2012: ano das imagens – e do Instagram

Em 2012, a web não se limitou a encurtar ainda mais distâncias, aproximar cidadãos e permitir que as pessoas se comunicassem em qualquer instante – e de qualquer lugar. Foi além. Um elemento nada desprezível foi incorporado a essas atividades – e que ainda fisga nosso olhar: a fotografia. Simultaneamente, dentro do universo digital – e também fora dela –, as imagens não pararam de se multiplicar. 2012 não pode ser resumido a batalhas entre companhias de tecnologia e voos mais altos de startups que se tornaram gigantes. Foi um ano, sobretudo, de compartilhamento de imagens, um motor que conduziu a web a um novo patamar: um mundo virtual ainda mais visual.

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Por que Mark Zuckerberg está de olho na Casa Branca

Na última semana, o Facebook anunciou a contratação de Joe Lockhart, ex-porta-voz da Casa Branca durante o governo Bill Clinton (1993-2001), que irá gerenciar a comunicação corporativa da rede social em nível mundial. Poderia ser apenas a chegada de mais um consultor de peso. Contudo, outros recrutamentos recentes promovidos por Mark Zuckerberg indicam que o empreendedor de 27 anos tem uma estratégia em mente: cercar-se de profissionais com ótimo trânsito político. O provável objetivo é lidar com a grande questão que virá pela frente: o número crescente de queixas de violação de privacidade do usuário por parte do Facebook.

Desde sua fundação, em fevereiro de 2004, a rede social mais popular do planeta já alterou seus termos de uso e políticas de privacidade 48 vezes – uma média de quase sete modificações por ano. Duas delas, em especial, aconteceram sem um aviso explícito ao principal interessado: o dono da informação. Em maio de 2010, dados de todos os usuários da rede, como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos, passaram a ser considerados públicos – ou seja, se tornaram acessíveis aos demais cadastrados no serviço.

Recentemente, a rede ativou automaticamente (saiba como desabilitá-lo) o sistema de reconhecimento facial de usuários cadastrados em todo o mundo (nos Estados Unidos, a ferramenta já estava ativa). E, mais uma vez, sem aviso. O episódio provocou a reação de autoridades de proteção de dados da União Europeia, que consideraram inaceitáveis tais modificações.

Há tempos, Zuckerberg conhece a importância de se manter próximo ao poder. Ele possui laços com Barack Obama desde 2008. Na época, o partido do atual presidente americano contratou Chris Hughes, cofundador do Facebook, que se tornou responsável por parte da campanha on-line de Obama. Formado em história e literatura pela Universidade de Harvard, Hughes criou o MyBarackObama.com, rede social considerada decisiva para o sucesso democrata. Pouco depois, estampou a capa da publicação americana Fast Company: “Conheça o garoto que fez Obama presidente”. Em abril, o presidente americano participou de uma sabatina na sede do Facebook, em Palo Alto, na Califórnia.

Confira a seguir o grupo do Facebook proveniente da Casa Branca ou arredores:

• Sheryl Sandberg: ex-chefe de equipe do secretário de Tesouro do governo de Bill Clinton. Hoje, é chefe de operações do Facebook e considerada a pessoa mais próxima de Zuckerberg

• Ted Ullyot: advogado e ex-coordenador de gabinete do procurador-geral do governo George W. Bush. Atualmente, é conselheiro-geral do Facebook

• Marne Levine: ex-assessora da área econômica do governo Obama. Hoje, ocupa o cargo de vice-presidente de diretrizes públicas globais do Facebook

• Joel Kaplan: ex-subchefe de gabinete do ex-presidente George W. Bush. Hoje, é vice-presidente de políticas públicas federais do Facebook

Com Lockhart, o quinto elemento, é certo que o Facebook tratou de reforçar seu braço institucional e seus laços com Washington. É provável também que essa proximidade com a Casa Branca seja útil caso a discussão sobre a privacidade de dados dos quase 700 milhões de usuários da rede seja definitivamente colocada em pauta.

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Foto: Justin Sullivan/AFP

Obama virou escudo do Facebook

Nesta quarta-feira, o presidente americano Barack Obama fará uma visita especial à sede do Facebook, em Palo Alto, na Califórnia, nos Estados Unidos. O evento, que marca mais uma vez o encontro entre o fundador da rede Mark Zuckerberg e o líder do país, terá transmissão em tempo real pela própria gigante das redes sociais, é claro. Na ocasião, parte da imprensa vaticinou que o encontro fora definido para demarcar o terreno virtual de maior popularidade no planeta para a reeleição do democrata. Engano. Por trás deste cenário, há uma amizade mais intensa – com um interesse, digamos, velado.

A movimentação de executivos da maior rede social do planeta com a Casa Branca já existe há algum tempo. Em 2008, o partido democrata contratou Chris Hughes, cofundador do Facebook, para coordenar parte da campanha on-line de Obama. Formado em História e Literatura pela Universidade de Harvard, Hughes foi o responsável pela criação do MyBarackObama.com, rede social considerada decisiva para a popularização do político na internet. Pouco tempo depois, o empreendedor estampou a capa da publicação americana Fast Company: “Conheça o garoto que fez Obama presidente”.

O próprio site de Obama para a reeleição presidencial é recheado de recursos do Facebook – botões de compartilhamento conhecidos no país como Curtir e a possibilidade impulsiva de fazer parte do projeto Obama na rede social. Já são mais de 19 milhões de pessoas que ‘curtiram’ a página oficial do presidente no Facebook. As cores são, no mínimo, parecidas às do Facebook: impera o azul e branco

O Facebook, por sua vez, não fica para trás. A empresa mantém uma postura agressiva para manter um corpo de funcionários, digamos, eclético. Em sete anos de vida, compôs uma estrutura com profissionais de outras grandes empresas, como o Google, mas há algum tempo, angaria funcionários da Casa Branca. Todos, sem exceção, são influentes e têm ótimos contatos com líderes políticos. São eles:

• Sheryl Sandberg: ex-chefe de equipe do secretário de Tesouro do governo de Bill Clinton. Hoje é chefe de operações do Facebook e considerada a pessoa mais próxima ao fundador Mark Zuckerberg.

