Facebook é a nova Babel?

Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.
Gênesis 11:1-9:1

Há 200 mil anos atrás nossos antepassados começaram a desenvolver uma inovadora habilidade que o fizeram prevalecer sobre os neanderthais. Não foram as machadinhas de pedra ou outra rudimentar arma pré-histórica que deram ao humano evoluído um diferencial nas guerras tribais, mas sim o poder da cooperação e organização social trazido pelo advento da linguagem.

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Smartphone é porta de entrada da web, diz consultor

No início de outubro, gigantes de telecomunicações instalados no Brasil apresentaram pacotes convergentes conhecidos como quadruple play, que combinam a oferta de telefonia fixa e móvel, internet e TV paga. Com o plano, as operadoras de telefonia e TV a cabo NET, Embratel e Claro prometem preços mais baixos ao consumidor, com mensalidades variando entre 399 e 699 reais. No dia seguinte, foi a vez das operadoras Vivo e Telefonica revelarem suas ofertas combinadas triple play, sem TV a cabo. Quem ganha com isso é o usuário, garante o espanhol Juantxo Guibelalde Folch, responsável pela área global de telecomunicações da Everis, uma das maiores consultorias do mundo no setor. Confira a seguir a entrevista que ele concedeu a VEJA.com.

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Cuba começa a viver dilema digital

Nos próximos meses, Cuba ganhará capítulo especial em sua minguada história no mundo digital. Em julho, o país da gerontocracia dos irmãos Fidel e Raúl Castro – que governam a ilha há mais de cinco décadas – pretende oferecer acesso à internet 3.000 vezes mais rápida que a atual – medonha e sucateada, diga-se. A iniciativa acontece graças a um acordo que se rasteja há anos com a nação-irmã Venezuela, que concedeu um cabo de fibra ótica para garantir um acesso, digamos, mais eficiente. Será a primeira tentativa dos mais de 11 milhões de cubanos se conectarem com o mundo – a possibilidade de visitar toda a rede, por ora, é reduzida aos círculos privilegiados da nomeklatura castrista. Trata-se da primeira manobra para garantir uma internet competitiva na história de um país avesso à circulação de informação – e o primeiro indício de um possível confronto entre ativistas e jovens blogueiros cubanos sedentos pela liberdade contra um exército pronto para defender a permanência da revolução. As “armas” já foram apresentadas: blogs e plataformas de redes sociais como Twitter e Facebook. Só falta saber se elas poderão ser usadas na ilha. De fato, Cuba começa a viver uma encruzilhada digital.

Recentemente, o país começou a respirar ares de batalha virtual. Em março, o governo divulgou uma série de documentários em seu canal estatal – já disponíveis no YouTube (vídeo abaixo) – como uma tentativa de demonstrar ações subversivas dos Estados Unidos contra Cuba. Na oportunidade, o governo dedicou 30 minutos para disparar contra a atividade desenvolvida nos últimos anos por blogueiros contrarevolucionários, identificados na produção como ciber-mercenários. Trata-se de uma lavagem cerebral que mostra a preocupação de Raúl perante as informações que se tornam foguetes em plataformas de redes sociais.

Em Cuba, duas redes paralelas de conexão à internet coexistem: a restrita – popularmente conhecida como intranet, disponibilizando apenas e-mail e páginas selecionadas pelo governo – e o completamente liberado, presente em grande parte dos hotéis do país. Todos os rastros digitais, sem exceção, são monitorados pela Avilalink, software que consegue bloquear acessos e sistemas como um mecanismo de defesa.

Segundo o site de métricas Alexa – que nunca foi base de relatório, mas é o único que mensura o acesso em rede -, o Facebook foi o segundo site mais acessado em Cuba em março. Twitter e outros dois serviços gratuitos de blogs – WordPress e Blogger – figuram entre os 15 espaços virtuais de maior popularidade no país. É sinônimo de uso de plataformas de redes sociais e aumento vertiginoso de pessoas blogando. No entanto, o poder da tecnologia não foi percebido apenas pelos opositores e democratas. Políticos e pessoas ligadas ao governo a conhecem – e bem. Às vezes, eles tentam usá-la em benefício próprio. Outras, esmagá-la.

O governo cubano já conta com um exército com mais de 1.000 blogueiros para iniciar um embate virtual no país. São “correspondentes da revolução” e simpatizantes ao governo de Castro que servirão de escudo e instrumento de campanha para a disseminação de uma linha socialista. De outro, cidadãos, blogueiros sedentos por liberdade – de expressão e informação – comandados pela já conhecida Yoani Sanchez.

