Twitter: nada de redes de anúncios, por enquanto

Sem anúncios automáticos enviados por redes em sua timeline. Pelo menos é essa a decisão do Twitter, segundo um post oficial do blog nesta segunda-feira. A decisão, segundo o texto, é para preservar a experiência de navegação e interação do usuário com a rede, uma “preocupação constante” da equipe do microblog.

First, third party ad networks are not necessarily looking to preserve the unique user experience Twitter has created. They may optimize for either market share or short-term revenue at the expense of the long-term health of the Twitter platform

E logo logo, sem sombra de dúvidas, o próprio time do Twitter irá encontrar uma maneira de acolher essa demanda de anunciantes afinal, o serviço precisa render financeiramente. Possivelmente o time de 200 pessoas destinada a analisar as possibilidades de mercado, vai acabar gerando um serviço para quem desejar anunciar, algo à la Google, na minha opinião. Resta esperarmos pelo andar das coisas.

Foto do Flickr

A resposta do New York Times ao Wall Street Journal

Campanha do New York Times abre guerra contra o Wall Street Journal

Desnecessária e ofensiva a campanha que será propagada pelo New York Times nas próximas semanas contra uma possível apropriação de segmento hiperlocal a um de seus maiores rivais, o Wall Street Journal. A iniciativa, definida como Numbers, reforça a importância que um veículo norte-americano dá a  um grupo restrito para distribuição e fidelização de conteúdo.

O assunto rapidamente foi discutido no PaidContent e Business Insider, dois dos ambientes virtuais que mais acompanho ultimamente. A campanha começará em abril, terá a duração de seis semanas e focará em meios impressos e online.

A batalha para conquistar novos adeptos já é travada há alguns meses. O motivo é simples – o projeto de Rupert Murdoch, carro-chefe do WSJ, em disponibilizar um suplemento local aos nova-iorquinos em seu formato impresso. A estratégia é tirar o domínio de um terreno dominado até então por uma única marca – o NYT. A resposta, ofensiva, veio em números.

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O fenômeno do crowdfunding chega ao OhmyNews

OhmyNews
Você pagaria oito dólares por mês pra manter um ambiente jornalístico na web?

O que eu esperava e até sugeri há seis meses como modelo de sustentação do OhmyNews apareceu como “nova solução” no ambiente virtual na última quinta-feira. O maior símbolo do Jornalismo Colaborativo na web anunciou prejuízos que chegam a quase um milhão de reais no último ano e  pediu a contribuição de fiéis leitores ou cidadãos-repórteres para mantê-lo vivo.

É o tal fenômeno do crowdfunding “chegando” ao OhmyNews: o termo, que deriva da expressão crowdsourcing, onde várias pessoas, colaborativamente, passam a ajudar, contribuir, cooperar em busca de um fim.

Situação bem parecida ao que já havia falado com o MobuzzTV, uma das startups audiovisuais mais interessantes dos últimos anos: pediu a contribuição de seus fiéis espectadores e, dias depois, acabou fechando.

Para não ter um fim, Oh Yeon-ho, presidente do grupo, lançou uma possível solução:

Fechamos no vermelho no último ano: cerca de 400 mil dólares. Para não depender de publicidade, se 100 mil cidadãos-repórteres ou leitores contribuíssem com oito dólares ao mês, o veículo conseguirá manter sua independência.

Yeon Ho sugere uma contribuição simbólica próxima ao do que se pode pedir para ler a versão online do The New York Times, por exemplo. Um dos maiores jornais do mundo estuda (agora, pra valer) uma cobrança por acesso nos próximos meses. Atitude que já provocou uma pesquisa entre os assinantes do impresso.

No OhmyNews, a prática de doação não é uma novidade. A Aninha lembrou muito bem que, em junho passado, “a OhmyTV recebeu doações espontâneas para manter o servidor no ar. Nada menos que US$ 130 mil brotaram na conta do noticiário em questão de poucas horas.”

É a velha máxima da sobrevivência dos ambientes web: o dinheiro de publicidade não sustenta por si só um negócio.

Os problemas escancarados do OhmyNews levantam uma tendência que começa a ficar mais evidente: um filtro visível dos projetos participativos que se consideram 2.0 (termo redundante e em desuso). A crise financeira que ainda assola o mundo produziu a criação de uma peneira com estes serviços. Só fica quem for auto-suficiente.

A hegemonia publicitária do Google

Não tinha conhecimento de valores ou porcentagens envolvendo publicidade na internet, mas um artigo que leio na WARC é de causar espanto: Google aumentou em 0,4% seu domínio publicitário em buscas na Europa neste terceiro trimestre do ano. De quebra, alcança uma marca expressiva: concentra 96,5% do mercado no Velho Continente.

O crescimento é, de certo ponto, sensato. Google é uma das empresas consideradas “beneficiadas” com a turbulência dos mercados e, principalmente, com a oscilação de moedas em meio à crise financeira mundial. Apenas se aproveitou da turbulência, já que muitas empresas optaram por realizar publicidade na internet, pois acreditam que é mais “rentável e segura”.

Um crescimento [interessante] do agregador de notícias


Topix.net: um agregador com 140 mil comentários em apenas um dia

Interessante a divulgação do ranking de ambientes virtuais jornalísticos mais visitados nos Estados Unidos. Para minha surpresa [e de muitos brasileiros, já que o serviço é desconhecido por aqui], um intruso aparece na terceira colocação, atrás apenas dos poderosos The New York Times e Washington Post. Trata-se do Topix.net.

