Por que devemos ficar atentos ao The State of The News Media 2015

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Nesta quarta-feira, o Pew Internet Research divulgou a mais nova edição do The State of The News Media, relatório anual sobre as perspectivas do mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor — e discutida aqui, no blog, desde 2008. O levantamento, relativo ao ano de 2014 e ao primeiro mês de 2015, escancara mais uma vez os problemas do setor, carente de inovações, e lança luz onde as sombras teimam em avultar: as empresas de tecnologia e DNA digital ganham, paulatinamente, valores percentuais preciosos de publicidade digital, deixando uma pequena porção a ser dividida a tapas (digitais) entre companhias de mídia que deveriam ter status… de tecnologia.

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O impacto do Big Data no universo da comunicação

Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Aos que não compareceram às conversas sobre a importância do Big Data no universo da comunicação — excerto do que será oferecido no curso de extensão de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) —, segue a apresentação ministrada e acompanhada por jornalistas, publicitários, médicos, arquitetos, coordenadores de telecomunicações e profissionais de educação física.

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O furor pelo ‘Discover’, do Snapchat

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Na última semana, o Snapchat, aplicativo conhecido por apresentar mensagens (fotos, textos e vídeos) que se autodestroem em segundos depois de enviados, anunciou novos recursos a seus usuários. Um deles chamou a atenção: o Discover, funcionalidade que exibe reportagens de onze empresas de comunicação, entre elas CNN, ESPN e People. A divulgação do item incorporado ao app veio acompanhada por um ingrediente nada desprezível: o furor entre jornalistas, um universo no qual carece cada vez mais de inovação. Há motivos? Talvez. A execução do Discover é agradável, o experimento é valioso. Mas a seção (ainda) não tem a essência do app, um passo importante para torná-lo popular entre os jovens que consomem vorazmente conteúdos na rede.

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The New Republic estampa (parte do) problema do Jornalismo: os jornalistas

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A revista americana The New Republic é uma referência de bom jornalismo. Por um século, foi responsável por exibir entrevistas saborosas, como a de Josef Stálin ao até então repórter HG Wells. Fez também, por meio de George Orwell, um guia de seis regras para escrever bem — ingredientes presentes em todos os Manuais de Redação do mundo. Nos últimos dias, a publicação recebeu atenção depois de uma saída em massa de seus jornalistas em protesto contra as mudanças de perspectiva da companhia: transformar The New Republic em uma empresa com DNA digital. Por consequência, a edição de dezembro, prevista para sair no dia 15, foi cancelada. O episódio convida à reflexão o primeiro (de muitos) conflitos de culturas completamente diferentes. De um lado, profissionais de redação ancorados em um modelo conservador e, do outro, pessoas que respiram princípios do Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia mundial, com estratégias agressivas e obsessão por inovação. A batalha mostra as razões pelas quais o Jornalismo permaneça em crise: o problema não está na profissão — e, sim, talvez, em alguns profissionais.

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Um Native Ad por excelência

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O Native Ad, publicidade nativa ou natural em português, é um termo no qual sempre reservaram no universo do jornalismo adjetivos pouco lisonjeiros. Até meados de 2013, havia muita resistência ao formato exibido como um conteúdo editorial, mas com um asterisco nada desprezível de pago — há o nobre objetivo de não confundir o leitor sobre a origem do conteúdo. A crise instalada na profissão, no entanto, fez empresas de comunicação mudarem seus julgamentos. Huffington Post, The New York Times e BuzzFeed foram os motores para que o modelo começasse a ganhar corpo. Hoje, Native Ad é um ingrediente onipresente em redações digitais. Ganhou atenção com equipes dedicadas exclusivamente às tarefas de criar conteúdos patrocinados; consequentemente, os modelos ganharam novas roupas e interesse dos leitores. O The New York Times, mais uma vez, é o pioneiro no quesito inovação.

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O Jornalismo precisa de um iTunes?

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Em abril de 2003, o americano Steve Jobs surpreendeu o mundo ao apresentar a iTunes Store, complemento para os dispositivos da linha iPod  que mudou radicalmente a indústria musical. A ideia de oferecer uma alternativa legal de compartilhamento de canções reuniu 200.000 fonogramas em sua estreia — vendidos a 0,99 dólar. Rapidamente, recebeu a adesão dos maiores interessados: artistas e consumidores finais. O modelo contribuiu para a inovação no setor e foi replicado para diversos setores, inclusive no jornalismo. A startup holandesa Blendle é um bom exemplo. Concebida em março, a companhia oferece ao leitor reportagens de uma publicação de modo separado. Nesta segunda, a pequena empresa europeia de sete meses de vida ganhou um apoio que joga luz sobre seu desempenho: o jornal americano The New York Times, em parceria com a alemã Axel Springer, anunciou um investimento de 3,8 milhões de dólares na startup.

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Os pilares da negociação entre Jeff Bezos e Washington Post

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O tradicional jornal americano Washington Post, acostumado a estampar reportagens históricas, virou notícia. Nesta segunda-feira, o fundador e CEO da gigante de varejo digital Amazon Jeff Bezos adquiriu o grupo responsável pela publicação do impresso por 250 milhões de dólares. A negociação, pessoal e inesperada de Bezos, levanta mais uma discussão acerca do futuro do jornalismo – e mostra um novo olhar de um executivo de 49 anos que busca mudar completamente a forma como as pessoas e empresas distribuem, compram e consomem conteúdo.

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É o fim do Editor de Mídia Social?

Em agosto de 2010, o físico e editor-chefe da revista Wired, Chris Anderson, recebeu os holofotes virtuais para sentenciar a morte da web. Seu argumento é baseado no crescente uso de dispositivos móveis que possibilitam acesso à internet sem passar por algum endereço www. Não convenceu. O mesmo aconteceu com o iPod, e-mail e, recentemente, com o Facebook. Sentenciar o fim de uma plataforma ou profissão em detrimento da tecnologia já não é mais novidade. Chegou a hora, contudo, do cargo de editor de mídia social.

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O Brasil criou seu mercado de startups. O Jornalismo, por ora, não percebeu

O Brasil, enfim, começa a acompanhar o crescimento (e amadurecimento) das chamadas startups locais – empresas que têm geralmente em seu DNA a inovação e operam com lógica de experimentação rápida, segunda a qual apenas as ideias que logo se mostram promissoras recebem os maiores investimentos. Até recentemente, empreendedores e investidores brasileiros deslocavam seus negócios – e atenção – para o Vale do Silício, região na Califórnia, Estados Unidos, região que respira tecnologia. Hoje, contudo, os testes começam a ser verificados em solo nacional. O Jornalismo, uma das áreas que mais carece por inovação, acompanha atentamente o setor. Bem distante. Com um binóculo.

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O futuro do Jornalismo é pensar ‘digital first’?

Um dos maiores questionamentos que recebo nos últimos anos acerca do Jornalismo é desvendar – se possível, claro -, quais elementos são imprescindíveis para o novo profissional, que emerge das universidades, chegar às tradicionais redações. Fornecer uma resposta simples e objetiva é, no mínimo, claudicante. Mas, independente dos ingredientes que são adicionados diariamente às novas estruturas da profissão, um fato jamais pode ser ignorado: a tecnologia – e seus aparatos – modificam a sociedade e, principalmente, o Jornalismo.

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