Um Native Ad por excelência

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O Native Ad, publicidade nativa ou natural em português, é um termo no qual sempre reservaram no universo do jornalismo adjetivos pouco lisonjeiros. Até meados de 2013, havia muita resistência ao formato exibido como um conteúdo editorial, mas com um asterisco nada desprezível de pago — há o nobre objetivo de não confundir o leitor sobre a origem do conteúdo. A crise instalada na profissão, no entanto, fez empresas de comunicação mudarem seus julgamentos. Huffington Post, The New York Times e BuzzFeed foram os motores para que o modelo começasse a ganhar corpo. Hoje, Native Ad é um ingrediente onipresente em redações digitais. Ganhou atenção com equipes dedicadas exclusivamente às tarefas de criar conteúdos patrocinados; consequentemente, os modelos ganharam novas roupas e interesse dos leitores. O The New York Times, mais uma vez, é o pioneiro no quesito inovação.

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A Copa dos dados e das previsões — erradas

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O futebol não é uma ciência exata. Mas a segunda edição brasileira da Copa do Mundo já está marcada pelo desfile de dados, estatísticas e projeções — erradas — no universo digital das empresas de Jornalismo. A estatística caiu, literalmente. Mas quem a derrubou? Um futebol vistoso, um entrechoque de estilos opostos que garantem: o que se viu até agora justifica o entusiasmo dos torcedores, mas muito em função do equilíbrio da maioria das seleções. No fim da primeira fase, concluída nesta quinta-feira, já é possível concluir: não há um favorito absoluto para a competição. Muito menos seguir à risca o que os números buscam revelar dentro de campo.

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Por um Jornalismo Digital com a essência das startups
As Olimpíadas dos dados

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A adesão do Jornalismo Digital ao universo dos e-singles

A admiração pela reportagem multimídia Snowfall, do The New York Times, não está apenas no encanto visual e na excelência de seu texto, apanágios que contribuíram para a conquista de um Pullitzer, considerado o Oscar do Jornalismo. Está, sobretudo, no modelo de negócio de um setor que carece de inovação: a adesão ao universo dos livros. A reportagem está disponível gratuitamente na web – e também à venda por 2,99 dólares aos leitores que desejam armazenar a história em seu smartphone ou tablet. Esse caminho também é trilhado por outras publicações digitais: Washington Post Wall Street Journal têm histórias jornalísticas transformadas em minilivros. Há algumas semanas, o Brasil ganhou seu primeiro projeto no setor.

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Por um Jornalismo Digital com a essência das startups

Na semana passada, o Pew Research Center´s Project for Excellence in Journalism divulgou o The State of The News Media 2013, relatório anual sobre as perspectivas de mercado do jornalismo americano. É a pesquisa mais importante no setor, que evidencia a crise que passar o setor – sobretudo no Brasil. Os problemas apresentados, contudo, chegam a uma solução descrita brevemente no relatório: o Jornalismo Digital precisa se reinventar. Para tanto, um ingrediente nada desprezível está disponível no mercado: a essência e inteligência do universo das startups, empresas que buscam a inovação em seu segmento e operam com uma lógica de experimentação rápida, segundo a qual apenas ideias que logo se mostram promissoras recebem mais investimentos.

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No Brasil, New York Times tem missão crucial para o Jornalismo

Na última segunda-feira, o jornal americano The New York Times revelou ao mundo sua intenção de produzir uma versão digital da publicação em português a partir do segundo semestre de 2013. A investida, uma prática já traçada por outros grandes e importantes grupos de mídia, reforça a importância que o Brasil ganhou, há poucos anos do início dos dois maiores eventos esportivos do planeta – a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Seu ingresso, contudo, pode acelerar um caminho sem volta: o desenvolvimento acelerado de conteúdos em parceria com a equipe de tecnologia.

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Acordo entre Twitter e Apple pode acirrar batalha nas redes

No último sábado, o jornal americano The New York Times revelou uma ofensiva da Apple nas redes sociais. Segundo a publicação, a empresa estuda investir milhões de dólares para integrar seus produtos ao microblog Twitter. Se confirmada a negociação, a rede social pode elevar seu valor de mercado a 10 bilhões de dólares, fato que pode beneficiar não só seus usuários finais – que somam mais de meio bilhão -, mas, sobretudo, as próprias companhias de tecnologia.

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Pagar ou não pagar? Eis a questão

O ano de 2012 ainda não terminou, mas pode ser considerado como um período crucial – ou de transição – entre empresas de jornalismo no mundo digital. Impulsionadas pelo certo sucesso do The New York Times com uma cobrança de conteúdo conhecida na rede como paywall poroso, publicações estudam e se questionam sobre o futuro de suas empresas – afinal dez em cada dez executivos do jornalismo ainda não apresentam um planejamento: será mantida a cultura do grátis e obter retorno a partir de publicidade ou será adotada a estratégia de pagamento?

Abaixo, reproduzo dois outros comentários sobre o assunto pinçados a partir de uma longa discussão produzida por mensagens eletrônicas. As opiniões são do escritor brasileiro Paulo Coelho e do jornalista Pedro Burgos, dois dos profissionais que mais respeito.

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A díficil missão do paywall no Jornalismo Digital chega ao Brasil

Recentemente, fui cobrado por amigos e leitores do blog para comentar acerca da cobrança criada pelo jornal Folha de S. Paulo para acessar conteúdos de sua versão digital, anunciada em junho pela publicação. Trata-se da primeira grande iniciativa de uma empresa impressa no país em um modelo que, até então, é observado com lupa pela maioria das companhias de comunicação – e uma questão crucial que, se for mal desempenhada, pode redefinir o formato da internet como seus usuários a conheceram.

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Como selecionar parágrafos e grifar textos no New York Times

Na última sexta, alguns blogs especializados comemoraram como um gol os novos recursos apresentados pelo The New York Times. Entre as inovações apresentadas no First Look – blog de novidades da empresa – o destaque ficou por conta da ampliação de vínculos presentes em um texto, com o uso dos links entre parágrafos.

Na prática, o leitor tem a possibilidade, agora, de criar links de um excerto do texto – e não o artigo completo, caso o mesmo seja extenso. Além disso, o interagente tem a chance de “grifar” o conteúdo que considerar mais importante – o uso de letras como h ou p no fim de cada url permite filtrar e hierarquizar assuntos. No caso da imagem acima, escolhi por “grifar” o quarto parágrafo do texto.

A funcionalidade facilita o compartilhamento de conteúdo em plataformas instantâneas como Twitter e Facebook e propicia maior eficácia aos leitores que buscam compartilhar conteúdo indo direto ao assunto.

É mais uma manobra da publicação na tentativa de fugir do lugar-comum e oferecer ao leitor da versão on-line do jornal uma proposta, digamos, “nova” – o recurso já é conhecido há algum tempo, mas sob o ponto de vista técnico e menos prático.

No caso dos blogs, essa tarefa pode ser facilitada com o uso do Winerlinks, plugin presente no WordPress já há algum tempo e testado recentemente no Press Think, de Jay Rosen, professor de Jornalismo da Universidade de Nova York. O serviço será um dos recursos que serão posteriormente testados no blog.

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Times Extra, do The New York Times