Saída de executivo impõe (outro) novo desafio à rede Facebook

Na última sexta-feira, o mercado de tecnologia acompanhou a primeira saída de um dos principais executivos do Facebook após a recente entrada da empresa na bolsa de valores. Bret Taylor, chefe de tecnologia, comunicou sua decisão no próprio site, espaço onde também confirmou a criação de um novo projeto, em cooperação com Kevin Gibbs, ex-funcionário do Google. A maior rede social do planeta sofre um duro revés ao perder o autor de ações importantes realizadas recentemente. Mark Zuckerberg, CEO e fundador da rede, terá portanto outro desafio pela frente: conter o ímpeto dos funcionários – feitos milionários com a abertura de capital da empresa – que ajudaram a transformar o Facebook em gigante e agora podem buscar outros desafios.

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Novo Facebook a seus usuários

Nesta sexta-feira, o Facebook deu o passo mais importante de sua história, desde sua criação, em fevereiro de 2004, ao estrear no mercado financeiro com a maior oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, a Bolsa do setor de tecnologia. Ao arrecadar cerca de 16 bilhões de dólares, a empresa teve seu valor de mercado elevado para 104 bilhões. Agora, a rede social criada para deixar o mundo mais aberto e conectado, utilizada hoje por quase um bilhão de pessoas em todo o planeta, não será a mesma: investidores vão exigir evolução constante e a rede social terá de atender às altas expectativas para mantê-los satisfeitos. Oportunidades de crescimento não faltam.

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Google+ se descola do Diaspora

Dias após o Facebook anunciar a compra, por 1 bilhão de dólares, do híbrido de aplicativo e rede social Instagram, o rival Google+ tratou de apresentar a seus usuários a nova interface do serviço. É a primeira grande reforma visual desde seu lançamento, em junho de 2011, de um produto que recebe cada vez mais atenção dentro da gigante de buscas. Trata-se, sobretudo, de uma aposta correta ao escolher um visual que se adapta facilmente em navegadores de dispositivos móveis com telas sensíveis ao toque.

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Facebook não quer ser apenas uma rede social

Quando o Facebook alcançou a marca de 300 milhões de cadastrados, em setembro de 2009, Mark Zuckerberg, seu criador e comandante, definiu o rumo do serviço (e do negócio): “Nosso objetivo é conectar pessoas“. De fato. Com a popularização do site, a rede social (que já ultrapassou a barreira de 500 milhões de usuários) há muito deixou de ser uma brincadeira entre universitários e vem se tornando uma eficiente base de comunicação. É o canal entre cadastrados. Ou o telefone do século XXI.

Ligar o conceito de telefone ao Facebook não é um ato gratuito. Há tempos, boatos da indústria e apostas da imprensa vêm alimentando a versão de que a rede poderá lançar seu próprio aparelho de celular – um dispositivo, que, é claro, completaria o leque de possibilidades de produzir diálogos entre pessoas. O único meio ainda sem o seu domínio era a conversa por voz. É a única condição ainda não-presente no contexto de “social utility” (‘utilitário social’) tão defendido por seu fundador. No entanto, fora apenas um rumor.

A empresa de Zuckerberg convocou a imprensa na última semana apenas para revelar funcionalidades específicas que facilitam a vida de um usuário que se conecta na internet por meio de plataformas móveis – smartphones ou tablets -, importante fatia do público que começa a crescer de forma vertiginosa. Segundo o próprio fundador, 200 milhões de pessoas (quase metade dos cadastrados) acessam a rede a partir de dispositivos móveis. No mesmo período, em 2009, o número era de 65 milhões.

Na oportunidade, o executivo revelou, entre tantos recursos, a criação do Single Sign-on, novo sistema de login que permite o acesso a aplicativos no celular apenas clicando em um único botão. O artifício, sem previsão de chegar ao Brasil, simplifica a vida do usuário, que não precisa digitar várias senhas.

Sobre a possibilidade de criar um celular próprio, Zuckerberg garantiu que – por ora – a empresa tem o objetivo de apenas investir em ambientes virtuais sociais, independente do aparelho. “Não vamos produzir telefones”, avisou. Contudo, suas próprias parcerias vão contra seu argumento. Em outubro, o Facebook acertou uma parceria com o Skype, principal serviço de telefonia pela internet, que previu o uso de recursos da rede social diretamente pela interface do programa. Portanto, não será nenhuma surpresa se a empresa aparecer com um aparelho disponível aos seus usuários.

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Foto: Babyben.

