Já fiz uma lista no Vida em Rede sobre três eventos esporádicos que me chamaram a atenção em 2009. Como adoto um perfil diferente aqui, no blog, destaco cinco temas que que ganharam importância ao longo do ano.
1) Apropriação de conteúdo

Provavelmente o tema que mais gostei de debater no ano. A Google, principal símbolo de buscas da web, foi acusada por Rupert Murdoch, dono do Wall Street Journal, por “apropiar-se do conteúdo alheio de forma inapropriada, utilizando trechos sem uma autorização prévia”.
Foram ataques ríspidos dos dois lados nos últimos quatro meses, o que provocou até a criação de artigos de Eric Schmidt e Murdoch, carros-chefe das empresas. Até criou-se um estudo da importância de um buscador por trás de um site noticioso.
Mas a pressão midiática do chefão do WSJ fez a Google pensar em novos formatos. A solução, que antes era de demonstrar o desinteresse perante às publicações na web, foi tornar-se fazer a velha boa política da vizinhança e estabeleceu limite para visualização de informação ao Google News.
2) A máscara da imparcialidade em redes sociais

O velho debate de até onde vai o limite do profissional e o pessoal com a participação em plataformas sociais participativas. Com a popularização de Twitter e Facebook, por exemplo, muitas questões ganharam evidência envolvendo o que pode ou não ser publicado em um perfil pessoal.
A lista de empresas jornalísticas que produziram um manual com regras internas é grande. Los Angeles Times, Washington Post, ESPN, Bloomberg, AP, Globo e Folha de São Paulo são os casos que garimpei e produzi uma discussão com o tema.
Trata-se do movimento de tornar-se menos distribuído e mais centralizado. Uma tática que tem os seus motivos corporativos, mas que explica a diferença entre usar e estar em rede.
3) Plataformas áudio-visuais

Duas plataformas áudio-visuais que ganharam respeito em 2009 por suas movimentações foram Hulu e Spotify. Enquanto o Hulu tornou-se o segundo site de vídeo mais acessado nos Estados Unidos – um marco para a hegemonia YouTube – o Spotify se reinventou em um segmento que vivia de torrents.
E, durante seu percurso, encontraram incorretamente um “salvador”: que o próprio Spotify salvaria a indústria da música.
O mais interessante é saber que o posicionamento dos dois serviços é semelhante: realizar a boa política da vizinhança, fechar parcerias com indústrias poderosas do segmento e atrair o consumidor doméstico com uma gama de produtos.
4) O salto do Facebook

Números que valem mais que mil palavras. Em janeiro deste ano, o Facebook tinha uma margem de 150 milhões de pessoas cadastradas. Em dezembro, alcançou o número de 350 milhões de internautas na rede social. FB começa a seguir uma risca jamais vista na web: alcançar 50 milhões de novos usuários a cada dois meses.
5) Mineração de dados

Como disse no início do post, não discuto temas novos que emergiram na web em 2009. A intenção é reforçar o que é relevante para trazer novas discussões sobre o uso e comportamento do ser humano na web. E a mineração de dados contribuiu para debater o futuro do jornalismo on-line.
O ano marcou um aprofundamento pessoal em um tema bem interessante: Data Mining. A técnica de raspagem de grandes dados para promover um conexão com o seu conteúdo evidencia a importância de centralizar informações em um único ambiente virtual. Ao invés de dados de caráter de prestação de serviço dispersos, uma única página para fornecer o essencial.
Foi com essa premissa que o New York Times, por exemplo, lançou o Homicides Map. Pra mim, um dos três melhores projetos jornalísticos do ano.