Para superar hiato, links e leituras

Após 34 dias viajando, conhecendo novos lugares  (e tentando estudar), retorno para superar o hiato no blog. Por ora, disponibilizo links – sem ordem de importância – que foram discutidos durante minha estada na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. Alguns dos endereços indicados também estão em meu perfil no Delicious.

- E-mail: A caixa de mensagens terá vida longa. Pesquisadores, estudos e alguns “especialistas em social media” já vaticinaram por diversas vezes sua morte. Era o adeus dos conteúdos considerados pessoais para dar lugar aos tweets, likes e check-ins. Engano. Novos dados divulgados recentemente apontam a importância de gigantes de buscas como Yahoo, Bing e Google.

- Público e privado: Um novo capítulo entre uma das discussões mais antigas do Jornalismo recebeu destaque em maio. O mais recente episódio transformou-se numa polêmica de proporções inimagináveis. Tablóides britânicos disparavam rumores que o galês – e craque – Ryan Giggs, do Manchester United, teve um caso extraconjugal com Imogen Thomas, participante de uma das edições britânicas do Big Brother.

O caso ganhou grande repercussão: Thomas foi proibida pela Justiça, a pedido do jogador, de revelar o nome dele numa entrevista que seria publicada pelo tabloide The Sun. Não teve jeito. O nome de Giggs chegou ao público de uma forma, digamos, inusitada: durante uma discussão no Parlamento inglês. A publicação TIME fez um dos melhores textos a respeito do assunto levantando questões pertinentes sobre público, privado e imprensa.

- Facebook: Não faltaram especulações entorno do Facebook. A maior rede social do mundo foi, mais uma vez, alvo de boatos sobre parceria com Spotify – serviço de músicas que cada vez mais tem um caráter de biblioteca musical -, um possível navegador para competir, claro, com o Google, além de novos meios para compartilhar conteúdo – o que eu não duvido que ocorra.

O múrmurio de vozes virtuais mostram, cada vez mais, que Mark Zuckerberg é um dos poucos profissionais de internet que conhecem, de fato, a internet. Desde o início, o fundador do Facebook usa uma preciosa palavra em seus discursos: conectar. Há algum tempo, o Facebook não é mais uma rede social.

A plataforma que conta com mais de 600 milhões de usuários pretende se transformar em um ecossistema que permita novas ligações “sociais” e maior consumo de mídia. Não é à toa que a empresa lançou recentemente o Send ou até mesmo se aproximou da Casa Branca e Barack Obama. Em apenas duas – certeiras – tacadas quer tentar acabar com a mania de compartilhamento de links por e-mail e se proteger diante de Parlamentos e política, que tanto criticam o Facebook em relação à privacidade do interagente.

Mark Zuckerberg já mostrou a face de sua empresa – tornou-se um espaço de conexão entre pessoas. Chegou a hora de conectar pessoas, conteúdo e mídia. Uma possível recente parceria com o Spotify deixa isso evidente.

É o momento audacioso de Mark em criar uma internet dentro da própria internet.

Os efeitos de uma possível negociação entre buscadores e Foursquare

A publicação britânica The Telegraph destacou na última semana uma possível negociação envolvendo serviços de busca com o Foursquare, rede social baseada em geolocalização. A integração facilitaria a vida dos usuários nas tarefas mais simples, como escolher o bar ou restaurante mais populares da sua região em tempo real. Caso a negociação se concretize, é um grande passo para o nicho publicitário. E uma derrota à privacidade.

Dennis Crowley, fundador da rede social, confirmou ao site a negociação, sem revelar o nome do serviço de buscas. Até o momento, empresas como Microsoft, Google e Yahoo não tiveram sucesso com recursos de geolocalização. E o Foursquare pode ser a solução.