Novas falhas escancaram o maior defeito do Facebook

Desde o início do ano, uma escala começa a ser configurada no Facebook. Simultaneamente ao avanço da rede social de maior popularidade no mundo, com mais de 500 milhões de cadastrados, crescem as críticas aos problemas de privacidade encontrados pelo site. O novo espinhoso episódio da empresa de Mark Zuckerberg aconteceu nessa segunda-feira. O Facebook admitiu que dados confidenciais de usuários cadastrados em aplicativos populares da rede como o Farmville foram transmitidos a empresas de publicidade e de rastreamento na internet. Na prática, informações valiosas de dezenas de milhões de pessoas – como nome, idade, e-mail e localização geográfica – estavam nas mãos de empresas como a Rapleaf, capazes de cruzar informações disponíveis na web e vendê-las a anunciantes. Neste caso, o movimento aponta para uma única direção – o histórico de problemas que ilustra a vulnerabilidade da ferramenta.

Em abril, período que marcou a conquista de 400 milhões de cadastrados no site, dados como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos passaram a ser considerados públicos. E pior: sem um aviso claro. Na ocasião, órgãos reguladores de diversos países condenaram a atitude, que previa a autorização de sites parceiros a extrair informações pessoais para personalizar seu conteúdo na página. Pressionado, Mark Zuckerberg publicou uma carta aberta no jornal Washington Post pedindo desculpas. “Erramos o alvo”, afirma. Desde a sua fundação, em 2006, o Facebook já mudou suas regras de privacidade em 23 oportunidades – uma média de quatro reformulações por ano.

E os tropeços virtuais não param. Em julho, o consultor de segurança online Ron Bowes, da Skull Security, reuniu e disponibilizou para download dados pessoais de 100 milhões de usuários. Segundo Bowes, os conteúdos foram publicados para alertar a população conectada na plataforma social.

Há dois meses, uma função criada para tornar o Facebook mais amigável levantou uma nova suspeita. Na época, a funcionalidade fazia com que a tela de “senha incorreta” do site mostrasse o nome completo do usuário – acompanhado de uma imagem e e-mail. Mais um erro, primário e básico, que um gigante das redes sociais como o Facebook não pode cometer. Mas comete, comprometendo o principal interessado da ferramenta: o dono da informação.

Foto: iti4u.

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O novo – e velho – alvo do Twitter: os spammers

“Lançamos o novo Twitter para descobrir o que é novo no seu mundo”, anunciou na noite da última terça-feira Evan Williams, um dos fundadores da empresa. Dias após a revelação, parece que a maior mudança na ferramenta desde o seu nascimento virtual, em 2006, virou objeto de desejo. Diz um dos meus seguidores: “mudanças? Isso é verdade?”

As reformulações estruturais realmente pretendem garantir um uso mais simples e prático de uma rede, conforme explicou Williams no evento. E também mostra um cenário de batalha contra terceiros. No entanto, a nova roupa virtual do Twitter mostra uma perspectiva: a nova disputa contra desocupados virtuais que enviam de forma ininterrupta mensagens não solicitadas ao microblog, conhecidos na web como spammers. Até março, 11% das mensagens enviadas pelo Twitter eram consideradas como spam. Hoje, este valor caiu para 1% – o que representa aproximadamente 900.000 tweets diários, se compararmos com os últimos números divulgados pela empresa.

Um dos recursos apresentados faz parte da estratégia de inibir a invasão de spammers, que encontraram no Twitter um tesouro – os encurtadores de link para distribuir links maliciosos e infectar computadores. Um link encurtado permite enxugar caracteres na mensagem a ser enviada se tornou essencial – e as extensas URLs jogavam contra essa lógica de escrever em até 140 caracteres.

Se facilita a vida do usuário, os encurtadores adicionam um problema à vida deles: uma vez que o novo código com a URL encurtada substitui a URL original, não é mais possível ler o endereço expresso no link. Com as novas mudanças, o problema foi solucionado: é possível visualizar, antes de clicar, o tipo de conteúdo da URL. Ou seja, os spammers sofreram um ataque pesado do microblog. Mas, aos poucos, se adaptam à nova estrutura para desferir ataques em perfis.

Foto: freezelight.

Foursquare: 3 milhões de usuários. Mas ainda é para poucos

O Foursquare atingiu neste domingo a marca de 3 milhões de usuários. O registro do site baseado em geolocalização foi alcançado por um usuário dos Estados Unidos – país que detém 60% dos cadastrados no site – e acontece dias após o anúncio do Facebook anunciar o Places, recurso ainda não aberto ao Brasil para concorrer com o serviço.

Criado em março de 2009, o 4sq evoluiu de forma vertiginosa, o que despertou o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. No entanto, o fundador Dennis Crowley nega que esteja interessado em vender o site neste momento. Em julho, a rede passou de 100 milhões de atualizações de dados de entrada de usuários em diferentes locais, conhecido como check-in – o que corresponde a um tweet.

A gritaria virtual foi propagada por blogs especializados na área neste final de semana. E está aquém de serviços do segmento como o Loopt, que possui uma base de mais de 4 milhões de usuários (grande parte concentrado, também, nos EUA).

