Como selecionar parágrafos e grifar textos no New York Times

Na última sexta, alguns blogs especializados comemoraram como um gol os novos recursos apresentados pelo The New York Times. Entre as inovações apresentadas no First Look – blog de novidades da empresa – o destaque ficou por conta da ampliação de vínculos presentes em um texto, com o uso dos links entre parágrafos.

Na prática, o leitor tem a possibilidade, agora, de criar links de um excerto do texto – e não o artigo completo, caso o mesmo seja extenso. Além disso, o interagente tem a chance de “grifar” o conteúdo que considerar mais importante – o uso de letras como h ou p no fim de cada url permite filtrar e hierarquizar assuntos. No caso da imagem acima, escolhi por “grifar” o quarto parágrafo do texto.

A funcionalidade facilita o compartilhamento de conteúdo em plataformas instantâneas como Twitter e Facebook e propicia maior eficácia aos leitores que buscam compartilhar conteúdo indo direto ao assunto.

É mais uma manobra da publicação na tentativa de fugir do lugar-comum e oferecer ao leitor da versão on-line do jornal uma proposta, digamos, “nova” – o recurso já é conhecido há algum tempo, mas sob o ponto de vista técnico e menos prático.

No caso dos blogs, essa tarefa pode ser facilitada com o uso do Winerlinks, plugin presente no WordPress já há algum tempo e testado recentemente no Press Think, de Jay Rosen, professor de Jornalismo da Universidade de Nova York. O serviço será um dos recursos que serão posteriormente testados no blog.

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Times Extra, do The New York Times

MySpace fecha parceria com Facebook. E sai no lucro

O MySpace tentou sobrevida longe do Facebook, lançou há poucas semanas uma nova versão de seu site, com novo foco em música e entretenimento, na tentativa de retomar o prestígio no mercado que ajudou a criar. Não conseguiu. A rede social de nicho, que já foi considerada a mais popular do planeta, foi humilde, pediu socorro ao site de Mark Zuckerberg e conseguiu. Agora, Facebook e MySpace são parceiros.

A expectativa que tomou conta por parte da imprensa para o encontro desta quinta-feira foi de uma fusão dos sites – o que era improvável, já que Mark Zuckerberg, comandante do Facebook, nem estava presente. Na ocasião, o acordo é simples e, um pouco tardio: prevê que os usuários do MySpace acessem seus perfis por meio do cadastro feito no Facebook. Fundado em 2003, o MySpace chegou a ser a maior rede social do mundo com mais de 100 milhões de usuários. E perdeu o trono para o novo parceiro, em 2008.

Neste caso, o MySpace sai em vantagem. Lutando contra a perda excessiva de popularidade – e enxergando “rivais” como Twitter e Facebook crescerem de forma vertiginosa – a rede vai tentar recrutar o máximo possível de dados dos usuários, como nome e e-mail, além de conhecer um pouco mais do perfil de quem acessa o site, com a possibilidade de saber quais são os interesses dos cadastrados. Para o Facebook, a empresa terá a possibilidade de angariar ainda mais novos usuários, já que a base ainda significativa do MySpace é, em grande parte, fiel.

O acordo deixa claro que o MySpace jogou a tolha: não é mais adversário direto do Facebook na briga intensa pelo trono das redes sociais. “O MySpace é agora um espaço de entretenimento social”, admitiu Mike Jonas, presidente-executivo do site.

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Plugin de WordPress ensina como visualizar comentários da Google SideWiki

google-sidewiki-wordpress

No fim do mês de setembro, a Google lançou uma extensão para a barra de ferramentas dos navegadores – chamado de SideWiki – que permitia produzir comentários em qualquer site, mesmo que esteja inativa a opção para a produção de conteúdo de leitores. Uma boa solução para ambientes como o Blog do Planalto, por exemplo.

Em pouco tempo, o serviço – cópia do Third Voice – aterrorizou publicações tradicionais que não permitem comentários em suas notícias,  já que perde-se total centralização e poder de moderar qualquer tipo de debate. Para os executivos da indústria do jornalismo, seria mais um ataque às empresas midiáticas.

Mas, até o momento, aterroriza a própria Google. O símbolo de buscas na web terá que enfrentar uma longa batalha para conter a produção desenfreada de spams, já relatada por alguns blogs do exterior. Ainda não há um mecanismo de filtragem considerado eficiente, como o do WordPress, que diferencia o que é comentário e spam.

Enfim, o interessante disso tudo é como já há uma movimentação para conter ou dar maior visibilidade a ferramenta. Em menos de dez dias do funcionamento do serviço, já existiam alternativas para bloquear o SideWiki. Ontem, conheci até um plugin do WordPress que permite visualizar os comentários – antes escondidos – do produto.

O WP-oySidewiki integra e armazena em uma única caixa de comentários o espaço de discussões da Google, acabando com a premissa de conversas dispersas na rede em uma página.

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Um badge do Twitter para o blog


Twitch permite inserir um badge de todas as suas conversas em blog/site

Mais um serviço ramificado para popularizar o Twitter.

Twitch, com um nome bem parecido ao principal microblogging do mundo, permite colocar um badge [em formato flash] na barra lateral do seu blog ou site. Tudo para o internauta acompanhar suas últimas mensagens no serviço.

Criado pela Ooze-flash, Twitch é um “plugin” fácil de instalar e permite mostrar todas as últimas mensagens do Twitter.

Foto do Program.