A integração expõe um perigo que, nos próximos meses, terá um impacto maior no cenário brasileiro – o compartilhamento de rotina e dos dados do local onde você está. Enquanto o Facebook quer conhecer as idéias que são compartilhadas e o Twitter anseia saber o que você faz neste momento, o Foursquare quer saber onde você está, em tempo real, direto de um dispositivo móvel (celular ou tablet). Foursquare e seus ‘rivais’ não tão populares Gowalla e Loopt são ferramentas de interação entre pessoas, mas têm um princípio de vigiar e ser vigiado.

Questionado sobre o problema de exposição, Crowley se defende usando o mesmo discurso de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, para destacar a importância da privacidade. “Nós levamos a privacidade muito a sério”, avisa. O argumento pode até ser plausível, mas o Foursquare ainda é uma rede de nicho – possui dois milhões de cadastrados e já possui um recente passado que mostra a periculosidade do serviço.

O Please Rob Me (Por favor, me roube) serviu de alerta aos adeptos do site – utiliza dados produzidos no Foursquare para mostrar que o uso excessivo da rede pode facilitar ainda mais a vida de possíveis ladrões de plantão. A vulnerabilidade do serviço também é questionada.

Em junho, um hacker acessou informações de mais de 870.000 marcações no site – inclusive as configuradas para serem visualizadas apenas por amigos. Por mais que o serviço consista em dar controle aos usuários sobre as informações que eles compartilham, é no mínimo discutível a maneira como as pessoas são estimuladas a participar do site. Resta saber como usuários e o próprio Foursquare irão reagir.

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Foto: MariSheibley.

Um Extreme Makeover para mudar empresas

Extreme Makeover para mudar empresas do Brasil

Pertinente a continuação de um projeto de cunho corporativo que promete modificar empresas brasileiras. Extreme Makeover 5, fruto de parcerias entre Itaú, Microsoft e Revistas Pequenas Empresas e Grandes Negócios (Editora Globo) chega a sua quinta edição com um princípio consolidado e, ao menos interessante: não deixar companias paradas no tempo.

A idéia da “competição corporativa” é simples: provocar reformulações nos setores financeiros e tecnológicos de três empresas que serão selecionadas previamente por organizadores do evento. A proposta é mostrar e, não revolucionar, a possibilidade de obter administrações modernas e eficientes por meio de renovação de processos e aperfeiçoamento de gestão. Em 2009, último ano do projeto, foram inscritas 1359 companias.

Nesta edição, o processo de inscrição termina no próximo dia 15. Para participar, é necessário preencher um extenso formulário com informações pessoais e corporativas. Uma reportagem da PEGN mostra grupos que já participaram do processo.

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Como a Microsoft e a Google salvaram o Twitter

O grande problema das boas startups que são lançadas em todo o mundo é a velha questão de monetização e custos. O limite entre sobreviver sem anúncios e investimentos é lugar-comum no segmento.

Nesta semana, uma reportagem da Bloomberg mostrou que o Twitter começou a ser rentável e fechará o ano no azul. E graças aos acordos feitos recentemente com Microsoft e Google. As parcerias anunciadas em outubro passado para indexação de conteúdo da rede de mensgens de 140 caracteres nos sites de busca gerou aproximadamente 50 milhões de reais. É a revalorização da pesquisa em tempo real.

Trata-se do primeiro foco de rentabilidade do serviço, mesmo com os investimentos já feitos avaliados em 300 milhões de reais. O processo é similar ao pensamento de Biz Stone, um dos fundadores do Twitter. Ele mesmo já havia garantido a criação de um modelo de negócio em 2009.

Foto: Respres.

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E a Microsoft quer ser o Hulu do Reino Unido com o MSN Video Player

msn-video-player

E a Microsoft, desta vez, não quis ficar para trás. Dias após anunciar, enfim, uma parceria com o Yahoo, a empresa comandada por Steve Ballmer revelou a intenção de criar um produto streaming nas próximas semanas. Trata-se do MSN Video Player, ambiente que vai oferecer mais de 350 horas de programas de TV na web, de graça.

O serviço será a “galinha dos ovos de ouro” de um sistema pouco popular, o MSN Video. A intenção é gerar compartilhamento entre ambos e promover popularidade. Para isso, começará com um serviço restrito destinado apenas ao Reino Unido.

