O Twitter decidiu: quer ser uma empresa de mídia

Durante a penúltima edição do All Things Digital Media Conference, em janeiro de 2012, nos Estados Unidos, o CEO do Twitter Dick Costolo foi incisivo e direto ao se referir ao modelo de negócio da companhia. “Nós não somos uma empresa de mídia“, garantiu. De fato. A responsabilidade fundamental da rede é criar uma plataforma, e não desempenhar uma função editorial. Seu argumento é, no mínimo, plausível: “Participar de negócios envolvendo empresas de mídia não faz de nossa companhia um novo rival no mercado”, finalizou. Mas o microblog que nasceu com o objetivo de promover a troca de mensagens de texto no âmbito empresarial cresceu, ganhou asas e parece querer mudar seu trajetória. Hoje, seu passarinho azul parece apontar para um universo cada vez mais conhecido pelo Jornalismo – e seus jornalistas.

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Twitter, 7 anos: 200 milhões de seguidores e um grande desafio

Às 18h02 (horário de Brasília) do dia 21 de março de 2006, nascia um dos maiores fenômenos tecnológicos e culturais da web. Curiosamente, o Twitter não surgiu para se tornar uma ferramenta popular. Nascido twittr (nome inspirado no site de compartilhamento de imagens Flickr), ele foi criado por Jack Dorsey (programador de software), Evan Williams (fundador do Blogger) e Biz Stone (outro homem por trás do Blogger) como um projeto paralelo de uma empresa de podcasting, a Odeo: a ideia era usar a ferramenta de microblog de 140 caracteres para promover a troca de mensagens de texto no âmbito empresarial. Foi muito além. Hoje, com 200 milhões de usuários – segundo informa a própria empresa nesta quarta-feira – o Twitter se tornou um espaço de diversão, autopromoção, informação e, especialmente, compartilhamento. Williams e Stone já deixaram a empresa, mas a permanência de Dorsey no comando da companhia mostra que seu destino é resumido a um termo: segunda tela. Ele define o hábito de usar a internet para comentar um programa de TV em tempo real.

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Twitter perde asas: está sem rumo

O americano Biz Stone surpreendeu o acanhado mundo dos 140 caracteres ao revelar que deixará o Twitter, produto que ajudou a criar em março de 2006. O novo desafio do executivo – se é possível considerar como novo – será à frente da Obvious Corporation, incubadora de projetos de tecnologia. A saída do Stone, no entanto, dá sinais de que o microblog passa por extremas dificuldades – a falta de estratégias em monetizá-lo. A web e seus viajantes, porém, ganham nova chance de consumir um novo popular produto virtual.

A  saída de Stone não pode ser considerada uma surpresa. Trata-se de um movimento natural. Há menos de dois meses, Evan Williams – outro fundador da rede de mensagens – havia se desligado da startup para novos projetos. Ambos permanecerão como conselheiros da empresa, mas irão retornar à Obvious Corporation, lançada em 2000, e conhecida por ser, talvez, o principal motor de criação e existência do Twitter.

Ao lado de Jason Goldman, outro profissional do alto-escalão que deixou o Twitter, Biz e Evan irão trabalhar na mesma perspectiva de Mark Zuckerberg: permitir que a internet conecte, cada vez mais, pessoas. A tarefa não é das mais fáceis: é só visualizar a missão do Google com seu novo projeto, o Google+. A missão é, no mínimo, claudicante.

Evan é um visionário tecnológico: além do Twitter, criou o Blogger, a plataforma de blogs do Google. Biz, por sua vez, tem espírito de líder e sabe trazer ingredientes de sucesso em produtos populares da web em seu próprio trabalho.

No entanto, o fim do ciclo diário de Stone e Williams no Twitter escancara a maior fraqueza da rede – a monetização de seu produto. A missão nada trivial de fazê-la um negócio rentável será destinada apenas a Jack Dorsey, único cofundador a permanecer à frente do negócio, e Dick Costolo, considerado pelo próprio Williams como o responsável a encontrar a trilha monetária.