O cerceamento que beira a rede já permite inferir que os cubanos não irão invadir a internet por completo, tornando-se praticamente nula a chance de que o país repita o que – equivocadamente, diga-se – considerou como revolução em países como Egito e Tunísia. Na ilha, não há democracia alguma; nos países africanos e do Oriente Médio, alguma democracia existia, nem que seja mínima.

Antever quando uma ditadura duradoura será extinta é praticamente impossível. Contudo, a história mostra que a derrocada dos despóticos quase sempre é precedida pelo surgimento de um grupo de pessoas tão saturado pela falta de liberdade que já não tem a violência política. Foi assim com quase todos os países do Oriente Médio e do norte da África nos últimos meses. Na América Central, Cuba pode dar seus primeiros passos rumo à liberdade – e o fim do cerceamento pode ser provocado por um passo falso dado pelo próprio governo.

O uso global de ferramentas de comunicação web

Interessente a reunião de dados em um único vídeo produzido pelo designer Jesse Thomas a respeito do uso global de ferramentas de comunicação web (e-mail, redes sociais, plataformas de áudio, etc) no mundo.

Alguns números já são conhecidos, mas destaco a análise minuciosa com o Facebook. A rede social mais popular do mundo – hoje com 400 milhões de cadastrados – alcançou a marca de 260 bilhões de páginas visitadas por mês. Não à toa, o site fundado por Mark Zuckerberg tornou-se o segundo site mais visitado nos Estados Unidos, passando na semana passada o Yahoo.

O vídeo abaixo está em inglês, mas de fácil compreensão graças aos recursos gráficos:

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Woofer, quem?

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“Quando 140 caracteres não são nem de perto suficientes”

Observando iniciativas na internet, durante os mais de 3 anos de vida do DeRepente, já vimos muitas bizarrices soltas rede afora. Essa definitivamente está entre as top 10!

Woofer: um serviço de micro-macro-blogging que oferece espaço aos seus usuários para que se expressem em até 1400 caracteres. Exatamente! 10 vezes mais caracteres que seu “irmão” de gênero, o Twitter. Aliás, observando por alto a plataforma, fica impossível não fazer essa associação. O nome é uma referência bem-humorada (woofer = latir mais alto, ou algo do gênero), o  layout é uma cópia descarada e tudo que está relacionado ao site é uma referência ou até mesmo uma paródia do Twitter.

O complexo de comparação com o fenômeno das mídias sociais dos últimos anos é levado na esportiva, e de uma forma razoavelmente esdrúxula.

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Saquei: é só pra chamar a atenção! E conseguiram! Muita gente está twittando o Woofer.

Fica um tanto quanto difícil de fazer uma análise sobre até que ponto isso é uma iniciativa séria, ou uma tentativa de causar buzz em direção ao nome da empresa por trás dela, a Join the Company LCC. E, pesquisando um pouco, não é difícil chegar a essa conclusão: a empresa está desenvolvendo um misterioso game que promete revolucionar a internet e o modo como navegamos, e para isso está recrutando “DE’s” (Distraction Engineers = Engenheiros de Passatempo…) para participar de sua iminente empreitada.

Mais do que o bizarro Woofer, vale a pena manter um olho na direção desta iniciativa, afinal de contas todos estamos sempre atentos às novidades. Quando elas são de fato, novidades!

Ironicamente, via Twitter.

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5 Recortes do mundo conectado

Vídeos em 3D no Youtube?!

“3D ou não ser? Eis a questão!”

Se forçamos um pouco a barra o trocadilho funciona. Pelo menos rima, vai …  Não? Não, ok!

Bom, talvez não tenha sido das minha mais geniais sacadas, mas fica muito difícil bater a sacada original, do semi-anônimo funcionário do Google “Pete”, que em seu “projeto dos 20% do tempo livre” está desenvolvendo uma funcionalidade no Youtube que permite o upload e a visualização de vídeos em 3D.

Ou seja, isso mesmo: em pouco tempo o Youtube terá capacidade de armazenar e tocar vídeos em 3D, que não sejam necessariamente hits infantis como “Pequenos Espiões 3D”.


O embed ainda não funciona direito, mas o original parece estar no caminho certo.

A estereoscopia (tecnologia do cinema em três dimensões) tem uma trajetória tortuosa na história do entretenimento. Teve um grande boom nos anos 50, mas logo foi abandonada pelo interesse do público e dos produtores de hollywood. Muitos anos se passaram e o 3D  foi durante muito tempo sinônimo de atração na Disney. Mas, para encurtar o drama, o 3D vive, hoje, um momento de notável ascenção: muitos filmes estão sendo feitos nessa tecnologia, games já são esperados, diversas pesquisas são desenvolidas na área e alguns produtos com capacidade de captação e projeção em 3D começam a surgir no mercado para o consumidor em geral.

