A Copa dos dados e das previsões — erradas

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O futebol não é uma ciência exata. Mas a segunda edição brasileira da Copa do Mundo já está marcada pelo desfile de dados, estatísticas e projeções — erradas — no universo digital das empresas de Jornalismo. A estatística caiu, literalmente. Mas quem a derrubou? Um futebol vistoso, um entrechoque de estilos opostos que garantem: o que se viu até agora justifica o entusiasmo dos torcedores, mas muito em função do equilíbrio da maioria das seleções. No fim da primeira fase, concluída nesta quinta-feira, já é possível concluir: não há um favorito absoluto para a competição. Muito menos seguir à risca o que os números buscam revelar dentro de campo.

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As Olimpíadas dos dados

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Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data na FAAP

Estão abertas as inscrições para o curso de Comunicação e Análise de Dados na Era do Big Data da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), projeto do qual serei coordenador, ao lado de Alec Duarte. O programa, com duração de três meses, faz parte do projeto de evolução do curso de Comunicação em Dados (Jornalismo de Dados), ofertado na instituição no fim do ano passado.

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Minha participação no YouPix e no 14º Encontro Locaweb de internet

Na próxima quarta-feira, participo de uma dupla jornada de discussões sobre cultura digital. Às 12h10 (de Brasília), participo da mesa “Usando mídias sociais em prol do seu negócio” no 14º Encontro Locaweb de profissionais da internet ao lado de Carolina Rocha (F.Biz), Eduardo Prange (Seekr), Maria Clara Batalha (Magazine Você) e Victor Alves (Locaweb), no Centro de Convenções Frei Caneca. Há ainda inscrições para o evento.

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A tecnologia – e suas plataformas – podem ajudar o Jornalismo

Conforme prometido, abaixo a discussão que promovi durante o 1º Seminário de Redes Sociais do Comunique-se, realizado na última quinta-feira no bairro de Jardins, em São Paulo. Na ocasião, além da minha participação, o evento contou com a presença de amigos, como os jornalistas Alec Duarte e André Rosa, além de Ricardo Sangion (Facebook) e Felix Ximenes (Google).

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Minha participação no 1º seminário de Redes do C-se

Nesta quinta-feira, participo do 1º Seminário de Redes Sociais do site Comunique-se, que será realizado em um hotel no bairro Jardins, em São Paulo. Na ocasião, falarei sobre a participação do Jornalismo em outras plataformas, além da importância – cada vez maior – da tecnologia na profissão, tema que, por sinal, foi debatido pelo articulista Nelson de Sá na edição impressa da Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (só para assinantes).

Além das discussões que trarei ao evento – outras palestras ministradas podem ser vistas no Slideshare -, participam amigos como os jornalistas Alec Duarte e André Rosa, além de Ricardo Sangion (Facebook) e Felix Ximenes (Google). Infelizmente, o evento não será gratuito, mas disponibilizarei o conteúdo no blog.

Com Instagram, Facebook agrega inteligência para o ‘mundo móvel’

Nesta segunda-feira, o Facebook deu mais um passo que mostra que o serviço quer ser mais do que uma rede social. Por 1 bilhão de dólares, o serviço de Mark Zuckerberg arrematou o Instagram, aplicativo para as plataformas móveis iOS e Android que personaliza fotos. Já fiz um longo comentário em meu blog no site de VEJA, que revela dois objetivos que não merecem ser desprezados: a empresa agrega uma inteligência móvel imprescindível na batalha virtual contra o Google, além de incentivar engajamento à rede social, uma vez que os usuários do Instagram são fiéis ao serviço. A negociação, contudo, também levanta questões no mínimo auspiciosas.

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Cuba começa a viver dilema digital

Nos próximos meses, Cuba ganhará capítulo especial em sua minguada história no mundo digital. Em julho, o país da gerontocracia dos irmãos Fidel e Raúl Castro – que governam a ilha há mais de cinco décadas – pretende oferecer acesso à internet 3.000 vezes mais rápida que a atual – medonha e sucateada, diga-se. A iniciativa acontece graças a um acordo que se rasteja há anos com a nação-irmã Venezuela, que concedeu um cabo de fibra ótica para garantir um acesso, digamos, mais eficiente. Será a primeira tentativa dos mais de 11 milhões de cubanos se conectarem com o mundo – a possibilidade de visitar toda a rede, por ora, é reduzida aos círculos privilegiados da nomeklatura castrista. Trata-se da primeira manobra para garantir uma internet competitiva na história de um país avesso à circulação de informação – e o primeiro indício de um possível confronto entre ativistas e jovens blogueiros cubanos sedentos pela liberdade contra um exército pronto para defender a permanência da revolução. As “armas” já foram apresentadas: blogs e plataformas de redes sociais como Twitter e Facebook. Só falta saber se elas poderão ser usadas na ilha. De fato, Cuba começa a viver uma encruzilhada digital.