O Twitter perdeu as próprias asas – e, pelo jeito, está sem rumo.

API: fermento de gigantes da web

Se o Twitter fosse um bolo, seu fermento seria sua API pública – aberta aos olhos e criatividade de todos os programadores do mundo. A API (Application Programming Interface, ou interface de programação de aplicações) é um conjunto de padrões de programação que permite a programadores independentes criar aplicativos que “conversam” com o serviço original, inventando novas funcionalidades para ele. Hoje, o recurso virou gigante: só o Twitter recebe, diariamente, 13 bilhões de pedidos em sua API.

Desenvolvedores sedentos por visibilidade – e dinheiro, claro – buscam tapar deficiências apresentadas em serviços – ou às vezes – reinventar a roda. Sonham em ser um Tweetdeck ou Summize (foto acima), adquiridos pelo microblog. Ao todo, o Twitter gastou 58 milhões de dólares para tê-las.

Aos poucos, o que se percebe é que grande parte das boas funcionalidades ou novos recursos apresentados na web sai de startups que aproveitaram o recurso de API para desenvolver interfaces ou funcionalidades interessantes que, porventura, começam a ser usadas de forma freqüente. O Summize, atual sistema de buscas do Twitter, talvez seja o maior exemplo deste cenário. Dificilmente o microblog teria o poder e a influência que tem em rede sem um mecanismo de pesquisas em tempo real. A partir dele que o popular Trending Topics fora criado.

Nesta terça-feira, o WordPress começa a dar os primeiros sinais de que não quer parar no tempo – e busca se manter no topo de plataformas de blogs: se apropriou dos próprios recursos que são apresentados por terceiros em sua plataforma para lançar – tardiamente – uma funcionalidade preciosa em blogs (foto acima): a possibilidade em comentar a partir de Twitter e Facebook. Chegou o momento de revalorizar a caixa de comentários.

A versão da empresa é semelhante aos plugins gratuitos já disponíveis na própria plataforma, como Echo, Intense Debate e Disqus (usado, aqui, no blog). Após anos do uso maciço dos recursos, o WordPress descobriu que, a partir de construções sociais, há a possibilidade de descobrir com quem o como você se relaciona com o próximo. Pelo jeito, o WordPress aprendeu – só – em 2011 que o anonimato perde espaço.

Cuba começa a viver dilema digital

Nos próximos meses, Cuba ganhará capítulo especial em sua minguada história no mundo digital. Em julho, o país da gerontocracia dos irmãos Fidel e Raúl Castro – que governam a ilha há mais de cinco décadas – pretende oferecer acesso à internet 3.000 vezes mais rápida que a atual – medonha e sucateada, diga-se. A iniciativa acontece graças a um acordo que se rasteja há anos com a nação-irmã Venezuela, que concedeu um cabo de fibra ótica para garantir um acesso, digamos, mais eficiente. Será a primeira tentativa dos mais de 11 milhões de cubanos se conectarem com o mundo – a possibilidade de visitar toda a rede, por ora, é reduzida aos círculos privilegiados da nomeklatura castrista. Trata-se da primeira manobra para garantir uma internet competitiva na história de um país avesso à circulação de informação – e o primeiro indício de um possível confronto entre ativistas e jovens blogueiros cubanos sedentos pela liberdade contra um exército pronto para defender a permanência da revolução. As “armas” já foram apresentadas: blogs e plataformas de redes sociais como Twitter e Facebook. Só falta saber se elas poderão ser usadas na ilha. De fato, Cuba começa a viver uma encruzilhada digital.

Recentemente, o país começou a respirar ares de batalha virtual. Em março, o governo divulgou uma série de documentários em seu canal estatal – já disponíveis no YouTube (vídeo abaixo) – como uma tentativa de demonstrar ações subversivas dos Estados Unidos contra Cuba. Na oportunidade, o governo dedicou 30 minutos para disparar contra a atividade desenvolvida nos últimos anos por blogueiros contrarevolucionários, identificados na produção como ciber-mercenários. Trata-se de uma lavagem cerebral que mostra a preocupação de Raúl perante as informações que se tornam foguetes em plataformas de redes sociais.

