Twitter pede desculpas por suspender perfil de usuário

O Twitter emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira para fazer um raro pedido de desculpas público. A empresa reconheceu que errou ao suspender a conta de Guy Adams, correspondente do jornal britânico The Independent em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Na semana passada, o jornalista usou a rede social para criticar a cobertura das Olimpíadas de Londres realizada pelo canal de televisão americana NBC. Na mensagem, ele publicou o e-mail de um executivo da emissora. “O responsável pela NBC de fingir que a Olimpíada ainda não começou é Gary Zenkel”, diz em um dos tuítes (abaixo, em inglês). A NBC, que detém os direitos de transmissão dos jogos nos EUA, exibiu a cerimônia de abertura da competição em Londres com um atraso de seis horas.

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O agregador de ‘tweets’ dos Jogos Olímpicos de Inverno da NBC

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A NBC encontrou um modelo de centralizar conteúdo gerado por usuário em redes sociais durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno. Uma das redes de televisão mais tradicionais dos Estados Unidos usou o critério do Tweet Tracker, adotado no país anteriormente, para mapear e manter relatos, opiniões e discussões armazenados em um único ambiente virtual.

O evento, que acontece no Canadá desde o dia 11 de fevereiro, é acompanhado por um agregador que mostra o consolidado da competição. O Olympic Pulse inova no setor de categorizar ‘tweets’: divide o conteúdo gerado por atletas dos Jogos com o restante dos usuários. O ponto alto é a funcionalidade de mecanismo de filtro entre esportes e competidores.

Este modelo já foi adotado pela MTV durante o VMA – um dos prêmios musicais de maior audiência no mundo. Na época, a emissora mapeou quais eram os artistas mais comentados por hora e quantas mensagens recebeu cada um.

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Em números, como as pessoas fogem do espaço destinado aos comentários

MSNBC segue reinando na audiência de ambientes de informação nos EUA

Interessante e reflexiva a última métrica de audiência do mês de janeiro do Instituto Nielsen, divulgado nesta terça-feira. Quem pensa que o New York Times é o meio online de informação mais lido nos Estados Unidos, se engana. A MSNBC, seguido da CNN e Yahoo, reina absoluto no país, com uma audiência relativamente grande e fiel.

No Brasil, o relatório pode ser visto com um “certo espanto”. Quem diria que, um veículo como o NYT, com tantas boas mudanças e necessidades de tornar-se uma plataforma centralizada de informação nos últimos meses, fosse apenas o quinto na lista. No Reino Unido, por exemplo, o jornalão é o oitavo mais lido.

Isso confirma a fidelidade e o bom posicionamento feito pela MSNBC há praticamente um ano. A empresa tomou a liderança do Yahoo News no último mês de julho e, desde então, não perdeu o trono. E essa hegemonia tem motivo: investimento no momento certo.

MSNBC é apenas uma “pequena parte” da poderosa família chefiada pela NBC News. Há alguns meses vem investindo pesado na união de dois signos: tecnologia e informação. Não à toa já possui uma boa e nova ferramenta de visualização de conteúdos, mais dinâmica, bonita e simples, o Spectra.

A funcionalidade promove um ponto de vista inovador para ler uma informação. Tornou-se uma das primeiras propostas de interatividade de notícias na web, comprovando aquela velha máxima que o internauta não está sozinho no momento em que visita o site. É possível, por exemplo, até comentar um mesmo fato com uma pessoa de um local diferente.

Outro ponto reflexivo desta lista dos dez mais lidos é a presença de Yahoo e Google News, agregadores de notícias que ainda não se popularizaram no Brasil, seja pela pouca visibilidade dada, seja pelas “trapaças” feitas por portais como Uol e Terra, que não exibem seus conteúdos no ambiente.

A hiperlocalidade na NBC


A onipresença da NBC promove conteúdos hiperlocais agora

A NBC, importante rede de TV norte-americana, surpreendeu. A empresa acaba de mudar seu posicionamento e, a partir da próxima semana, vai se especializar em conteúdos locais. A reformulação é feita logo após o sucesso de sua cobertura olímpica.

A marca vai centralizar informação em nove grandes cidades dos Estados Unidos, para aproximar ainda mais o cidadão do que é relatado. Praticamente uma programação regional.

A surpresa, pelo menos pra mim, é essa mudança de posicionamento. Acredito que o caráter hiperlocal será ressaltado, daqui alguns anos, nos impressos, importantes suportes para a disseminação de fatos. Essa será a grande utilidade do jornal.

Com a mudança, NBC passa a ter um espírito mais “SPTV”: posicionado, fragmentado e com uma audiência de respeito.

Foto: Sports addiction.

A aposta olímpica [e ultra-positiva] da NBC


NBC gastou e, antes mesmo de acabar os Jogos, já obteve um lucro exorbitante

Quando a NBC pagou 607 milhões de euros pela transmissão exclusiva das Olimpíadas, muita gente criticou. Um custo alto para uma competição esportiva que dura menos de um mês. A aposta [alta], planejada e que promoveu mudanças de horários de competição, como a natação, promoveu um triunfo histórico. A empresa norte-americana quebrou recordes na TV e na internet, provocou mudanças de pensamento na web e, de quebra, já superou seus gastos antes mesmo de terminar o evento.

O medo foi superado com resultados que considero surpreendentes.

Via The New York Times, descobri que os Jogos Olímpicos de Pequim trouxeram números surpreendetemente altos para a publicidade, superando até dados otimistas. NBC teve, simplesmente, 30 milhões de espectadores e 30 milhões de visitantes únicos em sua página página especial olímpica e cerca de seis milhões de vídeos foram compartilhados (olha a força da cidadão).

Todo essa audiência gerou bons frutos a NBC. Segundo estimativa do Los Angeles Times, a empresa de comunicação já lucrou 679 milhões de euros. Isso mesmo. A quatro dias do fim dos Jogos, NBC já superou seus gastos olímpicos.

Sinceramente, isso não veio à toa. Apesar da “modesta” segunda posição norte-americana no quadro de medalhas, a NBC contou com o apoio dos atletas do país [vide os ouros de Michael Phelps e o show das ginastas]. Dois fatores extremamente importantes para a construção de um vínculo entre veículo de comunicação e telespectador/leitor/internauta.

Atualizado: No Brasil, a situação não é diferente. Via Adnews, vi que 12,3 milhões de brasileiros acompanhar o evento pela web no Terra.