O império [comunicacional] de Carlos Slim


Slim promove estratégia e, aos poucos, ingressa no mercado dos EUA

“Ao menos um dos magnatas das telecomunicações parece ter fé com o jornal”. É com essa frase que o New York Times anuncia a compra de 6,4% do veículo por, simplesmente, Carlos Slim, o segundo homem mais rico do mundo.

Segundo fontes extra-oficiais, só essa “pequena” porcentagem foi vendida por nada menos que 9,1 milhões de dólares. Ou seja, se pararmos para pensar, o NYT vale hoje 180 milhões de dólares. Mais de 300 mihões de reais.

O mexicano que, aos poucos, começa a dominar nichos de comunicação, garante que a aquisição não faz parte de uma estratégia de ingressar ao mercado norte-americano.

Mas isso não me convence. Slim passa a ser, agora, o terceiro maior investidor do “jornalão” que mais desenvolve tecnologias e aplicações de olho no futuro. A negociação é, sim, um passo para ingressar no Estados Unidos e, claro, montar um novo monopólio da informação.

[Na América Latina, Slim controla só América Móvil e Claro, além da Telmex].

A saída dá uma sobrevida ao veículo por dois aspectos. NYT, assim como outros importantes impressos dos Estados Unidos, passa por uma crise financeira que promoveu demissões em massa nos últimos meses.

Além disso, não podemos esquecer da migração de leitores e, consequentemente, anúncios e publicidade, que passa a cada dia figurar o seu ambiente virtual de informação.

Foto: Return.

Eles querem o Yahoo


Microsoft vai abocanhar esse peixe?

É. A briga começa a esquentar entre Microsoft e Google. Tudo pela aquisição/ajuda ao Yahoo.

Nós, do De Repente, não vamos especular sobre os acordos entre empresas. Isso você vê nas mídias tradicionais.

Aqui o espaço é de discussão, reflexão. E parece que estamos no momento de solidariedade.

Deu no The Wall Street Journal desta terça-feira. O Google, com medo da aquisição e monopólio da Microsoft, já ofereceu ajuda ao Yahoo e entra na briga pela compra de um dos sites mais visitados no mundo.


Compra da Microsoft pode juntar dois populares serviços 

Mas pelo que percebi, o Google está de olho no lucro publicitário do Yahoo. Nada de comprar a empresa. Apenas tomar controle do serviço que faz com que a propaganda seja exibida ao lado dos links e sites mais apropriados ao anunciante.

Hoje, na internet, isso vale uma grana e dá retorno. O Google, que não é bobo, não pensa em especulação de bilhões de dólares e, provavelmente, pode tomar isso.

O mais provável, segundo o WSJ, é que o núcleo de um eventual acordo fosse o abandono, por parte do Yahoo, de sua própria ferramenta de buscas para anúncios online.

Não sei se está claro pra você. A briga é feia. O Yahoo não é tão popular assim no Brasil, mas possui serviços como o Flickr, Yahoo Messenger, Yahoo Respostas, além do Cadê, site de buscas.

Foto de Flickr.