Em Cuba, duas redes paralelas de conexão à internet coexistem: a restrita – popularmente conhecida como intranet, disponibilizando apenas e-mail e páginas selecionadas pelo governo – e o completamente liberado, presente em grande parte dos hotéis do país. Todos os rastros digitais, sem exceção, são monitorados pela Avilalink, software que consegue bloquear acessos e sistemas como um mecanismo de defesa.

Segundo o site de métricas Alexa – que nunca foi base de relatório, mas é o único que mensura o acesso em rede -, o Facebook foi o segundo site mais acessado em Cuba em março. Twitter e outros dois serviços gratuitos de blogs – WordPress e Blogger – figuram entre os 15 espaços virtuais de maior popularidade no país. É sinônimo de uso de plataformas de redes sociais e aumento vertiginoso de pessoas blogando. No entanto, o poder da tecnologia não foi percebido apenas pelos opositores e democratas. Políticos e pessoas ligadas ao governo a conhecem – e bem. Às vezes, eles tentam usá-la em benefício próprio. Outras, esmagá-la.

O governo cubano já conta com um exército com mais de 1.000 blogueiros para iniciar um embate virtual no país. São “correspondentes da revolução” e simpatizantes ao governo de Castro que servirão de escudo e instrumento de campanha para a disseminação de uma linha socialista. De outro, cidadãos, blogueiros sedentos por liberdade – de expressão e informação – comandados pela já conhecida Yoani Sanchez.

O cerceamento que beira a rede já permite inferir que os cubanos não irão invadir a internet por completo, tornando-se praticamente nula a chance de que o país repita o que – equivocadamente, diga-se – considerou como revolução em países como Egito e Tunísia. Na ilha, não há democracia alguma; nos países africanos e do Oriente Médio, alguma democracia existia, nem que seja mínima.

Antever quando uma ditadura duradoura será extinta é praticamente impossível. Contudo, a história mostra que a derrocada dos despóticos quase sempre é precedida pelo surgimento de um grupo de pessoas tão saturado pela falta de liberdade que já não tem a violência política. Foi assim com quase todos os países do Oriente Médio e do norte da África nos últimos meses. Na América Central, Cuba pode dar seus primeiros passos rumo à liberdade – e o fim do cerceamento pode ser provocado por um passo falso dado pelo próprio governo.

“Twitter é uma moda passageira”

Nicholas Negroponte é o pai do Media Lab, o badalado e requisitado laboratório de multimídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Um dos personagens de maior prestígio – e respeito – no mundo acadêmico, o arquiteto de 67 anos tem uma definição clara e bem interessante entre átomos e bits. Diz o pesquisador: “o bit é o menor elemento atômico do DNA da informação”.

Na última semana, Negroponte concedeu uma entrevista ao diário espanhol El País. E, de certa maneira, fiquei surpreso com a falta de repercussão sobre a conversa. Poucos comentaram o conteúdo. Na ocasião, ele falou sobre comunicação, tecnologia, cultura digital e, claro, plataformas sociais.

Negroponte foi polêmico e, de forma positiva, explicou a amplificação da gritaria virtual em rede. “Qualquer ato público passa a ser relevante”. A frase veio em boa hora, momento em que a sociedade questiona o ato criminoso de uma estudante por propagar ofensas ao povo nordestino em rede. Falta bom senso – de todos os lados, celebridades ou anônimos – aos viciados nos 140 caracteres do passarinho azul.

No entanto, o que me chamou atenção foi o olhar crítico sobre o Twitter. Para Negroponte, o microblog é “moda passageira”. “Não creio que ele vá durar muito tempo”, afirma. “É um local em que se perde muito tempo”. O Twitter de amanhã, segundo o pesquisador, é o Facebook.  “Ele me parece mais útil”, finaliza. Nota: Negroponte tem um perfil na rede. No entanto, não usa o serviço diariamente.

