Wolfram Alpha e o conceito da ‘busca exata’

Nos últimos três dias, comecei a testar com frequência o tão falado Wolfram Alpha, um buscador de cunho preciso que não indica páginas, mas simplesmente uma resposta. O serviço, alardeado por seu lançamento em tempo real na noite de sexta-feira, rendeu duas tags entre as mais produzidas no Twitter e mostra que uma pesquisa na web pode ter um caminho segmentado.

Havia falado do sistema na primeira semana de maio, já que houve um grande barulho por seu lançamento pois só eram elogios de quem havia testado, como relatou Nova Spivack, fundador e CEO da Radar Networks. “É realmente impressionante. Na verdade, devemos ficar de olho, pois é algo tão importante quanto o Google”, afirmou.

Sua estréia e disponibilidade para qualquer usuário mostra que Wolfram Alpha não veio para competir com o Google, mas tornar-se uma referência em uma busca que necessita ser precisa. O exato, por exemplo, é o carro-chefe de Stephen Wolfram, cientista que lançou há exatos 20 anos o Mathematica, um software de cálculos.

Então, Wolfram Alpha nada mais é que a extensão de seu brinquedo. O princípio do buscador é responder perguntas que surgem como dúvidas objetivas aos internautas. Quer saber todos os dados extra-oficiais do Brasil, de São Paulo, por exemplo? O serviço lhe responde em segundos, como população, PIB, renda per capita, extensão territorial, países vizinhos. Enfim, um guia completo geográfico e estrutura do que busca, que pode ser disponibilizado também em PDF.

O ponto alto do sistema é sua proposta de promover estatísticas. É possível saber como e quanto choveu no mês de maio nos últimos dez anos em São Paulo, por exemplo, mostrando até temperaturas comparativas. Torna-se praticamente um novo artifício simples e prático de produzir comparações.

Portanto, Wolfram Alpha não anula o Google. Acredito que apenas o complementa e torna-se um serviço pertinente e de nicho. Wolfram Alpha é sinônimo de resposta única.

O serviço está apenas em sua versão em inglês e tem um grande defeito: seu extenso nome não é facilmente decorado por pessoas que não são heavy-users de internet. Fiz este teste no final de semana com três pessoas em minha casa e ninguém lembrou ao menos do nome, coisa que o Google dá de goleada: simples, pequeno e prático.

Wolfram Alpha, o ‘maior rival do Google’, será lançado neste mês

O The Independent levantou a bola: o Google está prestes a conhecer seu maior rival neste mês de maio. Segundo a publicação, será lançado nos próximos dias o Wolfram Alpha, um software extremamente eficiente de buscas com respostas na web.

Apresentado na última semana na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Wolfram Alpha é visto como um marco virtual pela gestão de organizar e visualizar conteúdos na internet, sendo classificado até como o ‘Santo Graal’ virtual. Ao invés de propagar links, a própria resposta do serviço serve como carro-chefe da busca.

Wolfram Alpha já está disponível, porém seu uso ainda é “proibido“. Na matéria do The Independent, há duas opiniões de especialistas no assunto e que já testaram o buscador. E é o que mais chama atenção envolvendo seu contexto: como o ambiente de buscas surpreendeu positivamente.

Nova Spivack, fundador e CEO da Radar Networks, garante que o lançamento deste novo empreendimento é tão importante quanto o Google. “É realmente impressionante. Na verdade, devemos ficar de olho, pois é algo tão importante quanto o Google, mas com uma proposta bem diferente.”

Para Tom Simpson, há uma quebra de paradigmas do uso da internet. “A inteligência artificial segue em direção há uma organização absurda de conteúdo”.

A premissa do ambiente vem mesmo da idéia do que é semântico: a apresentação de dados e a realização de metalinguagem no que busca na web.

Vamos imaginar que buscamos saber “qual a maior cidade do mundo?”. A priori, Wolfram Alfa me mostrará todos os dados que comprovam tal resultado, visualizando ainda localização geográfica, cidades-vizinhas, com tabelas e gráficos para ilustrar a informação. Soma-se a isso a comparação de locais que o buscador poderá realizar, mostrando por exemplo São Paulo, Nova Iorque, Cidade do México, Tóquio, Cairo…

Outro princípio “inédito” que Wolfram Alpha pode proporcionar é cruzar informações com uma data específica. Por exemplo, o 11 de setembro de 2001. Será possível realizar uma busca para saber o contexto mundial antes e depois da data, com informações consideradas precisas e locais. Com certeza, neste quesito, o ambiente deverá ter alguma ligação com a Wikipedia.

Até o momento, o buscador que mais me chama atenção – – mesmo que seja específico – é o Newssift, um ambiente semântico de pesquisa do jornal Financial Times. O serviço indexa 4 mil fontes de notícias, entre conteúdos do próprio site, além de blogs e outros ambientes jornalísticos.

Sua novidade é a possibilidade de refinar a busca com qualificações do conteúdo, considerando-o como positivo, negativo ou neutro.