 para promover o balanço do dia.

The Times newsreader: serviço que reproduz um veículo impresso na web. Pago.

The Visual Dictionary Online: define signos e informação a partir de imagens


Spectra e mais sete novas maneiras de visualizar informação na web

Spectra: Já propagado no De Repente. Serviço mais completo, interessante e inovador.

Newser: Praticamente um slideshow. Você passa o mouse pelas notícias e, caso queira se aprofundar sobre o fato, dê um clique para ter a informação por completo.

The Photo Stream: Aos moldes do Newser, só que uma interface bem mais interessante.

NewsWorldMap: ferramenta que une mapas e informação. Tudo por Google News. Bem parecido com a idéia do Geocoding.

Foto do RobertoGreco.