Com essa inicitiva do Youtube, e se o 3D cair nas graças da web, a tecnologia tem tudo para deslanchar e ocupar um lugar significativo no mercado da produção audiovisual e na rotina dos produtores independentes de conteúdo (em outras palavras, todo mundo que posta um vídeo original na internet). Com isso, o vídeo entra em um nova fase de sua história. Imaginem as possibilidades: produções que passem desde a publicidade tradicional até filmes de ação e suspense e porque não filmes eróticos (mercado indubitavelmente lucrativo)? Tudo com uma experiência de visualização tridimensional. No mínimo empolgante só de pensar!

Preparem suas câmeras (duas delas) e os óculos coloridos que você não devolveu quando foi assistir Beowulf. O 3D está vindo com força total!

5 recortes malucos do mundo conectado

Já pensou em trocar uma casa por um clipe? Ou pagar sua faculdade vendendo pixels? Pois pare e pense novamente, pois tudo isso já foi feito.

A rede é realmente um universo fantástico. É possível encontrar absolutamente qualquer coisa, desde aquela gravação rara na qual uma garota sapeca faz uma piadinha com um bambu em rede nacional, alguém vende anúncios para comprar um carro ou ainda se torna uma celebridade instantânea no YouTube.

Afiando nossa memória e consultando arquivos obscuros, separei os 5 casos mais inusitados que já ocorreram na rede que minha mente consegue se lembrar.

5 – Felipe Matos e seu carro patrocinado

Felipe Matos, um estudante de Belo Horizonte, teve a brilhante ideia de vender espaços publicitários em seu futuro carro. O esperto garoto montou o site Patrocinemeucarro e, com o dinheiro dos espaços vendidos deu uma entrada de 5 mil reais em um fiesta.

4 – Trocando pixels por uma formação

Matos e seu carro patrocinado não foram os primeiros, o Alex Tew, um inglês com 21 anos na época, resolveu montar um site com um milhão de pixels à venda. Cada pixel poderia ser comprado por 1 dólar, o objetivo? Financiar seus estudos.

the million dolar page

3 – A era YouTube de entretenimento

O YouTube surgiu e, como em um piscar de olhos, se espalhou pelo mundo e se tornou parte do cotidiano de quase todo ser humano conectado à internet. Com ele surgiram as celebridades instantâneas, propositais ou não, nossos Jedis bêbados, Lidomar – o SubZero brasileiro -, Ruth Lemos e seus sanduiche-iche e as fantásticas animações, como a do gato faminto que atrapalha a vida de seu dono e as experiências com Coca-cola e Mentos ou a grande Maria Alice Vergueiro, ou a senhora de Tapa na Pantera (veja abaixo).

2 – Assassina de avatar é presa em Tóquio

A tragédia aconteceu no game 2D Maple Story, onde uma japonesa com ciume por seu ex-marido virtual, invadiu a conta do conjuge e executou a ação “Death by delection” ou morte por ser deletado. Depois de descobrir que seu “eu virtual” não existia mais, o ex-marido procurou as autoridades, que prenderam a mulher.

1 – Um clipe de papel que vale uma casa

Em 2006, Kyle MacDonald, um Canadense então com 26 anos, conseguiu um feito histórico: trocar um clipe de papel vermelho por uma casa no eBay. Desde o início da aventura, que durou um ano, MacDonald realizou várias trocas, até conseguir um papel em um filme no Canadá, na cidade de Saskatchewan, que foi então trocado por uma casa de dois andares e três dormitórios na mesma cidade.

Lembra de mais algum? Acrescente nos comentários. =)

Michael Jackson, 11 de setembro e a informação

Não tem como não tocar no assunto que paralisou o mundo nas últimas 24 horas: Michael Jackson morreu – de forma um tanto quanto inesperada – aos 50 anos de idade por uma parada cardíaca.

Até então, todo mundo já sabe disso. O que me motivou inicialmente  a escrever este post foi o porquê de “todo mundo  já saber disso”, apenas algumas horas depois do ocorrido?

Entusiastas provavelmente encheriam o peito para afirmar que a informação tem essa velocidade de atingir as pessoas hoje por causa da internet. Eu iria mais adiante. Ou menos adiante: a velocidade da informação já atingiu, para nós, seu limite há um bom tempo, e a internet não é o principal fator disso.