Recentemente, o país começou a respirar ares de batalha virtual. Em março, o governo divulgou uma série de documentários em seu canal estatal – já disponíveis no YouTube (vídeo abaixo) – como uma tentativa de demonstrar ações subversivas dos Estados Unidos contra Cuba. Na oportunidade, o governo dedicou 30 minutos para disparar contra a atividade desenvolvida nos últimos anos por blogueiros contrarevolucionários, identificados na produção como ciber-mercenários. Trata-se de uma lavagem cerebral que mostra a preocupação de Raúl perante as informações que se tornam foguetes em plataformas de redes sociais.

Em Cuba, duas redes paralelas de conexão à internet coexistem: a restrita – popularmente conhecida como intranet, disponibilizando apenas e-mail e páginas selecionadas pelo governo – e o completamente liberado, presente em grande parte dos hotéis do país. Todos os rastros digitais, sem exceção, são monitorados pela Avilalink, software que consegue bloquear acessos e sistemas como um mecanismo de defesa.

Segundo o site de métricas Alexa – que nunca foi base de relatório, mas é o único que mensura o acesso em rede -, o Facebook foi o segundo site mais acessado em Cuba em março. Twitter e outros dois serviços gratuitos de blogs – WordPress e Blogger – figuram entre os 15 espaços virtuais de maior popularidade no país. É sinônimo de uso de plataformas de redes sociais e aumento vertiginoso de pessoas blogando. No entanto, o poder da tecnologia não foi percebido apenas pelos opositores e democratas. Políticos e pessoas ligadas ao governo a conhecem – e bem. Às vezes, eles tentam usá-la em benefício próprio. Outras, esmagá-la.

O governo cubano já conta com um exército com mais de 1.000 blogueiros para iniciar um embate virtual no país. São “correspondentes da revolução” e simpatizantes ao governo de Castro que servirão de escudo e instrumento de campanha para a disseminação de uma linha socialista. De outro, cidadãos, blogueiros sedentos por liberdade – de expressão e informação – comandados pela já conhecida Yoani Sanchez.

O cerceamento que beira a rede já permite inferir que os cubanos não irão invadir a internet por completo, tornando-se praticamente nula a chance de que o país repita o que – equivocadamente, diga-se – considerou como revolução em países como Egito e Tunísia. Na ilha, não há democracia alguma; nos países africanos e do Oriente Médio, alguma democracia existia, nem que seja mínima.

Antever quando uma ditadura duradoura será extinta é praticamente impossível. Contudo, a história mostra que a derrocada dos despóticos quase sempre é precedida pelo surgimento de um grupo de pessoas tão saturado pela falta de liberdade que já não tem a violência política. Foi assim com quase todos os países do Oriente Médio e do norte da África nos últimos meses. Na América Central, Cuba pode dar seus primeiros passos rumo à liberdade – e o fim do cerceamento pode ser provocado por um passo falso dado pelo próprio governo.

O jornalismo realmente morreu?

Conforme prometido, disponibilizo aos leitores do blog a palestra ministrada na última segunda-feira, em Montes Claros, norte de Minas Gerais. Na ocasião, conversei com cerca de 250 profissionais de comunicação sobre temas atrelados ao Jornalismo, como redes sociais, dados, mapas e recursos abundantes – e preciosos – disponíveis na rede.

 

Palestra – Montes Claros (MG)

Como a tecnologia altera o comportamento – e o Jornalismo

Conforme havia prometido, disponibilizo aqui, no blog, a palestra ministrada na última segunda-feira no curso de pós-graduação da PUC-MG. Na ocasião, tive uma conversa de como a tecnologia altera o comportamento – e o Jornalismo, traçando o atual momento de adaptação do profissional na área com os novos recursos que são disponibilizados às pessoas conectadas em rede. Ao profissiona, falta usar – e abusar – os recursos apresentados.

No mais, agradeço ao convite do professor Jorge Rocha – com quem já prometi a realização de um artigo acadêmico em 2011, e à professora Magaly Prado, que lançou nesta terça-feira o livro Webjornalismo.

A integração entre redes sociais e Itaú para iluminar o céu na Copa

No mínimo interessante a campanha que o Itaú realiza durante a disputa da Copa, na África do Sul. A criação, da agência Africa, produz integração da disputa do evento esportivo mais popular no mundo com interatividade e conexões nas redes sociais mais usadas no país.

A ideia do banco – um dos patrocinadores da seleção brasileira de futebol – é mostrar como o offline potencializa o on-line e vice-versa. Desde o início do Mundial, sete das principais capitais brasileiras ganharam uma iluminação diária com o verde e amarelo em locais específicos traçados estrategicamente. Esse planejamento acaba de chegar ao mundo virtual.

Na web, o site “Feito para você participar” permite conhecer as regiões que ganharam o colorido para celebrar a Copa e aproveitar para compartilhar os movimentos e criações em plataformas como o Facebook e Twitter. A foto acima representa parte de seu ciclo social, estampando sua foto em uma rede – no caso, o Facebook.

Confira o vídeo da campanha: