Paywall, Mobilidade e Privacidade

Depois de um curto período de quinze dias de descanso, compartilho com vocês conteúdos pertinentes que foram discutidos na rede durante minha ausência no blog:

* O futuro não é móvel – é sobre mobilidade

* Por que o Washington Post nunca terá o paywall (muro de pagamento)

* Resultados da versão digital do The Guardian

* Os problemas enfrentados pelo The Daily (que serão comentados no blog)

O que será assunto na web em 2012

Esboçadas em 2011, a batalha entre Facebook e Google e a expansão da internet móvel serão os grandes assuntos da web em 2012. O exército de Mark Zuckerberg oferecerá a seus usuários novos instrumentos para incentivá-los a usar ainda mais os serviços da empresa, assim como o Google não medirá esforços para lhe fazer frente com o Google+ – mesmo que a ação provoque a morte natural de sua antiga rede social, o Orkut. E cada vez mais usuários chegarão às redes sociais via dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Estima-se que em 2012 sejam vendidos 1 milhão de tablets, contra 450 mil em 2011. Confira abaixo:

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Como foi o painel de mobilidade na Campus Party

campus-party-mobilidade

Confesso que faltou avisar aos leitores do blog e aos seguidores do Twitter sobre minha participação como moderador do primeiro painel da Campus Party 2010, mas destaco aqui o que mais me chamou a atenção durante mais de 90 minutos de conversa sobre Mobilidade e Dispositivos Móveis: o futuro da internet?

A presença de cinco pessoas distintas e de diversas áreas (Nick Ellis, do Digital Drops, Ricardo Longo, da Finger Tips, Marcelo Castelo, da F.biz, além de Hilton Mendes, da Vivo) produziu um discurso menos homogêneo, o que garantiu uma maior polarização dos conceitos que envolvem o painel. O resultado é visto na imagem acima: bom público, excelentes discussões e perguntas pertinentes dos que assistiam ao evento.

Sobre as questões ligadas ao perfil do blog, destaco a importância da geolocalização e valorização de serviços móveis, como o Foursquare. Durante o debate, perguntei a plateia sobre o conhecimento a respeito desta ferramenta de recomendação. Seis ou sete jovens levantaram a mão e afirmaram usar o serviço que mistura vida social e virtual.

Outro momento interessante foi a ‘cutucada’ que fiz em relação a realidade aumentada. Em 2009, o uso deste recurso na mídia para produzir uma imagem tridimensional não passou do experimento de colocar a página de um jornal ou revista em frente a uma webcam.

A priori, fiquei com a sensação que a realidade aumentada seria o QR Code do futuro. O que foi rebatido rapidamente pelos palestrantes que, com razão, explicaram que a falta de funções ou aplicativos dentro dos dispositivos móveis dificultam o uso destas novas tecnologias.

No mais, queria agradecer aos palestrantes, organizadores do evento, ao professor Sérgio Amadeu e, claro, Edney Souza e Alexandre Inagaki pelo convite de participar pela segunda vez consecutiva de um dos maiores eventos envolvendo tecnologia e comunicação no Brasil.

Abaixo, o vídeo completo da palestra:

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Minha participação na Campus Party 2009

Quando mobilidade não é sinônimo de celular

quantcast

Na semana de lançamento do Nexus One, primeiro celular do Google que leva a sua marca, um importante estudo no segmento confirma que a tendência de mobilidade é irreversível. Segundo pesquisa da Quantcast, o uso da internet em dispositivos móveis cresceu 110% nos EUA e 148% no mundo em 2009. Quem vê, pensa que o futuro está no celular, mas o destino da tecnologia transcenderá o aparelho.

O dado divulgado é relevante, porém pouco animador – o valor corresponde apenas a 1,26% do total de acessos à web. Mas trata-se de um dos primeiros casos pesquisados que revelam entrada a rede mundial de computadores a partir de outros dispositivos móveis, como o PSP. O portátil da Sony figura entre as plataformas mais usadas para web. É neste momento, então, que sai de cena a ideia de que o futuro móvel é o celular.

Aos poucos, o acesso a internet será feito por outros suportes – tablets, televisão, brinquedos, relógios e carros. Independente de qual dispositivo vai liderar o movimento do mundo digital, a navegação virtual por meio de outras plataformas veio para ficar.

Como mobilidade não é sinônimo de celular

pesquisa-mobile-quantcast

Na semana de lançamento do Nexus One, primeiro celular do Google que leva a sua marca, um importante estudo no segmento confirma que a tendência de mobilidade é irreversível. Segundo pesquisa da Quantcast, o uso da internet em dispositivos móveis cresceu 110% nos EUA e 148% no mundo em 2009. Quem vê, pensa que o futuro está no celular, mas o destino da tecnologia transcenderá o aparelho.

O dado divulgado é relevante, porém pouco animador – o valor corresponde apenas a 1,26% do total de acessos à web. Mas trata-se de um dos primeiros casos pesquisados que revelam entrada a rede mundial de computadores a partir de outros dispositivos móveis, como o PSP. O portátil da Sony figura entre as plataformas mais usadas para web. É neste momento, então, que sai de cena a ideia de que o futuro móvel é o celular.

Aos poucos, o acesso a internet será feito por outros suportes – tablets, televisão, brinquedos, relógios e carros. Independente de qual dispositivo vai liderar o movimento do mundo digital, a navegação virtual por meio de outras plataformas veio para ficar.