A tática da Microsoft é visível. Cercar terreno onde o Hulu ainda não domina. Um dos agregadores de vídeos de maior sucesso no momento – e que dá lucro – o Hulu tem data prevista para chegar ao território britânico: setembro. Enquanto isso, a Microsoft quer buscar a fidelidade de um público que não seria seu grande alvo.

Os programas do que é conhecido como MSN Video Player terão a qualidade similar de uma televisão comum e já estão confirmadas algumas atrações, como os programas britânicos Skins, Peep Show e a comédia da BBC The Young Ones.

A cada 30 minutos terá uma propaganda de 30 segundos e serão exibidos em Flash. A intenção, a posteriori, é promover uma integração com o console da casa, o Xbox 360.

Sinceramente fiquei com uma sensação de “ver” um novo Joost: muito barulho, muita novidade e pouco retorno, na prática. Já dizem que o serviço é “um Spotify da TV”, como o Daily Mail mostra. Não é para tanto. Hulu e Spotify são produtos bem mais sociáveis e, com um princípio liberal, agradam Gregos e Troianos.

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A Microsoft ainda não sabe se Bing será um buscador ou um verbo


Para o Bing, o sumiço do Avião da Airfrance não existia

A Microsoft surpreendeu ao antecipar para o 1º dia de junho a divulgação e o lançamento em versão beta do Bing, novo buscador da empresa. O serviço, que seria aberto a todos apenas nesta quarta-feira, mostra ainda algumas falhas, mas o mais interessante é um projeto a longo prazo: a Microsoft quer que o Bing seja um buscador ou um verbo?

Bato nesta tecla desde a última sexta-feira, quando funcionários da empresa ovacionaram, alardearam e enalteceram o que ainda estava por vir. Steve Ballmer, carro-chefe da Microsoft, era o mais empolgado. “O potencial do Bing é virar até verbo”, afirmou durante o All Things Digital, que aconteceu na semana passada, nos Estados Unidos.

A questão é que, por enquanto, Bing pode virar sinônimo de Fail. Há uma variedade ilimitada de artifícios que ainda estão “desabilitados” para internautas brasileiros. Recursos como Bing Travel e Bing Cashback, que centralizam e promovem uma especificação de buscas de prestação de serviço, ainda estão inativos.

Não há uma hierarquia do que é buscado. Uma incogruência total no momento de buscas, por exemplo, de Voo 447, indicação do avião da AirFrance que desapareceu depois de deixar o Rio de Janeiro na madrugada deste domingo: nenhuma referência postada na web, segundo o Bing.

Mas, se realizar uma pesquisa sobre Bill Gates, você nota a diferença no número de resultados: 32 milhões de conteúdos no Bing, contra 27 do Google. Neste quesito, Bing para a Microsoft.

O ponto alto, até o momento, é uma busca imagética. Bem superior a do Google, que sofre por instabilidades e indexações. Soma-se a isso a funcionalidade de filtrar resultados por cores, tamanho, layout, estilo e pessoas.

No mais, fico preocupado com o salto alto do produto. O alarde promoveu uma grande procura pela busca do serviço. A questão é que o Bing apresenta as mesmas coisas – ou até piores – que os resultados apresentados no Google. Entre um e outro, o internauta mostra que é caseiro e reacionário: fica com o Google. Esperava na criação de um serviço especializado, aos moldes do que é no Wolfram Alpha.

Enquanto não o é, vamos ver quem grita Bing primeiro.

Google lança navegador de Internet

Mais uma vez o Google surpreende. A empresa mais famosa da Internet não tem barreiras. E no mês de seu 10º aniversário faz mais um anúncio: lançou um navegador de Internet chamado de Google Chrome para disputar com Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox e Opera.