• Ted Ullyot: advogado e ex-coordenador de gabinete do procurador-geral do governo George W. Bush. Atualmente é conselheiro-geral do Facebook.

• Marne Levine: ex-assessora do grupo econômico do governo Obama. Hoje ocupa o cargo de vice-presidente de diretrizes públicas globais do Facebook.

O mais novo candidato a fazer parte da equipe de Mark Zuckerberg é Robert Gibbs, assessor de longa data de Obama que deixou o posto de secretário de imprensa em fevereiro. A ideia é incorporá-lo ao departamento de comunicação da rede social, segundo informa o The New York Times. No entanto, o vínculo entre Gibbs e Obama não cessou: o profissional pode se tornar o assessor externo do político para a campanha de reeleição para 2012.

Não faltam argumentos para explicar a criação de laços fortes entre duas potências. A empresa de Mark Zuckerberg já foi acusada diversas vezes por órgãos governamentais por violação de privacidade. Ter profissionais com trânsito na Casa Branca poderia aliviar a vida de Mark Zuckerberg na tentativa de afrouxar regras e, assim, ampliar a exposição de dados de adeptos do site – uma mina de ouro para ações publicitárias nas páginas internas da rede, uma vez que é possível mapear hábitos e preferências de mais de 600 milhões de pessoas.

Recentemente, a rede social se posicionou claramente contra os planos definidos pela União Européia sobre um regulamento que obrigue redes sociais e sites a excluírem completamente dados armazenados de usuários.

Portanto, a Casa Branca pode virar o escudo de Zuckerberg – e vice-versa.

O cuidado de Obama com um único discurso

Está no Flickr da Casa Branca uma das fotos mais interessantes que já vi de bastidores de política. Atento, Barack Obama olha com receio e produz diversas alterações no discurso produzido pelo seu redator. Trata-se de mais um interessante mecanismo – simples – de como um presidente está mais distribuído e menos centralizado em plataformas sociais.

Sem ao menos conhecer questões ideológicas e/ou passado do mandatário, Obama se aproxima ainda mais do cidadão comum, recurso já lugar-comum se pararmos para analisar sua política em rede – uma simples ruptura do modelo tradicional de levar a informação, uma fórmula vislumbrada por candidatos à Presidência da República no Brasil.

Caso queira ver em detalhes, há a possibilidade de visualizar a imagem em outra resolução.

/via @msoares

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Twitter é a palavra mais popular na língua inglesa

twitter

A mídia espontânea e o alarde midiático em torno do Twitter, rede de mensagens de 140 caracteres, foram reflexos de um estudo divulgado nesta segunda-feira. Segundo pesquisa da Global Language Monitor, “Twitter” alcançou o post de palavra mais popular na língua inglesa no ano de 2009 na internet.

O atual maior fenômeno tecnocultural da internet superou “Obama”, presidente dos Estados Unidos, que ficou em segundo lugar, e “H1N1″, vírus da gripe A que assolou o mundo nos últimos meses.

A pesquisa, conhecida como “Top Words”, considerou o uso de todas as palavras em inglês produzidas e distribuídas por mais de um bilhão de pessoas que dominam o idioma e usam a internet.

Confira o ranking:
1º – Twitter
2º – Obama
3º – H1NI
4º – Stimulus (Estímulo): relacionado ao pacote financeiro anunciado nos Estados Unidos
5º – Vampire (Vampiro): referente às obras lançadas sobre o tema
6º – 2.0: sufixo que busca estabelecer assuntos relacionados à próxima geração
7º – Deficit (Déficit)
8º – Hadron: partículas efêmeras submetidas a colisão do LHC
9º – Healthcare (Seguro de saúde): tema recorrente que divide a opinião pública dos Estados Unidos
10º – Transparecy (Transparência): meta de governos que assumiram gestões nos últimos dois anos

Obama é a pessoa “mais seguida” no Twitter


Obama: “sou um político multimídia”

Barack Obama, sem dúvidas, é um sucesso na web.

Depois da ajuda dos estudantes Universidade de Standford com a criação do YouBama, o possível candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos é destaque no Twitter.

Segundo o Twitterholic, que mede a frequência de pessoas que seguem e são seguidas (famosos followers/following), Obama lidera o ranking do microblogging de maior sucesso no mundo com mais de 19 mil followers.

Scoble é o segundo, seguido de Calacanis, Laporte e Macrumors.

Outros destaques políticos entre os 100 mais seguidos no Twitter são John Edwards (41º), Bill Clinton (71º), além de Hillary, sua esposa, (81º).

Os dados só confirmam a presença e importância de Twitter nos Estados Unidos.

Provavelmente, quem alimenta cada microblog devem ser os assessores de imprensa de cada político, mas pode-se considerar um importante mecanismo de propagação de informação pessoal com 138 cc.

No Brasil, a idéia, com certeza, será adotada por alguns políticos. Twitter é de fácil acesso, existem uma boa porcentagem de brasileiros no serviço, e é fácil na questão de divulgação de propaganda política.

Alguns destaques do ranking interessantes:
- Darth Vader é a 24a “pessoa” mais seguida
- NYT e CNN, dois dois principais veículos norte-americanos, são bem requisitados

Foto de Flickr.