Saída de executivo impõe (outro) novo desafio à rede Facebook

Na última sexta-feira, o mercado de tecnologia acompanhou a primeira saída de um dos principais executivos do Facebook após a recente entrada da empresa na bolsa de valores. Bret Taylor, chefe de tecnologia, comunicou sua decisão no próprio site, espaço onde também confirmou a criação de um novo projeto, em cooperação com Kevin Gibbs, ex-funcionário do Google. A maior rede social do planeta sofre um duro revés ao perder o autor de ações importantes realizadas recentemente. Mark Zuckerberg, CEO e fundador da rede, terá portanto outro desafio pela frente: conter o ímpeto dos funcionários – feitos milionários com a abertura de capital da empresa – que ajudaram a transformar o Facebook em gigante e agora podem buscar outros desafios.

Continuar lendo

Por que o Facebook estuda aprimorar seu sistema de buscas

Na última semana, a versão digital da publicação americana The Business Week revelou que o Facebook planeja aprimorar seu mecanismo de buscas. O objetivo é estimular os mais de 845 milhões de cadastrados a pesquisar com maior eficiência atualizações de amigos, fotos e vídeos – hoje, uma tarefa nada fácil de realizar na rede social.

Continuar lendo

As redes sociais já não servem apenas para conectar pessoas

Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço – e do negócio: “Nosso objetivo é conectar pessoas“. Sem dúvida. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 750 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários.

Quando veio ao Brasil, Mark repetiu o discurso. E alimentou a discussão com o pertinente argumento de que seu site, na verdade, não é uma rede social: é um utilitário social. De fato, há algum tempo o Facebook vem se tornando uma ferramenta eficiente de comunicação – e de todas as maneiras possíveis: áudio, texto e, agora, vídeo. Sua mais nova tentativa de abraçar um mercado maior do que as plataformas sociais foi a parceria do Skype, popular empresa de telefonia via internet, que permite a criação de vídeochamadas por meio da rede social.

Apesar de não ser inovador – o Orkut já tinha tal funcionalidade há mais de dois anos – o Facebook buscar dar o seu segundo grande passo em sete anos de vida. O primeiro, feito em 2010, permitiu a criação de um grafo social, que entrecorta diversos sites – principalmente os de notícia. O objetivo, segundo o próprio Mark, era o mesmo dos primórdios da internet: conectar pessoas.

Agora, a integração com o Skype mostra o amadurecimento do Facebook – e de seres humanos – na internet. Chega ao fim o ciclo do discurso de conectar pessoas para dar lugar à ubiquidade virtual – ou até mesmo real. Diz o próprio Mark, ontem, no evento. “Até agora, as redes sociais foram basicamente ferramentas de conectar pessoas. Agora, o mundo acredita que as redes sociais vão estar em qualquer lugar. Acho que esse capítulo da história das redes sociais (de ser apenas uma ferramenta para conectar pessoas) foi encerrado.”

Facebook não quer ser apenas uma rede social

Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço (e do negócio): “Nosso objetivo é conectar pessoas“. De fato. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 500 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários e vem se tornando uma eficiente base de comunicação. É o canal entre cadastrados. Ou o telefone do século XXI.

Ligar o conceito de telefone ao Facebook não é um ato gratuito. Há tempos, boatos da indústria e apostas da imprensa vêm alimentando a versão de que a rede poderá lançar seu próprio aparelho de celular – um dispositivo, que, é claro, completaria o leque de possibilidades de produzir diálogos entre pessoas. O único meio ainda sem o seu domínio era a conversa por voz. É a única condição ainda não-presente no contexto de “social utility” (‘utilitário social’) tão defendido por seu fundador. No entanto, fora apenas um rumor.