A pergunta que fica é onde o Google vai parar? A empresa que iniciou como apenas uma site de buscas, hoje é a marca mais valiosa do mundo e uma das maiores empresas. O Google segue diversificando sua atuação e ataca em todas as frentes, com site de video (Youtube), imagens, relacionamento (Orkut) além de serviços de softwares livres como o Google Docs e serviços como Google Adsense, Apps, Google Sites, Google Maps, Gtalk, e o Google Enterprise para competir no mercado corporativo com a Microsoft, dentre tantos outros

Vale lembrar que o Google também expandiu sua atuação para o segmento de celular e deverá lançar até o final do ano o Android, sua plataforma mobile, a qual a empresa desenvolve em parcerias com grandes players como Telefónica e IBM e que deve estar presente em aparelhos da HTC, LG e Samsung, entre outros.

Sabe aquela frase: “Eu tenho medo do Google”? Eu tenho. Eu também gostaria de saber qual será o próximo passo da empresa, em quais outros mercados o Google pretende atacar? Fica a pergunta, que, da forma como andam as coisas, com certeza terá uma resposta.

Foto de Sevenblock’s.

Microsoft e Web Semântica


Microsoft engata no futuro de buscas com aquisição de Powerset

Muito se fala em Web Semântica. Pouco se sabe. Alguns sites já até utilizam do mecanismo para tentar derrubar uma hegemonia Google. Mas, por enquanto, tudo é alarde.

Powerset é um grande exemplo. Visto como o “hype” do momento há, pelo menos, um ano, agora parece que o envolvimento entre web semântica e futuro das buscas começa a se concretizar.

Falo isso por mais um anúncio da Microsoft. Depois da empresa mobile, é a vez de adquirir um sistema de busca semântica. O famigerado Powerset.

Os valores da negociação [como sempre] não foram revelados. Gira em torno de 100 milhões de dólares.

Acredito que a Microsoft encontrou na Powerset o mecanismo para sair do “fundo do poço”. Após o fracasso na negociação com o Yahoo, a empresa do Vale do Silício perde espaço no mercado e vê uma hegemonia virtual do Google se aproximar.


A compra anunciada promoverá um duelo entre Google e Microsoft

Há algum tempo (precisamente em 2005) ouço falar em Web Semântica. Como disse, foi feita pouca coisa. Vide a Powerset mesmo que, há algum tempo, tenta quebrar a premissa de palavras-chave por uma pesquisa mais específica.

O problema é, agora, como indexar todo o conteúdo da web. Isso leva um custo extremamente alto e de certo risco. Será que o conteúdo oferecido por Powerset terá uma relevância como tem hoje, no Google?

Foto de Ti.mo.

Microsoft ingressa no mundo mobile

O ingresso da Microsoft no mundo mobile se concretizou nesta terça-feira. A empresa anunciou, nesta terça-feira, a compra do Mobicomp, companhia portuguesa de serviços móveis.

A aquisição confirma o planejamento da marca na questão da mobilidade. A idéia é emplacar no novo setor que, aos poucos, ganhará sua devida importância.

Mobicomp é pouco conhecida no Brasil, mas segundo pesquisa para a produção do post, parece ter um bom nome no mercado europeu. Criada em 2000, cresceu 100% nos últimos dois anos e sempre fechou o balanço no verde. Lucro anual.

Leia mais:
Guia para web móvel

Foto do Robert Scoble.

A negociação e a possível desvalorização do Yahoo

Via Techcrunch.

Pelo jeito, a negociação envolvendo Microsoft e Yahoo voltou. A empresa que, por enquanto, está sob domínio de Bill Gates fez uma nova proposta, porém inferior a primeira e única oficial.

Segundo o blog especializado em Tecnologia, o sinal pelo retorno da conversa entre as duas grandes marcas é a ausência de um pronunciamento da Microsoft por um novo boato.

Em todos os últimos burburinhos, a empresa negou qualquer negociação.

Apesar da falta de algo oficial, a tendência é a desvalorização do Yahoo. O Flickr, importante braço, já fez sua parte e anunciou sua saída.

Foto do TheAlieness.