No mais, vale a pena conferir a entrevista em vídeo “A mente é o meio mais poderoso“.

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Foto: Billhr.

Reestruturação do Twitter aponta para um lado – o financeiro

Leitores do blog pediram para comentar a repentina mudança que ocorreu nesta semana no Twitter. Na última segunda, Evan Williams, um dos fundadores do microblog, decidiu deixar sua posição de CEO do site. E resolveu colocar Dick Costolo, diretor de operações no cargo. No entanto, a reformulação não vem à toa. Só fortalece e escancara uma preocupação – comum – corporativa: tornar um produto não apenas popular. Mas rentável.

O anúncio fomentou blogs e sites especializados em mídia e tecnologia. Não houve, em nenhum momento, uma convocação à imprensa para a confirmação da reformulação da empresa. A notícia foi confirmada no próprio blog do Twitter, com assinatura de Williams.

Em um primeiro momento, especulou-se que essa movimentação seria a primeira para Williams vender o microblog, assim como fez com o Blogger, plataforma de blogs do Google. No livro Startup, ele admite não ter o costume de se focar em um único projeto: inicia um serviço, espera crescer e, posteriormente, passa adiante.

Engano. Por trás do discurso rebuscado de Williams, há um motivo – real – do problema: a rentabilidade do microblog. Não é de hoje que o Twitter busca, de forma desesperada, formatos para gerar receitas. O anúncio das novas funcionalidades e a crescente aparição de recursos pagos mostra que o sonho de manter uma startup não é tão lindo assim. Por trás da mecânica de um serviço que conta com mais de 105 milhões de usuários cadastrados, alguém precisa pagar a conta.

No ano passado, havia comentado, no blog, os reais motivos do Twitter ter finalizado 2009 no azul. Aos 45 minutos do segundo tempo, Google e Microsoft fecharam uma parceria com a empresa. Nessa jogada, o Twitter faturou 25 milhões de dólares.

Desta vez, Williams deixa o principal cargo da empresa para ser o homem das estratégias. No seu lugar, entra a vertente financeira do produto – Dick Costolo. Aos 47 anos, o executivo é considerado a peça-chave dos novos investimentos ao Twitter. Está na empresa a pouco mais de um ano e vem de uma recente – e positiva – experiência do FeedBurner, site que fornece recursos para auxiliar a otimizar e divulgar o RSS do seu site ou blog. Nesta história, um ponto de intersecção: assim como Williams, Costolo vendeu um produto ao Google. Em 2009, FeedBurner foi negociado por 100 milhões de dólares. Coincidência?

Foto: Joi e Jolie.

No Twitter, tem usuário que apenas “assiste” o conteúdo

Compartilho com os leitores do blog duas das minhas leituras nos últimos dias sobre a mensuração do que pode ser considerado como “mídia social”. Por conta do fraco referencial teórico presente no Jornalismo sobre o tema, tive que recorrer, mais uma vez, à área de exatas para compreender situações na área.

O argentino Bernardo Huberman, um dos pesquisadores do HP Labs, disponibilizou neste mês dois artigos sobre reflexões, influência e passividade em plataformas sociais como o Twitter. No caso, o professor de Física Aplicada da Universidade de Pensilvânia e parte de sua equipe foram exceção: abordam o assunto do valor de repassar um conteúdo para o seu círculo social de seguidores.

Um dos argumentos mais interessantes – que não é novo – é a competição desenfreada que acontece na rede de mensagens: a importância não está no número de seguidores, mas na atenção dos seguidores. O estudo de Influência e Passividade aponta algo interessante: a partir da mensuração de uma quantidade de “retweets”, percebe-se que a grande maioria dos perfis é passivo. Ou seja, fica como espreitador em rede: apenas assiste e não repassa. Falta “engajamento”.