Já o conheço há algum tempo, desde à época em que li algo sobre no Jornalistas da Web. Topix.net [ou .com] é um agregador de notícias, aos moldes do Google ou Yahoo News, mas com alguns diferenciais que confirmam o motivo de sua popularidade.

Topix utiliza mais de 50 mil fontes diferentes para promover absorção de informação. Há pouco tempo, conta com uma ajuda de cidadãos-repórteres na produção de conteúdos, o que já o garante praticamente como uma “Comunidade Jornalística”.

Caracterizo o site desta maneira simplesmente por um dado que recebi: Topix recebeu, em apenas um dia, 140 mil comentários. Mas tudo isso não é mágica; soube agregar mais do que pessoas. Fidelidade é a marca para seu crescimento.

O ambiente conta com fóruns e grupos de discussão de cada região dos Estados Unidos, bem aos moldes da hiperlocalidade, o que atrai acordos publicitários nacionais e regionais. Logo, a audiência torna-se segmentada, porém a parte de um todo constrói respeito e, posteriormente, respeito do internauta.

Foto: Flickr.

A queda do Metro pode promover alianças gratuitas

O Metro, marca jornalística reconhecida por todo o mundo por sua distribuição gratuita de impressos, divulgou seus resultados financeiros nesta terça-feira. E, pelo jeito, a situação não anda nada boa.

Os “ingressos publicitários” caíram 14% no terceiro trimestre do ano. A Espanha é o país com maior queda dentre todos analisados (26%).

As perdas publicitárias em todo o mundo, só em 2008, somam 13,4 milhões de euros, quase 40 milhões de reais. O único caso positivo do impresso gratuito é no norte da Europa.

O Metro, que já teve perdas com o anúncio do fim de sua edição na Croácia, somados aos fracassos em diversas regiões nos Estados Unidos, podem promover mudanças hiperlocais em seus suportes informativos.

A possibilidade de se manter no mercado provoca rumores sobre possiveís alianças gratuitas. Espanha é um exemplo. Metro pode começar a estudar uma fusão com um outro rival. 20 Minutos, Qué e ADN são as possibilidades.

A alternativa já é vista nos Estados Unidos. The Miami Herald, Sun-Sentinel y The Palm Beach Post anunciaram que não disputam o mesmo leitor para, simplesmente, oferecer uma informação única.

Fundo de tela pessoal do Twitter, agora, vale dinheiro

Conheci mais um novo modelo de negócio no Twitter. E esse é daqueles de polemizar qualquer aplicativo/serviço agregador ao principal microblogging do mundo.

Pois é. Agora, por incrível que pareça, é possível vender e comprar espaço de publicidade no sistema de agregador de links/mensagens de 138 caracteres. Tudo pelo Twittad, no qual usuários podem garantir uma nova renda apenas pelo plano de fundo de sua conta.

Um anunciante X escolhe um indivíduo bem “requisitado” no aplicativo, ou seja, com muitos “seguidores” (followers) e faz uma proposta em dólares. Cabe a pessoa apenas conversar sobre valores e, caso aceite, terá uma imagem adicionada ao seu fundo de tela do Twitter.

Para ter acesso completo ao serviço, você deve ser cadastrado no Paypal.

Ah. Já até existem as sugestões de imagens que podem ser inseridas.

A proposta é ousada e polêmica. Vai bem aos moldes do Twit2art, uma idéia de um artista belga de produzir obras de arte no microblogging. O valor é proporcional a demanda. A cada mensagem recebida no microblogging, há o aumento de um dólar para cada tweet.

Foto do artista belga do Twit2art.

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Frase da semana

Vivemos um dos piores momentos da história da publicidade, por Sam Zell, megainvestidor norte-americano, no FTM.

Prejuízo envolvendo publicidade e jornalismo virou lugar-comum. Apesar disso, já há reformulações em modelos de negócio midiáticos. A BBC destaca o crescimento vertiginoso de celulares conectados à internet em 2012. Chegaremos a mais de um bilhão de aparelhos inseridos ao mundo virtual.

Foto: sloganmaker

A publicidade nos meios de comunicação


Segundo estudo, a internet roubou a publicidade de TV e jornal

As notícias não são das mais otimistas [apenas no âmbito on-line]. Em meio a divulgação do New York Times sobre o pior ano da história na publicidade no meio impresso, eis que é revelado um outro dado pertinente para mudanças e posicionamento sobre negócio nos veículos de comunicação.

Um relatório divulgado pela AdAge nesta segunda-feira (23/06) mostra que a web “roubou” um bilhão de dólares da publicidade da TV e do jornal dos Estados Unidos apenas em 2007.

Segundo o estudo, o jornal perdeu 674 milhões de dólares para o mundo on-line.

O dado é importante e pertinente para o âmbito brasileiro. No exterior, muitos se mexem para permitir a sobrevivência de suportes de informação já “mortos” por muitos.

Não é à toa quatro em cada dez pessoas que lêem um jornal nos Estados Unidos acabam comprando um produto que viu durante a leitura.

Enquanto aqui, por exemplo, é necessário pagar para ler conteúdo dos dois maiores jornais do país.

Foto de Ti.mo.