Difícil de acreditar que realmente aconteceu

Para explicar faço uma analogia com o 11 de setembro: quando a notícia de que o primeiro avião atingiu o WTC veio à tona  eu estava num hotel na Costa do Sauípe para assistir o Brasil Open (sou um grande fã de tênis). Coincidentemente a TV do quarto estava ligada. Eu me lembro bem: em menos de 10 minutos depois do acontecimento já havia uma cobertura no local comentando e especulando sobre o ataque terrorista.

A mobilidade da mídia permitiu que o segundo avião virasse um espetáculo macabro transmitido ao vivo para o mundo. Foi impressionante. O mundo parou e em função da velocidade com que as informações apareciam na TV: em poucas horas só se comentava isso. Todos os estabelecimentos da Costa do Sauípe tinham a TV ligada na cobertura do ataque durante o torneio inteiro. Eu e meu pai vimos os jogos, claro. Mas o 9-11 foi o que marcou a viagem.

Em 2001, a internet ainda engatinhava. E hoje, é jargão nos meios de comunicação afirmar que a informação trafega cada vez mais rapidamente em função dela. Do ponto de vista da capacidade de atingir as pessoas em geral talvez isso não seja tão verdade. A informação já é rápida – muito rápida – há um bom tempo.

Homenagem um tanto quanto inusitada ao astro

E isso é interessante: dessa vez, fiquei sabendo da morte do Michael Jackson pelo twitter. Despretensiosamente tentando aumentar meus seguidores num fim de tarde chuvoso micro-posts  sobre a possível morte do astro começaram a surgir de várias fontes. Em poucos minutos e depois do ‘furo’ da TMZ, vários sites de notícias começaram a especular e a cobrir o acontecimento (aproximadamente às 21hs já havia mais de 1000 artigos publicados sobre o tema).  Logo após os rumores, liguei a TV e a Globo estava com um plantão relutando em confirmar a morte.

Confirmada ou não a informação já estava efetivamente lá. Minha mãe chegou em casa do trânsito logo em seguida falando “Você viu?”. Ou seja, no rádio também só se falava nisso. A maioria dos outros canais de TV também se mobilizava.

Enfim, o que me fez pensar um pouco foi que a informação já trafega de forma quase instantânea há um bom tempo. Estamos de certa forma conectados instantaneamente com a informação muito antes da popularização da internet. Tragédias como o 11 de setembro e a morte de Michael Jackson são exemplos disso. A TV ainda mantém o trunfo de “juntar” 40 pontos de audiência de pessoas todos os dias na frente de sua tela para ouvir cariocas falando “namashtê” depois do tradicional noticiário das oito e pouco. Ela ainda é a principal fonte de assunto na sociedade brasileira. Novelas, jornais, futebol ainda têm na TV sua maior plataforma de contato com o público.

E isso nos traz a um ponto central na discussão: por que o Jornal Nacional só confirmou a morte quase no final da edição de ontem? De cara eu pensei que manter o suspense da confirmação de algo que já era fato na internet pelo menos meia hora antes do começo do jornal era uma manobra para mobilizar e atrair a audiência. Pode ser. Mas enquanto escrevia esse post percebi que talvez a questão seja menos, digamos, perversa: diferente de um site de notícias na internet que tem mobilidade e capacidade de atualização instantânea e uma audiência extremamente volátil e dinâmica, o Jornal Nacional tem uma única edição diária e a responsabilidade de trazer notícias a milhões de brasileiros que o têm como sua fonte principal de informação.

Responsabilidade e compromisso com milhões de espectadores: pelo menos em tese

Se o Jornal Nacional publica a confirmação da morte de Michael Jackson sem ter uma fonte segura e isso resulta em não ser verdade eles podem abalar um compromisso de credibilidade que têm com uma audiência muito mais tradicional e massiva no Brasil.

Com a internet potencializou-se, sem dúvida alguma, a capacidade de articulação e de troca de informações no mundo inteiro. As pessoas estão muito mais conectadas diretamente entre si etc. Mas não podemos negar a importância ainda gigantesca da televisão:  eu arrisco dizer que ela ainda é nosso parâmetro principal de percepção do mundo.

Quem sabe as próximas gerações não tenham um entendimento do mundo mais moldado pela internet. Os resultados disso ainda estamos por ver. Mas no que condiz à informação, ainda estamos inquestionavelmente acondicionados pela televisão.