A empresa de Zuckerberg convocou a imprensa na última semana apenas para revelar funcionalidades específicas que facilitam a vida de um usuário que se conecta na internet por meio de plataformas móveis – smartphones ou tablets -, importante fatia do público que começa a crescer de forma vertiginosa. Segundo o próprio fundador, 200 milhões de pessoas (quase metade dos cadastrados) acessam a rede a partir de dispositivos móveis. No mesmo período, em 2009, o número era de 65 milhões.

Na oportunidade, o executivo revelou, entre tantos recursos, a criação do Single Sign-on, novo sistema de login que permite o acesso a aplicativos no celular apenas clicando em um único botão. O artifício, sem previsão de chegar ao Brasil, simplifica a vida do usuário, que não precisa digitar várias senhas.

Sobre a possibilidade de criar um celular próprio, Zuckerberg garantiu que – por ora – a empresa tem o objetivo de apenas investir em ambientes virtuais sociais, independente do aparelho. “Não vamos produzir telefones”, avisou. Contudo, suas próprias parcerias vão contra seu argumento. Em outubro, o Facebook acertou uma parceria com o Skype, principal serviço de telefonia pela internet, que previu o uso de recursos da rede social diretamente pela interface do programa. Portanto, não será nenhuma surpresa se a empresa aparecer com um aparelho disponível aos seus usuários.

Veja também
Quando chamam o Facebook de um “site de notícias”

Foto: Babyben.

Minhas impressões sobre o novo Orkut

orkut-principal

Participei nesta quinta-feira do lançamento do que se considera como novo Orkut, na sede da Google, em São Paulo. Sem tanto alarde da empresa e com um pensamento mais global e menos glocal, fica evidente o caráter de  mudanças de um dos maiores nichos sociais do país para envolver, aos poucos, a economia da informação para que a rede se mantenha viva.

Comecei a testá-lo com mais calma na noite de ontem.A Google disponibilizou alguns convites para blogueiros e heavy-users do Orkut. Sobre convites, ainda não há uma distribuição oficial. Segue a mensagem da Google:

A migração para a nova versão será realizada por meio de convites e não terá impacto na experiência dos usuários e nem nos dados de seus perfis. A expectativa é que, até o final do primeiro semestre de 2010, todos os internautas já acessem o novo Orkut.

Mas vamos lá. A nova interface permite uma grande customização visual de cores e estrutura, mas o princípio de visualização de amigos, comunidades e seu próprio perfil permanecem intactos. Soma-se na página principal um número maior de atualizações de amigos e uma ferramenta semântica de sugestão de novos adeptos a sua rede.

Este último princípio, por sua vez, tem um jeito Facebook, com a possibilidade de remover as sugestões que o próprio Orkut oferece a partir de algoritmos. Mas percebe-se que tal funcionalidade quer ter relevância a partir da posição na qual é destacada: centro da página. Além disso, há um campo novo de busca externa via Google.

Há maior personalização e flexibilidade em um único espaço virtual, o que mostra a importância que a rede dá para não produzir muitos cliques e facilitar uma navegação intuitiva. É possível a partir da página inicial de seu perfil, por exemplo, visualizar todos amigos e comunidades.

Pra mim, a galinha dos ovos de ouro da rede social da Google é mesmo o compartilhamento e visualização de fotos: simples, prático e extremamente rápido. Agora, há a possibilidade de agregar e distribuir imagens em um álbum em poucos segundos e de uma única vez, personalizando por pessoa o que pode ou não ser visto.

orkut-compartilhamento-foto

Detalhe: fotos são uma das mais populares funcionalidades do Orkut para 67% dos usuários, segundo dados da pesquisa NetPop Research. A intenção aqui é explícita: unir a superexposição que o jovem valoriza, facilitando os mecanismos para tal prática.

No mais, levanto apenas dois pontos negativos. As comunidades perderam relevância e permaneceram com a mesma interface e estrutura. Outra: ainda não consigo ter o sentimento de ‘social utility’ ao Orkut. A rede social mais popular do país, que vem perdendo usuários como mostram estudos, tem um grande nicho de prestação de serviço colaborativo que nunca foi valorizado. As próprias comunidades fazem parte deste escopo.