No mais, deixo outra leitura de Huberman – que é a mais antiga e, sinceramente, a que me chama atenção. The Laws of the Web: Patterns in the Ecology of Information, publicado em 2001 pelo MIT Press, é uma leitura essencial para entender a complexidade da informação em ambientes estruturados por tecnologias digitais conectadas.

Foto: Rétrofuturs.

Quando a meta é ter 180 mil seguidores

Um dos perfis que mais sabe usar a interação e os recursos espalhados no Twitter é o da @revistasuper, gerenciado hoje por dois profissionais da publicação. Sem a condição – e pretensão – de tornar-se rede um canal hard-news, com a disponibilidade de notícias diárias propagadas em tantos sites noticiosos, a conta preserva o valor que cabe ao impresso há muitos anos: aguçar a curiosidade alheia.

Para manter a fama em ambientes digitais, o perfil no microblog propõe uma ação, no mínimo, curiosa. Com o título “@revistasuper rumo a Araçatuba“, a marca disponibilizou aos usuários um vídeo apresentando dados que envolve o número 180 mil – registro que corresponde ao número de habitantes de Araçatuba, localizado no interior de São Paulo.

Sou da opinião que devemos diferenciar e saber mensurar as expressões ‘qualidade’ e ‘quantidade’ em rede. Nem sempre um valor absoluto considerado alto tem o impacto e influência de um registro em menor escala. A variável, neste caso, é simples: descobrir qual o grupo que possui mais pessoas influentes no círculo virtual. E a @revistasuper parece saber lidar com o tema: tanto que é figura onipresente entre os mais clicados e ‘retuitados’ no migre.me, encurtador mais usados pelos brasileiros no microblog.

Contudo, o mais interessante é conhecer a face escancarada da estratégia: fortalecer a marca nas redes sociais, atingir pessoas interessadas na publicação e o que eu considero como essencial – transportar pessoas da malha da rede que desconhecem a existência do conteúdo on-line. Diz Kleyson Barbosa, um dos responsáveis pelo perfil: “o objetivo da campanha era crescer em 35% o número de seguidores em dois meses e chegar a 180 mil. Mas, em menos de um mês, a campanha parece ter conquistado o público: devemos alcançar a meta na próxima semana.”

E o projeto transcende apenas a conquista de um número em rede. O registro representará um projeto especial encabeçado pela redação da Super. Vale a pena acompanhar.

Quando o Twitter vira ‘caixa de comentários’

Quem acompanha o blog há algum tempo percebe o cuidado pessoal para compreender o processo de reestruturação da ‘caixa de comentários’, espaço que já foi decretado como morto com a “avalanche” das redes sociais, que permitiram a distribuição de conteúdos em várias plataformas.

Nos sites noticiosos, o tema começa a ser examinado com atenção: a Newsweek começou a usar o Echo; o Huffington Post se baseou em um sucesso local do Foursquare para gerar medalhas aos usuários que produzem comentários; a Economist lançou uma nuvem de tags que reúne comentários produzidos em blogs e artigos da publicação.

Para todas as empresas de mídia, o discurso é semelhante – teremos uma web cada vez menos anônima. Não discuto a legitimidade e possibilidade de não se identificar, mas a chance de comentar uma notícia a partir de um cadastro em uma rede social garante relevância e, principalmente, reputação ao seu círculo social.

Desta vez, conheci a oportunidade do Twitter virar o espaço de comentários. Com o objetivo de centralizar em um único ambiente virtual opiniões a respeito de um artigo ou post, o jovem designer Joey Primiani desenvolveu um sistema que permite usar o perfil da rede de mensagens de 140 caracteres em uma caixa de comentários. O serviço já está disponível para a plataforma WordPress.

A iniciativa é bem interessante, porém peca em um grande ponto – a possibilidade de você usar qualquer perfil do Twitter para comentar. Apesar da fase de testes, não há o recurso de autenticação do usuário. A imagem acima mostra a possibilidade de ‘falsificação’.

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