Veja também
O que esperar da web em 2010

“Tira o dedo da tomada menino!…

… tá atrapalhando meu download!!!”


Bzzzz!

É… até pela tomada agora! A AES Eletropaulo, gigante provedora de serviços energéticos, entrou no mercado de distribuição de internet agora. Com um produto chamado de BPL (Broadband Power Line), a empresa passará a fornecer conexão à internet por meio da rede elétrica.

Um serviço um tanto quanto inusitado (mas já comum nos EUA e na Europa) que vem carregado de vantagens (pelo menos aparentemente): o modem é plugado diretamente na rede elétrica e pode ser levado pra qualquer lugar que conte com o BPL. Segundo eles o serviço é altamente seguro e estável e não influencia no consumo (e na conta) de luz.

Novas tecnologias são sempre empolgantes. E quando se trata de conexão à internet, que seja estável e portátil, dá até frio na barriga esperar. Velocidade: fala-se em algo em torno de 100mbps (compartilhados). Preço: prometeram competitividade com os serviços atuais. Mas, é sempre bom torcer o nariz pra promessas muito pomposas…

O jeito é esperar e torcer pra que o apagão não volte à moda!

Fonte: Info

Foto do Flickr

O “mais do mesmo” de Berners-Lee e a 1ª experiência de ser palestrante

Negativa a aparição alardeada e tão esperada de Tim Berners-Lee na segunda edição brasileira da Campus Party, realizada nesta terça-feira, no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo. O criador da web discursou em menos de uma hora, não promoveu novas discussões, atendeu ao público mainstream, já que possui um grande nome, mas deixou a famosa marca “mais do mesmo” de um discurso pronto.

O britânico, de 53 anos, usou uma apresentação que pode ser vista a qualquer hora do dia presente na Wikipedia ou em seu site oficial, falou sobre o fenômeno da web semântica, considerando sua antecessora (o péssimo jargão Web 2.0) como algo “frustrante” e garantiu que a internet vai retornar às suas origens, algo que provavelmente vai acontecer já que peculiaridades permanecerão.

Berners-Lee aproveitou para ressaltar a força do internauta, interagente e utilizou um discurso semelhante ao novo presidente do Estados Unidos, Barack Obama, ao se referir ao “Yes, we can” (Sim, nós podemos):

O poder da web, já há alguns anos, está nas mãos de vocês. Nós temos condições para isso. Esta cultura só irá aumentar com o decorrer do tempo.

O único grande momento foi uma cutucada à Microsoft, que sempre tenta padronizar e produzir um controle na web. “Tenha certeza: a grande força da web é que você tem condições de fazer suas escolhas”, finalizou com um discurso otimista.

A experiência de ser palestrante

Pela primeira vez, graças a convite de Inagaki e Edney, participei do primeiro painel de discussões da Campus Blog, uma área específica e pertinente da Campus Party. A palestra reuniu também Juliana Vilas (UrblogÉpoca São Paulo), Henrique Martin (Zumo) e Eduardo Brandini (Band). Tudo com a moderação de Bia Kunze (Garota Sem Fio).

Em pouco mais de uma hora de boas conversas, com perguntas interessantes, ficou nítida a necessidade de uma atenção redobrada dos veículos de comunicação na questão da construção do conteúdo para ser visualizado no celular. A prestação de serviço, com informações objetivas e sucintas marcam uma questão primordial como um primeiro ponto de estrutura móvel. Não adianta redirecionar a página principal de um portal e jogar simplesmente no celular. Você estará tapando um buraco apenas com um cone ou um sinalizador. Se o objeto não estiver mais lá, alguém vai cair nele.

Outro ponto de reflexão que merece um destaque envolve o uso do celular para eventuais entrevistas nas ruas. O aparelho suaviza uma situação na hora de retirar excertos de um discurso de uma pessoa comum, além de ser um objeto simples e fácil de carregar. A grande maioria da população brasileira se sente intimidada ainda com o aparato de luzes, cabos e uma câmera pesada no ombro de um indivíduo.

O evento, que teve 1h30 de duração, acabou com uma frase que mostrará o espírito de um simples aparelho que “só serve para ligar”, como dizem muitos, feita por Breno MacMasi, durante uma conversa que tive com ele no MobileCamp: “Eu esqueço minha carteira, mas não meu celular.”

Fernando Firmino, por sua vez, disponibiliza um streaming de todo o encontro realizado nesta terça-feira. Vale a pena conferir:

Foto: Campus Party Brasil e Alessandro Martins.

Uma página móvel em cinco passos

Testei durante o dia o Ubik, um novo projeto envolvendo construção de páginas móveis. Sinceramente, dentre alguns que já observei e, somados aos que já trabalhei, ele é o mais interessante, ágil e completo para visualização/construção de qualquer ambiente virtual em um celular.

Fiz uma página simples, com foto e cinco links, em apenas dois minutos. A facilidade de construção, somada à agilidade e a boa interface, permite que seja o principal destaque envolvendo conteúdo mobile.

Tudo em apenas cinco passos:

1. Nem precisa de cadastro. É só ir à página de criar páginas móveis
2. Escolha um template (tema). Há diversos layouts, mas há um consenso envolvendo texto e imagem
3. Criação de sua página móvel: com galerias de fotos, apenas uma foto, sem imagem alguma, enfim, escolha uma estrutura que vai ser o espelho do que projeta
4. A melhor parte: a construção e a facilidade de mexer no header, título, imagem e texto. À sua maneira, com cores e links quaisquer
5. Publicar a página móvel