‘Social Utility’ é um dos princípios que Mark Zuckerberg quer ao Facebook. Ele disse isso durante sua visita ao Brasil em um encontro com blogueiros, quando perguntei se ele considerada o Facebook uma ‘social network’  (rede social). Ele bateu na mesma moeda. Não quer este rótulo. O nicho social é de caráter de prestação de serviço. Transcende o que se considera site de relacionamento, característica que ainda vejo no Orkut.

Posts relacionados
O “êxodo” do Facebook e a construção de uma falsa cidade-fantasma

O modelo de negócio do Facebook


Facebook como fonte de pesquisa: um belo nicho para ser estudado

E o Facebook parece que encontrou uma maneira de fazer dinheiro com seu poderoso círculo construído.  Mark Zuckerberg, fundador da rede social, revelou durante o Forum de Davos, que existem possibilidades de iniciar uma espécie de comercialização de dados dos mais de 150 milhões de usuários inseridos no espaço.

Zuckerberg está de olhos bem abertos e encontrou um modelo de negócio atrativo: sua rede de relacionamento pode virar um grande nicho de pesquisas específicas de diversos grupos no mundo. Durante seu discurso no Forum, até citou um [péssimo] exemplo envolvendo usuários da Palestina e de Israel.

É muito fácil e simples conhecer o perfil de um usuário dessas duas regiões, realizando perguntas simples a respeito da questão de paz, por exemplo. [situação um pouco perigosa, já que pode provocar uma questão nova de xenofobia, bem aos moldes de "5ª B" mesmo, quando você descobre que o seu colega não gosta de você. Logo, também não vai gostar"].

Zuckerberg encontrou uma das mais singelas atribuições de uma rede social: servir como grande fonte de pesquisa. Isso elimina altos custos de centros de dados, além de proporcionar um resultado eficiente.

Outro grande nicho que o Facebook construiu, graças a sua plataforma social de conteúdo aberta, é mostrar o “humor” do internauta com certas marcas, informação extremamente pertinente para definir parâmetros, ou até mesmo reconstruir produtos.

Toda essa tecnologia, por exemplo, já tem ferramenta: os anunciantes da rede social podem direcionar sua publicidade, produzindo menos “spam visual” e mais direcionamento de marca.

Facebook é o New York Times da rede social e vice-versa. Possui estrutura, visão, objetivos e não tem medo de arriscar na hora de lançar uma funcionalidade nova. Não é à toa que ainda acredito em sua ascensão no Brasil.

Hoje, vejo a rede social norte-americana como um belo shopping center que não cobra aluguel de suas lojas: os estabelecimentos (novas ferramentas, redes sociais) integram e, aos poucos, constroem o local para se tornar popular, bem frequentado.

Foto: Lavie 22.

Redes sociais superam a lei de Moore

Interessante a análise por Mark Zuckerberg, fundador da Facebook, vista ontem no The New York Times. O jovem mais rico do mundo anunciou um “paradigma” nas redes sociais, baseados em valores estatísticos: os conteúdos produzidos por usuários de ALGUMAS redes sociais duplicaram em apenas um ano.

O dado é revelante e merece ter um grande destaque. Valores desta quadro (foto) superam, por exemplo, a lei de Moore, na qual afirmava que a capacidade de processadores duplicaria “apenas” a cada dois anos.

Isso confirma também uma cultura de usuário em cada ambiente virtual. Veja o MySpace, por exemplo: quase não teve crescimento. Devido, é claro, à sua estagnação da popularização do serviço. Dificilmente terá um “novo boom” de novas pessoas por lá.

Surpreendente é o Hi5. A rede social, sim, teve um crescimento de 100%, porcentagem maior em relação aos seus rivais Facebook e Orkut.