A Internet ainda engatinha no Brasil como fonte de informação segura e de credibilidade.  E mesmo ainda sendo uma ‘criança precoce‘ já mudou nossa sociedade de várias maneiras. É preciso ter um pouco de calma para que ela não cresça traumatizada com seu sucesso estrondoso tão cedo e acabe virando notícia no plantão do Jornal Nacional.

Internet, quem?

Cruzada, martírio, autoflagelação:

Três maneiras de descrever a tentativa de simplesmente fazer meu serviço de Internet Banda Larga funcionar.

Por questões de profissionalismo, acho que devemos evitar utilizar o espaço do blog para fazer anticampanha pra qualquer empresa que seja. Aliás, o que fazemos é justamente o contrário: varremos a internet em busca de novas tecnologias, iniciativas interessantes e produtos promissores e uma vez encontrados são devidamente analisados e até de certa forma promovidos. Mas, para tudo existe um limite.

Alguém pelo visto achou uma conexão de verdade

Sou assinante do “Speedy” da Telefônica há alguns anos (5 anos aproximadamente); minha assinatura data da época do plano Light de 128kbps (alguém lembra?). O serviço nunca foi dos melhores (a velocidade costumava ser baixa) mas nunca tive grandes reclamações. No dia 12 de fevereiro de 2009, por motivos que até o arquiteto do Matrix não saberia filosofar, minha conexão deixou de existir. Durantes os primeiros dias, após entediantes minutos ouvindo a musiquinha infernal da espera (Can’t help falling in love with you – Lick the Tins) fui paciente e razoável. “Deve ser um problema generalizado… até faz sentido ficar mais de meia hora na espera”.

Quando consegui ser atendido, me falaram que era um problema de provedor. Ok, liguei no provedor e convenientemente meu “plano” (de graça, claro) não incluia atendimento por telefone, somente por email (SIC!). Liguei novamente na Telefônica e me pediram uma semana para que a situação “estivesse sendo normalizada“. Duas semana passadas, nada.

Mais uma ligação, mais musiquinha infernal de espera, fui transferido para o setor de assistência técnica (não, niguém tinha me transferido para eles até então – não, não faz sentido). Após algumas checagens descubro que eles não fornecem assistência para conexão routeadas (paciência…). Chamei um técnico particular, que por si só não pode resolver nada (aliás ele mesmo ligou algumas vezes na Telefônica e resolveu desistir, coitado). Desconectei o routeador, desmontei meu computador e alojei-o ao lado do modem. Pensei: “Há! Agora sim!”. Coitado de mim.

Desde esse dia, diversas ligações foram feitas, vários técnicos visitaram minha casa (sempre em horários bastante inusitados, porque, realmente, ninguém tem mais nada o que fazer durante os dias da semana), diversas expressões recheadas de gerundismos foram proferidas e NADA, repito, absolutamente NADA foi resolvido. E, engraçado, o serviço tem sido cobrado da mesma maneira!

Hoje, durante a tarde, a piada tomou sua forma final: eu, obstinado a cancelar o serviço de uma vez por todas (e repito, são quase dois meses de muita paciência e flautinha insuportável da música de espera) fui recebido pelo setor de “fidelização” com um caloroso: “Senhor, o senhor poderia estar entrando em contato amanhã por favor?”, “Mas moça, por quê?”, “Senhor, o sistema de cancelamento de serviços está fora do ar desde ontem e a previsão é que só volte amanhã”…

Primeiro de abril foi ontem, mas o bom humor foi mantido. Ha!

Foto em Licença CC do Flickr; vídeo do Youtube.

“Tira o dedo da tomada menino!…

… tá atrapalhando meu download!!!”


Bzzzz!

É… até pela tomada agora! A AES Eletropaulo, gigante provedora de serviços energéticos, entrou no mercado de distribuição de internet agora. Com um produto chamado de BPL (Broadband Power Line), a empresa passará a fornecer conexão à internet por meio da rede elétrica.

Um serviço um tanto quanto inusitado (mas já comum nos EUA e na Europa) que vem carregado de vantagens (pelo menos aparentemente): o modem é plugado diretamente na rede elétrica e pode ser levado pra qualquer lugar que conte com o BPL. Segundo eles o serviço é altamente seguro e estável e não influencia no consumo (e na conta) de luz.

Novas tecnologias são sempre empolgantes. E quando se trata de conexão à internet, que seja estável e portátil, dá até frio na barriga esperar. Velocidade: fala-se em algo em torno de 100mbps (compartilhados). Preço: prometeram competitividade com os serviços atuais. Mas, é sempre bom torcer o nariz pra promessas muito pomposas…

O jeito é esperar e torcer pra que o apagão não volte à moda!

Fonte: Info

Foto do Flickr