“Twitter é uma moda passageira”

Nicholas Negroponte é o pai do Media Lab, o badalado e requisitado laboratório de multimídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Um dos personagens de maior prestígio – e respeito – no mundo acadêmico, o arquiteto de 67 anos tem uma definição clara e bem interessante entre átomos e bits. Diz o pesquisador: “o bit é o menor elemento atômico do DNA da informação”.

Na última semana, Negroponte concedeu uma entrevista ao diário espanhol El País. E, de certa maneira, fiquei surpreso com a falta de repercussão sobre a conversa. Poucos comentaram o conteúdo. Na ocasião, ele falou sobre comunicação, tecnologia, cultura digital e, claro, plataformas sociais.

Negroponte foi polêmico e, de forma positiva, explicou a amplificação da gritaria virtual em rede. “Qualquer ato público passa a ser relevante”. A frase veio em boa hora, momento em que a sociedade questiona o ato criminoso de uma estudante por propagar ofensas ao povo nordestino em rede. Falta bom senso – de todos os lados, celebridades ou anônimos – aos viciados nos 140 caracteres do passarinho azul.

No entanto, o que me chamou atenção foi o olhar crítico sobre o Twitter. Para Negroponte, o microblog é “moda passageira”. “Não creio que ele vá durar muito tempo”, afirma. “É um local em que se perde muito tempo”. O Twitter de amanhã, segundo o pesquisador, é o Facebook.  “Ele me parece mais útil”, finaliza. Nota: Negroponte tem um perfil na rede. No entanto, não usa o serviço diariamente.

No mais, vale a pena conferir a entrevista em vídeo “A mente é o meio mais poderoso“.

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Foto: Billhr.