Até o momento, os valores nem se comparam às gigantes das redes como o Twitter, que já conta com mais de 105 milhões de usuários. O motivo é simples: o uso da rede social necessita na maioria das vezes de um dispositivo móvel, como um celular ou tablet conectado à internet. No Brasil, por exemplo, apenas uma pequena parcela da população tem o recurso.

Por que você segue marcas no Facebook?

O que faz o ser humano escolher uma opção entre as diferentes preferências que lhe são oferecidas é ainda uma questão intrigante e feita sob diversas perspectivas. Uma simples regra geral estabelecida não é suficiente para explicar o estímulo de cada indivíduo. Para tentar entender essa relação, a consultoria especializada em web E-marketer realizou uma pesquisa com o objetivo de conhecer o que move pessoas a seguir marcas em redes sociais como o Facebook. O resultado, infelizmente, revela uma preocupação ‘marketeira’ sobre estímulos e motivação do usuário. Faltou apenas levantar a bandeira do auto-interesse pessoal. É o império do egoísmo.

Segundo o relatório, 25% dos entrevistados seguem uma empresa com a vontade de ganhar descontos ou promoções especiais. A fidelidade do indivíduo e a possibilidade de mostrar vínculo com uma marca à sua teia social aparece em segundo lugar, com 18%. Cerca de 10% das respostas coletadas se referem às características de acompanhar uma empresa por ‘diversão’.

Em pouco tempo, os dados pipocaram em blogs especializados em mídia. E o argumento que fora mais analisado envolvia possíveis erros de estratégia em rede. Só esqueceram do principal: tentar compreender a motivação o fenômeno do auto-interesse, que representou 1/4 das respostas dos entrevistados. O cenário é novo. A teoria, nem tanto.

Em 1776, Adam Smith escrevia ‘Riqueza das Nações’ e entendia que o auto-interesse movia a participação alheia e estimulava o trabalho e sua divisão. Diz o autor: “dê-me aquilo que eu quero e você terá isto aqui, que você quer – esse é o significado de qualquer oferta desse tipo.”

O egoísmo, um auto-interesse ‘excessivo’ segundo Smith, é considerado uma característica natural ao homem, reflexo de uma concepção estética ligada ao ‘amor-próprio’. “Cada homem, portanto, é muito mais profundamente interessado no que quer que imediatamente lhe diga respeito, do que naquilo que diz respeito a qualquer outro homem”. O egoísmo, nada mais é, que a possibilidade de converter tudo em utilidade exclusiva. E, parte dos indivíduos conectados em rede começa a pensar assim.

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Como o Facebook redefine a privacidade, por TIME

Interessante e longa a reportagem que a TIME destaca sobre o Facebook – que virou capa. A publicação norte-americana explica, em sete páginas para impressão, como a polêmica em torno da privacidade do usuário com a maior rede social do mundo é intensa.

As justificativas partem por todos os lados. Desde o F8, conferência realizada em abril entre desenvolvedores do Facebook para anunciar novidades da plataforma, informações pessoais como álbum de fotos e atividades desenvolvidas na rede social são informações públicas aos cadastrados do FB. Para alterá-las, o usuário deve conhecer os seis campos de privacidade que prevê 36 mudanças em relação ao seu perfil – fato que poucos usuários conhecem.

Em meio às polêmicas, a publicação permeou os fatos com números.Alguns chamam atenção:

  1. TIME revela que, nas próximas semanas, o Facebook alcançará 500 milhões de usuários
  2. Mais de 100 mil sites já usam as ferramentas sociais anunciadas pela rede em abril (Atividade Recente e botão ‘Curti’)
  3. 100 milhões de cliques únicos no botão Like (conhecido no Brasil como ‘Curti’

Em uma busca na web, recebi algumas informações interessantes e que foram pouco destacadas: em seis anos de vida on-line, as políticas de privacidade do site mudaram 17 vezes, uma média de quase três reformulações por ano. Os termos de uso, outra importante configuração da rede, só fora modificada em sete oportunidades.

Facebook e privacidade: o que merece atenção

Infográfico do New York Times mostra os passos da privacidade no Facebook

Nos últimos dias, o Facebook foi alvo de inúmeros protestos e críticas distribuídas em rede pelas mudanças importantes nas regras de privacidade, além de graves problemas que permitiram visualizar conversas privadas entre adeptos da maior rede social do mundo.

Coube aos sites noticosos, então, relatar o fato. Diariamente, fora uma enxurrada de informações por todos os lados – o que provocou a ausência de contextualização e explicação do que permeia as polêmicas envolvendo o site fundado por Mark Zuckerberg.

De tudo que acompanhei até o momento, sugiro apenas duas leituras: o panorama desenhado pela pesquisadora Danah Boyd – que inclui em seu texto um belo infográfico das mudanças que acontecem no FB – além da contextualização produzida pelo New York Times (imagem acima). A publicação mostra pontos específicos de dados pessoais abertos.

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